Se connecter“O seu verdadeiro dono veio te buscar. E eu ainda não decidi se vou começar a destruir sua vida ou sua mente.” Dominic Ferraro é um psicopata diagnosticado e o Capo que a Itália aprendeu a temer. Ele não busca redenção, e muito menos o amor. Para ele, Alessia Lombardi não é uma mulher; é um troféu, um receptáculo para despejar seu ódio, o instrumento perfeito para estraçalhar o império do homem que o traiu. Ele a quer derrotada e rastejando por uma misericórdia que ele nunca conheceu. Dominic não quer apenas controlar o destino dela; ele quer o prazer de abalar suas certezas, ferir seu orgulho e fazê-la se curvar à sua vontade. Ele a quer destruída. Alessia foi criada para ser a moeda de troca perfeita. Com seus raros cabelos prateados e uma linhagem manchada pela traição, ela sempre soube que seu futuro pertencia aos negócios da família. No dia de seu casamento, vestida de seda e cercada por mentiras, ela esperava ser entregue a um homem que odiava. Ela só não contava que o próprio inferno invadiria a catedral para reivindicá-la. Dominic é um fantasma forjado no lixo e no sangue, um sobrevivente que voltou para cobrar uma dívida de onze anos. No isolamento de uma mansão onde os gritos não encontram eco, Alessia descobrirá que a antecipação da dor é pior que a própria ferida. Entre jogos psicológicos sádicos e uma obsessão que ultrapassa os limites da sanidade, ela terá que decidir: lutar contra o monstro até o fim ou admitir que uma parte de si reconhece a escuridão dele. “Eu não quero seu respeito, gatinha. Eu quero o seu grito e o seu desespero. E vou ter.” — Dominic Ferraro
Voir plusPOV Alessia
O cheiro de incenso e lírios brancos costumava ser o perfume da paz em solo sagrado, mas hoje, ele tinha o odor metálico e sufocante de um funeral. O meu funeral. Eu não era uma noiva caminhando para o amor; eu era um cordeiro sendo arrastado para o cepo, onde o carrasco já afiava a lâmina com um sorriso de satisfação.
O vestido de seda marfim, escolhido a dedo por minha mãe para camuflar a fera que eu escondia sob as camadas de tule, era uma obra-prima de tortura arquitetônica. O espartilho estava tão absurdamente apertado que cada inspiração se transformava em uma agonia silenciosa; as barbatanas de aço cravavam-se nas minhas costelas, moldando minhas curvas generosas em um padrão que agradasse aos olhos masculinos, lembrando-me, a cada batimento cardíaco, de que na Fartalle, eu não tinha direito nem ao oxigênio que preenchia meus pulmões.
Eu sou Alessia Lombardi. A "Princesa de Prata". Uma anomalia genética que me deu cabelos da cor da lua e uma alma forjada no ferro, mas que para o meu pai, Leopoldo, não passava de uma mercadoria de luxo com data de validade. Ele estava me entregando, como um pedaço de carne sangrenta e marmorizada, para os lobos famintos da Eslovênia.
O objetivo de Leopoldo Lombardi era uma transação comercial fria: comprar o apoio da máfia Cantaloupe com a minha virgindade. Nossa organização, erguida sobre as cinzas e as traições da brutal Fratellanza di Ferro, era um castelo de cartas em meio a um furacão. Meu pai sabia que o chão sob seus pés estava podre, coberto pelo sangue dos que ele traiu. Ele precisava das rotas eslovenas para escoar sua sujeira e, acima de tudo, precisava de cães de guarda estrangeiros para garantir que seus próprios soldados não cortassem sua garganta enquanto ele dormia.
Caminhei pelo corredor da catedral sentindo o peso esmagador de centenas de olhares predatórios. Sorrisos falsos, dentes brilhantes que escondiam o veneno da elite criminosa. Eles viam exatamente o que os Lombardi venderam: a herdeira de curvas fartas, o busto oprimido pelo decote casto, a pele alva contrastando com os fios prateados que me faziam parecer uma santa saída de um altar. Eles viam a "boa garota", a virgem intocada que seria entregue a Marcellos Cantaloupe como um troféu de caça.
O que nenhum daqueles bastardos via eram os calos nos meus nós dos dedos, camuflados pela renda delicada das luvas de seda. Eles não faziam ideia de que, enquanto minha mãe me forçava a bordar enxovais e a baixar os olhos, meu primo Kauan me ensinava, no breu dos galpões úmidos, como estraçalhar a traqueia de um homem e como desmontar uma Beretta em segundos. Fui criada para ser uma boneca de porcelana puritana, submissa e pronta para abrir as pernas e sorrir para o monstro que pagasse o preço mais alto.
Meu pai queria uma donzela; eu me tornei uma estrategista para tentar sobreviver.
Eu sangrei no escuro, treinei até minhas pernas tremerem e aprendi a governar no silêncio da minha mente, esperando o dia em que o império seria meu. Mas a lógica da máfia é uma doença incurável: para Leopoldo, a mediocridade do meu irmão Lucca era uma virtude só porque ele nasceu com um pau entre as pernas. Lucca é um bastardo vazio, um erro de cálculo genético, mas no patriarcado podre dos Lombardi, um homem idiota ainda vale mais do que uma mulher brilhante.
No altar, Marcellos Cantaloupe me esperava. Ele era, visualmente, o arquétipo do príncipe encantado das trevas: cabelos negros como a noite, barba desenhada com precisão e olhos escuros que transbordavam uma possessividade nojenta. Ele não queria uma esposa; ele queria um objeto de prata para exibir em sua mansão gelada na Eslovênia. Algo para polir, usar, bater ou foder quando estivesse entediado e descartar quando o brilho sumisse. Marcellos já me olhava como se fosse o dono das minhas entranhas.
Em um de nossos raros e asquerosos encontros, ele sussurrou contra o meu rosto que não via a hora de estraçalhar minha virgindade; disse, com um hálito que cheirava a pecado, que queria me ver sangrar no pau dele até que a dor se tornasse a única forma de amor que eu conhecesse. Palavras grotescas, vomitadas sobre uma moça que o mundo acreditava ser tímida, puritana e intocada.
O que aquele bastardo não sabia era que meu coração não estava disponível para a sua crueldade. Ele estava trancado em um cofre de gelo eterno, e eu havia engolido a chave há muito tempo. Desde os doze anos, quando o sangue da minha primeira menstruação desceu, eu entendi meu propósito neste império de homens: eu nasci para ser uma mercadoria de pernas abertas e uma incubadora silenciosa.
Eu era o sacrifício, o preço da paz entre traidores. Olhei de soslaio para o meu pai e vi o triunfo em sua face gordurosa. Ao lado dele, Lucca parecia um pavão estufado, pronto para herdar o trono que eu construí com meu silêncio e inteligência. Naquele mundo, a coroa nunca tocaria minha cabeça prateada.
— Princesa... — Marcellos sussurrou quando alcancei os degraus.
Sua mão, quente e possessiva, cobriu a minha como uma garra de ferro. O toque me causou uma náusea visceral, um arrepio de repulsa que subiu pela minha espinha como ácido. Eu já podia sentir o peso do "dever" que viria à noite. A invasão de um homem que me via apenas como um útero para herdeiros eslovenos. Eu estava pronta para o meu papel de mártir, pronta para entregar meu corpo para salvar os negócios sujos do meu pai...
Até que o universo simplesmente foi rasgado ao meio.
Uma detonação ensurdecedora. As portas maciças da catedral foram arrancadas das dobradiças por uma carga explosiva de alto impacto. O mundo ficou cinza, preenchido por poeira, gritos e o cheiro doce de pólvora queimada. A onda de choque me arremessou para trás como se eu não passasse de uma pena. Caí de forma desajeitada, o peso do meu próprio corpo batendo contra o presbitério de madeira maciça. Ouvi o som doloroso do tule e da seda rasgando no meu braço, expondo minha pele à poeira do caos, mas a dor era um detalhe ínfimo comparado ao zumbido agonizante que tomou conta dos meus ouvidos.
O sacrifício havia sido interrompido. E, pela primeira vez na vida, o medo que senti foi substituído por uma faísca selvagem de esperança: os lobos haviam chegado, mas talvez eles não estivessem ali para o banquete... talvez estivessem ali para a matança.
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ESTA É UMA OBRA DE DARK ROMANCE EXTREMO. Este livro contém cenas de violência explícita, abuso psicológico, físico e sexual, além de temas sensíveis e comportamentos criminosos. O relacionamento retratado é tóxico e abusivo e não deve, sob nenhuma circunstância, ser normalizado ou romantizado na vida real. Trata-se de uma ficção sombria destinada exclusivamente a maiores de 18 anos que possuem consciência da distinção entre fantasia e realidade.
Leia por sua conta e risco. Se você possui gatilhos com os temas citados, esta obra não é para você.
Essa história é um crossover/ Spiin off da história que dará inicio a varios outros personagens ( Comprada pelo Mafioso obcecado: contrato com a virgem) Que está disponivél aqui na plataforma ok.
POV/ LORENZOEthan ergueu os olhos.Os Moretti não tinham autorizado o transporte de mulheres. Leopoldo tinha escondido vítimas entre cargas que passavam por estruturas usadas nos negócios deles. Agora, depois das mensagens e da voz de Yuri, precisávamos rever o quanto ele sabia e o que pretendia continuar fazendo.Os papéis não diziam aquilo abertamente.Também não explicavam por que tentaria matar as próprias filhas.Empurrei uma folha para perto de Dominic.— Ele precisava de vocês para conseguir isso.— Precisava do acesso — meu irmão respondeu.Ethan ficou alguns segundos olhando para a mesa.— E agora precisamos descobrir o que ele achou que ganharia com a nossa morte.Dominic largou a folha.Seu rosto estava marcado pela poeira e pelo cansaço. A compressa em sua mão tinha começado a manchar de novo.— Eu vou matar ele.Ethan sustentou seu olhar.— Eu vou te ajudar.Fiquei sentado entre os dois, ouvindo aquelas palavras.Quis dizer a mesma coisa, mas a imagem que veio foi Antone
POV/ LORENZOO homem assentiu.— Eu já falei com meu chefe. Foi um serviço…— O quê? — perguntei, aproximando-me. — Que serviço?Ele tentou responder, mas mudou a versão quando Ethan citou o horário de saída.A primeira mentira me fez agarrar sua camisa.— Minha mulher está no hospital.Dominic segurou meu pulso.— Deixa ele falar.O funcionário começou a negar que soubesse de qualquer problema. Ethan colocou os registros diante dele e apontou a diferença entre o chamado recebido pela empresa e o que ele tinha dito.O homem baixou os olhos.Acertei seu rosto.Ele bateu contra uma bancada e levou as mãos à boca. Fui atrás, mas Dominic entrou entre nós.— Lorenzo.Tentei passar por ele.— Você estava lá! — gritei para o homem. — Viu as crianças entrando? Viu minha mulher?O funcionário começou a chorar. Dizia que não queria, que não podia ter recusado.Eu só conseguia olhar para suas mãos.Eram mãos limpas. Não tinham o sangue de Antonella, não tinham poeira debaixo das unhas de tentar
POV/ LORENZOOlhei para as portas.Eu ia sair deixando Antonella, Sienna e Cassian ali.O pensamento me fez dar um passo na direção do corredor. Parei sem saber o que pretendia fazer. Não me deixariam entrar, e eu não tinha uma resposta para oferecer se perguntassem do que precisava.Uma profissional do hospital se aproximou depois da discussão. Pediu que baixássemos a voz e olhou para minha boca, depois para a testa de Aléssia.— Vocês já receberam atendimento?Ninguém respondeu de imediato.Dominic se voltou para a mulher.— Minha esposa machucou a cabeça. Precisa ser examinada.Aléssia começou a protestar, mas ele segurou sua mão.— Por favor.A profissional também observou Elizabeth.— A senhora estava na ocorrência?Minha cunhada assentiu.— Vamos avaliar vocês.Dominic explicou que as duas tinham passado mal antes da festa e pediu que relatassem isso ao médico, inclusive o que tinham comido. A profissional ouviu e disse que começariam pela avaliação clínica e dos ferimentos.Fiq
POV/ ALESSIALorenzo deu um passo.— Sou o marido dela.Eu segurava a mão de Dominic quando a médica começou a explicar.Tinham realizado uma cesariana de emergência. O trauma provocou um descolamento da placenta, comprometendo a oxigenação de Sienna. Os cirurgiões retiraram o fragmento e conseguiram controlar o sangramento de Antonella.— Elas estão vivas? — Lorenzo perguntou.— Estão — a médica respondeu. — Mas continuam em estado grave.Meu cunhado levou a mão ao peito.— A menina nasceu prematura e precisou de ajuda para respirar. Está sendo encaminhada à UTI neonatal. A equipe vai acompanhar também os efeitos da falta de oxigênio antes do nascimento.Ethan se aproximou mais.— E minha irmã?— Perdeu muito sangue. Terminamos a cirurgia, mas ela precisa de cuidados intensivos e monitorização contínua. As próximas horas, especialmente as primeiras vinte e quatro, serão importantes para avaliarmos a resposta ao tratamento.Lorenzo passou a mão pelo rosto.— Então vocês conseguiram sa












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