Compartilhar

Capítulo 04

last update Data de publicação: 2024-07-25 02:10:25

Maria West

Quase uma hora depois, deixei a minha mãe na floricultura com a Alex e fui para o endereço que recebi no meu e-mail.

Assim que estacionei na frente daquele enorme edifício, respirei fundo, peguei a minha bolsa e desci.

Quando passei pela porta de entrada, me deparei com um hall lindo e enorme, nos tons de cinza e preto, com o chão todo laminado, também acompanhando as cores das paredes. E no fim dele, havia uma placa enorme com o logo da empresa “Ricci law”.

Seria um sonho conseguir estágio nessa empresa, ainda mais no meu ramo, seria maravilhoso para o meu currículo.

A empresa é do CEO de Nova York, Matteo Ricci. Com apenas 26 anos, ele já triplicou o império dos seus pais e é uma grande inspiração para todos os profissionais da área do direito. Matteo vem de uma família poderosa, talvez isso já o ajude com os negócios. Vi a sua entrevista numa revista muito importante da cidade, pois eles questionavam que ele além do fato de ser novo e já ter conquistado tanto, era um dos solteiros mais cobiçado de Nova York, mas isso já tem um pouco mais de 5 anos, acredito que hoje em dia ele deve ter ao menos uma namorada. Um pedaço de mal caminho desses não deve ficar sozinho por muito tempo.

Ao perceber que estou divagando, saí dos meus pensamentos e caminhei até uma moça, pedindo  informação.

Fui até o elevador e apertei o botão para o último andar, as minhas mãos já estavam suando, era a primeira entrevista que iria fazer na minha vida.

Respirei fundo quando a porta do elevador abriu no meu andar, encarei a parede branca do outro lado do corredor imenso e por fim, saí dele. Caminhei até a mulher negra que aparentava ter por volta dos cinquenta anos, com os cabelos crespos em um corte black power, grisalhos, mas não de um aspecto envelhecido. Ela parecia a personagem Tempestade de X-men. Ela sorriu assim que notou minha presença, mostrando sua postura altiva e alegre. Se levantou dando a volta na mesa, provavelmente é a recepcionista ou a secretária dele.

— Bom dia! — falou toda sorridente enquanto me aproximava.

— Bom dia. — Retribuí o sorriso.

— Você deve ser a senhorita West. — Estendeu a mão para me cumprimentar.

— Sim, sou eu.

— Sou Martha Davis. — Ela continuou com o sorriso receptivo nos lábios. — Chegou bem no horário.  — Observou o relógio de mesa. — E só isso já fez você ganhar um ponto com o chefe — Ela soltou uma piscadela — O senhor Ricci já vai lhe chamar.

Merda! É o próprio Ricci que vai fazer a minha entrevista!

As minhas mãos começaram a suar e meu coração parecia que ia pular pela boca.

Droga! Não posso ficar assim só de pensar no senhor Ricci.

— Obrigada — agradeci a ela.

— Sente-se — Martha pediu e me sinalizou a poltrona do outro lado. Logo em seguida, ela pegou a pasta sobre a mesa e caminhou em direção ao final do corredor, entrando na porta de vidro embaçado. Observei sua silhueta transitar pela sala e uma silhueta masculina surgiu, como se estivesse sentado longe de sua mesa. É ele. 

Alguns minutos depois ela retornou.

— Senhorita West, o senhor Ricci a espera.

— Obrigada, Martha.

A mulher sorriu e me instruiu:

— Siga até o fim do corredor, pode entrar sem bater.

Agradeci mais uma vez e segui em direção à sala.

Pelo caminho, observei que nas paredes havia várias pinturas e consegui identificar algumas obras de artistas bem conhecidos, duas delas eram de Edvard Munch. Um deles sendo a obra intitulada “O grito” e o outro “A fumaça do trem”. E que se forem originais, devem valer uma fortuna. Todo o ambiente é trabalhado em branco e prata, as únicas cores vêm dos quadros. Continuei caminhando até a enorme porta cinza e para a minha sorte, ou não, ela estava semiaberta.

Respirei fundo e a empurrei devagar. 

— Com licença. — Entrei sem bater, como Davis pediu.

Observei a sala e ela era linda, a sua decoração era nas cores preto com cinza, seguindo a estética da entrada e logo atrás da mesa tem uma estante, nela haviam alguns livros, quadros com fotos e um vaso com uma planta que eu não sei o nome.

As janelas eram naquele estilo de arranha-céu e no meio do teto tinha um lustre preto enorme, era lindo.

Logo atrás da mesa, vi uma cadeira enorme na cor preta e eu perdi as palavras quando ele se virou e eu dei de cara com aqueles olhos verdes penetrantes.

— Senhorita West. — Ele fez uma pausa. — Buongiorno — O deus grego, quero dizer, italiano, falou, mas eu mal consegui assimilar suas palavras. — Está tudo bem? — O meio sorriso em seus lábios foi o sinal para que eu voltasse à terra. Ao me dar conta de que estava o encarando, percebi que minhas bochechas estavam quentes e abanei a mão para tentar me refrescar. Vi sua língua passear pelo lábio inferior quando ele umedeceu os lábios. Balançar minha cabeça era o único movimento que conseguia fazer. 

— Muito bem, sente-se, por favor — Indicou a cadeira logo à sua frente. — Você é aluna do Romeo, não é?

— S-sim.  — Pigarrei, descansando minhas mãos no meu colo, atentando as juntas dos meus dedos. O que não passou despercebido pelo homem, que me encarou, e logo depois levantou a cabeça me analisando. 

Droga, Maria!

Será que ele se lembrou de mim na noite que deu aula na faculdade?

O senhor Ricci me encarou e dessa vez com um sorriso de lado, ele estava adorando me ver desconfortável. E eu de alguma maneira gostei da atenção recebida dele.

— Vamos lá, deixe-me ver o seu currículo. — Voltou a sua atenção para a pasta parda que Davis tinha em mãos a pouco.

— Senhorita West, a informação disposta aqui diz que faltam dois períodos para você se graduar em direito, correto? 

— Sim — respondi ainda me sentindo nervosa.

— Um estágio neste momento não irá atrapalhar? — questionou.

— Na verdade, eu sou bolsista, e perdi a minha bolsa. Preciso do emprego para pagar a faculdade. E, claro, porque sei que aprenderei muito. Seria um sonho poder começar minha carreira aqui.

— E por qual motivo você perdeu a bolsa? Não acho que tenha sido por causa de notas nem nada do tipo, já que para estar na turma de Romeo você deve ser boa no que faz.

Não deixei de encarar como elogio o que era apenas uma constatação, entretanto, praticamente desde que entrei, ele mal olhou para mim. Não foi antipático, longe disso, porém, um pouco gélido. Mas acho que é este o papel de chefe, afinal estarei aqui — caso seja contratada — para trabalhar, não fazer amizades. 

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Arrematada Pelo Meu Chefe   Capítulo 55

    Maria WestChegou o tão sonhado dia, sim, o dia do nosso casamento.Um pouco mais de um ano do nascimento da nossa Ceci, marcamos a data do nosso casamento.Sim, enrolei Matteo até hoje, eu não queria festa e nem que o pessoal da máfia estivesse presente e depois de muito discutir, ele aceitou minhas condições. Para mim, nosso casamento é um momento especial e não um evento para várias pessoas que não conheço.Nesse período, ajudei a minha mãe abrir mais três floriculturas e uma delas é na Itália, ela está super feliz com o resultado das vendas, não vou negar que depois daquele leilão a minha vida mudou da água para o vinho. Ser arrematada pelo meu chefe não era uma opção, mas foi uma das melhores coisas que me aconteceu.Terminei a minha faculdade, sim, agora sou uma Advogada e Matteo deixou a Ricci Law para eu administrar. Claro que ele ainda a usa como fachada, mas eu aceito vários tipos de casos e fiquei conhecida depois de um caso porreta que ninguém queria pegar e no fim comprov

  • Arrematada Pelo Meu Chefe   Capítulo 54

    Maria West— Quer fazer a cesárea? — Matteo perguntou assim que a médica saiu da sala.— Acho que consigo esperar mais um pouco — falei e as lágrimas escorreram pelo meu rosto.— Vai dar tudo certo, ragazza — Matteo falou e me abraçou. — Você é a mulher mais forte que já conheci, e espero que a nossa Cecília seja tão forte como você.É por isso que me apaixono por esse homem todos os dias.Após algumas horas, a médica entrou no quarto e avisou que farei uma cesárea. Os enfermeiros me levaram para a sala de parto e Matteo foi com eles para outra sala para se trocar.A equipe médica se apresentou, em seguida me aplicaram anestesia e o pior de tudo é sentir a agulha acompanhada de uma contração.Minutos depois, Matteo entrou na sala e segurou minhas mãos, se sentando ao meu lado.A médica perguntou se queria ver minha pequena.É claro que eu quero, acha que eu ia passar por toda essa dor e não ia ver minha filha?Eles ergueram um pano e começaram a cirurgia, apenas sentia que estavam me

  • Arrematada Pelo Meu Chefe   Capitulo 53

    Maria West— Tem certeza de que não quer ir para casa ou para o hospital? — Matteo perguntou.Estamos no carro indo em direção a floricultura, prometi para minha mãe que ajudaria hoje, pois estamos cheios de encomendas, mas passei a madrugada e o dia com umas dores e eu não queria contar para ele, pois sabia que ia fazer um belo de um drama.Depois do banho, senti uma cólica bem de leve nas costas, depois se tornou um incômodo, mas mesmo assim consegui dormir.De madrugada acordei com um pouco de dor e mesmo assim não contei nada para ele, passei quase a madrugada toda acordada e Matteo dormia feito uma pedra ao meu lado. Sim, voltei para casa dele e decoramos um dos quartos para a nossa pequena.Não via a hora de amanhecer.Assim que o dia clareou, corri mais uma vez para o chuveiro, ele me dava uma sensação de alívio, e só assim consegui tomar meu café e ir para a empresa.E ainda bem que pelo menos tomei o café, não consegui comer mais nada o restante do dia e muito menos me conce

  • Arrematada Pelo Meu Chefe   Capítulo 52

    Matteo RicciOs dias estavam passando e sei que fui um covarde em não dizer a verdade para Maria, mas preciso mantê-la em segurança.Não foi fácil manter distância da Maria nesses últimos meses, aliás, não está sendo. Todas as noites sonhava com ela, pegava meu celular e digitava várias coisas para ela, mas depois desistia e apagava tudo o que escrevi.Tenho um infiltrado na máfia Rússia e estava apenas esperando que ele me trouxesse provas que a Aurora foi quem matou o seu marido, e esse dia chegou.— Até que você está bonitão para quem está se casando por ameaça — Romeo falou quando entrou no meu quarto.— Esse casamento não vai acontecer — afirmei.— Me adianta o que você está tramando — pediu.— Não, não quero colocar a vida de vocês em risco — disse a ele.— Quem está te ajudando? — perguntou curioso. — Ahha — contei.— A mãe do Brennan?— Sim, ela ainda tem certeza que Aurora matou seu filho apenas pelo poder.— Se ela souber disso, vai querer matar a sogra — Romeo debochou. — P

  • Arrematada Pelo Meu Chefe   Capítulo 51

    Maria WestEstacionamos na frente de um edifício enorme e na entrada tinha dois homens nos esperando.Eles nos cumprimentaram e nos direcionaram para o elevador, mas ao invés de subirmos, vamos para um andar após o subsolo. Assim que a porta do elevador se abriu, percebi que estamos num hospital, Romeo não mentiu quando disse que eles são mafiosos que ainda tem um hospital em Nova York.Tinha alguns homens parados na entrada, mas logo em seguida avistei Romeo, que sorriu quando nos viu.— Maria, achei que não viria.— Agradeça a minha mãe — falei.— Venha, vamos.Seguimos por um corredor até chegarmos à sala de visitas.— Maria. — Ava se aproximou quando me viu. — Ah, meu deus! Você está...— Grávida. — Ouvi a voz do Domênico. — Esse filho...— Senhora Ava, pode me levar até ele? — Ignorei a existência do Domênico.— Maria, preciso falar com você — Domênico pediu e eu revirei meus olhos.— Pode ser depois? — perguntei sem paciência.— Não. — Muito bem, pode falar. — Respirei fundo e

  • Arrematada Pelo Meu Chefe   Capítulo 50

    Maria West— Até — sussurrei.— Tchau, meu amor — ela falou e passou a mão na minha barriga.— Calma, logo ele ou ela se mexe. — Ri.— Eu espero.Ela me ajudou com as sacolas e depois foi embora.— Mamãe... Mamãe...— Estou aqui na cozinha — gritou.Peguei um conjuntinho na sacola e caminhei toda empolgada na direção da cozinha.— Mãe, olha esse conjuntinho que a Alex insistiu em pegar — falei já entrando na cozinha. — E ainda nem sabemos o sexo do b... — As palavras sumiram quando me deparei com o Romeo em pé próximo à mesa com a minha mãe.— Filha...Me senti surpresa com a sua visita e me deixou com um aperto no peito.— Maria, você está grávida? — Ele caminhou em minha direção.— Oi, Romeo. — Tentei me manter firme. — O que faz aqui?Ele me abraçou e passou a mão na minha barriga quando me soltou.— É sobre o Matteo.— Não quero saber nada dele, só espero que ele esteja feliz, apenas isso — confessei.— Podemos conversar a sós? — perguntou.— Eu vou dar uma olhada na floricultura

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status