INICIAR SESIÓNÚltimo capítulo - Théo Narrando Eu nunca vou esquecer o dia em que entramos naquela sala fria de ultrassonografia. Ava estava nervosa, mordendo o lábio, os dedos entrelaçados aos meus como se segurasse sua última fonte de segurança. A médica passou o gel gelado na barriga dela e, de repente, o monitor acendeu com aquele som inconfundível: o coração do nosso bebê. Forte. Vivo. Ali, dentro dela, pulsava metade de mim e metade da mulher que eu mais amo no mundo.— Já dá pra saber o sexo? — perguntei, sem esconder o tremor na voz.A médica sorriu e girou o monitor em nossa direção.— Sim. É uma menina.Naquele instante, meu coração disparou. Ava levou as mãos ao rosto e as lágrimas escorreram sem controle. Eu me inclinei, beijei sua testa e sussurrei, decidido:— Vai se chamar Ella.Ela me olhou assustada, a respiração entrecortada.— Ella... igual à minha mãe?— Sim. — engoli em seco, sentindo a emoção me sufocar. — O nome dela vai carregar a força e a doçura da mulher que deu a luz a p
Penúltimo Capítulo - Ava Narrando Acordei com o coração disparado, como se tivesse corrido uma maratona em sonhos. Era o grande dia. O dia que eu esperei, planejei e sonhei. Mas, ao invés de acordar leve e radiante, acordei com um nó no estômago. Tentei respirar fundo, mas o enjoo veio forte. Corri para o banheiro e vomitei.Logo senti a mão firme e quente de Théo segurando meus cabelos para trás, a outra mão acariciando minhas costas.— Respira, Ava. Calma, é só ansiedade — ele murmurou com aquela voz grave que sempre me acalma.Olhei para ele com lágrimas nos olhos, sentindo o corpo tremer. Eu sei que não é apenas ansiedade.Ele sorriu de canto, beijou minha testa e falou:— Daqui a pouco vai estar tudo bem. Só respira.Deixei que ele me ajudasse até no banho. Ficou ali, me apoiando, pedindo para eu respirar fundo entre uma crise e outra. Não importava quão poderoso ele fosse para o mundo, ali, para mim, era apenas o homem que eu amava, cuidando de mim nos detalhes mais frágeis.Qu
Théo Narrando Voltar do México me trouxe uma sensação de dever cumprido e, ao mesmo tempo, de início de um novo ciclo. Assim que coloquei os pés de volta em casa, tratei logo do que precisava ser feito. Não deixo nada solto, não deixo nada sem dono. Cancún ficou para trás pra Ava, mas não de qualquer forma. Coloquei pessoas de minha confiança para cuidarem da loja de tecidos que recuperei para Ava, e também organizei que a casa fosse administrada por uma imobiliária. Resolvido. Não gosto de amarras, gosto de certezas. Quando decido algo, está feito.Ava não percebeu ainda o peso de tudo isso. Prefiro assim. Ela anda sensível demais nos últimos dias. Está sempre chorando por qualquer coisa, e confesso que às vezes fico preocupado. Ela me deixa louco, de verdade. Tento entender que seja a ansiedade do casamento, essa contagem regressiva que parece deixá-la à flor da pele. Eu olho para ela e vejo que o amor dela por mim é real, mas ao mesmo tempo, sinto que algo a corrói por dentro. Mul
Ava Narrando Nunca imaginei que os preparativos do meu casamento fossem se misturar com tantos problemas de negócios. Mas, quando se está ao lado de Théo, aprendi que é impossível separar totalmente a vida pessoal da profissional. Tivemos grandes dores de cabeça com o filho do Shake. Ele foi deportado, eu fiquei internada por 24h. Foi um horror.O pai dele decidiu romper o contrato de forma inesperada, criando uma confusão imensa. Lembro da tensão no rosto de todos os envolvidos, advogados, empresários, cada um tentando encontrar uma solução.No meio de tudo isso, Théo se manteve firme. Ele tem esse jeito de lidar com as situações como se já soubesse a saída antes mesmo de o problema se apresentar. Depois de reuniões intermináveis, ele resolveu tudo com uma calma impressionante. Como a quebra de contrato tinha partido deles, Théo cobrou a multa prevista. Foi um valor milionário, mas justo. Ver como ele lidou com tudo me encheu de orgulho e admiração.Enquanto ele estava nessa batalha
Théo Narrando Depois de lidar com o alarme da minha casa, a adrenalina ainda correndo pelo corpo, percebi que não podia me distrair. Meu telefone tocou de novo, desta vez era a polícia. Respirei fundo antes de atender.— Théo? Aqui é o inspetor Carvalho. Precisamos de informações sobre o seu apartamento. — A voz dele soava direta, sem rodeios.— Alarme disparou. Quero que interrompam qualquer movimentação suspeita imediatamente. — Minha voz saiu firme, mas minha mente trabalhava a mil.— Sim, senhor. Temos acesso às câmeras do condomínio. A equipe de segurança já está no local. — Ele pausou, o tom ficando mais grave. — Algo estranho foi registrado.Um frio percorreu minha espinha. Pedi para ver as imagens imediatamente. Enquanto a tela carregava, meu coração começou a acelerar, batendo como se fosse explodir no peito.No monitor, dois homens encapuzados apareciam na entrada do prédio. Eles se moviam com frieza, sem hesitar. Minhas mãos suavam, mas meus olhos não desgrudavam da tela.
Théo Narrando Eu estava dormindo profundamente, sentindo o peso do dia anterior ainda sobre os ombros, quando acordei com o vibrar insistente do meu telefone sobre a mesinha de cabeceira. Ava estava ao meu lado, ainda enrolada nos lençóis, respirando de maneira calma, o que só aumentava meu contraste com a irritação que senti ao ouvir o som do celular. Peguei o aparelho meio grogue e notei o prefixo de outro país piscando na tela. Franzi a testa.— Quem seria a essa hora? — murmurei, mais para mim do que para ela.Ava se mexeu, bocejando, sem nem abrir os olhos, e só resmungou algo incompreensível. Eu atendi com uma mão ainda apertando o travesseiro, e do outro lado ouvi uma voz que me deu arrepios instantâneos.— Alô? — falei seco.Do outro lado, a voz de Mayra soou firme, cheia daquela certeza irritante que sempre me tirou do sério. Minha primeira reação foi querer desligar na hora.— Théo… escuta o que eu vou te mandar. — ela disse, com aquele tom que sabia exatamente como cutucar







