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Capítulo 4

Author: Stars
Rosas? Olhei pra baixo pro papel de parede do meu celular.

Eram só rosas crescendo no nosso quintal. Achei que estavam bonitas, então tirei uma foto pra proteção de tela.

Mas as palavras dele me lembraram de algo. Anos atrás, quando Alex estava com o coração partido, comprei uma rosa pra ele.

— Bonita, né? — eu tinha colocado na mão dele.

Ele tinha assentido chorando.

Eu tinha acrescentado: — Vamos fazer um trato. Enquanto essa rosa não murchar, você vai continuar feliz.

A partir daquele dia, eu comprava uma rosa fresca todo dia na floricultura. Eu trocava a velha, mantendo a rosa no vaso vibrante o tempo todo.

Eu tinha esquecido dessas coisas antigas depois de tantos anos.

Alex me olhou de cima, o tom gelado. — Estou prestes a casar com Betty. Não tem chance pra gente. Para de tentar me reconquistar.

Ignorando ele, tentei desbloquear meu celular, mas a lama nas minhas mãos interferiu no leitor de impressão digital. Tentei o Face ID em seguida, mas a sujeira no meu rosto fez falhar.

Tentei digitar a senha, mas Betty arrancou o celular de mim. — Nem consegue desbloquear? Aposto que esse celular foi roubado.

Congelei, suprimindo minha raiva. — Me devolve meu celular.

Ela recusou, chamando o garçom. — Esse celular pertence a um convidado. Essa mulher roubou. Coloca nos achados e perdidos, depois pega um barco de pesca pra arrastar ela daqui.

— Esse celular é meu! — gritei.

— Continue perturbando a ordem, e vamos chamar a polícia. — O garçom segurou o celular e latiu: — Coopere com a gente.

Um segurança correu até lá, mas Alex o parou. — Ela não fez de propósito. Por minha causa, deixa passar.

Betty emendou: — Se chamarmos a polícia, ela pega pelo menos dois anos.

Eu rebati: — E você sabe quantos anos você pega por difamação?

O segurança me agarrou e começou a me arrastar pra fora.

Bem nessa hora, um iate veio em alta velocidade de longe.

Um menino pulou assim que atracou e correu na minha direção, saltitando de energia. Me soltei e me agachei pra abraçá-lo.

Betty de repente agarrou meu cabelo e me jogou no chão.

O menino surtou. — Buááá! Mamãe!

Betty o pegou no colo. — Essa mulher má não é sua mãe. Vou te levar pra sua mãe de verdade.

Felix Hines se contorcia em agonia, os braços e pernas marcados com listras vermelhas da luta.

— Não, eu quero minha mãe! — ele chorou, o rosto vermelho.

— Solta meu filho! — rosnei, avançando desesperadamente.

O segurança me segurou, e a zombaria ao redor ficou mais afiada.

— Ela é louca. Como uma mulher assim poderia ter um filho?

— Rápido, prendam ela. Provavelmente fugiu de um hospício.

Alex veio e me puxou. — Ela está aqui por minha causa. Eu vou mandá-la embora.

Ele me arrastou em direção à costa onde um barco de pesca estava pronto.

— Me solta! Ou você vai se arrepender! — avisei, me debatendo.

De repente, outro iate disparou, e uma figura alta desceu.

Seu terno cinza sob medida delineava seu físico em forma. Ele tirou os óculos escuros, revelando um par de olhos afiados.

Todos o cumprimentaram respeitosamente: — Sr. Hines.

Olhei pra ele e me emocionei.
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