Beranda / Máfia / As tentações do Mafioso Russo / CAPÍTULO DUZENTOS E UM

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CAPÍTULO DUZENTOS E UM

Penulis: Gabi Nunes
last update Tanggal publikasi: 2026-11-05 16:00:47

POV: Matteo Volkov

O silêncio que se instalou na sala de estar após o Massimo pronunciar o nome da Sofia era denso o suficiente para ser cortado com uma faca. Os olhos verdes do Don continuavam fixos nela, frios, cortantes e absolutamente implacáveis. Eu vi o exato momento em que a cor sumiu do rosto da Sofia. Ela se endireitou no sofá num sobressalto, afastando-se de mim como se tivesse levado uma descarga elétrica, o corpo rígido pelo susto.

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  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO DUZENTOS E UM

    POV: Matteo Volkov O silêncio que se instalou na sala de estar após o Massimo pronunciar o nome da Sofia era denso o suficiente para ser cortado com uma faca. Os olhos verdes do Don continuavam fixos nela, frios, cortantes e absolutamente implacáveis. Eu vi o exato momento em que a cor sumiu do rosto da Sofia. Ela se endireitou no sofá num sobressalto, afastando-se de mim como se tivesse levado uma descarga elétrica, o corpo rígido pelo susto. Mantive a minha postura firme, ajeitando o paletó sobre os ombros e focando os meus olhos em qualquer ponto inútil da mesa de centro para não dar a ele a satisfação de me ver acuado. — Sofia, suba e vá ver como está a nossa mãe — Massimo ordenou, a voz saindo num sussurro baixo, porém carregada com o peso esmagador de uma ordem que não admitia contestação. Sofia não questionou. Ela engoliu em seco, assentiu levemente com a cabeça e se levantou do sofá sem pronunciar uma única palavra,

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO DUZENTOS

    POV: Sofia Capone Depois que aquele jantar sufocante finalmente chegou ao fim e Jean-Luc se despediu, arrastei-me para o meu quarto com a sensação de estar carregando um peso insuportável no peito. Fechei a porta, girando a chave com cuidado, e me joguei na cama. Mesmo com o sobressalto de saber que o meu irmão e o francês haviam decidido que o casamento ocorreria dentro de um mês, fechei os olhos confiando plenamente que Matteo daria um jeito na minha situação. Ele tinha me prometido que eu era dele e que não permitiria que outro homem me tocasse, e a palavra de Matteo Volkov era algo em que eu apostaria a minha própria vida. No dia seguinte, acordei cedo com o som da notificação do celular. Peguei o aparelho na mesinha de cabeceira com o peito apertado. Era uma mensagem de Jean-Luc. Ele avisou que havia surgido um imprevisto nos negócios da holding e que não poderia vir se encontrar comigo pela manhã, pois precisaria passar o dia inteiro resolvendo pe

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E NOVENTA E NOVE

    POV: Matteo Volkov Deixar aquele francês arrogante sozinho no meio do jardim foi uma demonstração de autocontrole que custou cada gota da minha paciência. O sangue ainda pulsava quente nas minhas têmporas enquanto eu empurrava as portas de vidro e voltava para o interior iluminado da mansão. O calor da sala de estar parecia abafado, carregado com o cheiro dos arranjos de flores e a tensão invisível que pairava sobre todos nós. Assim que dei alguns passos pelo saguão, avistei Adrian se aproximando. Ele vinha devagar, movimentando as rodas de sua cadeira com aquela precisão calculada, enquanto varria o ambiente com o olhar analítico de quem não perdia um único detalhe. Assim que me viu chegar da área externa, Adrian mudou ligeiramente a trajetória, vindo direto ao meu encontro em um canto mais reservado, perto de uma das colunas de mármore do corredor. — Você precisa se controlar, Matteo — disse Adrian em um tom de voz baixo

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E NOVENTA E OITO

    POV: Matteo Volkov O jantar tinha sido uma verdadeira sessão de tortura. Cada palavra, cada sorriso cínico e cada vez que aquele francês maldito, Jean-Luc, ousava tocar no braço ou na mão de Sofia, eu sentia o meu sangue ferver a ponto de entrar em ebulição. O ar na sala de jantar parecia rarefeito, pesado demais para quem respirava ódio e contensão. Quando finalmente os pratos foram retirados e a conversa fiada sobre a alta sociedade de Paris recomeçou, não suportei ficar mais um segundo naquele ambiente. Levantei-me da mesa sem dar satisfações a ninguém, ignorando o olhar de aviso que Massimo me lançou do outro lado, e caminhei a passos largos em direção às portas de vidro que davam para a área externa da mansão. O vento frio da noite bateu contra o meu rosto assim que pisei no gramado amplo do jardim principal. A umidade da noite italiana trazia o cheiro da terra molhada e das rosas brancas que decoravam os canteiros ao redor. Afastei-

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E NOVENTA E SETE

    Bati duas vezes na porta de madeira pesada e, após ouvir a voz autorizada de Massimo de dentro, empurrei a porta com força e entrei. Massimo e Adrian estavam conversando perto da mesa de centro, analisando mapas de Milão. Assim que cruzei a porta, já fui despejando a raiva acumulada: — Que história é essa que eu acabei de saber da boca daquele moleque do Jean-Luc? — esbravejei, a voz ecoando grave e alterada pelas paredes do escritório. Massimo franziu a testa, levantando a cabeça com irritação pela minha audácia em entrar daquele jeito. — Calma aí, Matteo! Baixa esse tom. Do que diabos você está falando? — questionou Massimo, cruzando os braços. — Do casamento! Que história é essa de que a Sofia vai casar daqui a um mês com aquele francês nojento?! — perguntei, sentindo a mandíbula estalando de raiva. Do outro lado da sala, Adrian me olhava fixamente, balanç

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    POV: Matteo Volkov Depois de deixar a Giulia em segurança na sua casa e trocar aquele último beijo que ainda deixava o meu corpo em estado de alerta, entrei novamente no SUV blindado e fiz Sergei tomar o caminho de volta para a mansão Capone. O trajeto foi tomado por um silêncio denso, quebrado apenas pelo ronco abafado do motor cortando as ruas úmidas de Nápoles. — Como estão as coisas por lá, Sergei? — perguntei, olhando pela janela lateral, enquanto os faróis iluminavam as fachadas antigas da cidade. — A Bratva em São Petersburgo continua cobrando a minha presença? Sergei manteve os olhos fixos na estrada, as mãos firmes no volante do veículo. — O conselho na Rússia está impaciente, Pakhan — respondeu ele sério. — Os negócios exigem o senhor lá. Há ramificações em Moscou que precisam da sua aprovação direta, e os veteranos começam a murmurar sobre a sua ausência prolongada na matriz. Soltei um suspiro pes

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