INICIAR SESIÓNMinha mente estava inquieta, uma pontada de preocupação com Sofia martelava no meu peito. Eu sabia que ela estava lá dentro, no meio do fogo cruzado. No entanto, eu também sabia que Massimo estava com ela e que faria o impossível para proteger a família. Eu precisava fazer a minha parte aqui fora, limpando o terreno e cortando a cabeça daquela invasão. Acertei mais um invasor no peito e empurrei outro para trás com uma sequência rápida de disparos. O combate era violento e direto, com os homens de Moretti recuando aos poucos sob a nossa pressão implacável. Momentos depois, enquanto o som dos tiros começava a diminuir ligeiramente na lateral, escutei um toque agudo e insistente no meu bolso. Puxei o rádio comunicador interno com a mão livre e apertei o botão. — Matteo. Matteo, você está me ouvindo? — a voz de Massimo veio através do chiado, pesada e ofegante. — Estou na lateral do salão, Massimo! Estamos empurrando os desgra
POV: Matteo Volkov Eu estava encostado perto de uma das pilastras de mármore, girando devagar o copo de uísque entre os dedos. A sensação do vidro frio contra a minha pele ajudava a manter a mente afiada enquanto eu observava a movimentação no salão. De onde eu estava, tinha uma visão privilegiada da mesa onde Sofia, Chiara, Aurora e Massimo conversavam alegremente, aparentemente relaxados após o término do leilão. A imagem de Sofia sorrindo era hipnotizante, uma visão que contrastava completamente com a sujeira e a podridão do mundo em que vivíamos. Levei o copo aos lábios e dei um gole lento na bebida quente. Foi exatamente nesse momento que vi uma sombra alta se aproximar. Vittorio Capone parou ao meu lado, a postura ereta e a expressão fechada, carregando aquela aura de autoridade que ele tanto gostava de ostentar. — O que foi aquilo durante o leilão, Matteo? — Vittorio questionou, a voz baixa, mas carregada de uma cobrança dura.
Senti meu rosto esquentar levemente, mas mantive a postura e dei de ombros, disfarçando o sobressalto no coração. — Isso que você está dizendo é pura impressão sua, Massimo — respondi rapidamente. — Não tinha competição nenhuma entre o Matteo e o Jean-Luc. Só se for pelo fato de o Jean-Luc ter ido fazer queixa do Matteo para o nosso pai no dia daquele jantar na sua casa. Deve ser pura birra por causa disso. Massimo deu um sorriso de canto, parecendo se convencer. — É... pode ser por causa disso mesmo. O Matteo não leva desaforo para casa. Estávamos todos ali, conversando e rindo de forma descontraída por alguns segundos, baixando a guarda por um breve instante. E foi aí que o inferno se instalou. O primeiro sinal não foi um grito, nem o som de um disparo isolado. Foi o estilhaçar violento e ensurdecedor de uma das imensas vidraças decorativas nas laterais do salão. O som agudo do vidro temperad
POV: Sofia Capone Ver a cara de tacho e de derrota de Jean-Luc logo após ser completamente humilhado por Matteo no leilão foi simplesmente impagável. Tentei controlar o meu sorriso de satisfação, morder os lábios e focar no palco, mas foi uma tarefa quase impossível. A raiva que emanava do francês ao meu lado era tão palpável que chegava a ser cômica. Ele passou de um garoto mimado e arrogante para um perdedor raivoso em questão de segundos, tudo porque Matteo jogou um milhão de euros na mesa sem nem piscar. Ainda bufando de ódio, Jean-Luc virou-se para mim. Ele se aproximou do meu ouvido, a respiração quente e pesada contra a minha pele, e falou em um tom baixo, tentando soar ameaçador: — Não pense que você ganhou essa guerra, Sofia. E não pense que vou permitir que esse russo imbecil se intrometa entre nós dois. O que o Matteo Volkov fez hoje na frente de toda a organização não vai ficar impune. Eu vou fazer aquele desgraçado pagar por
POV: Matteo Volkov Girar o copo de uísque entre os dedos e sentir o líquido âmbar deslizar pela garganta tinha um gosto muito melhor quando acompanhado pela vergonha alheia dos meus inimigos. Observar a cara de imbecil do Jean-Luc Laurent do outro lado do salão fez cada centavo daquele um milhão de euros valer a pena. A expressão de raiva e derrota estampada no rosto do francês era impagável. O garoto mimado achou mesmo que ostentaria poder na minha frente, na frente de todos aqueles tubarões da máfia e da alta sociedade, como se fosse o dono do pedaço. Ver a mão dele tremer de ódio sobre a mesa enquanto o pai o segurava pelo braço para evitar uma humilhação ainda maior foi extremamente satisfatório. A minha atenção, no entanto, não ficou muito tempo nele. Meus olhos buscaram Sofia. Ela tentava manter a postura ereta e a expressão neutra ao lado daquele babaca, mas eu conhecia o brilho nos olhos dela. Eu sabia que ela tinha entendido perf
Mesmo afastado da nossa mesa, parado perto de uma das colunas de mármore do setor lateral, eu conseguia sentir o olhar dele cravado em mim. E, principalmente, eu sabia que os olhos escuros dele estavam queimando sobre a mão de Jean-Luc pousada na minha perna. A aura de perigo que emanava de Matteo era quase palpável, como uma tempestade prestes a desabar sobre aquele salão luxuoso. Após algumas pinturas valiosas e esculturas de bronze terem sido arrematadas por valores altíssimos por empresários locais, o mestre de cerimônias pigarreou e anunciou o início do lote mais aguardado da noite: as joias exclusivas. Um assistente de luvas brancas caminhou até o centro do palco carregando uma elegante caixa de veludo preta. Ele abriu a caixa sob a luz dos refletores, revelando a peça que fez várias mulheres no salão soltarem suspiros abafados. Era um par de brincos espetacular de ouro branco, cravejado com diamantes reluzentes e duas imponentes es







