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Autor: aly
last update Fecha de publicación: 2026-03-07 03:49:57

No dia da viagem, Oliver acorda como se fosse dia de Natal.

Corre pela mansão ainda de pijama, falando sem parar sobre a casa de campo, sobre a neve, sobre o lago que ele tem certeza de que vai estar congelado dessa vez. Conta tudo para quem cruza o caminho — empregados, segurança, até para um vaso no corredor, se fosse preciso.

— Eu vou levar meus brinquedos! E meus livros! E o casaco azul! — ele enumera, empolgado, enquanto Luna tenta acompanhá-lo.

Sebastian observa a cena à distância, enc
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Último capítulo

  • BABÁ POR ACIDENTE DO CEO   FINAL

    [ANOS DEPOIS]O verão londrino havia chegado com um céu intensamente azul e um sol generoso que banhava os imensos jardins da mansão Hale. Os tempos sombrios de escândalos, tribunais e ameaças pareciam parte de uma vida passada, completamente soterrados pela felicidade e pela paz que a família finalmente havia conquistado.Naquele dia, a propriedade estava em festa. Balões em tons de azul e prata decoravam os gramados perfeitamente aparados, onde risadas de crianças e o som de conversas animadas preenchiam o ar. Era o aniversário de doze anos de Oliver.O garoto, que agora exibia o início de uma postura firme e decidida que lembrava muito a de Sebastian, corria pelo jardim com seus amigos da escola, celebrando a nova idade com a energia de quem se sentia profundamente amado e seguro.O tema da festa não poderia ser outro: futebol. Oliver era completamente apaixonado pelo esporte, jogava nas categorias de base locais e o gramado da mansão havia sido transformado em um verdadeiro campo

  • BABÁ POR ACIDENTE DO CEO   134

    Os passos apressados da equipe técnica e o falatório baixo dos produtores finalmente começaram a desaparecer pelos corredores da mansão Hale. Margaret guiava os jornalistas e os cinegrafistas até a porta principal, garantindo que nenhum detalhe da intimidade da família permanecesse exposto após o encerramento da transmissão.O silêncio que se instalou na imensa sala de estar era quebrado apenas pelo estalo baixo da lareira. Finalmente, os quatro estavam sozinhos: Benjamin, Lucrécia, Sebastian e Luna.Lucrécia foi a primeira a quebrar a rigidez que exibia diante das câmeras. Soltando um longo suspiro de alívio que fez seus ombros relaxarem, ela se levantou do sofá de veludo. Suas mãos, que antes seguravam discretamente um lenço, agora se moveram com elegância enquanto ela caminhava em direção ao aparador que servia como minibar no canto da sala.— Meu Deus, eu achei que meu coração fosse sair pela boca — ela comentou, a voz recuperando o tom aristocrático enquanto pegava uma garrafa de

  • BABÁ POR ACIDENTE DO CEO   133

    — Serena sabia perfeitamente que a mídia já estava vigiando cada passo nosso desde que ela havia "voltado dos mortos". Ela sabia que a imprensa faria um circo se uma história de abandono de incapaz envolvendo os Hale viesse à tona. Seria a nossa aniquilação completa. Então, ela mostrou um teste de DNA para a Luna e deu um ultimato: se ela não pegasse as suas coisas e sumisse definitivamente das nossas vidas, aquela seria a versão que ela venderia para os tabloides no dia seguinte.Luna baixou os olhos por um segundo, engolindo em seco ao relembrar a dor daquele dia. Sebastian olhou para ela antes de prosseguir.— E Luna, com aquele coração puro e querendo proteger a todos nós da destruição, sacrificou a própria felicidade. Ela simplesmente pegou as suas coisas e se foi, desaparecendo sem deixar rastros.Dentro do presídio, as detentas começaram a murmurar alto, os olhares sobre Serena tornando-se cada vez mais pesados. Serena segurava as grades imaginárias da TV, o suor frio escorrend

  • BABÁ POR ACIDENTE DO CEO   132

    — Boa tarde a todos — Sebastian começou, dando um passo a frente. — Eu entendo perfeitamente que os olhos do mundo inteiro estão voltados para a minha família desde o momento em que a minha ex-esposa, Serena, reapareceu publicamente, depois de passar anos sendo dada como morta. Quando ela retornou, ela nos contou uma história terrível. Nós acreditamos quando ela afirmou que havia sido mandada para outro país e usada como mercadoria humana, em uma suposta troca para que o nosso filho, Oliver, fosse devolvido daquele sequestro.Na tela, Sebastian fez uma pausa e soltou um suspiro pesado, o maxilar trincando por um breve segundo ao reviver a linha de mentiras em que havia caído. Ao sentir a tensão dele, Luna, do seu lado, pousou a mão delicadamente sobre o braço dele, murmurando com suavidade:— Fique calmo...Sebastian sentiu o toque dela, respirou fundo e continuou, olhando fixamente para a lente da câmera:— Nós lhe demos abrigo, demos o benefício da dúvida. Mas os meses foram se pass

  • BABÁ POR ACIDENTE DO CEO   131

    O cheiro forte de desinfetante barato e umidade impregnava o ar do pavilhão C do presídio feminino de segurança máxima. Era uma sexta-feira cinzenta, e a rotina dentro do complexo seguia com a sua habitual e sufocante monotonia. Para as detentas, os dias eram medidos pelos horários rígidos das refeições, pelas trocas de turno das carcereiras e pelas horas obrigatórias de trabalho forçado para garantir alguma redução de pena.Naquela tarde, Serena estava encarregada da manutenção da sala comunitária, um espaço amplo e frio com algumas cadeiras de plástico enfileiradas e uma televisão antiga presa ao teto por um suporte de ferro.Com um pano encardido em uma das mãos e um balde de água suja aos seus pés, ela esfregava sem o menor entusiasmo a superfície de uma das mesas. A televisão estava ligada em um canal de notícias local, o som baixo servindo apenas como um ruído de fundo para o falatório de outras presas que circulavam pelo corredor, mas Serena não prestava a menor atenção à tela.

  • BABÁ POR ACIDENTE DO CEO   130

    Luna pegou um casaco confortável para proteger a si e à barriga do vento frio de Manhattan, e os dois saíram da kitnet. Ao passarem pela portaria, Sebastian fez questão de cumprimentar o porteiro com um aceno de cabeça e um sorriso discreto.Eles começaram a caminhar lado a lado pelas calçadas de Staten Island em direção ao carro de Sebastian, que estava estacionado um pouco mais à frente, bem na porta da padaria de Mariane. Conforme se aproximavam do estabelecimento, Sebastian olhou de relance para a fachada de vidro e soltou uma risada baixa, balançando a cabeça.— Acredita que eu tenho vindo nessa padaria a semana inteira? -- ele comenta. -- Eu ficava sentado ali, da sete da manhã até o meio-dia, tomando um café e esperando por você, rezando para ver você passar por aquela porta. E justamente hoje, a única sexta-feira em que eu me atrasei por causa de um brinquedo que Oliver perdeu, você resolveu aparecer.Naquele mesmo segundo, a mente de Luna fez um estalo e todas as peças do que

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