INICIAR SESIÓNAngelina CooperSer mãe com certeza foi lindo!Embora nos primeiros meses tenha sido uma das tarefas mais dificeis da minha vida, mesmo com ajuda do Felipe, dos vovos , e dos padrinhos da nossa pequena, ainda sim é dificil.o primeiro banho é quase uma luta livre entre mim, o sabão e um corpinho minusculo e mole.A primeira amamentação.As primeiras madrugadas.A primeira alimentação...Tudo pareceu tão distante... mas foram a 7 meses apenas.— Você esta longe Anjinha— Estou pensando na nossa Estelinhaele ri e me puxa para um abraço — Tem so algumas horas que deixamos ela nos meus avos, para finalmente irmos a nossa lua de mel.— Nos merecemos, sem duvida, mas você não esta sentindo nem um pouquinho de falta dela ?— claro que estou, mas somos um casal ainda...Em todo o voo de casa ate a Italia, eu dormi, le, tirei muitas fotosAfinal, era a minha primeira vez de avião, a primeira vez saindo da cidade, do estado ...E era minha lua de mel, eu e Felipe passamos por muita coisa ate
Felipe CooperSempre imaginei que o dia mais importante da minha vida seria aquele em que eu tomei posse como delegado, ou quando encontrei AngelEu estava completamente errado.Nada no mundo me preparou para assistir Angelina dar à luz a nossa filha.— Amor... — sua voz saiu baixa, quase um sussurro, enquanto apertava minha mão. — Acho que começou.Abri os olhos imediatamente.Ainda estava escuro do lado de fora.Por alguns segundos fiquei tentando entender o que ela queria dizer, até perceber sua expressão contraída e a mão apoiada sobre a barriga enorme.— Começou... o quê?Ela respirou fundo.— As contrações.Foi como se alguém tivesse ligado um interruptor dentro de mim.Levantei da cama tão rápido que quase tropecei no próprio cobertor.— Meu Deus! A bolsa estourou? Chama o médico? Espera... a mala! Cadê a mala?Angelina soltou uma risada entre uma careta de dor.— Felipe... respira.— Como eu vou respirar? Você está entrando em trabalho de parto!Ela estendeu a mão.— Vem aqui.
Amarílis Lins3 anos depois …Minha mãe sempre dizia que tudo o que fazemos de ruim, pagamos em vida. Eu ria, achava que era papo de gente religiosa tentando impor medo. No máximo, se existisse um inferno, eu pagaria lá. Mas eu também nunca acreditei nisso, então que diferença fazia?Ela também dizia que só colhemos o que plantamos. E, por muito tempo, acreditei que era possível plantar ódio e colher amor, semeando veneno e, de alguma forma, recebendo flores. Ledo engano.Agora, às cinco da manhã, sentada nesse ponto de ônibus frio e sujo, cercada pelo cheiro de café requentado da padaria ao lado, sinto o destino esfregar na minha cara que ela estava certa. Que todo o mal que desejei, todo ódio que carreguei dentro de mim, apenas voltou para mim, como um castigo inevitável.Minhas mãos estão geladas, a blusa fina mal protege do vento cortante da madrugada. Tento encolher os ombros para conter o arrepio, mas não é só o frio que me faz tremer. É a raiva. A frustração. A amargura.Meus o
Angelina ClarkUm ano depois…O reflexo no espelho me devolvia uma versão minha que parecia saída de um sonho. O vestido branco caía perfeitamente, realçando cada detalhe escolhido com tanto carinho. Meus olhos brilhavam de emoção, mas, acima de tudo, de felicidade.E então, Carla, minha melhor amiga e irmã de alma, invadiu o quarto com os olhos já marejados.— Meu Deus, você está linda — disse ela, levando as mãos ao rosto para conter as lágrimas. — Você não tem ideia do orgulho que estou de você, amiga. Olha só, uma mãe incrível, que conseguiu escolher uma carreira e está correndo atrás dela. Você pagou uma dívida que nem era sua e agora, finalmente, está livre. Melhor amiga nas horas vagas e, agora, finalmente, noiva!Ri entre lágrimas contidas e balancei a cabeça, tentando me manter firme.— Ai, amiga, não me faz chorar agora! Estou toda maquiada! — choraminguei, enquanto tentava abraçá-la. A barriga enorme dela tornava o gesto um pouco mais desajeitado, mas cheio de carinho.Carl
Felipe CooperMeses depois…Sabe aquela sensação de finalmente encontrar paz depois de atravessar a tempestade? Como se, após toda a jornada, você chegasse ao final do arco-íris e encontrasse algo ainda mais precioso do que imaginava?É exatamente assim que me sinto agora. Com Angel ao meu lado, a mulher que sempre foi meu anjo, e com o novo amor da minha vida, Estela Clark Cooper. Nossa pequena lutadora, que depois de cinco horas de trabalho de parto – nos fazendo sofrer de ansiedade e expectativa – finalmente veio ao mundo. Forte, saudável e perfeita. Seus cabelos dourados herdados da mãe e, pelo breve vislumbre que tivemos, os olhinhos de um azul profundo como os meus.Olho para Angel enquanto nossa filha se alimenta em seu colo. Há uma mistura de cansaço e emoção em seu rosto, mas também uma serenidade que me faz sentir completo. Então, percebo sua leve careta e me aproximo, preocupado.— Está doendo, amor? — pergunto, tocando sua mão suavemente.Ela sorri, cansada, mas radiante.
Angelina ClarkNosso mês de folga estava chegando ao fim. Hoje era nossa última noite na fazenda dos avós do Fe, e eu sentia uma mistura agridoce de gratidão e melancolia. Depois de alguns dias de pequenos ajustes entre nós, tudo foi simplesmente perfeito. Acampamos à beira da cachoeira, e sob o brilho das estrelas fizemos amor, envoltos pela natureza e pelo som suave da água correndo. Fizemos piqueniques no campo dos girassóis, onde rimos, conversamos e sonhamos sobre o futuro. Todas as manhãs, Fe me trazia café na cama, com aquele sorriso cúmplice e apaixonado que fazia meu coração derreter—exceto nos dias em que saíamos cedo para ver o sol nascer juntos, quando ele me envolvia em seus braços para espantar o frio da madrugada. E os jantares ao pôr do sol? Foram mágicos, com a luz dourada tingindo tudo ao redor e o olhar dele sobre mim carregado de promessas silenciosas. Felipe cumpriu sua promessa: me fez sentir amor e segurança em cada gesto, e a cada dia ao lado dele, eu me apaixo







