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Quando tem medo

Author: luproencio
last update publish date: 2026-10-12 23:21:02

Youssef seguiu pelo trânsito, pensando no que Samir e seu pai haviam dito. O dia estava bonito, o sol brilhava e o céu tinha um azul incrivelmente intenso.

Pensou em Amine, na vida que levava agora e em como era bom saber que ela estava ali. Ter alguém com quem podia contar, alguém que o ouvia e com quem podia compartilhar coisas que jamais diria a estranhos ou mesmo aos amigos. Havia conversas que exigiam mais do que amizade, uma intimidade que somente alguém muito próximo poderia compreender.
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  • Bilionário Obcecado, Babá em Apuros.   Como uma gata

    Lucy passou a mão pelos cabelos, um pouco sem jeito.— Bem... Nós nos beijamos.Houve um breve silêncio do outro lado da linha.— Vocês o quê?— Nos beijamos, Jessi.— Lucy! — Jessi praticamente gritou. — Finalmente! E você me conta isso desse jeito? Como aconteceu?— Foi... Bem, foi quase um acidente.— Como assim, um acidente? — Jessi perguntou, confusa. — Você não queria?Lucy olhou para o próprio colo e mordeu o lábio inferior, sorrindo.— Eu queria, sim, não vou mentir.— Então como isso foi um acidente? Ele não queria?— Bem, eu acho que queria, sim.— Você acha?Lucy soltou uma risadinha, mas não respondeu imediatamente. Começou a se lembrar de tudo: John correndo atrás dela entre as cortinas do hangar, os dois caindo sobre o colchão de treinamento, as plaquinhas de identificação militar balançando diante de seu rosto. Lembrou-se de como as segurara e o puxara para beijá-lo.E, então, de algo que ele havia dito mais tarde.Eu prometi a mim mesmo que esperaria por você, mas isso

  • Bilionário Obcecado, Babá em Apuros.   O voo mais bonito

    John passou pelo quarto e pegou o sutiã de Lucy. Ficou olhando para a peça por alguns instantes, mordendo o lábio inferior com um sorriso divertido, antes de colocá-la sobre a cama. Recolheu as próprias roupas e seguiu para o quarto de visitas, onde estava dormindo antes daquela noite. Tomou um banho rápido, vestiu-se e voltou para a sala de jantar.Lucy estava terminando de colocar algumas margaridas em um pequeno vaso sobre a mesa. John parou à entrada, observou-a por um instante e depois olhou para a mesa cuidadosamente arrumada. Ergueu as sobrancelhas, surpreso.— Só queria agradecer pelo passeio de ontem — disse Lucy, percebendo seu olhar.— Foi meu voo mais bonito — respondeu John, aproximando-se e puxando-a para seus braços.Lucy se assustou com o gesto inesperado e riu, um pouco sem jeito. Apesar da noite anterior, ainda via John como um amigo. Bem, não apenas um amigo, porque seu corpo já reagia a qualquer toque dele.— John, você deve estar com fome.— Estou, mas as panqueca

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    As crianças foram subindo aos poucos, cabisbaixas, às vezes cochichando umas com as outras. Os mais velhos tentavam consolar os menores, enquanto os filhos de Maya procuravam confortar os de Emir.Ele permaneceu algum tempo no quintal, sentado no jardim, próximo à fonte. O murmúrio da água lhe trazia uma sensação de paz.Maya acompanhou as meninas até os quartos e ajudou a colocá-las para dormir. Abraçou Yasmim mais uma vez, afagou seus cabelos e beijou-lhe a testa. Depois, repetiu o gesto com as próprias filhas.Quando desceu, já era tarde. Emir ainda não havia feito o curativo.Ela foi até a cozinha, bebeu um copo de água e começou a procurá-lo pela casa. Como não o encontrou, atravessou a sala e saiu para o jardim. Talvez estivesse lá.E estava.Maya se aproximou devagar.— Eu sinto muito — disse, antes mesmo que ele percebesse sua presença.Emir se virou e a olhou nos olhos.— Por que está sentida?— Pela sua perda. Foram muitos anos. Mesmo que tenham se separado, acredito que dev

  • Bilionário Obcecado, Babá em Apuros.   Uma reunião

    No início da noite, Emir deixou o palácio acompanhado dos três filhos.Quando chegou à casa de Maya, encontrou uma cena inesperada. Ela ria enquanto Amim e o filho caçula dela corriam pela cozinha, fugindo do guardanapo com que tentava alcançá-los. Os dois haviam roubado algumas sobremesas e agora corriam de um lado para o outro, mordendo os doces entre uma risada e outra.A brincadeira terminou assim que perceberam Emir parado à porta da cozinha.Os dois meninos ficaram imóveis, assustados. Maya também parou, atônita e um pouco sem jeito por ter sido surpreendida daquela maneira.— Vocês estão provocando sua mãe e sua tia? — perguntou Emir, olhando para os dois.— Não fizeram nada demais. Só estávamos brincando — Maya se apressou em defendê-los.— Mesmo? — perguntou Emir, caminhando em direção à bancada, onde estava a travessa com os doces.Rapidamente, como um garoto, pegou quatro deles e correu até a porta. Colocou três nas mãos dos filhos e saiu mordendo o quarto.— Ora, você! — M

  • Bilionário Obcecado, Babá em Apuros.   Não existem mais

    Maya deixou as lágrimas caírem.— Obrigada, meu filho.Levantou-se, e os dois se abraçaram. Youssef a envolveu nos braços, apertando-a contra o peito. Permaneceram assim por algum tempo, sem dizer nada.Quando finalmente se afastou, Youssef enxugou as lágrimas e tentou sorrir.— Acho que agora vou querer um café e seus pãezinhos. Mas só se você comer comigo.Maya sorriu, ainda emocionada.— É claro, meu filho.No escritório, Samir permanecia ao lado do pai. Com a participação de Ali e do porta-voz, que estava em Londres, organizaram todos os procedimentos relacionados à morte de Latifa: a comunicação à família, os preparativos para o funeral e, principalmente, o que seria divulgado à imprensa.Emir acompanhou cada detalhe, determinando que tudo fosse conduzido com discrição.Quando Samir e Ali finalmente deixaram o escritório, ele permaneceu sozinho por alguns instantes. Pegou o telefone, procurou um número e fez uma ligação.Soraya estava em Omã, em uma casa de onde podia avistar, ao

  • Bilionário Obcecado, Babá em Apuros.   Quando tem medo

    Youssef seguiu pelo trânsito, pensando no que Samir e seu pai haviam dito. O dia estava bonito, o sol brilhava e o céu tinha um azul incrivelmente intenso.Pensou em Amine, na vida que levava agora e em como era bom saber que ela estava ali. Ter alguém com quem podia contar, alguém que o ouvia e com quem podia compartilhar coisas que jamais diria a estranhos ou mesmo aos amigos. Havia conversas que exigiam mais do que amizade, uma intimidade que somente alguém muito próximo poderia compreender.Pouco depois, avistou os grandes portões da casa onde crescera. Observou o jardim, que havia muito tempo não passava por uma reforma. A fachada também fora deixada de lado, porque sempre havia outras prioridades. Era preciso garantir que os menores tivessem tudo de que necessitavam.Sua mãe mantinha uma pequena caixinha de economias. Estava sempre preocupada com a possibilidade de alguém adoecer ou precisar de alguma coisa. Pensava até no casamento das meninas, em guardar o suficiente para um d

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