FAZER LOGINO tempo e suas promessasOs anos passaram, trazendo mudanças que nenhum deles poderia ter imaginado quando suas histórias começaram. As crianças cresceram, outras nasceram, algumas partiram para estudar longe de casa, enquanto os adultos descobriam que acompanhar os filhos se tornando independentes era uma experiência tão emocionante quanto assustadora.Na casa de Richard e Irina, o movimento nunca diminuía. Amy, que durante tanto tempo fora a pequena princesa do pai, cresceu cercada pelo carinho dos irmãos, Ethan e Heithor. Os dois meninos herdaram o interesse de Richard pelos negócios e, conforme amadureceram, passaram a acompanhá-lo à empresa, inicialmente por curiosidade, depois com a intenção de assumir responsabilidades. Richard não escondia o orgulho que sentia dos filhos, embora Irina frequentemente o lembrasse de que eles precisavam aproveitar a juventude antes de carregar o peso de uma empresa tão grande.Amy também cresceu interessada nos negócios do pai, mas desde pequena
Alguns meses se passaram, e a vida no palácio retomou seu ritmo habitual. Emir e Maya haviam voltado da Suíça, as crianças continuavam suas atividades e a loja de roupas infantis e para gestantes, da qual Ada, Amine e Hanna eram sócias, conquistava cada vez mais clientes.As três estavam satisfeitas com o empreendimento. Ada havia participado do investimento, mas, com Hira e Eliyana ainda pequenas, preferia dedicar seu tempo aos cuidados com as filhas. Amine e Hanna, por sua vez, acompanhavam de perto a rotina da loja, auxiliadas pelas funcionárias. Mesmo nos últimos dias de gravidez, as duas insistiam em continuar trabalhando, apesar das recomendações dos maridos para que descansassem.Naquela manhã, Amine estava sentada numa poltrona próxima ao balcão, examinando um catálogo de roupas infantis. Hanna organizava algumas peças sobre uma mesa, enquanto duas funcionárias conversavam a respeito de uma encomenda.— Acho que precisamos pedir mais daqueles conjuntos — comentou Amine, levant
Algumas semanas depois das férias em Granada, a família havia retomado sua rotina em Dubai. Bora e Eilan partiram para Londres, depois de Emir finalmente autorizar a viagem.Yassi acompanhou a despedida de longe, embora seus olhos seguissem Eilan enquanto ele conversava com o pai. Quando chegou sua vez de se despedir, ele apenas sorriu.— Até a volta, Yassi.— Boa viagem — respondeu ela.Os dois trocaram um olhar breve antes que Eilan seguisse com Bora. Depois, Yassi subiu discretamente as escadas, enquanto todos continuavam comentando sobre a viagem e a possibilidade de Eilan ficar em Londres definitivamente com Bora.Eilan abriu a porta do carro e olhou para a entrada da mansão. Em seguida, ergueu os olhos para o segundo andar e sorriu discretamente ao perceber uma figura delicada entre as cortinas de uma das janelas.Nos dias seguintes, Yassi passou a receber mensagens e telefonemas de Londres. Às vezes, Eilan contava sobre os lugares que visitava; em outras, os dois conversavam so
Quando finalmente chegou ao hospital, encontrou Irina acomodada numa cama, com Heithor nos braços.O menino já havia nascido.Richard parou à porta, olhando para os dois.— Você está bem?Irina sorriu.— Estamos ótimos.Ele se aproximou, beijou os lábios da esposa e observou o filho.— Você poderia ter me esperado, rapaz.Irina soltou uma risada.— Ele estava com pressa.Richard examinou o rostinho do bebê e franziu a testa.— Sabe de uma coisa? Estou começando a ficar preocupado.— Por quê?— Esse garoto mal nasceu e já parece uma versão 3.0 da Amy. Vou envelhecer uns cinco anos em um!— Não exagere, Richard.Amy, que havia chegado acompanhada para conhecer o irmão, começou a rir.— Papai, você está ficando velho?— Ainda não, querida. Mas vocês estão se esforçando bastante.Ela se aproximou da cama e observou o irmãozinho.— Ele é bonitinho.— É mesmo? — perguntou Irina.— É a cara de Ethan. Acho que vou gostar dele.Richard ergueu as sobrancelhas.Amy riu novamente e estendeu a mão
No dia seguinte, o sol riscava de laranja o céu de Dubai quando Samir deixou o hospital acompanhado de Ada, das duas meninas e de seus seguranças. O carro seguiu pelas ruas ainda tranquilas da cidade, enquanto Ada observava as filhas acomodadas em seus bebês-conforto.Em casa, tudo estava preparado para recebê-las. Dois berços haviam sido colocados no quarto do casal, próximos à cama, e Samir contratara babás experientes para ajudar nos cuidados com as recém-nascidas.— Ada, se preferir, podemos preparar um quarto para as meninas. As babás ficarão com elas durante a noite, e você poderá descansar melhor.Ada olhou imediatamente para os berços.— Não. Eu quero cuidar delas.Samir observou-a por alguns instantes e assentiu.— Está bem. As babás estarão aqui para ajudar quando precisar.Ele não insistiu. Ada tinha suas próprias convicções sobre a criação das filhas, e Samir respeitava isso. As profissionais continuariam disponíveis, mas ele também pretendia participar dos cuidados. Embor
Samir caminhava de um lado para o outro diante da porta da sala de parto. De vez em quando, parava, olhava para o relógio e voltava a andar. Emir, Youssef, Amine e Ali acompanhavam sua inquietação em silêncio.Do outro lado da porta, Ada respirava profundamente, apertando a mão de Maya a cada contração. O suor escorria por sua testa, e Maya o enxugava delicadamente com uma toalha.— Isso, minha querida. Respire fundo. Você está indo muito bem — incentivou, segurando sua mão. — Só mais um pouquinho.Ada apertou a mão de Maya com tanta força que ela precisou se firmar ao lado da cama. Uma nova contração veio antes que conseguisse recuperar completamente o fôlego.— Não consigo... — murmurou, exausta.— Consegue, sim, minha querida. Estou aqui com você.O médico pediu que Ada respirasse novamente e aguardasse sua orientação. Maya enxugou seu rosto, enquanto ela reunia as forças para mais uma vez. Quando veio a contração seguinte, Ada fechou os olhos, apertou a mão de Maya e seguiu as ins







