MasukEu estava usando apenas um conjunto de lingerie de renda branca, sem alças, que deixava quase toda a minha pele exposta, destacando as curvas cheias dos meus quadris e da minha cintura. O Damian soltou uma respiração funda, os olhos azuis brilhando com um desejo agressivo e perigoso. Ele soltou os meus pulsos, mas a sua presença física me mantinha cravada no mesmo lugar.
Ele ergueu a mão e começou a mapear a sua nova propriedade. Deslizou os dedos ásperos pela minha bochecha, descendo pelo meu pescoço e apertando a minha carne com força.
— Esta boca é minha. Este pescoço é meu — ele ditou, com a voz rouca, enquanto a mão descia mais e se espalhava pelo meu peito, apertando o volume pesado por baixo da renda branca. — Estes seios são meus. Feitos sob medida para as minhas mãos.
Soltei um choro baixo, tremendo da cabeça aos pés. A mão dele continuou a descida cruel, espalhando-se pelo meu estômago, desenhando a minha cintura e deslizando pelos meus quadris até cravá-los no meu bumbum, puxando o meu corpo cheio de curvas para colá-lo contra a sua virilha rígida.
— Este estômago é meu. Este bumbum é meu. Estas pernas são minhas — ele continuou, correndo os dedos pela minha coxa antes de dar um tapa seco e firme na minha pele nua, me fazendo arfar. — Abre as pernas, Helen.
— Não...
Ele não esperou. Damian enrolou uma das mãos na minha garganta — sem me sufocar, mas travando a minha cabeça no lugar — enquanto usava o joelho para forçar as minhas coxas para os lados. Com a mão livre, ele deslizou os dedos por dentro da minha calcinha de renda branca, invadindo a minha intimidade numa pressão direta e possessiva, testando o meu corpo. Fechei os olhos com força, o coração batendo na garganta diante do peso daquela invasão.
— Você é virgem? — ele perguntou, pressionando os dedos no meu corpo sem toque.
— Sou... sou! — gritei, as lágrimas finalmente caindo.
— Ótimo — ele murmurou, mantendo a mão ali por mais alguns segundos, sentindo o calor do meu corpo apavorado antes de se afastar devagar. Ele levou os dedos até o nariz, puxando o meu cheiro numa expressão puramente animal. — Que tipo de passado você teve com outros caras antes de mim? Quero saber. Agora quem manda em você sou eu.
— Eu só... eu só beijei três caras na época da escola! — menti, aumentando o número por puro desespero. — Só beijos!
A expressão dele ficou perigosamente sombria. Ele se inclinou, a respiração quente roçando a minha orelha.
— Me dá o nome deles amanhã. Eu vou mandar matar cada um.
O meu coração parou. O ar sumiu dos meus pulmões.
— O quê? Você tá brincando... — gaguejei, encarando aqueles olhos azuis frios. Não tinha humor nenhum ali. Tinha apenas a promessa absoluta de morte.
— Eu nunca brinco, Helen. Você não tem a menor noção de onde pisou, não é, garota? Eu faço parte de uma organização que resolve os problemas com sangue. Ninguém que já tocou a sua boca vai continuar respirando o mesmo ar que eu. O único homem que tem o direito de tirar o seu fôlego, de te tocar e de te usar sou eu.
Paralisei completamente contra a estrutura de metal, o meu estômago dando voltas de pavor. Ele era um assassino. Um chefe de facção disfarçado de bilionário.
Damian se inclinou e cravou os lábios no meu pescoço, deixando um beijo violento e doloroso que com certeza viraria uma marca roxa até amanhã. Quando se afastou, ele limpou o canto da boca com o polegar e me olhou de cima a baixo.
— O seu corpo vicia, tenho que reconhecer, mas eu sou um homem de negócios. Vou te dar exatamente três dias para se acostumar com a ideia de ficar trancada nesta cobertura. Depois disso, vamos ter a nossa primeira sessão de verdade neste quarto. E eu não vou ter pena de você. Você entendeu o que eu acabei de te perguntar, Helen? Entendeu que você é minha?
— Sim! — gritei, desesperada para ele se afastar, o meu corpo inteiro tremendo. — Sim, eu entendi!
— Ótimo. Aproveita a sua trégua.
Damian deu as costas, saiu do quarto vermelho e trancou a porta pesada pelo lado de fora, me deixando completamente sozinha, vestindo apenas trapos de renda branca no meio do breu.
Caí de joelhos no chão, abraçando o meu próprio corpo. O pânico na minha cabeça era tanto que eu mal conseguia pensar, mas uma certeza gelada atravessou o meu desespero: eu tinha exatamente três dias. Três dias antes que aquele monstro me arrastasse de volta para este quarto e destruísse a minha vida de vez. Se ele descobrisse que eu planejava fugir, ele me mataria. Mas eu preferia morrer tentando do que passar o resto dos meus dias como escrava do Damian Vance.
Eu precisava sumir de Chicago. E o relógio já estava contando.
POV / DAMIANO silêncio dentro da cobertura em Chicago era absoluto. Olhei para o relógio de ouro no meu pulso: passava da uma da manhã. A farsa do casamento com a linhagem Rossi tinha sido finalmente selada no altar, e a noiva substituta estava exatamente onde deveria estar — confinada sob o meu teto. Helen era nova, intocada e dona de uma insolência que me irritava na mesma proporção em que instigava. Mas eu já tinha estabelecido as regras. Uma trégua de três dias seria tempo mais do que suficiente para aquele corpo cheio de curvas absorver o peso do meu sobrenome e entender as obrigações que vinham
POV / HELENO bipar ritmado e constante do monitor cardíaco foi o primeiro som que me puxou de volta. Abri os olhos devagar, mas a luz branca e forte do teto fez minha cabeça pulsar com uma dor violenta. Soltando um gemido baixo, levei a mão à testa, sentindo uma camada grossa de gaze envolvida ali. Tentei me sentar na cama articulada do hospital, mas uma mão enorme e pesada pressionou meu ombro, me forçando de volta contra o lençol.— Fique deitada — a voz fria e funda de Damian ecoou ao meu lado.Virei a cabeça e o encontrei sentado em uma poltro
POV/ HELENDisparei a correr pela viela de asfalto molhado. Meus pés voavam sobre o chão, e o moletom balançava com o vento enquanto eu saía do beco e me misturava imediatamente à multidão densa de pedestres que caminhava pela avenida principal. O barulho de buzinas, conversas e passos me envolveu, me dando a cobertura de que eu precisava sob a luz do sol.Meu coração batia com tanta violência contra as minhas costelas que parecia prestes a rasgar minha pele. Corri pela calçada em disparada, desviando de pessoas, cortando esquinas e atravessando ruas sem olhar para trás. Eu precisava de distância. Precisava colocar o máximo de quarteirões entre mim e aqueles dois homens antes que eles percebessem que eu tinha sumido.Corri por três, quatro, cinco quarteirões, até minhas pernas começarem a fraquejar e meus pulmões queimar
POV/ HELENGirei sobre os calcanhares sem esperar uma resposta dele e subi as escadas correndo. Entrei no meu antigo quarto, que parecia ainda mais frio e abandonado. Fui direto para o fundo do closet, me ajoelhando no chão e puxando a tábua de madeira solta no canto.Escondido ali no escuro estava meu pequeno saquinho de pano. Puxei a peça, sentindo o peso das economias de uma vida inteira que juntei trabalhando escondida, além dos meus documentos verdadeiros. Com as mãos trêmulas pela pressa, abri o moletom largo e enfiei o saquinho de dinheiro fundo entre meus seios, ajustando a estrutura do sutiã esportivo firme. O volume ficou perfeitamente disfarçado sob o tecido grosso do moletom.Peguei uma mochila pequena de lona no alto do armário, joguei três livros grossos de literatura dentro só para fazer peso e volume, e fechei o zíper com um estalo seco.Ajustei as alças nas costas e desci. Passei pelo meu pai sem olhar na cara dele. Sienna e Bianca estavam paradas perto da porta, me e
POV / HELENO trajeto de carro de volta ao bairro da minha família levou pouco mais de uma hora. Meus pensamentos eram um turbilhão. Aquela casa era apenas um aluguel temporário para o casamento; assim que a transição estivesse concluída, meu pai pretendia mudar minhas irmãs para bem longe de Chicago, até o Texas. Eu tinha que agir hoje, ou nunca mais veria minhas meninas.Eu vestia roupas simples do closet da cobertura: uma calça legging preta justa e um moletom largo por cima.Quando o carro blindado parou em frente à casa, os dois seguranças do Damian saíram primeiro. Eles olharam ao redor com desconfiança antes de abrir a porta para mim.— Vamos ficar esperando bem aqui fora, Sra. Vance. Não demore — um deles avisou, cruzando os braços pesados sobre o peito.— Só vou pegar meus livros e me despedir das minhas irmãs — respondi, mantendo a voz firme e a postura ereta enquanto caminhava para dentro. A regra era clara: na frente dos homens dele, eu precisava transparecer controle e ob
POV/HELENEu estava esticada e amarrada numa estrutura gigante de madeira em forma de cruz. A minha boca estava selada, me impedindo de gritar. Na minha frente, uma silhueta enorme e intimidadora segurava um chicote que cortava o ar com um estalo ensurdecedor. Eu não conseguia ver o rosto do homem, mas a força física dele esmagava o meu peito. O aço e o couro vinham voando na direção da minha pele nua...Acordei num pulo violento, com o coração quase saindo pela boca e o corpo coberto de suor frio.Levei alguns segundos desesperadores para entender que não estava presa na cruz, mas deitada na cama king-size do meu próprio quarto. Eu mal tinha conseguido fechar os olhos a noite inteira. O pavor da promessa do Damian Vance e a lembrança daquele quarto de tortura no fim do corredor me mantiveram num estado de alerta constante e exaustivo. Eu nunca tinha visto coisas daquelas antes. O medo de ser destruída, de ter a minha dignidade arrancada por aquele homem, era um peso sufocante.O sol