Mag-log inPara o resto do mundo, eu era apenas o CEO implacável da Vance Global Holdings. Um bilionário intocável que controlava os maiores fundos de investimento e arranha-céus de Chicago. Em outras palavras eu era um mafioso.
Mas a verdade por trás do meu império era muito mais sombria. A minha família pertencia a uma organização criminosa de elite, um sindicato que operava nas sombras da alta sociedade. Eu tinha o dinheiro, as conexões e o poder bruto necessários para conseguir absolutamente tudo o que queria nesta vida — inclusive fazer pessoas desaparecerem do mapa sem deixar uma única pista.
Eu estava parado no meu closet privativo, ajustando a gravata do terno preto sob medida. Era o dia do meu casamento. Para qualquer pessoa de fora, aquele seria um casamento amaldiçoado, um arranjo forçado baseado numa dívida de sangue. Mas para mim, era a execução final de um plano que venho arquitetando em segredo há anos.
Quando eu tinha dezoito anos, meu pai, Arthur Vance, descobriu que o Vittorio Rossi vinha roubando as nossas empresas. O Rossi aplicou uma fraude financeira gigantesca, desviando um valor que teria arruinado qualquer outra família. Mas ele se meteu com as pessoas erradas. Em vez de entregar o Rossi para a polícia e recuperar o dinheiro pela justiça, meu pai escolheu usar o poder da nossa organização. Ele impôs um pacto de submissão: a família Rossi pagaria a dívida entregando o próprio sangue. O contrato foi assinado, decretando que o herdeiro dos Vance se casaria com a filha mais velha dos Rossi assim que ambos atingissem a maioridade.
A noiva escolhida deveria ser a Genna. Por anos, eu aceitei esse destino. Mandei meus homens vigiarem a residência dos Rossi diariamente para monitorar cada passo da minha futura esposa. Mas o destino adora zoar os nossos planos.
Enquanto vigiava a Genna, meus olhos inevitavelmente se desviaram para a segunda irmã. Helen.
Lembro perfeitamente da primeira vez que a vi de perto. Eu tinha ido à propriedade dos Rossi para acertar os detalhes burocráticos do casamento. A Genna estava lá, agindo como a boneca submissa e artificial para a qual tinha sido treinada. Mas a Helen... a Helen era diferente. Ela era mais nova, era linda, tinha um sorriso radiante que parecia desafiar a escuridão daquela casa, e uma energia que me prendeu no exato segundo em que a vi.
Conforme os anos se passaram e ela deixou de ser criança para virar uma garota de curvas fartas, encorpada e com um olhar rebelde, aquela curiosidade inicial virou uma obsessão sombria. Fiquei completamente obcecado pela Helen Rossi. Era loucura, e eu sabia disso. Mas quando você tem bilhões na conta bancária, o mundo não chama isso de loucura. Chama de poder. E eu tinha o poder para ter essa mulher.
Eu não sentia absolutamente nada pela Genna. Sabendo que o contrato me prendia à irmã mais velha, usei a minha influência para adiar o casamento por quatro longos anos. Eu precisava esperar a Helen fazer dezoito anos e atingir a maioridade legal antes de dar o meu bote.
Quando o prazo final chegou, tentei conversar com meu pai. Falei que não queria a Genna — que o meu alvo era a irmã mais nova. Mas o velho Arthur foi irredutível. Disse que o negócio já tinha sido fechado com a mais velha e que o projeto original tinha que ser cumprido à risca. Ele não mudaria o contrato por causa de um capricho meu.
Então eu mesmo mudei as regras do jogo.
Eu não queria matar a Genna. A gente se encontrou algumas vezes e, de certo modo, ela era uma garota decente, só uma vítima inocente da ganância do pai. Duas noites antes do casamento, ordenei que meus homens a trouxessem ao meu escritório em segredo. Olhei nos olhos dela e fiz uma proposta direta: dez milhões de dólares depositados numa conta no exterior para ela sumir do mapa na manhã seguinte e nunca mais pisar em Chicago. A Genna, que detestava o isolamento da família e tinha um medo profundo de mim, aceitou a fortuna na hora. Arrumou as malas e fugiu, exatamente como planejei.
Com a noiva original fora do tabuleiro, Vittorio Rossi entrou em pânico absoluto na manhã do casamento. Ele sabia que, se não apresentasse uma noiva no altar, o sindicato dos Vance destruiria a vida dele. A única saída foi arrastar a segunda filha para o sacrifício.
Helen. A minha linda, encorpada e intocada Helen.
Quando parei no altar e me virei para levantar o véu, uma satisfação sombria tomou conta do meu peito. Ela estava ali. O plano tinha funcionado sem falhas. Porém, no segundo em que joguei a renda para trás, notei um pequeno corte sangrento e fresco no lábio inferior dela, e o seu corpo inteiro tremia quando segurei o seu braço. Ela estava apavorada, exalando uma raiva contida que dava para sentir no ar. Eu não sabia o que tinha acontecido nos bastidores daquele camarim, mas o lábio cortado e a mistura de medo e ódio nos olhos dela me deixaram intrigado.
No altar, os olhos verdes da Helen encaravam de volta com um desaforo que mulher nenhuma jamais ousou direcionar a mim. Ela não era uma boneca adestrada como a Genna. Ela frequentou uma escola normal; ela tinha dentes e uma boca rebelde.
O beijo rápido que dei antes do padre foi só um aviso do que estava por vir. E quando a puxei para perto e sussurrei no seu ouvido que usaria o corpo dela de todas as formas possíveis hoje à noite, vi o susto paralisar o seu corpo. Eu queria esse medo. Precisava dessa submissão.
Agora, ela estava trancada no quarto vermelho da minha cobertura, vestindo apenas os trapos da sua lingerie branca depois que rasguei aquele vestido desgraçado. Mapeei cada centímetro da sua pele nua com as minhas mãos, tomando os seus seios, o seu bumbum e a sua intimidade como minha propriedade exclusiva. Descobrir que ela era completamente virgem e intocada acendeu um fogo no meu peito que quase me fez perder o controle. Queria tomar essa mulher ali mesmo, mas precisava testar os seus limites primeiro.
Ao contrário da Genna, Helen não recebeu treinamento de etiqueta ou de acompanhante. Ela não sabia como se comportar; não faria as coisas para me agradar por instinto. Eu teria que ensiná-la do meu jeito, passo a passo, usando a dor e o prazer para quebrar o seu orgulho até que ela aceitasse que a sua única função era ser a minha mulher submissa.
Dei a ela uma trégua de três dias. Três dias para aquele corpo cheio de curvas processar o meu toque e entender quem manda nela. Quando esse prazo acabar, vou voltar àquele quarto vermelho e tomar o que é meu por direito, de todas as formas que eu quiser. Ela não tem para onde fugir. É minha propriedade agora. Completamente minha, e exclusivamente toda minha.
POV/HELENEu estava esticada e amarrada numa estrutura gigante de madeira em forma de cruz. A minha boca estava selada, me impedindo de gritar. Na minha frente, uma silhueta enorme e intimidadora segurava um chicote que cortava o ar com um estalo ensurdecedor. Eu não conseguia ver o rosto do homem, mas a força física dele esmagava o meu peito. O aço e o couro vinham voando na direção da minha pele nua...Acordei num pulo violento, com o coração quase saindo pela boca e o corpo coberto de suor frio.Levei alguns segundos desesperadores para entender que não estava presa na cruz, mas deitada na cama king-size do meu próprio quarto. Eu mal tinha conseguido fechar os olhos a noite inteira. O pavor da promessa do Damian Vance e a lembrança daquele quarto de tortura no fim do corredor me mantiveram num estado de alerta constante e exaustivo. Eu nunca tinha visto coisas daquelas antes. O medo de ser destruída, de ter a minha dignidade arrancada por aquele homem, era um peso sufocante.O sol
[POV: DAMIAN]Para o resto do mundo, eu era apenas o CEO implacável da Vance Global Holdings. Um bilionário intocável que controlava os maiores fundos de investimento e arranha-céus de Chicago. Em outras palavras eu era um mafioso.Mas a verdade por trás do meu império era muito mais sombria. A minha família pertencia a uma organização criminosa de elite, um sindicato que operava nas sombras da alta sociedade. Eu tinha o dinheiro, as conexões e o poder bruto necessários para conseguir absolutamente tudo o que queria nesta vida — inclusive fazer pessoas desaparecerem do mapa sem deixar uma única pista.Eu estava parado no meu closet privativo, ajustando a gravata do terno preto sob medida. Era o dia do meu casamento. Para qualquer pessoa de fora, aquele seria um casamento amaldiçoado, um arranjo forçado baseado numa dívida de sangue. Mas para mim, era a execução final de um plano que venho arquitetando em segredo há anos.Quando eu tinha dezoito anos, meu pai, Arthur Vance, descobriu q
POV/ HELENEu estava usando apenas um conjunto de lingerie de renda branca, sem alças, que deixava quase toda a minha pele exposta, destacando as curvas cheias dos meus quadris e da minha cintura. O Damian soltou uma respiração funda, os olhos azuis brilhando com um desejo agressivo e perigoso. Ele soltou os meus pulsos, mas a sua presença física me mantinha cravada no mesmo lugar.Ele ergueu a mão e começou a mapear a sua nova propriedade. Deslizou os dedos ásperos pela minha bochecha, descendo pelo meu pescoço e apertando a minha carne com força.— Esta boca é minha. Este pescoço é meu — ele ditou, com a voz rouca, enquanto a mão descia mais e se espalhava pelo meu peito, apertando o volume pesado por baixo da renda branca. — Estes seios são meus. Feitos sob medida para as minhas mãos.Soltei um choro baixo, tremendo da cabeça aos pés. A mão dele continuou a descida cruel, espalhando-se pelo meu estômago, desenhando a minha cintura e deslizando pelos meus quadris até cravá-los no me
POV/ HELLENO caminho para a minha nova prisão foi um deserto de silêncio. O Damian Vance não olhou para mim uma única vez enquanto o carro blindado cortava as ruas escuras e geladas do centro de Chicago. Ele ficou no banco de trás, digitando no celular, com a expressão rígida como uma lápide. Me encolhi contra a porta, sentindo o efeito do champanhe aparecer numa tontura leve que só piorava o meu enjoo.Quando o veículo finalmente parou, não estávamos numa mansão no subúrbio, mas diante de um dos arranha-céus mais imponentes do centro da cidade. Subimos pelo elevador privativo direto para a cobertura. No segundo em que as portas deslizaram, fui recebida por um império de luxo minimalista, vidro e mármore escuro. Funcionários uniformizados esperavam em fila, de cabeças baixas. Ninguém ousava encarar o Damian nos olhos.— Esta é a sua nova casa — a voz grave dele cortou o silêncio, fria e sem qualquer calor. — Os meus funcionários vão entregar o que você pedir. Se precisar de algo, fal
POV/ HellenQuando ele se afastou, a mão dele desceu rápido para a minha cintura, apertando o corselete com força suficiente para colar o meu corpo cheio de curvas contra o corpo rígido dele. Ele se inclinou, colando a boca bem perto do meu ouvido. A voz dele veio num sussurro baixo, rouco e cruel, audível só para mim:— É bom você relaxar esse corpo, Helen. Porque hoje à noite eu vou te usar de todas as formas possíveis. Você é minha.As palavras dele bateram em mim como um choque elétrico. Paralisei completamente, o ar sumindo dos meus pulmões enquanto ele se afastava com a mesma expressão fria de antes, pronto para me arrastar para fora daquela igreja como a sua mais nova propriedade.***O resto daquela festa de casamentos da alta sociedade pareceu um borrão confuso de luzes e vozes falsas. O Damian Vance me arrastou pelo salão luxuoso como um troféu de caça recente, me exibindo para investidores e empresários cujos nomes eu nem conseguia guardar. Nós não trocamos uma única palavr
POV/ HellenCada passo pelo tapete vermelho da Catedral de Chicago parecia pesar uma tonelada. O ar congelante da igreja arrepiava os meus braços e a minha nuca, mas o pior era o nó na minha barriga — um aperto puro de pânico. Por baixo do véu grosso de renda, tentei controlar a minha respiração descompassada, engolindo o gosto metálico de sangue que ainda continuava na minha boca.Por que a Genna tinha que fugir logo agora? Por que ela tinha me deixado para trás para pagar essa dívida desgraçada?Eu entendia o desespero dela. A Genna foi criada numa bolha de vidro, vigiada por babás e moldada pelo meu pai para ser o sacrifício perfeito. Mas eu não. Eu lutei para ir para uma escola normal, fiz amigos e guardei cada centavo que pude numa conta secreta no banco. Eu tinha dezoito anos e um milhão de planos. Era para eu começar a faculdade no mês que vem, viver, conhecer o mundo. Em vez disso, os meus sonhos de liberdade foram destruídos no segundo em que a minha irmã mais velha sumiu no