Compartir

3

Autor: Danny Veloso
last update Fecha de publicación: 2026-01-09 19:34:44

Acordei cansada. Aurora dormira a noite inteira, mas o peso em meu corpo não vinha da falta de sono. Vinha do medo, da exaustão de estar sempre alerta.

Despertei quando senti seu corpinho se remexer ao meu lado. Dormíamos na mesma cama porque não tínhamos um colchão extra, não tínhamos móveis novos, — eu não podia me dar ao luxo de desperdiçar nada. Mas, no fundo, não era só a falta de dinheiro que me fazia querer tê-la tão perto. Era o medo. Medo de que alguém aparecesse no meio da noite, arrombasse a janela e levasse minha menina de mim. Claro, era uma fantasia absurda… Mas, para uma mãe, era um medo real, constante, impossível de ignorar.

E talvez esse pavor viesse do próprio pai dela.

Eu não sabia que ele era um cafajeste quando o conheci. Não sabia que, por trás dos gestos carinhosos e das palavras doces, se escondia um homem perigoso. Durante meses, ele me tratou como uma rainha, fez eu me sentir especial, desejada, amada. E então, quando já não havia mais barreiras entre nós, ele mostrou quem realmente era. Se tornou obsessivo, possessivo. Até que a verdade veio como um golpe: ele era casado.

E não parava por aí. Quando tentei ir embora, ele me ameaçou. Disse que, se eu ousasse abrir a boca, ele mataria a esposa. Não era isso que eu queria. Eu só queria sumir, esquecer que ele existia. E, por um tempo, achei que conseguiria. Mas, quando finalmente achei que estava livre, descobri que estava grávida.

E eu soube, naquele instante, que ele jamais poderia saber da existência de Aurora.

Viver com esse medo é um fardo que carrego todos os dias. Às vezes, tenho pesadelos onde ele descobre sobre ela. Vejo a cena como um filme horrível: ele batendo à minha porta, exigindo vê-la, querendo tomar de mim a única coisa boa que restou de tudo aquilo. Talvez seja paranoia. Ou talvez seja apenas a certeza de que, se ele tivesse a chance, ele destruiria tudo.

Então, não importa o quão difícil seja. Prefiro trabalhar como garçonete, limpar banheiros, fazer qualquer coisa para sustentar minha filha, a pedir ajuda para ele. Isso, eu nunca faria.

Hoje, não sairia para entregar currículos. Depois de meses tentando, ninguém me ligara. A esperança começava a fraquejar, e a realidade se impunha cruelmente: talvez o único emprego que me restasse fosse mesmo o de garçonete. Talvez eu tivesse que me desdobrar em dois ou três turnos até Aurora crescer e ter um futuro melhor. Não sei.

O que sei é que farei qualquer coisa para garantir que ela tenha uma vida boa. Que ela nunca precise conhecer a sombra daquele homem. Que, ao contrário de mim, ela cresça sem medo.

A manhã começou como qualquer outra. Levantei, ainda sentindo o peso do cansaço nos ombros, e fui direto para a cozinha preparar o café da manhã. Para Aurora, um purê de frutas que ela adorava. Ainda tomava leite, mas aos poucos eu ia introduzindo alimentos naturais, tentando acostumá-la a outras opções. Seria mais fácil para nós duas se eu continuasse trabalhando. Ela precisava se alimentar bem, independente do meu leite.

Depois, fui preparar o café da minha avó. Ela já me ajudava tanto, cuidando de Aurora sempre que podia. Eu não queria colocar essa responsabilidade em suas costas, então contava também com a ajuda da minha amiga. Ela fazia isso de bom grado, mas eu sabia que não era justo. Mesmo assim, havia uma esperança sutil dentro de mim, uma voz baixinha que insistia: nossas vidas podem mudar.

Foi então que o telefone tocou. O som ecoou distante, vindo do quarto.

— Seu telefone está tocando, querida — avisou minha avó, surgindo na cozinha.

Ela adorava preparar o café da manhã, mesmo com as dores que o tempo havia deixado em seu corpo. Sempre dizia que seus ossos estavam se desgastando rápido demais.

Deixei o café no fogo e corri para atender. Poderia ser minha amiga, ou minha chefe pedindo para cobrir mais um turno na lanchonete. Eu nunca recusava. Precisava do dinheiro. Mas, ao ver o visor do celular, me surpreendi.

Número desconhecido.

Na mesma hora, me lembrei dos currículos que havia distribuído. Meu coração deu um salto. Será que desta vez deu certo?

Atendi, contendo a euforia na voz para não parecer desesperada.

— Pois não?

Do outro lado da linha, uma mulher perguntou:

— Emma Hill?

Meu coração disparou.

— Sim, sou eu. Quem fala?

Caminhei até a sala, os pés descalços no chão frio, enquanto apertava os dedos nervosamente. Estava animada. Era só uma ligação, ainda não era uma confirmação, mas… já significava alguma coisa.

— Oi, Emma. Você deixou um currículo na TEC Corporation, se lembra?

Arregalei os olhos.

— Sim, sim! Fui eu.

— Sou Deby, do RH. Gostaria de agendar uma entrevista com você. Quando pode vir?

Fiquei muda por um instante, chocada e animada. Minha mente girava rápido. Isso está realmente acontecendo?

— Eu posso ir a qualquer momento! Hoje, amanhã… quando a senhora quiser.

Do outro lado, ouvi uma risadinha.

— Que tal amanhã cedo?

Balancei a cabeça com tanta força que quase ri de mim mesma.

— Claro! Amanhã! É só me passar o horário. Sei onde fica. Obrigada por ter me ligado!

Ela me explicou os detalhes e, assim que desliguei, um grito de alegria escapou da minha garganta. Peguei Aurora nos braços e enchi-a de beijinhos, girando com ela no ar.

— Conseguimos, meu amor!

Ela riu, sem entender, mas isso não importava. Era um passo. Um começo. E talvez, só talvez, a mudança que eu tanto esperava.

***

Acordei cedo no dia seguinte, tomada por uma mistura de ansiedade e empolgação. Preparei o café da manhã, tentando manter a calma, mas minha mente estava a mil. Escolhi a roupa mais elegante que tinha — ou, pelo menos, o mais próximo de elegância que meu guarda-roupa permitia. Um vestido discreto, com um corte comportado, que me fazia parecer uma secretária.

Prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto, deixando algumas mechas soltas ao redor do rosto. Me olhei no espelho. Talvez não estivesse impecável, mas fiz o melhor que pude. O importante era parecer profissional.

Aurora ficaria com minha avó, mas logo minha amiga chegaria para ajudar. Jessie estava atolada de trabalho naquela semana, mas fez questão de me dar suporte. Eu sabia que podia contar com ela.

Era apenas uma entrevista. Apenas uma entrevista. Mas meu coração batia acelerado como se fosse uma grande conquista.

Beijei minha menininha na testa e dei outro beijo na minha avó antes de sair de casa. Eu não podia me atrasar — não logo no primeiro dia, nem para uma entrevista tão importante.

Corri até o ponto de ônibus e, para meu desespero, o maldito já estava lá. Apertei o passo, sentindo os saltos castigarem meus pés, mas não parei. Com um último impulso, consegui subir antes que a porta se fechasse.

Quando me sentei, percebi que estava suada. Ótimo. Não era assim que eu queria chegar à Tech Corporation. Sabia que uma boa impressão era crucial, que cada detalhe poderia contar. Respirei fundo, tentando esfriar a cabeça e me recompor.

Manhattan passava pela janela do ônibus, linda como sempre. E bem no coração dela ficava a TEC Corporation — a empresa que eu sonhava em trabalhar. Era surreal pensar que, de todas as candidatas, eles me ligaram. Queriam me conhecer.

Eu estava tão animada que mal conseguia ficar parada. Meus pés batiam freneticamente no chão do ônibus, um hábito involuntário que, pelo olhar irritado da senhora ao meu lado, não estava sendo bem recebido. Mas eu simplesmente não conseguia conter minha empolgação.

Quando o ônibus finalmente parou, saltei e praticamente corri até o prédio.

A TEC Corporation era um espetáculo por si só. A fachada de vidro refletia o céu azul, brilhando sob o sol da manhã. O prédio se erguia imponente, rodeado por uma praça incrivelmente bem cuidada, com árvores e bancos estrategicamente posicionados. Tudo ali parecia saído de um filme.

Imaginei por um segundo como seria trabalhar ali todos os dias. Seria perfeito. Mas logo voltei à realidade. Primeiro, eu precisava ir bem na entrevista.

Atravessei a porta giratória e me apresentei na recepção. A atendente me indicou o elevador e, ao entrar, percebi que não estava sozinha. Outros candidatos, talvez? Era óbvio que não seria fácil. Todo mundo queria trabalhar lá. Mas só uma pessoa conseguiria a vaga. E eu me esforçaria para ser essa pessoa.

Quando as portas do elevador se abriram no andar certo, meu coração acelerou. Minhas mãos suavam. Olhei para o relógio no meu pulso — antigo, sem nenhuma tecnologia moderna, mas carregado de significado. Fora da minha avó.

Respirei fundo e comecei a andar rapidamente pelo corredor, focada apenas na porta da sala de entrevista. Eu sequer notei o ambiente ao meu redor, as pessoas, as salas. Nada importava além de chegar lá.

Foi então que esbarrei em alguém.

Droga.

O impacto foi o suficiente para derrubar o telefone da pessoa. Ótima forma de começar o dia, Emma. Excelente.

Desesperada, me abaixei para pegar o aparelho antes que ele sofresse algum dano. Quando ergui os olhos para devolver o celular, congelei.

O homem à minha frente me encarava com intensidade. Alto, elegante, e com um olhar que me fez engolir em seco.

Respirei fundo e consegui murmurar:

— Desculpa.

Ele me olhou dos pés à cabeça, e, por um momento, me senti completamente exposta. O homem era lindo—perfeitamente alinhado, uma presença imponente. Alto, ombros largos, o rosto magro, marcado por uma barba rala que acentuava sua expressão séria. Os cabelos escuros e lisos caíam sobre a testa de um jeito despreocupado, contrastando com seus olhos azuis cristalinos, frios como gelo.

Mordi o lábio por dentro, sentindo um arrepio percorrer minha espinha. Dei um passo para trás, nervosa. Ótimo, Emma. Grande impressão que você está causando.

— Veio para a entrevista? — Ele perguntou, a voz baixa e firme, sem um pingo de simpatia.

Endireitei-me, passando as mãos pelo vestido em um gesto automático, como se estivesse tentando alisar um amassado inexistente.

— Sim — respondi rapidamente. — Desculpe por ter esbarrado em você, eu não…

— Começar sendo desastrada. — Ele me cortou, a expressão inalterável. — Um ponto a menos.

Arregalei os olhos, surpresa pela frieza da resposta.

— Desculpa, o senhor vai fazer a entrevista? — Soltei sem pensar. Eu sabia que precisava segurar minha língua, mas às vezes ela simplesmente agia antes de mim.

Ele arqueou uma sobrancelha, analisando minha audácia, e então deu um meio sorriso, enigmático.

— Você vai se atrasar.

Pisquei algumas vezes, absorvendo o que aquilo significava. Respirei fundo, soltando o ar devagar, tentando manter a calma. Não vou deixar isso me abalar. Se ele fosse meu entrevistador, eu não lhe daria motivo algum para me descartar.

Forçando um sorriso educado, murmurei:

— Novamente, peço perdão.

Sem esperar resposta, me virei e entrei na sala, sentindo seu olhar me acompanhar.

O ambiente já estava ocupado por alguns candidatos. Uma mulher de meia-idade estava sentada à frente, provavelmente Deby, do RH. Meu coração acelerou ao vê-la.

Sentei-me, esperando minha vez, mas sentia o peso de um olhar sobre mim. O homem estava lá, parado atrás da entrevistadora, observando tudo. Observando a mim.

E algo me dizia que aquele encontro estava longe de ser apenas um detalhe no meu dia.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • CEO: Seduzindo o chefe   69

    Emma jamais poderia imaginar que sua vida tomaria um rumo tão doce. Tudo parecia um sonho do qual ela não queria acordar. Sua menina já estava tão crescida, e Noah… Noah era o pai que ela sempre desejou para Aurora. Era impossível conter o orgulho que sentia ao vê-los juntos. Depois de tudo o que passaram — principalmente após os horrores com Patrick — ela havia se tornado mais cuidadosa, mais atenta. Não que fosse culpa dela. Patrick sempre fora um monstro, mesmo agora, atrás das grades, parecendo mais um gato acuado do que o predador cruel de antes. A família Novack a acolhera com um carinho inesperado. Samanta adorava a nova neta, tratava Aurora como uma princesa. Já Harvey, mesmo surpreso com o título de avô, se mostrou encantado com a chegada da pequena — um presente inesperado que derreteu qualquer dureza remanescente em seu coração. Dois anos haviam se passado. Agora, com um novo bebê nos braços, Emma se encontrava sentada numa cadeira confortável na varanda da nova casa — u

  • CEO: Seduzindo o chefe   68

    Jamais imaginei que encontraria alguém que me amasse dessa forma — intensa, protetora, quase feroz. Alguém disposto a proteger a mim e à minha filha com unhas e dentes, mesmo contra o próprio pai dela… um homem que deveria, no mínimo, ser capaz de amar a própria filha. Fiz más escolhas no passado, e sim, me arrependo de algumas. Mas se essas escolhas me trouxeram até este momento, com a Aurora nos meus braços, vestida como uma pequena princesa enquanto eu estou de noiva, então talvez tudo tenha valido a pena. Depois daquele sequestro que quase destruiu o pouco de paz que eu ainda tinha, a família Novack nos acolheu como se já fôssemos deles. Não houve julgamentos. Nenhuma hesitação. No instante em que Aurora atravessou aquela porta, ainda atordoada, assustada, marcada por tudo o que passou com aquele traste… eles a amaram. E, aos poucos, ela também os amou. Um por um. Principalmente Harvey, que a olhava como se ela fosse realmente sua neta de sangue. E, de alguma forma, eu sentia que

  • CEO: Seduzindo o chefe   67

    — Se dependesse de mim, nenhum dos meus filhos correria perigo — disse Samanta, ajeitando os últimos detalhes sobre a mesa. As malas cheias de dólares estavam posicionadas no centro da sala, enquanto todos os membros da família Novack se reuniam ao redor, tensos, como peças de um jogo prestes a ser movidas. Harvey foi o primeiro a desviar o olhar. A angústia em seu peito crescia por não poder contar nada à esposa. Ele sabia que, se ela descobrisse, faria qualquer loucura para se envolver, e convencê-la do contrário seria quase impossível. Ele estava morrendo de medo. Aquela era sua família, mesmo que não conhecesse pessoalmente a menina — ainda assim, desejava com toda a força que ela saísse ilesa daquilo tudo. Emma andava de um lado para o outro, descalça, os pés já doendo pelo atrito com o piso frio. A cabeça fervilhava com mil pensamentos, cenários catastróficos que insistiam em tomar forma. Ela mal prestava atenção na conversa entre Noah e Samanta, apenas ouvia vozes distantes,

  • CEO: Seduzindo o chefe   66

    Aquela não era uma família qualquer. E Patrick descobriria isso muito em breve. Não era a primeira vez que algo parecido acontecia — e Samanta havia jurado que seria a última. Desde então, tomou todas as precauções possíveis para que ninguém da sua família voltasse a cair nas mãos de um lunático. Ela mal conhecia Emma e a pequena Aurora, mas já as carregava no coração como se fossem suas. Havia algo naquela mulher ferida e naquela menina inocente que tocava sua alma. Talvez fosse o modo como Emma despertara em Noah um amor tão verdadeiro. Ou talvez fosse a forma como aquela criança, com seus olhos curiosos e frágeis, havia trazido luz para dentro daquela casa que antes parecia grande demais para um homem tão solitário. Samanta viu a mudança em seu filho — e que mudança. Noah havia amadurecido. Tornara-se responsável, protetor, e finalmente parecia inteiro. Tudo por causa daquelas duas. E em apenas alguns minutos ao lado de Aurora, Samanta sentiu um amor arrebatador, como se aquela

  • CEO: Seduzindo o chefe   65

    Eu faria qualquer coisa para ter minha Aurora de volta. Qualquer coisa. Ela era o fio que ainda me mantinha viva neste mundo, o respiro que separava minha alma da rendição. Meu raio de luz em meio a toda a escuridão que Patrick deixou. Foi por ela que tomei coragem, ainda que minha coragem tenha sido fugir. Quando descobri que estava grávida, achei que não sobreviveria, mas bastou senti-la nos meus braços para entender o que era o amor. O verdadeiro. Agora, eu não sabia onde ela estava. Nem com quem. E isso estava me matando aos poucos. Patrick nunca suportou crianças. E eu sabia — no fundo, eu sempre soube — que tudo isso era apenas para me atingir. Ele achou o meu ponto fraco e cravou as garras nele. E eu estava aqui, vazia. Perdida. Não queria culpar Rosa. Ela não tinha má intenção, estava claro em seu rosto arrasado. Mas foi dela a responsabilidade de proteger minha filha. E ela falhou. Deixou Aurora nas mãos do pior homem do mundo. Mesmo sem conhecer Patrick, ela deveria ter s

  • CEO: Seduzindo o chefe   64

    Ninguém jamais poderia imaginar que algo assim pudesse acontecer. Tudo parecia estar sob controle. A segurança funcionava, a rotina seguia seu curso, e tanto Emma quanto Aurora estavam protegidas — ou ao menos, era o que todos acreditavam. Mas Patrick... Patrick sempre encontrava um jeito de atravessar a linha, de atazanar a vida de Emma como uma sombra que nunca a abandonava. Ele nem gostava da criança. Não queria saber da existência de Aurora, nunca a reconheceu como filha. Mas por algum motivo cruel, a ideia de tirar a pequena de Emma o fazia sorrir. Para ele, aquilo não era se reconectar com a filha. Era tortura. Um golpe cirúrgico no único ponto que ainda restava vulnerável em Emma: o amor de mãe. A lembrança daquele dia no shopping era como um punhal cravado em sua mente. Rosa, a babá de Aurora, estava atenta, como sempre. Inteligente, cuidadosa, dedicada à menina. Mas até os mais preparados têm seus momentos de distração. Patrick apareceu do nada, com o rosto limpo e o sor

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status