LOGIN«Mas eu, Denovon Rowland, preciso de uma esposa.» O coração de Emily deu um salto. «Não quero ir a mais nenhum encontro às cegas», disse ele, com voz firme e segura. «Por isso, se estiveres disposta...» Ele inclinou-se ligeiramente, baixando o tom de voz o suficiente para que ela sentisse que o mundo tinha parado. «Vamos casar.» Emily suspirou baixinho, atordoada. «Prometo que não ficarás em desvantagem», acrescentou ele, gentilmente. Isso atingiu-a mais fortemente do que qualquer insulto ou traição que tivesse enfrentado. Isto… isto não era algo que ela esperasse. Não hoje. Não vindo dele. Os seus lábios abriram-se, mas nenhum som saiu. Ela estava paralisada. Denovon reparou. Ele deu-lhe um pequeno sorriso... confiante, calmo e seguro. «Dormi sobre o assunto», disse ele. «Estarei à espera da tua resposta.» E, assim sem mais nem menos, ele virou-se Traída pela família, pelo noivo e deixada sem nada. Emily Carter tinha perdido tudo. Até que Denovon Rowland, o frio CEO bilionário, lhe propôs um acordo: o nome dele em troca do silêncio dela. Agora, como sua esposa, ela não está apenas a sobreviver — está a recuperar tudo o que lhe roubaram. E desta vez, ela é intocável
View More“Prometo que você nunca ficará em desvantagem.”As palavras surgiram de repente na mente de Emily em uma tarde quente de verão, enquanto ela arrumava o quarto do filho. Ela parou, caminhou rapidamente até a estante e pegou um livro que estava intocado havia muito tempo.Ela abriu uma página e lá estava.Sua letra.A mesma promessa que havia escrito anos atrás, depois de uma noite feliz com Denovon.Sete anos.Sete anos haviam passado num piscar de olhos.O filho deles havia crescido.Dimitri Rowland, agora com mais de cinco anos, era uma versão menor e perfeita do pai. Emily mal conseguia acreditar no quanto sua vida havia se tornado feliz. Da manhã à noite, todos os dias eram repletos de felicidade. Ela não poderia ser mais grata.— Mamãe.Uma vozinha a tirou de seus pensamentos. Emily olhou para baixo e viu Dimitri tocando delicadamente sua mão.Ela havia ficado tão perdida em suas lembranças que nem percebeu quando ele entrou no quarto atrás dela.— Mamãe? — Dimitri chamou novament
Emily estava deitada na cama do hospital, com os olhos fixos no filho minúsculo que dormia no berço ao lado dela. Já fazia quatro dias desde que dera à luz, mas tudo ainda parecia irreal. Ela continuava olhando para ele, com medo de que, se piscasse por muito tempo, ele pudesse desaparecer.Eles ainda estavam no hospital e permaneceriam lá por mais alguns dias, pois Denovon insistira nisso antes que recebessem alta.— Senhora, tem alguém aqui para vê-la — disse Deborah suavemente.Emily piscou, finalmente saindo de seus pensamentos profundos. Ela nem sequer tinha ouvido a porta se abrir.Deborah finalmente havia voltado ao trabalho depois de três meses de recuperação dos ferimentos.— Quem é? — perguntou Emily baixinho, mantendo a voz baixa para não acordar o bebê. Ela se perguntou quem poderia ser, pois todos os que eram próximos a ela já haviam feito uma visita.Deborah não teve a chance de responder. A porta se abriu novamente, e alguém entrou.— Sou eu.Os olhos de Emily se arrega
(No dia seguinte)Os cílios de Emily tremularam lentamente, como se estivessem pesados demais para se erguer. Seus lábios se entreabriram, e ela soltou uma respiração fraca e trêmula antes que seus olhos finalmente se abrissem — cansados, turvos, mas vivos.— Você acordou — disse Denovon, aliviado, inclinando-se rapidamente para a frente. Ele estivera observando-a por horas, esperando exatamente por aquele momento.Emily piscou fracamente, confusa, enquanto tentava se concentrar no que estava ao seu redor. Sua garganta estava seca, e sua voz mal podia ser ouvida.— Onde... onde está meu bebê? — sussurrou ela.No momento em que as palavras saíram de sua boca, seu coração começou a disparar. Sua mão tremeu ao se mover em direção à barriga — agora menor, já não estava inchada. O medo percorreu seu corpo. Memórias que ela nunca quis reviver voltaram a percorrer sua espinha. O medo de perder um bebê novamente. O medo da dor.Sua respiração ficou superficial.— Calma, meu amor — disse Denov
Denovon nunca havia se sentido tão impotente em toda a sua vida.Ele andava de um lado para o outro em frente à porta da sala de parto, com as mãos cerradas com força e o coração batendo tão rápido que parecia socar seu peito. Cada gemido suave e cada som fraco vindo de dentro da sala faziam todo o seu corpo ficar tenso de medo.— Por que está demorando tanto? — murmurou baixinho pela décima vez. — É realmente tão difícil dar à luz?Ele havia sido retirado da sala de parto mais cedo porque ficava gritando com a parteira, exigindo que ela fizesse alguma coisa para aliviar a dor de Emily. Sabia que não estava ajudando, mas ouvir os gritos dela o havia destruído. Ver a mulher que amava sofrer sem poder fazer nada para impedir aquilo o despedaçava por dentro.— Pare de andar de um lado para o outro, Den — disse Sophia, já irritada. Ela cruzou os braços e apoiou a cabeça na parede. — Você está me deixando tonta.Mais cedo, Sophia havia ligado várias vezes para Emily, mas ela não atendeu. P
A viagem de carro decorreu em silêncio. Emily e Denovon estavam sentados no banco de trás, ambos a olhar pela janela enquanto o motorista fazia curvas suaves pelas ruas da cidade. Não havia qualquer constrangimento — apenas silêncio, daquele tipo que não precisava de ser preenchido com palavras.
Quando Emily entrou no restaurante, ouvia-se ao fundo o som suave de música clássica. Os seus olhos percorreram o local e foi então que o viu. Um homem alto estava de pé junto à grande janela, com uma mão no bolso e a outra a segurar um telefone junto ao ouvido. Vestia um fato escuro que lhe ass
Dito isto, virou-se e subiu as escadas. As pernas pesavam-lhe, mas estava decidida. Entrou no seu quarto — o mesmo quarto onde chorara, sonhara e trabalhara arduamente. Sem perder tempo, pegou numa mala e começou a fazer as malas. Apenas a roupa de que precisava, os seus documentos e o pouco din
O quarto estava silencioso quando Emily voltou a abrir os olhos lentamente. A cabeça latejava-lhe. O corpo doía-lhe. A luz forte acima dela fez-lhe apertar os olhos. Por um momento, não se lembrou de onde estava — até que tudo lhe voltou à memória. Charles. Julie. As mentiras. O bebé. Todos s






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