INICIAR SESIÓNSOFIA B. MONTSERRATNaquele dia, Vicente e Leonardo completavam quarenta e cinco dias de vida.Também fazia exatamente algumas horas desde que minha médica confirmou que a cicatriz estava bem, meu útero havia retornado ao tamanho esperado e eu poderia retomar a vida sexual, desde que respeitasse os limites do meu corpo. Augusto ainda não sabia e, decidi transformar a informação numa surpresa.Nossos príncipes estavam saudáveis, rechonchudos e cada vez mais atentos ao mundo ao redor. Meu leite finalmente aumentou, grazie a Dio, e eu já conseguia alimentar os dois durante a maior parte do dia. Às vezes, ainda precisávamos complementar, principalmente porque Leonardo mamava como se acreditasse que o irmão pretendia roubar todo o estoque.Leo era guloso, impaciente e curioso. Exatamente como eu. Vicente era muito mais calmo. Mamava devagar, raramente reclamava sem motivo e parecia avaliar tudo antes de reagir. Igual ao pai.Augusto já dizia que aquilo provava qual dos dois seria o filho m
AUGUSTO MONTSERRATVinte dias haviam se passado desde o nascimento de Vicente e Leonardo. Meus filhos estavam em casa havia cinco, e eu já não me lembrava de como era dormir por mais de duas horas seguidas. Também não me importava.Os dois haviam ganhado peso desde a alta, respiravam sem qualquer auxílio e estavam cada vez mais eficientes nas mamadas. Vicente continuava sendo o mais tranquilo, embora demorasse um pouco mais para terminar a quantidade recomendada. Leonardo, por outro lado, parecia considerar cada mamadeira uma disputa pessoal e protestava sempre que o leite não chegava à sua boca na velocidade que desejava.Na manhã daquele dia, o pediatra examinara os dois em nossa casa e nos autorizou a comparecer ao aniversário de Lorenzo e Helena. A comemoração aconteceria na propriedade de Dominic, apenas com a família e pessoas próximas, e permaneceríamos por pouco tempo.Ainda assim, eu havia estabelecido algumas condições.Ninguém pegaria os meninos sem higienizar as mãos. Nenh
SOFIA B. MONTSERRATQuinze dias haviam se passado desde o nascimento de Vicente e Leonardo.O hematoma em meu rosto já adquirira uma coloração amarelada, os cortes nos pulsos estavam quase cicatrizados e os médicos garantiam que minha recuperação seguia dentro do esperado. Ainda sentia fraqueza ao permanecer muito tempo em pé, a região da cesariana repuxava sempre que eu fazia algum movimento mais brusco e precisava tomar ferro por causa da quantidade de sangue que perdi.Segundo Augusto, eu deveria permanecer deitada, respirar apenas com autorização médica e considerar seriamente a possibilidade de nunca mais sair de casa. Segundo eu, meu marido havia ficado ainda mais insuportável e nem sabia que isso era possível.Recebi alta oito dias depois da cirurgia, mas meus filhos continuaram internados. Sair do hospital sem eles havia sido uma das coisas mais difíceis que já fiz. Augusto precisou praticamente me carregar até o carro porque eu chorava tanto que mal conseguia caminhar.Desde
⚠️ AVISO DE GATILHOEste capítulo contém violência gráfica e explícita, incluindo tortura física, agressões severas, ferimentos por arma de fogo, afogamento, execução, sangue e morte violenta, além de ameaças e morte envolvendo ataque de animais.A leitura é recomendada apenas para maiores de 18 anos e pode ser desconfortável para leitores sensíveis a esse tipo de conteúdo.Prossiga por sua conta e risco.AUGUSTO MONTSERRATChegamos ao galpão pouco depois da meia-noite.Santino já estava preso a uma cadeira no centro do salão, com os braços imobilizados e o rosto marcado pelo tempo que passou sob a responsabilidade de Lucca. Sabrina foi trazida logo atrás, arrastando os pés e implorando por uma misericórdia que nenhum de nós estava disposto a oferecer.Alina entrou primeiro. Minha filha avaliou o espaço, encontrou o cunhado encostado numa bancada e foi direto ao assunto:— Suas piranhas estão alimentadas?Lucca ergueu o rosto com absoluta tranquilidade.— Não. Faz três dias que não dou
AUGUSTO MONTSERRATJá haviam se passado horas desde que Sofia fora levada para o centro cirúrgico.Minha esposa permanecia sedada na unidade intensiva, recebendo sangue e sendo monitorada depois da hemorragia. Os médicos garantiram que, naquele momento, seus sinais estavam estáveis e que eu seria chamado imediatamente diante de qualquer alteração. Vicente e Leonardo continuavam na unidade neonatal, cercados por aparelhos e profissionais que repetiam que as próximas horas seriam importantes.Eu não podia fazer nada por nenhum dos três.A impotência alimentava uma raiva profunda. Precisava descontar aquele ódio em alguma coisa antes que acabasse explodindo dentro do hospital, onde minha família dependia de profissionais que não tinham culpa pelo que aconteceu.Antes de sair, visitei Mavi.Minha sobrinha estava acordada, mas sonolenta por causa da medicação. O lado esquerdo do rosto apresentava hematomas, o corte no lábio recebeu pontos e a mão estava imobilizada até próximo ao pulso. Os
AUGUSTO MONTSERRATA ambulância entrou na área de emergência, e as portas foram abertas antes mesmo que o veículo parasse por completo. Uma equipe já aguardava com equipamentos e instruções sendo trocadas enquanto a maca era retirada.Desci acompanhando Sofia.— Gestação gemelar de trinta e cinco semanas — o médico informou enquanto avançávamos pelo corredor. — Trauma físico, perda de consciência, hipotensão e contrações a cada dois minutos. Suspeita de descolamento placentário.A obstetra que acompanhou Sofia se aproximou e iniciou uma avaliação rápida sem interromper o deslocamento.— Senhora Montserrat, consegue me ouvir?— Consigo.— Está sentindo muita dor?— Muita.— Algum sangramento?Um dos paramédicos respondeu que havia identificado uma pequena quantidade durante o trajeto. A médica verificou rapidamente os dados que recebeu e alterou a direção da maca.— Vamos direto para o centro cirúrgico.— Eu vou com ela — determinei.— Senhor, precisamos prepará-la imediatamente.— Sou







