MasukA Surrogate Particular do Alfa Rosalith~Eu acordei já inquieta. Você sabe aquele tipo de inquietação que vive sob a pele e se recusa a ser racionalizada. Os comprimidos anti-náusea tinham tirado a ponta do vômito, mas deixaram todo o resto intocado. Meus pensamentos não ficavam num só lugar. Meu corpo sentia calor demais, depois frio demais, depois simplesmente faminto por algo que eu continuava tentando não pensar. Eu fiquei quieta por um longo tempo ouvindo o silêncio do apartamento e os sons distantes da casa principal, esperando que o sentimento passasse se eu desse silêncio o bastante.Não passou.Até meados da manhã a inquietação tinha se acomodado num puxão constante. Eu me movia da cama para a janela, da janela para a pequena área de estar, depois de volta de novo. Cada cheiro no apartamento sentia mais sensível do que deveria. O sabonete, a roupa limpa, o traço fraco de qualquer polish que a equipe usava na madeira, tudo pressionava contra meus sentidos até eu querer abrir
A Surrogada Privada do Alfa Rosalith~Três semanas depois, a minha vida inteira começou a mudar assim como o meu corpo. A náusea já não batia na porta, ela entrava sempre que queria. Um minuto eu estava bem, no seguinte a boca se enchia daquele gosto metálico horrível e o estômago se dobrava sobre si mesmo.Eu tinha começado a manter bolachas na mesa de cabeceira e a me mover como se tudo dentro de mim pudesse derramar se eu virasse rápido demais. O sono vinha como um pesadelo. E o meu nariz… Deus, o meu nariz tinha se tornado um traidor. O sabonete do banheiro cheirava tão terrível, e eu sempre xingava baixinho sempre que tocava a minha pele.As roupas novas no closet carregavam um cheiro limpo que me fazia engasgar se eu respirasse fundo demais. Até o ar das saídas de ventilação parecia diferente.Eu não queria dizer que odiava como eu me sentia ou o que estava a começar a parecer. Mas uma coisa era certa, eu não gostava que ninguém me visse assim, especialmente o Sr. West. Não que
A Surrogate Particular do Alfa Gunnar West~Eu voltei para as projeções europeias. O ajuste de moeda tinha afetado duas das holdings menores mais do que o esperado. Eu fiz anotações na margem e enviei uma mensagem curta ao diretor financeiro pedindo um cronograma revisado até o final do dia.O resto da manhã continuou com ligações, documentação e tomada de decisões. Eu não pensei no apartamento de novo até Caspian entrar pouco antes do meio-dia com uma pasta sob o braço.Ele a colocou na mesa sem se sentar.“Avaliação de risco atualizada para o lado de Singapura,” ele disse. “Eu sinalizei as duas cláusulas que ainda precisam de linguagem mais apertada.”Eu abri a pasta e vasculhei as páginas marcadas. “Estas são aceitáveis com as mudanças.”“Eu vou ter que implementá-las legalmente,” ele disse, mas permaneceu de pé.Eu levantei o olhar. “Mais alguma coisa?”Caspian sacudiu a cabeça uma vez. “Nada, só garantindo que você viu a nota sobre o apartamento mais cedo.”“Eu vi.”Ele me obse
A Surrogate Particular do Alfa Gunnar West~A trilha ainda estava escura quando Caspian e eu saímos pelo portão dos fundos. Caspian corria à minha direita do jeito que sempre fazia, combinando meu ritmo sem esforço. Nós fazíamos esta rota há anos, na mesma distância e na mesma hora cedo. Os únicos sons na atmosfera eram nossos sapatos na terra compactada e o ocasional movimento de galhos acima.Nós corremos o primeiro trecho em silêncio. Eu preferia assim. A manhã era para limpar a cabeça antes do dia começar, não para conversa. Eu ficava feliz que Caspian sempre soubesse disso.Ele esperou até chegarmos à longa subida antes de falar. “A diretoria se estendeu ontem,” ele disse.“Eles queriam números mais firmes sobre Singapura.” Eu passei os dedos pelo cabelo.“Você deu a eles o cronograma.”“Eu dei,” eu respondi enquanto continuávamos subindo.Minha respiração permaneceu uniforme assim como a de Caspian. No topo da colina o caminho se nivelou e o céu tinha começado a clarear.Caspi
A Surrogada Privada do AlfaRosalith~Eu cheguei à suíte médica privada às 8h47. O andar era como um cemitério, mais silencioso do que o de cima, o ar mais frio com luzes brancas.Uma enfermeira de jaleco cinza-claro pegou o meu nome sem conversa fiada e me levou a um vestiário. O avental que me deram era fino como papel e aberto nas costas. Eu dobrei as roupas num monte arrumado, amarrei o avental o mais apertado que deu e me sentei na mesa de exame com os pés descalços pendurados acima do chão.O médico entrou primeiro, era um homem de meia-idade, rosto sem expressão, e luvas já colocadas. O Gunnar West o seguiu dois passos atrás, vestindo outro terno escuro, este quase preto, e tomou posição perto da parede com os braços soltos ao lado do corpo. Ele não me cumprimentou como esperado, simplesmente observou.“Deite-se,” o médico disse.Eu fiz o que me foi dito, a folha de papel sob mim farfalhando. As mãos do médico eram experientes e impessoais enquanto ele verificava o meu pulso, p
Capítulo 1: O Contrato Rosalith~O elevador subiu suave demais, sem chocalho, sem atraso, apenas uma subida silenciosa que apertou meu estômago. Eu olhei para o meu reflexo na parede espelhada, cachos escuros caindo sobre um ombro, a seção prateada-branca emoldurando o outro lado do rosto, as manchas irregulares de pele mais clara nas bochechas e clavícula que nenhuma quantidade de corretivo conseguia esconder completamente.Meus olhos heterocromáticos me encararam de volta: um verde, um azul. Eu parecia alguém que já tinha perdido tudo e estava prestes a assinar o que restava.Eu tinha vestido o único vestido decente que ainda possuía. Preto, simples, mangas longas que cobriam a maior parte das marcas que a rejeição de Finn tinha deixado no meu orgulho, se não na pele. A pasta sob o braço guardava registros médicos, exames de sangue e a papelada desesperada que provava que eu estava limpa, fértil e, o mais importante — virgem. A agência já tinha me examinado. Esta reunião era o últ







