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Capítulo 16

last update Fecha de publicación: 2026-03-20 19:36:01

Victor ficou em silêncio por alguns segundos depois daquilo, como se estivesse organizando o que queria dizer sem invadir demais o espaço que eu claramente precisava. Eu voltei a encarar o prato, embora já não estivesse mais com fome, girando o garfo entre os dedos mais por distração do que por qualquer outra coisa.

— Sobre o que eu te falei aquele dia no escritório…

Minha mão parou no mesmo instante.

Respirei fundo antes de levantar o olhar para ele, já sabendo exatamente onde aquela con
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  • Casada com meu chefe fazendeiro   Capítulo 94

    Assim que chegamos à área reservada para as barracas, Victor estacionou o carro e os homens começaram a descarregar os equipamentos. O sol ainda estava alto, mas já se aproximava do fim da tarde, e era melhor deixar tudo pronto antes que escurecesse. O espaço era amplo, cercado por árvores e vegetação. Outras pessoas já haviam montado suas barracas em diferentes pontos da área, algumas mais próximas umas das outras, outras um pouco afastadas. Havia gente organizando cadeiras, guardando equipamentos de pesca e preparando o que seria o jantar. Mais adiante, algumas fogueiras começavam a ser acesas, e o cheiro da lenha queimando chegava até nós com o vento. Peguei minha mochila e fiquei observando enquanto Victor e Henrique retiravam as barracas do carro. — Vamos montar a sua primeiro — Victor disse, dirigindo-se a mim. — Depois a gente organiza as nossas. — Não precisa, eu posso ajudar. — Pode deixar, Helena. Aproveita para separar suas coisas enquanto a gente cuida disso. Henriqu

  • Casada com meu chefe fazendeiro   Capítulo 93

    Júlia continuava reclamando da falta de água quente quando Henrique se aproximou de mim. — Quer conhecer um pouco do rio? — perguntou. — Tem um trecho bonito aqui perto. Dá para ver melhor a paisagem e, se tivermos sorte, alguns animais. Olhei para ele, interessada. — Tem animais por aqui mesmo, tão perto do camping? — Tem. Depende do horário e da sorte também. Já vi capivaras por aqui, jacarés mais afastados da área de circulação e várias espécies de aves. De manhã cedo costuma ser ainda melhor. — E você consegue andar por aí tranquilamente sabendo que tem jacaré por perto? Henrique riu. — Consigo, desde que eu saiba onde estou pisando. — Isso não me tranquiliza nem um pouco. — Você não precisa ter medo de tudo. É só respeitar o lugar e seguir as orientações de quem conhece a região. — Eu respeito. Só não quero descobrir que uma sucuri estava escondida no caminho quando já for tarde demais. Ele soltou uma risada, e eu acabei rindo também. — Está bem. Vou avisar todas as s

  • Casada com meu chefe fazendeiro   Capítulo 92

    Cruzei os braços e olhei pela janela. — Só achei estranho. Júlia começou a rir. — Você acabou de descobrir que seu irmão tem amigos. — Eu sei que ele tem amigos. — Então qual é o problema? — Nenhum. Era melhor deixar assim. Eu não queria explicar que o problema era especificamente um daqueles amigos. Ou melhor, que não era exatamente um amigo. Henrique. Respirei fundo e tentei voltar à conversa. — E vocês vão ficar onde? — No camping — Victor respondeu. — Camping? — Sim. Tem uma estrutura boa lá. Banheiros, área para refeição, algumas coisas organizadas. Assenti. Não me incomodava. Depois de quase dois anos trabalhando em lugares onde dormir em uma estrutura improvisada já era considerado uma sorte, uma barraca em um camping organizado parecia quase um hotel. O único detalhe que me fez pensar duas vezes foi imaginar a noite. Uma barraca. No Pantanal. Sozinha. Com sons que eu provavelmente não saberia identificar e animais circulando do lad

  • Casada com meu chefe fazendeiro   Capítulo 91

    Quando cheguei ao casarão, encontrei Victor e Júlia na sala, conversando enquanto Sofia brincava no tapete com alguns brinquedos espalhados ao redor. — Até que enfim — Victor disse assim que me viu. — A gente estava quase mandando alguém atrás de você. — Dramático como sempre. Júlia abriu os braços para mim. — Vem cá. Aproximei-me e ela me puxou para um abraço apertado. — Você sumiu a tarde inteira. — Fui conversar com a Cristina. — Eu imaginei. Sentei-me no sofá ao lado dela, enquanto Victor continuava acompanhando Sofia com os olhos. Todos nós era apaixonados pela nossa sobrinha. — E aí? — Júlia perguntou. — Está tudo certo com o parto? — Está. A gente revisou algumas coisas da equipe, os contatos, o que precisa ficar preparado… Essas coisas. Victor assentiu. — Então está tudo organizado. — Está. E, pela data prevista, ainda faltam umas três semanas para ela ganhar o bebê. — Três semanas? — Júlia perguntou. — Mais ou menos isso. — Então ainda tem t

  • Casada com meu chefe fazendeiro   Capítulo 90

    Dois dias depois, fui até a fazenda Albuquerque de tarde para conversar com Cristina sobre o parto. Eduarda e eu já tínhamos alinhado boa parte da organização, mas ainda havia alguns detalhes que eu queria deixar definidos com ela. Quando cheguei, Cristina estava descansando. — Ela deve acordar daqui a pouco — uma das funcionárias me avisou. — Se quiser, pode esperar no escritório do senhor Henrique. Agradeci e segui pelo corredor. Bati na porta antes de entrar. Henrique levantou os olhos do computador. — Helena. — Oi. A Cristina está dormindo. — Eu sei. Ela estava cansada. Fiquei parada por um instante. — Posso esperar aqui? Ele apontou para a cadeira. — Claro. Sentei-me, e ele voltou ao trabalho. Não era exatamente desconfortável, mas também não tinha a facilidade de antes. Eu percebia cada silêncio, cada movimento dele. — Como estão as coisas? — ele perguntou depois de alguns minutos. — Do parto? — É. — Bem. A Eduarda está acompanhando tudo de pert

  • Casada com meu chefe fazendeiro   Capítulo 89

    Eu estava no escritório quando Victor e Diego apareceram. Nenhum dos dois precisava anunciar a chegada. Eram meus parceiros em boa parte dos negócios e, além disso, amigos de uma vida inteira. Victor entrou falando alguma coisa sobre um fornecedor, enquanto Diego vinha logo atrás com uma pasta de documentos debaixo do braço. — Aquele contrato que você pediu já voltou — Victor disse, colocando algumas folhas sobre a minha mesa. — Finalmente. Diego puxou uma cadeira. — O pessoal da transportadora quer mudar uma cláusula. Peguei os documentos e comecei a conferir. A conversa seguiu normalmente por alguns minutos. Valores, prazos, entrega, algumas decisões que precisávamos tomar antes do fim da semana. Nada que fugisse da rotina. Até Victor se recostar na cadeira e perguntar, casualmente: — E a Helena? Levantei os olhos. — O que tem ela? Ele sorriu. — Ela passou a noite aqui? Fiquei olhando para ele por um instante. — Passou. Diego soltou uma risada. — En

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