INICIAR SESIÓNAlexa
— Minha filha, eu acho que vocês ainda precisam pensar melhor, essa ideia de casamento repentino é muito precipitado. — Minha mãe diz, e eu só consigo pensar em como esse jantar foi de 100 à 0 em frações de segundos. — Não sei o que aconteceu entre vocês no passado, e vejo na forma como vocês olham um para o outro, que vocês se amam. Eu acredito que as pessoas mudam mas mesmo assim, não acha que é cedo demais para um casamento repentino? — Não importa quando vocês vão se casar eu só quero que saibam que eu estou contra esse casamento! — Karol declara. — Independente. — O casamento já esta marcado. Eu não vou adiar e vocês podem achar isso tudo meio apressado mas nós nos amamos e vamos nos casar, quer vocês queiram ou não. — Repito e encaro Nate que se mantém calado, analisando todas as hipóteses disso dar certo. — Filha você está grávida? Se você estiver não se preocupe ninguém irá te julgar, nós vamos te apoiar mas você não precisa se casar as pressa. — Meu pai fala parecendo mais calmo mas eu sei que ele não está, ele está com medo de me perder a filha caçula deles. — Pela última vez eu não estou grávida! — reafirmo e reviro os olhos. — Então qual é a pressa em querer se casar? — Minha mãe pergunta. — Engraçado nem mamãe? A senhora ficava bancando uma de cupido para cima de mim e agora está contra meu casamento? — Não estou contra, mas próxima semana é pouco tempo. So estou preocupada com você. — Com todo devido respeito, eu sei que a nossa decisão foi repentina, mas quero deixar claro que eu amo a Alexa e quero que ela seja a mulher da minha vida. Nada pode mudar o passado ou as coisas que eu te fiz, nem se eu pudesse, não mudaria nada. Foi assim que conheci o verdadeiro eu dela, agridoce e recheada de surpresas, e eu quero poder acordar todos os dias ao lado dela sabendo que minha vida nunca será aborrecida porquê ela traz luz e alegria para ela. Nós vamos nos casar e eu gostaria que vocês estivessem presentes nesse dia tão especial para nós. — Quase perco o foco da conversa olhando prós seus lábios se movendo, quem diria que Nathaniel Carter seria um homem tão poético? — Somente o amor não segura um relacionamento, e se amanhã você olhar para minha filha e perceber que não quer mais ela? Não vou correr esse risco. — Isso tá parecendo cena de novela mexicana, ainda bem que Ashley ficou com a babá. — George diz e tenho que concordar com ele, esse jantar passou de agradável a hostil tão rápido que não seria o melhor ambiente para uma garotinha de 6 anos. — Se nos dão licença, a gente já volta. — Falo e faço um gesto com a cabeça para que ele me siga. Minhas pernas pareciam estar prestes a , eu sabia que um dia a mentira cobraria caro da minha saúde. Entramos em um corredor um pouco mais afastado e encaro ele aflita. — O que faremos agora? — Nos casamos, o plano não acabou e um acordo é um acordo. — Ficou maluco meu pai nunca me perdoaria. — suspiro passando as mãos no cabelo, nunca pensei que mentir fosse tão exaustivo. — Para uma garota imprudente você é bem... filhinha do papai. — Diz em tom de sarcasmo, não estava prestando atenção ao quão próximos estamos, e que seu olhar não deixa meus peitos. — Da para você parar de olhar para os meus seios? — Não dá, não nesse decote. — diz muito próximo, mesmo muito próximo que até posso sentir sua respiração. — Céus você é um babaca. — Me queixo e os dois nos viramos escutando passos se aproximando. Ele prensa meu corpo a parede e pressiona seu corpo ao meu, meu corpo reage tão bem ao seu toque como se já estivesse acostumada com isso, ele envolve minha cintura e sua outra mão entrelaça em meus fios de cabelo e rapidamente sua boca toma a minha, não nego, não luto, nem me afasto. Beijar Nataniel mais uma vez era tudo que minha eu adolescente queria. O beijo não é calmo, sua língua invade minha boca tornando tudo mais gostoso, eu já havia até me esquecido como era beijar de verdade. Sua mão livre escorre das minhas costas até a bunda onde ele aperta e eu fico mole em seus braços. Me seguro em seus ombros como se minha vida depende-se disso e minhas pernas dependem. Ele me segura pela cintura e me levanta do chão, cruzo minhas pernas em seus quadris e não deixo de gemer quando sinto sua protuberância roçar minha o fino tecido de renda de minha calcinha fazendo minha boceta contrair. — Não faça isso. — Ofegante ele segura meus quadris me mantendo firme, impedindo que eu me movimente, sua boca entreaberta e sua respiração quente provocando calafrios em minha pele, ele aperta os olhos e j**a a cabeça para trás. — Queridos vocês estão bem? — Minha mãe pergunta porém não consigo ver seu rosto, já que Nate está tapando minha visão com seu corpo. — Ah, Ah... — Ela parecia constrangida sem saber o que falar. — Esperamos por vocês lá na sala. Assim que ela sai e nos deixa sozinhos, Nate me coloca no chão e pragueja olhando pro nosso estado. Meu cabelo estava todo desfeito e bagunçado, seu terno parecia um pouco amassado e o volume em sua calça era indiscreto. — Não se apaixone por mim novamente Alexa. Não sou bom para você. — Ele parece estar sendo sincero. — Onde fica o banheiro? — Primeira porta a esquerda no final do corredor. — Aponto — Te espero na sala. Ele me da as costas sem dizer nada e fico sozinha, com um vazio imenso. Respiro fundo e me recomponho, ajeito meu cabelo novamente em um coque e sigo para sala. Ele está errado, eu nunca me apaixonaria por ele novamente. — Cadê seu noivo? — Meu pai pergunta assim que eu apareço. — No banheiro. — Dou uma resposta curta e sinto o olhar de julgamento de todos, principalmente da Karol. — Seu batom da borrado e seu cabelo está péssimo. — Diz seca mas seu olhar diz que estou parecendo uma atriz porno após uma rapidinha no corredor. Era o que ela iria falar se nossos pais não estivessem aqui. — Culpa minha. — Nathaniel responde ao comentário de minha irmã e vem parar ao meu lado. — Enquanto vocês estiveram conversando no corredor. — Minha mãe fala completamente corada — Nós conversamos e percebemos que a escolha é sua, se você quer se casar no sábado que vêm, nós te apoiaremos. — Até porquê você é cabeça dura e ninguém pode te fazer mudar de ideias. — Seu pai completa. — Obrigada, isso significa muito para mim. — Falo indo abraçar os dois. — Estou de olhos em você Carter. — O pai dela avisa — Se magoar minha filha você vai desejar ser um homem morto.AlexaO sol daquela manhã parecia brilhar mais forte que o normal. O jardim da nossa casa estava cheio de balões coloridos, risadas e o cheiro doce de bolo recém-feito. Um arco com o nome dos nossos trigémeos, Noah, Dante e Diana, balançava levemente com o vento.Era o segundo aniversário deles, dois anos desde o dia em que o mundo mudou completamente. Dois anos desde que o caos virou harmonia, desde que dor virou riso, e desde que eu descobri o verdadeiro significado de família.As crianças corriam pelo gramado, não só os trigémeos mas os filhos de todos os nossos amigos. A casa estava realmente cheia. Eu sempre me imaginei levando uma vida assim, leve e cheia de alegria.Eu observava tudo de longe, encostada na varanda, sentindo aquele tipo de paz que só vem depois da tempestade.— Volta aqui seu pestinha. — Alex gritou, correndo atrás do pequeno aventureiro.Bom, ele estava mais para um pequeno diabrete.Eu ri observando meu melhor amigo correndo atrás do seu sobrinho, Noah. El
Nathaniel A água parecia engolir o mundo.Por um segundo, tudo o que ouvi foi o som surdo do meu próprio coração batendo nos ouvidos. O grito dela ainda ecoava dentro de mim quando mergulhei. O som mais desesperado que já ouvi. A imagem dela sendo puxada para a borda do cais, as mãos se debatendo no ar, os olhos arregalados de pavor, foi a faísca que me fez saltar sem pensar.Não importava o frio, não importava o medo. Só existia ela.Quando a água gelada me atingiu, senti o choque percorrer o corpo inteiro, mas a dor não era nada comparada ao desespero que me rasgava por dentro. Abri os olhos e só vi borrões. Ela estava lá embaixo, afundando rápido, o vestido amarelo rodando como uma mancha pálida na escuridão da água.O pânico subiu pela minha garganta.Eu me forcei a nadar, a atravessar aquela distância que parecia impossível.Não, por favor… não, não agora, pensei, enquanto estendia a mão.Consegui agarrar o braço dela, e foi como segurar um corpo sem força, mole, submisso à cor
AlexaSangue expirou em meu rosto. Um. Dois. Três... Meu coração desacelerou. O homem caiu desvivido no chão enquanto ainda segue a minha mão. Olhei pro buraco de onde o sangue escorria pela sua testa, meu estômago revirou e vomitei ao lado do corpo.— Garota você da muito trabalho! — ela sorriu, histericamente, a arma firme em sua mão. — Tudo poderia ter sido mais fácil, se você simplesmente tivesse ficado longe dele, a Itália seria um bom recomeço. Mas não, você tinha que voltar e estragar tudo, você e esses mesinhas em seu ventre.— Nathaniel não te ama, não vê que você só causou mal a ele. — falei, a voz arranhando minha garganta. Recuei para trás lentamente, meu olhar fixado já sua arma. Ela estava instável.— Cala boca sua vadia mentirosa. — gritou alto e meu corpo teve um salto, assustada. Ela bateu em sua cabeça com a arma. — Nathaniel me ama, mas para ele perceber isso você tem que morrer.Ela foi se aproximando, e a cada passo seu, eu recuava mais dois. Se ela não me matas
Horas antesAlexa Meus filhos estavam bem, mas meu coração não parava quieto. Era um inquietude que não passava, e cada gota de soro que corria para minhas veias, o coração apertava. Nathaniel havia saído para falar com o médico, já se passavam alguns minutos e nada dele voltar. Respirei fundo, tentando manter a calma. E foi quando Carl o outro segurança entrou pela porta, calmo e firme. — Vamos. — Ele ordenou, balançando a cabeça em direção a porta.Olhei pro homem confusa. Porquê ele estava apontando para a porta. Tem algum lugar em que o Nate precise que eu vá?— Vamos não tenho o dia todo! — repetiu, sua voz mais grave. Eu não sabia o que estava acontecendo ou o porquê dele estar me forçando a segui-lo até meu celular vibrar. Olhei para mensagem e para o homem a minha frente. — Venha comigo sem fazer barulho e ela não irá se machucar! Meu coração gelou com aquelas palavras, o aperto se tornou mais agonizante. O grito ficou preso em minha garganta enquanto o vídeo da minha
Nathaniel Merda! Merda! Merda!O som seco do meu punho contra a parede ecoa pelo quarto estéril do hospital. Meus dedos latejam, mas nem a dor consegue diminuir a angústia que está me consumindo. Como é que ninguém viu ela sair? Alexa estava aqui, deitada nesta cama, o soro ainda pela metade, pálida, frágil. E agora simplesmente sumiu. É como se tivesse evaporado, e ninguém, absolutamente ninguém, sabe de nada.Meu coração bate tão forte que parece querer romper minhas costelas. Sinto que algo de muito errado está acontecendo. Ela não está recuperada. Não pode estar andando sozinha por aí, ainda mais com Megan e Daniel foragidos. O simples pensamento desses dois nomes me dá vontade de quebrar mais do que paredes.— Senhor Carter, peço que se acalme. Sei que está preocupado, mas isso ainda é um hospital. — disse o Dr. Martin, o dono do hospital, tentando manter um tom sereno.Viro para ele, incrédulo. Como ele pode pedir calma em uma situação dessas?— Não me peça para ficar calmo! —
Alexa Eu sempre pensei que a gravidez fosse um período de calma, de aconchego, de espera paciente pelo milagre da vida. Mas comigo, tudo parecia uma batalha constante. Carregar três corações batendo dentro de mim já seria, por si só, suficiente para me consumir, mas ainda havia o passado, as dores mal resolvidas e os fantasmas que insistiam em me perseguir. Mais uma chance. Mas eu não me sentia preparada para dar a ele mais uma chance, entretanto mesmo assim, aquelas palavras saíram da minha boca. O nome dele ecoava na minha mente. Nathaniel. Ex-marido. Ex-amor. Talvez-futuro. Tudo tinha se despedaçado por causa de uma armação cruel da ex dele, uma mulher que parecia viver apenas para nos destruir. Mas nada teria desmoronado se ele confiasse em mim. Eu realmente queria dar uma segunda chance a ele, mas quem não acreditava mais nele agora, era eu. Mais uma chance. Eu jurei que não voltaria atrás. Que não deixaria meu orgulho ser pisoteado outra vez. Era melhor suportar a







