INICIAR SESIÓNNathaniel
— Boa noite para você também Karol, creio que vocês dois não precisam de nenhuma apresentação formal. — Alexa sorri e diz num tom provocante enquanto sua cabeça descansa em meu braço. — Vocês...vocês dois juntos. Não é possível. — Karol abana a cabeça em negação. Alexa sorri e puxa minha mão de leve me levando para dentro de sua casa, passamos pelo pequeno corredor até a sala onde sua família estava sentada conversando. Eles param de conversar e nos encaram surpresos principalmente para mim, de todos os lugares onde eu poderia estar agora, um jantar familiar não era um deles. — Boa noite família como vocês estão? — ela cumprimenta sorridente sem parecer a garota que estava tremendo minutos atrás, ela possui uma capacidade insana na maestria da arte da mentira. Sua família intercala o olhar dela para mim, como se não estivesse acreditando no que estão vendo, tão surpresos e boquiabertos como se estivessem vendo um fantasma. E merda me lembrei agora que esqueci os presentes no carro. — Então você realmente existe não é uma mentira. — O mais velho na sala diz, e pela semelhança com Alexa suponho que seja o pai dela — Anel bonito. — O homem indaga olhando pro dedo de sua filha. — Jason Oliver. — Ele se levanta e estende a mão, seu aperto é forte e intimidador. — Nathaniel Carter noivo da sua filha. — sorri olhando diretamente para seus olhos do homem, ele estava marcando território e eu também marcaria, a filha até pode ser dele mas a esposa é minha. — Pai, Nate, parem com essa briga de testosterona por favor. — Alexa exclama chamando a atenção do homem que sorri e a abraça, os dois parecem ser muito próximos. — Boa noite senhora. — cumprimento a mulher que me encara sorrindo, ela deve ser a única que não quer me esfolar vivo. — Deixa de formalidade, agora você é da família.— sorri para mim e me abraça me deixando desconfortável, sorri para ela apaziguando a situação — Me chama de Grace ou mãe. — parece que o choque passou e ela incorporou a metade da alegria de sua filha em um dia normal. — E Alexa me desculpa por ter dúvida de você. — Avisei que isso iria dar merda. — O homem loiro sussurra para Karol — Oi, sou George marido da Karol. — aperto sua mão o cumprimentando. — Por favor, sinta-se em casa Nate. — A mãe dela diz apontando pro sofá. — Agora você pode retirar tudo que disse sobre eu ser uma mentirosa irresponsável. — Alexa fala seria olhando para sua irmã e sua mãe — Falamos depois Alexa! — Karol responde olhando diretamente para mim. — Eu trouxe presentes mas esqueci eles no carro, vou lá buscar. — peço licença e me retiro do circulo de fogo onde todos com exceção da mãe da minha noiva parecem querer me esfolar vivo. Após alguns minutos volto e encontro todos em um silêncio absurdo, entrego os presentes e pergunto pela filha se Karol que ficou em casa com a babá. O clima estava mais pesado que uma noite gelada no norte, tirando o fato de Grace e George sempre puxar algum assunto comigo o resto da família continua na mesma. — Uhmuhm. — O pai dela coça a garganta e olha diretamente para mim, me ajeito e sorrio sem mostrar os dentes. — O jantar já está pronto, por favor me acompanhem. — Grace diz exalando alegria e seu sorriso é tão belo quanto a de sua filha. Alexa segura minha mão e sigo ela até a sala de jantar. Como um perfeito cavalheiro que sou puxo a cadeira para ela e levemente toco seus ombros, percebo que ela se arrepia com meu toque e me inclino para deixar um beijo em sua bochecha, próximo a sua boca. — Tenha mais respeito. — Kate vocifera chamando a atenção de todos, sorrio da ira em seus olhos e me sento. — Deixa eles Karol, você e o George também eram assim, apaixonados. — Quase me engasgo com as palavras de Grace e Alexa lança um olhar curioso. O jantar é servido no clima ameno, também com metade da família dela me fuzilando eu não poderia esperar diferente, eles são barulhentos, são espontâneos e eu até te gostei disso. Eu nunca tive uma família tão estruturada assim, uma que leva a vida numa leveza suave, desde sempre fomos eu e meu pai, a minha progenitora nunca esteve lá para mim. E ver Alexa tão folgada falando com seus pais, me faz querer aquilo, ansear por mais noites iguais está. — Então, porquê nunca ouvimos falar de você até semana passada? — O pai dela pergunta e Alexa se mexe desconfortável. — Eu já disse... — Antes que ela complete sua fala é cortada pelo pai. — Estou perguntando ao seu suposto noivo. — Bom, a minha vida é complicada e eu não queria arrastar Alexa para o drama da mídia social. — Você não me é estranho, acho que já vi seu rosto em algum site de fofoca. — George diz e Alexa se engasga. — Está tudo bem querida? — Está, só me engasguei um pouco. — Ela pega em seu copo de água bebendo todo o conteúdo. — Claro, você não namorava aquela modelo qual o nome dela mesmo... — George diz e Jason parece curioso. — Michele Blanco. — Karol fala. — Engraçado, parece que vocês dois ainda estão juntos. Então quer dizer que Alexa é sua amante. — O que? — O pai dela berra. — Menos Karol, eles terminaram faz tempo. Vocês não podem acreditar em tudo que a mídia diz. — Alexa rebate e segura minha mão. — Como vocês se conheceram? Contem essa história por favor. — Grace pergunta tentando amenizar o clima. — Nos conhecemos, há 6 anos atrás, mas só viemos nos apaixonar a meses atrás. Nate é primo de Alex. — Alexa diz ocultando grande parte da história. — Eu não gosto daquele Alex, ele age como se estivesse acima da lei. — Jason fala e tenho que concordar com ele, Alex é imprudente demais para um homem de 28 anos. — Ah, então você é o CEO das empresas Carter. — A mãe dela sorri — Quantos anos você tem? — Tenho 30 anos. — Respondo e Jason aparece engasgar. — Isso quer dizer que... — Ele parece fazer um cálculo mentalmente — Você ficou com minha filha quando ela era somente uma adolescente? — Não senhor, eu juro que nunca toquei nela. — Me defendo e sinto o aperto de Alexa em minha mão se tornar mais firme. — Mentira. — Karol fala — Para mim já basta, não ficarei aqui fingindo que isso está certo, até ontem você odiava esse cara e agora está aqui, noiva dele? — E daí se até ontem eu o odiava? — Alexa rebate e descobre que acabou fazendo besteira. — Do que vocês duas estão falando? — O pai delas pergunta sério, e as duas se olham como se fossem inimigas públicas declaradas. — Você já conhecia ele? — A mãe pergunta surpresa. — Ele tocou nela sim, tudo isso está cheirando a uma grande farsa. E sim eu conheço esse babaca, ele te fez chorar Alexa, você ficou tão deprimida que se envolveu com um babaca ainda pior e agora vai me dizer que você esqueceu tudo que ele fez para você? Eu não caio nessa. — As pessoas mudam, o tempo passa, você sabe que eu sempre fui apaixonada por ele e não foi difícil voltar a me apaixonar porquê eu nunca deixei. Porquê cotucar o passado se ele está melhor onde ele está. Eu o perdoei e isso é a única coisa que importa, eu amo o Nate e vou me casar com ele semana que vem, quer que vocês estejam presentes ou não. — Ela respira fundo assim que termina de falar e me olha com os olhos brilhando com uma determinação, se eu não soubesse que ela ame odeia e o sentimento é recíproco, diria que tudo o que ela disse é a mais pura verdade. — Chega. — Seu pai b**e a mão na mesa e olha para nós e nossas mãos unidas. — Não haverá casamento porra nenhuma. Já ouvi o bastante.AlexaO sol daquela manhã parecia brilhar mais forte que o normal. O jardim da nossa casa estava cheio de balões coloridos, risadas e o cheiro doce de bolo recém-feito. Um arco com o nome dos nossos trigémeos, Noah, Dante e Diana, balançava levemente com o vento.Era o segundo aniversário deles, dois anos desde o dia em que o mundo mudou completamente. Dois anos desde que o caos virou harmonia, desde que dor virou riso, e desde que eu descobri o verdadeiro significado de família.As crianças corriam pelo gramado, não só os trigémeos mas os filhos de todos os nossos amigos. A casa estava realmente cheia. Eu sempre me imaginei levando uma vida assim, leve e cheia de alegria.Eu observava tudo de longe, encostada na varanda, sentindo aquele tipo de paz que só vem depois da tempestade.— Volta aqui seu pestinha. — Alex gritou, correndo atrás do pequeno aventureiro.Bom, ele estava mais para um pequeno diabrete.Eu ri observando meu melhor amigo correndo atrás do seu sobrinho, Noah. El
Nathaniel A água parecia engolir o mundo.Por um segundo, tudo o que ouvi foi o som surdo do meu próprio coração batendo nos ouvidos. O grito dela ainda ecoava dentro de mim quando mergulhei. O som mais desesperado que já ouvi. A imagem dela sendo puxada para a borda do cais, as mãos se debatendo no ar, os olhos arregalados de pavor, foi a faísca que me fez saltar sem pensar.Não importava o frio, não importava o medo. Só existia ela.Quando a água gelada me atingiu, senti o choque percorrer o corpo inteiro, mas a dor não era nada comparada ao desespero que me rasgava por dentro. Abri os olhos e só vi borrões. Ela estava lá embaixo, afundando rápido, o vestido amarelo rodando como uma mancha pálida na escuridão da água.O pânico subiu pela minha garganta.Eu me forcei a nadar, a atravessar aquela distância que parecia impossível.Não, por favor… não, não agora, pensei, enquanto estendia a mão.Consegui agarrar o braço dela, e foi como segurar um corpo sem força, mole, submisso à cor
AlexaSangue expirou em meu rosto. Um. Dois. Três... Meu coração desacelerou. O homem caiu desvivido no chão enquanto ainda segue a minha mão. Olhei pro buraco de onde o sangue escorria pela sua testa, meu estômago revirou e vomitei ao lado do corpo.— Garota você da muito trabalho! — ela sorriu, histericamente, a arma firme em sua mão. — Tudo poderia ter sido mais fácil, se você simplesmente tivesse ficado longe dele, a Itália seria um bom recomeço. Mas não, você tinha que voltar e estragar tudo, você e esses mesinhas em seu ventre.— Nathaniel não te ama, não vê que você só causou mal a ele. — falei, a voz arranhando minha garganta. Recuei para trás lentamente, meu olhar fixado já sua arma. Ela estava instável.— Cala boca sua vadia mentirosa. — gritou alto e meu corpo teve um salto, assustada. Ela bateu em sua cabeça com a arma. — Nathaniel me ama, mas para ele perceber isso você tem que morrer.Ela foi se aproximando, e a cada passo seu, eu recuava mais dois. Se ela não me matas
Horas antesAlexa Meus filhos estavam bem, mas meu coração não parava quieto. Era um inquietude que não passava, e cada gota de soro que corria para minhas veias, o coração apertava. Nathaniel havia saído para falar com o médico, já se passavam alguns minutos e nada dele voltar. Respirei fundo, tentando manter a calma. E foi quando Carl o outro segurança entrou pela porta, calmo e firme. — Vamos. — Ele ordenou, balançando a cabeça em direção a porta.Olhei pro homem confusa. Porquê ele estava apontando para a porta. Tem algum lugar em que o Nate precise que eu vá?— Vamos não tenho o dia todo! — repetiu, sua voz mais grave. Eu não sabia o que estava acontecendo ou o porquê dele estar me forçando a segui-lo até meu celular vibrar. Olhei para mensagem e para o homem a minha frente. — Venha comigo sem fazer barulho e ela não irá se machucar! Meu coração gelou com aquelas palavras, o aperto se tornou mais agonizante. O grito ficou preso em minha garganta enquanto o vídeo da minha
Nathaniel Merda! Merda! Merda!O som seco do meu punho contra a parede ecoa pelo quarto estéril do hospital. Meus dedos latejam, mas nem a dor consegue diminuir a angústia que está me consumindo. Como é que ninguém viu ela sair? Alexa estava aqui, deitada nesta cama, o soro ainda pela metade, pálida, frágil. E agora simplesmente sumiu. É como se tivesse evaporado, e ninguém, absolutamente ninguém, sabe de nada.Meu coração bate tão forte que parece querer romper minhas costelas. Sinto que algo de muito errado está acontecendo. Ela não está recuperada. Não pode estar andando sozinha por aí, ainda mais com Megan e Daniel foragidos. O simples pensamento desses dois nomes me dá vontade de quebrar mais do que paredes.— Senhor Carter, peço que se acalme. Sei que está preocupado, mas isso ainda é um hospital. — disse o Dr. Martin, o dono do hospital, tentando manter um tom sereno.Viro para ele, incrédulo. Como ele pode pedir calma em uma situação dessas?— Não me peça para ficar calmo! —
Alexa Eu sempre pensei que a gravidez fosse um período de calma, de aconchego, de espera paciente pelo milagre da vida. Mas comigo, tudo parecia uma batalha constante. Carregar três corações batendo dentro de mim já seria, por si só, suficiente para me consumir, mas ainda havia o passado, as dores mal resolvidas e os fantasmas que insistiam em me perseguir. Mais uma chance. Mas eu não me sentia preparada para dar a ele mais uma chance, entretanto mesmo assim, aquelas palavras saíram da minha boca. O nome dele ecoava na minha mente. Nathaniel. Ex-marido. Ex-amor. Talvez-futuro. Tudo tinha se despedaçado por causa de uma armação cruel da ex dele, uma mulher que parecia viver apenas para nos destruir. Mas nada teria desmoronado se ele confiasse em mim. Eu realmente queria dar uma segunda chance a ele, mas quem não acreditava mais nele agora, era eu. Mais uma chance. Eu jurei que não voltaria atrás. Que não deixaria meu orgulho ser pisoteado outra vez. Era melhor suportar a







