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Todos, menos Isabel.

Autor: Burn knight
last update Fecha de publicación: 2025-09-19 11:00:33

Helena

O vapor do banho ainda envolvia o quarto quando me aproximei do espelho. A toalha escorregou pelo meu corpo e fiquei nua, diante de mim mesma, diante da verdade que já não podia ser negada.

Meus olhos se prenderam na curva sutil da barriga. Não era grande ainda, mas estava lá. Um traço delicado, uma promessa silenciosa. Passei a

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Último capítulo

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara - Final

    O restaurante era um daqueles lugares que pareciam flutuar fora do tempo. Luz baixa, mesas pequenas, velas acesas e o som suave de um piano ao fundo. Um garçom nos guiou até uma mesa perto da janela, de onde dava pra ver o reflexo das luzes da cidade dançando no vidro.Gustavo puxou minha cadeira, um gesto tão simples, mas feito com um cuidado que me desmontou. Ele sempre fazia isso — os detalhes que ninguém mais via.— Tá bonito aqui — comentei, tentando disfarçar o nervosismo.Ele assentiu, os olhos presos em mim.— Escolhi porque parecia um lugar onde você sorriria do jeito que eu gosto.Tentei rir, mas a voz dele tinha um tom diferente. Um tipo de calma que escondia algo mais fundo. Ele estava estranho, concentrado demais, quase sério demais.O garçom trouxe o vinho. Gustavo pediu o prato por nós dois — risoto de camarão e filé com molho de vinho tinto —, e eu só observei, achando graça da naturalidade com que ele assumia o controle das pequenas coisas.— Você tá quieto hoje — fal

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo é Clara 14

    Cinco meses.Engraçado pensar que parece uma vida inteira e, ao mesmo tempo, só o começo.Acordo com o cheiro do café vindo da cozinha — o cheiro dela.Clara canta baixinho alguma música antiga, desafinada do jeito mais lindo que existe.Tico mia, exigindo atenção, e eu fico ali, deitado, só observando a cena pela fresta da porta.Nunca imaginei que paz tivesse som, mas tem.É o barulho da colher batendo na caneca, o riso dela quando derrama café, o som dos passos apressados no chão de madeira.— Vai ficar me olhando o dia inteiro, Vasconcelos? — ela pergunta, sem nem precisar virar.— Se deixar, fico — respondo, levantando pra abraçá-la por trás. — Mas posso alternar entre olhar e roubar um pedaço do seu bolo.Ela ri, me empurra de leve.— O bolo é pra levar pro bar, e não, você não toca antes da hora.Clara ainda ria quando me virei de repente e a puxei pra perto, num movimento rápido.Antes que ela entendesse o que estava acontecendo, já estava no meu colo, as pernas ao redor da mi

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara 13

    A semana parecia um castigo lento. O tempo passou arrastado, como se cada hora me testasse pra ver se eu ainda aguentava esperar.Eu estava no bar de novo, sentado no canto, longe o bastante pra não incomodar, perto o bastante pra ver ela se mover. Clara fingia não me ver, mas eu percebia o jeito como os ombros dela ficavam tensos quando eu chegava. O jeito como ela evitava olhar direto, como se qualquer contato fosse perigoso demais.Rafa me serviu uma cerveja e sussurrou: — Cara, você é teimoso.Eu só dei de ombros. — Já fui pior.Ela passou perto, pegando uma bandeja. O perfume bateu em cheio e me desmontou. Não aguentei. Fui até o balcão, esperando o momento certo.— Clara. — Minha voz saiu baixa, quase um pedido.Ela não levantou o olhar. — Gustavo, não faz isso aqui.— Só me escuta. — Respirei fundo. Ela suspirou, largou a bandeja e finalmente me olhou. O olhar dela doía mais do que qualquer tapa. — Você acha que basta aparecer todo dia, deixar bilhetinho e fingir que é ou

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara 12

    Eu apareci no bar antes mesmo do expediente começar. Rafa me olhou de longe e fez sinal pra eu não falar nada. Nem precisei — o clima ainda tava pesado.Mas eu não fui por causa dele. Fui por ela.Clara tava no balcão, limpando as taças, o cabelo preso de qualquer jeito, o olhar distante. Parecia mais fria, mais contida… mas ainda era ela.— Boa noite, Rainha do Bar — falei, tentando um sorriso leve.Ela levantou os olhos por um segundo. — O bar abre às seis, Gustavo.— Eu sei. — Apoiei o cotovelo no balcão. — Mas o arrependimento abriu mais cedo.Ela continuou limpando as taças, fingindo indiferença, mas eu vi o canto da boca dela ameaçar um sorriso. Era um começo.— Eu trouxe café — falei, colocando o copo perto dela. — Do jeito que você gosta. — Você acha que café resolve tudo? — perguntou, sem olhar pra mim. — Não. Mas é o primeiro passo pra eu poder tentar.Ficamos em silêncio por alguns segundos. Eu sentia vontade de tocar nela, de tirar aquela distância que parecia ter v

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara 11

    GustavoEntrei feito uma tempestade. A porta do bar bateu com força atrás de mim, o som ecoando pelo lugar quase vazio.— Filhos da puta! — gritei, e as cabeças se viraram na hora.— Gustavo… — começou Rafa, se levantando — cara, calma—— Calma o caralho! — avancei, o sangue fervendo. — Vocês tinham que abrir a porra da boca justo aqui? Na frente dela?Muri levantou as mãos, tentando parecer tranquilo. — A gente não sabia que ela tava ouvindo, pô—— Não sabiam? — cuspi a frase. — Vocês acham que isso é o quê? Uma piada? Vocês acabaram com tudo!— Tudo o quê? — Rafa rebateu, irritado. — Era uma brincadeira, mano. E, pra começo de conversa, quem aceitou foi você.Aquilo me atingiu como um soco. Porque ele tinha razão. Mas a raiva era maior.— Eu aceitei, sim — rosnei. — Só que depois eu quis parar. Eu me apaixonei por ela, caralho!O silêncio que veio depois foi pesado. Nem música tocava mais.Muri desviou o olhar. — A gente não sabia que tinha virado sério, velho…— Pois virou. — b

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara 10

    O bar estava mais cheio do que o normal. Gente falando alto, copos tilintando, risadas que iam e voltavam como ondas. Eu já tinha perdido a conta de quantas vezes tinha limpado o balcão, trocado copos, anotado pedidos errados e sorrido por pura educação.Rafa passava com uma bandeja na mão e um olhar de quem também já estava contando os minutos pra fechar. O cheiro de cerveja misturado com fritura parecia grudar no ar — e em mim.Apoiei as mãos no balcão e respirei fundo. Mais um turno. Só mais algumas horas.Peguei o pano, comecei a limpar o balcão de novo, só pra não pensar. Mas era inútil. Cada canto daquele lugar tinha alguma lembrança dele.— Tá viva, Rainha do Bar? — a voz de Rafa me tirou dos pensamentos.— Por pouco — respondi, forçando um sorriso. — Se eu servir mais uma rodada de caipirinha errada, peço demissão.— Duvido — ele riu, apoiando o cotovelo no balcão. — Você ama demais esse caos.— Ou já acostumei — murmurei, mexendo nas garrafas.— Bom, vou dar uma pausa — d

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