Compartilhar

Capítulo 4

last update Data de publicação: 2024-06-20 22:02:53

Viviane,

Depois do nosso jantar, decidi que esse casamento realmente vai acontecer. Só assim ele vai aprender que mulher não é brinquedo que se usa e se j**a fora. Chego na casa dos pais dele e os nossos pais já estavam me esperando para dar uma resposta.

– E então, Vivi, aceita se casar com ele?

– Ele está bem diferente de quando nos conhecemos. Mas ainda sou muito apaixonada pelo seu filho. Se for eu a decidir, eu quero muito me casar com ele.

Eles praticamente pulam de alegria, e eu sorrio, pois tudo está caminhando pelo caminho certo. Ele chega bem na hora da comemoração, e eu sorrio para ele, dando o meu melhor para parecer uma namorada apaixonada. Ele e o pai dele saem e o meu olha para mim.

– Estou feliz que você tenha ficado alegre com esse pedido de casamento, eu já não aguentava mais ver naquela depressão minha filha. Mas, será que agora você pode me contar o que te fez ficar daquele jeito?

– Pai, quero deixar isso no passado, se eu me lembrar eu vou começar a chorar, e eu não quero estragar esse momento que está me deixando feliz.

Ele pega na minha mão e dá um beijo nela, sorrindo. Os dois entram e eu lanço um olhar desafiador para ele, que me devolve outro com a mesma intensidade. É assim que eu gosto, de ser retribuída da mesma forma.

– Bom, meu filho também aceitou o casamento. – olho para ele mais uma vez sorrindo, e vejo ele soltando um suspiro. Para ele, esse é um casamento beeeem forçado. – E como havíamos combinado, amanhã vamos reunir as nossas famílias e vamos festejar o noivado desse novo casal. O casamento será no final de semana.

– Pai, o senhor tem que dar um tempo maior para que a Vivi e eu possamos nos conhecer melhor. – Detesto esse apelido, na minha casa proibi todo mundo de me chamar assim só por causa dele. Mas agora tenho que ficar engolindo aqui na casa desse traste.

– Vocês têm uma semana para se conhecer. Amanhã você vai até a casa dela de manhã e a leve para comprar um vestido para a festa de noivado. Passeiem durante o dia e só voltem à noite para o jantar. Vocês fazem um belo casal, sei que vão se dar muito bem.

– Serei a melhor esposa do mundo. Pode confiar, meu amor.

– Olha, Julio, sua filha já até chama ele de amor. Você é tão fofa, que sua inocência vai colocar o meu filho na linha. – Com certeza eu vou.

Olho para ele de novo, dando um sorriso fofo carregado de ironia, e posso ver as suas veias saltando de tanta raiva. Meu pai se levanta e eu o acompanho. Nos despedimos do senhor Sebastiam e seguimos para fora, com os dois nos levando até a porta. Eles saem de perto para que possamos nos despedir a sós, e ele fala.

– Desista dessa palhaçada, Viviane, ou vou fazer da sua vida um inferno.

– Então veremos quem vai descer de tobogã primeiro, noivinho. – Me aproximo mais dele e fico na ponta dos pés. Deposito um selinho em seus lábios e ele ergue uma das sobrancelhas. – Te espero amanhã às 10h da manhã na minha casa.

– Estarei lá com muito prazer. – Ele fala entre os dentes e eu o deixo lá, e vou embora com o meu pai.

No carro, meu pai fica toda hora olhando para mim, pois o meu jeitinho fofo ficou lá na casa do Peter. Olho para ele e dou-lhe um sorriso para disfarçar.

– Vamos organizar tudo para o seu casamento, mas se você não estiver se sentindo preparada, a gente cancela, meu amor.

– Não, pai, estou bem. Esse casamento é tudo que eu preciso para conseguir seguir a minha vida.

– Então tá bom. – ele sorri para mim, me dando um beijo na cabeça.

Chegamos em casa, eu subo direto para o meu quarto. Abro a porta do meu guarda-roupa e tiro todas as fotos que eu ia recortando dele e colando, já sabendo que um dia minha vingança chegaria. E como chegou, eu não preciso mais dessas fotos.

No outro dia de manhã, espero por ele às 10h, como havíamos combinado. Mas claro que não posso esperar por ele no horário certo, pois até mesmo ontem ele não veio me buscar para jantar. O problema é que ele chega aqui às 12:00, só para me deixar irritada.

Ele entra, fala com a minha mãe e com o meu pai, parecendo até amiguinho deles. Do mesmo jeito que vesti a roupa da inocente na casa dele, ele vestiu a de bom moço na minha.

– Está atrasado, Peter. – falo abrindo a porta do carro dele.

– Quando você me pagar um bom salário, você dita os meus horários, caso contrário, só me espere que uma hora eu chego.

Reviro os meus olhos para tamanha ignorância dele. Me sento e tento puxar a fivela do cinto, que parece emperrado e não vem. Vejo as mãos dele passando na minha frente, indo até o cinto, e posso sentir o seu perfume, o mesmo que ele usava quando saía comigo.

– O que está fazendo? – Pergunto olhando bem séria para ele.

– Te ajudando a puxar o cinto, é errado também? – Empurro o braço dele com o corpo e tudo, e puxo o cinto com calma, e ele vem.

– Não quero a sua ajuda em nada. Se me vir morrendo, me deixe morrer, porque não quero dever nada a você.

– Ok, você quem manda, Vivi.

– Pare de me chamar assim, sabe o meu nome e quero que me chame de Viviane. Não somos íntimos e nem seremos. – Ele dá mais um “ok” e liga o carro.

Seguimos até a primeira loja, e como eu sei o quanto homem aprecia estar com uma mulher nas compras, resolvo entrar em várias lojas, só para vê-lo entediado. Até que encontro o vestido perfeito, e ele achando que acabou, eu digo que ainda não.

– Como assim outra loja? Você já está com o vestido aí. – Fala resmungando.

– Não tenho nenhuma lingerie que combine com esse vestido. Vamos lá naquela loja. – Agora é a hora de deixá-lo louco e babando, sem poder tocar.

Entramos na loja e eu saio escolhendo algumas peças e pago, pois eles não permitem experimentar calcinhas antes da compra. Ele fica me esperando do lado de fora, enquanto eu me troco no provador.

Escolho o vermelho que, além de ser um fio dental, tem uma pedrinha prateada na parte de cima. Depois que me visto, abro um pouquinho a cortina do provador e peço para ele me ajudar a abrir o sutiã, pois não estou conseguindo.

– Vou não, você me disse que não era para te ajudar em nada.

– Se você não vier, vou fazer um desfile de sutiã no meio da rua. – Ele bufa e se levanta. Assim que ele entra, fica olhando para minha bunda, posso até vê-lo mordendo os lábios pelo espelho. E isso era tudo que queria ver, ele morrendo de desejos por mim. Que pena que não vai poder aproveitar nada.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Casando com a mulher que me odeia    Capítulo 95. Fim

    Último capítulo.Viviane,— O que essa mulher aprontou?— Ela tentou fugir da delegacia junto com alguns presos, houve troca de tiros, e ela acabou sendo baleada. Chegou no hospital infelizmente sem vida.Solto um suspiro pesado, pois o meu maior medo era dela ter conseguido escapar e vir até aqui.— E o que eu tenho que fazer, o velório dela? — Ele solta uma risada na linha, depois fala que não, pois vão procurar a família dela, se não encontrarem, vão enterrá-la como indigente.Seria pecado contra os mortos rezar para que a família não seja encontrada, só para ela ser enterrada como ninguém? Desligo o telefone desejando boa sorte para ele, e olho para o Peter e conto tudo.— Cada um planta o que colhe. — ele fala e me puxa para ficarmos coladinhos. — Não tenho dó, se achou esperta, que poderia fugir da cadeia, bem feito.— Pois é, a pessoa apronta, faz besteira e acha que vai encontrar uma brecha para não pagar pelo que fez. Bom, pelo menos agora temos certeza absoluta de que ela nu

  • Casando com a mulher que me odeia    Capítulo 94

    Viviane,Acho a proposta dele muito tentadora, então, aperto o botão para o térreo como minha resposta. Ele sorri e me puxa para nos beijarmos enquanto o elevador vai descendo. Saímos do resort indo em direção à praia, há uma parte onde algumas pessoas estão sentadas em círculo de frente para uma fogueira, cantando sobre a luz do luar.— Esse lugar tem muita gente, vamos para cá. — ele me puxa para um lado mais vazio, tira o chinelo e o roupão e entra na água. — Venha, a noite está quente e a água está maravilhosa.Sorrio para ele, tiro o meu roupão de forma sensual, enquanto ele espera ansioso dentro d'água. Assim que molho os meus pés, sinto o quanto ela está gelada. Respiro fundo e vou entrando mais e mais até ele. Assim que chego, ele me puxa com força contra o seu corpo e já começa a beijar o meu pescoço.— A água está gelada, mas vamos fazer ela ferver com o nosso prazer. — ele se abaixa para segurar na minha bunda e me faz subir em seu colo. Em seguida, já me envolve em um beij

  • Casando com a mulher que me odeia    Capítulo 93

    Viviane,Hoje foi um daqueles dias em que cada instante parecia pulsar com uma energia diferente, uma expectativa de algo especial prestes a acontecer. A ideia de uma noite dedicada apenas a nós dois, no SPA do hotel, era como um convite para explorar novas dimensões do nosso amor.Por isso eu trouxe as babás com a gente, não teria como nos termos esse momento nosso se as crianças estivessem sozinhas, mesmo ele reclamando, ele aceitou e agora vai levar a recompensa por ser um bom menino.Ao adentrar na sala luxuosa do SPA a tranquilidade me invadiu, senti muita ansiedade e excitação, ainda mais por está somente nós dois aqui dentro. Ver Peter se entregar à experiência, com um brilho de curiosidade nos olhos, era como uma confirmação de que aquela noite seria única e memorável para ambos.Na sala de massagem, a luz suave e a música relaxante criavam o cenário perfeito para o que estava por vir. Ver Peter deitado na maca, pronto para receber a massagem, despertou em mim uma sensação de

  • Casando com a mulher que me odeia    Capítulo 92

    Peter,Como já estava anoitecendo, preferimos apenas dormir. Viviane trouxe os meninos para dormir conosco, já que a cama é bem grande. Ela os coloca no meio, e nós dois ficamos cada um em uma ponta. Ela fica fazendo carinho na cabecinha da Sara até ela dormir, e como Lucca apagou, apenas abraço ele e fecho os meus olhos.Acordo já de manhã. Viviane e as crianças não estão mais na cama, porém, ouço o barulho do chuveiro. Me arrisco a pensar que ela esteja sozinha lá dentro, e ao abrir a porta, percebo que estava certo. Tiro a minha roupa, e entro no box com ela. Passo a mão pelos seus braços e vou subindo até o seu pescoço.Empurro ela com tudo para a parede de azulejos, e ela sorri. Desço as mãos até a sua barriga, e continuo descendo até chegar na sua barriga. Mas aí ela pega na minha mão e tira e se vira para mim.— Vamos ter uma noite incrível, mas só à noite.— Já estou de pau duro, Viviane, vai fazer isso mesmo?— Preliminares, pensa assim. — Ela fica na ponta do pé, me dá um be

  • Casando com a mulher que me odeia    Capítulo 91

    Peter,Eu sabia que algum dia ela ia me mandar para o hospital com essas maluquices dela. Parece que tem gosto de me ver passando mal, me fazendo mal, que às vezes estou pagando meus pecados até hoje por tê-la deixado naquele hotel cem anos atrás. Tenho a impressão de que não me perdoo, e que realmente vai continuar transformando minha vida em um inferno.Passamos a noite aqui, e só de manhã o médico me dá alta. Ele avisa que se eu tiver outro episódio desse, ele vai me mandar para o psiquiatra para começar um tratamento. Olho para a Viviane, e acho que ele tinha que mandar ela, pois se ela se tratar, eu não terei mais nenhum problema.Depois seguimos para casa, e ela ficou calada o tempo todo, de um jeito que até me assusta, já que ela é totalmente a inimiga da paz. Subimos para o nosso quarto, e assim que eu me deito na cama, ela vai direto ao banheiro. Volta com as nossas escovas de dentes na mão e alguns produtos de beleza dela.Vai até o closet e coloca algumas roupas em cima...

  • Casando com a mulher que me odeia    Capítulo 90

    Viviane,Estico o meu celular para que ele olhe por ele mesmo, para que não tenha nenhuma dúvida. Ele olha primeiro o vídeo e depois a declaração dela em áudio. Ele vai olhando para ela conforme sua voz te condena em meu celular. Sorrio com a sua cara de espanto, pois ela não sabia que eu estava gravando ela.— Diana Monterrey, você está presa por tentativa de assassinato da senhora Viviane Mourett. Você pode chamar seu advogado, mas tem o direito de ficar calada. — Ele manda ela se levantar e um policial a chama para colocar ela na cela até o dia do julgamento.— Isso é tudo? Tipo, ela não vai poder pagar fiança para sair não, né?— O advogado dela pode tentar colocar ela como réu primário, porém, ela já tem uma condenação nas costas e foi presa. Ficou em liberdade e tentou aprontar de novo. A outra vítima, não teve a mesma sorte que vocês. Ele matou a esposa do cara e chantageou ele com dinheiro. Ela alegava que eles já tinham tido um caso, fez um inferno na vida do casal. Ele fala

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status