INICIAR SESIÓN5 anos depois Saí do carro ansiosa para ver nosso pequeno, passamos a sexta-feira e o sábado em um chalé maravilhoso. Admito que não estávamos com cem por cento de vontade de ir e deixar o Arthurzinho sozinho mas Fabiana nos convenceu de que precisávamos de um tempo nosso, desde que ele nasceu há um ano e meio, eu e Luca não saímos sem o mesmo, temos um apego enorme no nosso filho. Eu e Luca nos casamos há três anos e decidimos ter o Arthur, foi escolha nossa e não nos arrependemos de termos renunciado muitas coisas. Hoje em dia tenho minha marca de roupas e acessórios e sou apaixonada em cada peça, Lívia me ajuda bastante nessa parte. — Será que ele já comeu? — Perguntei preocupada. Arthur costuma ser um pouco enjoado para comer. — Não sei, princesa, mas já chegamos caso ele não tenha comido. — Beijou minha cabeça. Caminhamos até o portão da casa dos meus sogros, Luca tocou a campainha e não demorou muito para ouvir a voz da minha sogra e o gritinho do nosso filho. — Quem será
5 anos depois — Que droga! — Resmunguei sentindo a dor em meu pé. Olhei para baixo e neguei ao ver o objeto pequeno. — Então é assim que perdemos sempre. — O peguei deixando no bolso. Olhei ao redor e percebi o quarto vazio, era quase dez da manhã e a casa estava em silêncio. Caminhei até o banheiro para fazer minhas coisas, se antes eu já não tinha espaço nessa bancada, agora eu tenho muito menos. Bocejei ainda cansado da noite mal dormida, abri a porta do quarto e o silêncio antes presente foi embora. Desci as escadas com um sorriso no rosto e aumentou assim que minha presença foi reconhecida. — Papai! — Me abaixei esperando o abraço desengonçado de Dom. — Bom dia, filho. — Beijei seu rosto, me levantando com ele no colo. — Acordaram cedo? — Me aproximei de Lívia que estava sentada no chão junto a um prato de mingau. — Sete da manhã. — Riu com uma careta. Me sentei ao seu lado com Dom em meu colo. — Por que não me acordou? Poderia ficar acordado com ele, você não está podend
---[...]Meus dedos batucavam em um ritmo impaciente. Esse escritório me traz péssimas lembranças e por mim não pisaria aqui nunca mais, o papel de divórcio parecia brilhar no centro da mesa.— Bom, como todos nessa sala já estão cientes, o contrato tem a duração de um ano, uma das regras foram quebradas e isso resultou no pagamento de uma taxa...— Já paguei há séculos. — Rafael revirou os olhos irritado. — Podemos ir logo ao ponto? Sabe que não queríamos estar aqui.— Rafael! — Artur o repreendeu. O mesmo também precisou vir, afinal, ele assinou o contrato junto com Eduardo.— Como eu ia dizendo, o descumprimento dessa regra ocasionou ao pagamento, que já foi efetuado. — Frisou olhando para Rafael. — No caso de separação, os bens recebidos durante esse um ano de casório são divididos em setenta por cento para a senhora Alencar, isso inclui os ganhos da empresa. — Franzi o cenho encarando os dois homens ao meu lado, os dois estavam da mesma forma que eu.— Onde essa cláusula estava?
---[...]21:54— Minha coluna está doendo demais. — Rafael resmungou se jogando na cama.Acabamos de chegar em casa, mesmo com todo o cansaço e dor no corpo, não temos do que reclamar. Rafael foi muito bem acolhido por todos, o seu projeto está sendo um sucesso e agora nas mãos do verdadeiro criador, as pessoas não o julgaram, pelo contrário, os números de acessos e compras da plataforma praticamente triplicaram.— Vamos tomar um banho e eu faço uma massagem em você, ok? — Tirei meus saltos.— Eu aceito. — Sorriu preguiçoso erguendo os braços. Ri o levantando e o mesmo beijou meu rosto.Tomamos um banho relaxante, nos trocamos e peguei o hidratante para fazer uma massagem em Rafael, o mesmo deitou de bruços e suspirou relaxando os músculos.— Isso é tão bom. — Murmurou.— Você tem sorte de ter uma massagista em casa. — Brinquei ouvindo sua risada.— Tem razão, esse contrato foi cheio de benefícios. — Agora foi minha vez de rir.— Muitos benefícios. — Sorri negando. — Agora você vai p
---02 de Dezembro — 16:55SábadoSorri encarando meu marido conversando com outros empresários, o evento começou há uma hora mais ou menos, Rafael está radiante e a nossa família mais ainda.Ele trabalhou tanto esses últimos dias, está mesmo empenhado em agregar na empresa que Artur tanto se empenhou em cuidar e cultivar.— Querida. — Helena tocou em meus ombros. A olhei. — Estão chamando para tirarmos fotos, onde está Rafael?— Está conversando com alguns empresários, vou chamá-lo.— Obrigada, meu amor. — Beijou meu rosto antes de caminhar até os pais de Luca.Caminhei em direção ao meu marido e aos homens que o mesmo conversava. Rafael aumentou o sorriso ao me ver, assim que me aproximei ele estendeu as mãos para se juntar às minhas.— Licença, senhores. — Falei os cumprimentando com um aceno de cabeça. — Sua mãe está nos chamando para tirar fotos, amor.— Então vamos. Foi um prazer falar com vocês, senhores, com licença. — Sorriu antes de me direcionar até a nossa família.— Estou
24 de Novembro — 19:45Sexta-feiraEncarei ao redor confuso, sem saber o que eu estava fazendo aqui a essa hora. Já estava no elevador, prestes a ir embora quando Débora avisou que meu pai queria falar comigo. Vim para a sua sala totalmente perdido e continuei da mesma forma ao perceber que meu pai não estava aqui.No meu celular havia uma mensagem da Lívia perguntando se eu já estava chegando, ela pediu para eu comprar um remédio para dor de cabeça. A respondi e olhei no relógio mais uma vez.Onde meu pai está?— Me desculpe o atraso, um dos investidores me ligou pra fazer umas perguntas e acabou falando demais. — Meu pai finalmente entrou na sala, se sentando em minha frente. — Obrigado por ter ficado, filho.— Fiquei preocupado, normalmente não me chama para conversar nesse horário. — Fui sincero.— Não há nada para se preocupar, quero conversar sobre algo que adiei por motivos que você sabe.— Pode ir direto ao ponto? — Perguntei franzindo o cenho, totalmente confuso.— Claro, bom







