FAZER LOGINMatteo segue parado na porta, esperando uma resposta de Carlo para que possa entrar, e conversarem.
— Matteo, não sabia que já estava de volta. — diz Carlo tentando esconder seu nervosismo— Cheguei hoje pela manhã, e imagino que saiba o motivo não é, sogro? — diz ele em tom de deboche, fazendo Lorenzo revirar os olhos.— Por esse motivo eu estou aqui pai, Aurora já me contou e confesso que estou decepcionado com o senhor, não esperava que fosse fazer isso com a minha irmã, você praticamente a vendeu, como você foi capaz? — pergunta Lorenzo mostrando sua total irritação.— Isso não está aberto a discussões Lorenzo, eu já expliquei para Aurora, são negócios, o Francesco me ajudou muito quando eu precisei de dinheiro, e ele me ajudou também a chegar onde estou hoje na máfia, eu devia isso a ele, e quando ele me ligou e pediu para conversar eu fui, confesso que também fiquei contrariado com essa proposta mas foi necessário, e já assinamos o contrato, faltam apenas as assinaturas dos noivos. — Ele explica para os homens que estão parados o encarando sem mostrar reação.— A minha irmã não é um negócio, a vida é dela, e ela tem direito de tomar as decisões que achar melhor, você não poderia ter feito isso, espero que Aurora não o odeie pai, eu a encontrei desesperada e inconsolável, conversei com ela e disse que tentaria ajudá-la....— Não tem como voltar atrás, já assinei ela vai casar, e no sábado é o jantar de noivado para eles se conhecerem e assinarem o contrato, Matteo sabe o que está em jogo, é o nome da família Giordano, fora que a nossa empresa também ficará ainda mais conhecida pelo sobrenome que irmã carregará. — Matteo o encara com uma expressão séria.— O senhor e meu pai não tinham o direito de fazer isso, como Lorenzo falou, eu e sua filha não somos negócios, eu abomino essa ideia de casamento, porém meu pai não me deu muita opção de escolha não é mesmo?! — Diz ele completamente irritado — E ainda por cima falou que após esses cinco anos poderíamos nos separar, certo? — Carlo assente sem entender onde ele quer chegar — Mas pelo que eu saiba, casamentos na máfia não tem divórcio, é uma união eterna, onde a separação é apenas a morte de um dos dois, estou errado Sr. Ricci?— Apenas seu próprio pai pode lhe esclarecer essa dúvida meu jovem. — ele diz tentando fugir do assunto.— Mas se vocês conversaram pai, o senhor também pode explicar, se na máfia não existe divórcio, por mentiu para Aurora?— Eu tinha que arrumar uma maneira dela aceitar, mas ela surtou, gritou comigo e depois me deixou sozinho, não me deu tempo de explicar, eu iria contar a ela. — Mente ele.— Não consigo acreditar, e mais uma vez, estou decepcionado com o senhor. — diz por fim, saindo da sala, e Matteo sai logo em seguida.Após de saírem eles, vão até a sala de Matteo e ficam jogando conversa fora, para tentar amenizar aquele clima de brigas familiares.Depois de horas pensando em uma saída para seu problema, Aurora decide levantar e caminha em direção ao banheiro, tomando um longo banho para se arrumar para o jantar, logo após seu banho ela desce e encontra seu pai e seu irmão na sala a esperando.— Filha, fico feliz que tenha vindo nos fazer companhia no jantar — diz Carlo ao ver Aurora descendo o último degrau.— Solzinho, você está bem? conseguiu descansar?— Sim, obrigado pela preocupação fratello. — Ela fala e senta no sofá ao lado do irmão, ignorando a fala de seu pai.— Vamos para a mesa, o jantar já vai ser servido, estávamos apenas lhe esperando. — diz Lorenzo levantando se e oferecendo sua mão para que ela pegue.— Andiamo.— diz ela sorrindo para ele.— Está gastando seu italiano solzinho. — fala fazendo ela rir enquanto andam em direção a mesa.— Estava com saudades disso, apesar de que o inglês já faz parte de mim, o italiano é minha paixão. — diz e logo após percebe o olhar de seu pai na sua direção.— Minha filha, peço que me...— Não se preocupe Sr. Ricci sua mercadoria não vai lhe causar problemas. — Aurora interrompe falando em tom de deboche, deixando ele desconfortável.Eles seguem o jantar em silêncio, e naquele momento Carlo está pensativo em relação a filha, pois sabe que nada pode reverter o contrato, e que após a união dela com o futuro marido, apenas a morte poderá separá-los.— Com licença irei me retirar, boa noite senhor, e boa noite meu querido irmão. — ela fala e da um beijo no rosto de Lorenzo, e sai indo em direção ao quarto. Assim que entra, ela fecha a porta a chave, deitando na sua cama, voltando a pensar na sua fuga, ela irá viajar no domingo de madrugada. — Tenho que ir embora, eu não vou conseguir suportar isso — fala para si mesma com os olhos lacrimejando, ela suspira permitindo que as lágrimas caiam novamente, até ela pegar no sono.Ainda na sala de jantar, Lorenzo permanece encarando seu pai, que olha para ele com um semblante confuso.— Eu sei que errei, mas receber o olhar de desprezo da minha própria filha é demais até para mim, imagina quando ela souber da máfia. — diz ele nervoso.— Quando você aceitou essa ideia maluca, você sabia dos riscos pai, a escolha foi sua, esperava que ela te desse abraços e sorrisos depois que você a trocou por dinheiro, terá que dar um tempo para ela pensar.— Sim, disso eu sei, mas não queria que estivéssemos nesse clima estranho, ela é minha princesa, se eu aceitei foi apenas por que pensei que seria o melhor.— Deveria ter conversado comigo, mas agora não tem como voltar atrás, infelizmente.— Quando Francesco veio até mim, eu confesso que aceitei mais por causa do dinheiro, do reconhecimento que a empresa teria, e como ficaríamos diante do conselho.— Bem a sua ambição falou mais alto, e agora a sua princesa está completamente magoada e decepcionada com o senhor. — Diz saindo indo em direção as escadas, ele passa pelo quarto de aurora, mas decide não incomodá-la, ele entra em seu quarto e se j**a na cama, adormecendo rapidamenteMatteo segurava o filho no colo e admirava cada detalhe daquele bebezinho. Seu olhar era carregado de amor e ternura quando desviou para sua esposa, que retribuía todo o amor com o olhar. Aurora se sentia completa ao ver os dois homens da sua vida ali, juntinhos. — Eu sempre sonhei em ter uma família, em ser amada e ser uma mãe tão amorosa quanto a que tive. Sonhei muitos anos com esse exato momento. — Ela confessou com um tom de voz baixo para não acordar o filho, mas sabia que Matteo podia escutá-la. — Quando te vi naquela boate, não podia imaginar que você era a mulher com quem eu me casaria. Me encantei pelos seus cabelos ruivos, seus olhos tão azuis quanto o oceano. Tudo em você me atraiu. Foi como estar no paraíso a primeira vez que te beijei. — Acho que o que te atraiu foram os t***s que levou. Digamos que você tinha uma capacidade fora do normal de me tirar do sério. — Ela fala, rindo. — Você era bastante atrevida, mas isso me deixou fascinado por você. — Ele coloca o bebê
Duas semanas depois…Durante a madrugada, Matteo se remexeu inquieto na cama, sentindo o vazio ao seu lado. Rapidamente, ele se sentou e acendeu o abajur, apenas para confirmar a ausência de sua esposa. Levantando-se apressado, ele saiu do quarto. Ao chegar no último degrau da escada, ouviu um choro vindo da cozinha. Reconhecendo o som, correu preocupado.— E-ele não m-me ama... — Aurora falava entrre soluços, encarando as maçãs e os tomates na bancada. —Eu chamei ele, mas ele não acordou.Matteo observava de longe, tentando segurar o riso. Mas ao perceber que o choro se intensificava, ele se aproximou.—O que você está fazendo aqui a essa hora, minha vida? — Ele perguntou, tentando abraçá-la, mas ela desviou.— Você não me ama. —Ela gaguejou, chorando.— Claro que amo! Você e nosso filho são tudo para mim. — Ele respondeu sinceramente, mas ela balançou a cabeça em negação.— Então por que, quando te chamei, você não acordou? — Ela perguntou, as lágrimas escorrendo sem parar.— Me perd
Meses depois... Matteo e Aurora trocavam sorrisos radiantes enquanto embalavam o pequeno menino em seus braços. A emoção de conhecer aquele serzinho que dormia tranquilo no colo de Aurora era palpável no ar. — Vocês nos estão dando uma honra imensa, sendo padrinhos desse menino lindo. — Aurora disse, os olhos brilhando, enquanto olhava para Luna, deitada na cama do hospital, e para Lorenzo, que contemplava a esposa com paixão evidente. — Não haveria ninguém melhor que vocês para cuidar do nosso filho tão bem quanto nós. — Lorenzo respondeu, a voz carregada de gratidão. Marco havia decidido vir ao mundo no dia da renovação de votos dos avós, transformando a celebração em uma confusão deliciosa, repleta de ansiedade e, finalmente, lágrimas de alegria. Quando Luna e Lorenzo ouviram o primeiro choro do filho, compreenderam plenamente o significado do tão falado "amor incondicional". A chegada de Marco marcou uma virada decisiva em suas vidas; as cicatrizes do passado, embora ainda pre
No galpão, os gritos agonizantes de Patrick ecoavam pelas paredes, misturando-se com o cheiro metálico de sangue e o ar pesado de vingança. Matteo, com ódio fervendo em cada fibra do seu corpo, descontava toda sua fúria no homem já à beira da morte. Mesmo assim, Patrick não perdia a oportunidade de provocar, o veneno em sua voz ao mencionar a esposa e o filho de Matteo.— Você ainda não entendeu, Patrick? — Matteo falou, sua voz baixa e cortante, como uma lâmina afiada. — Eu venci. Sou o Don da N'Drangheta, o CEO do maior holding de Nova York. Tenho tudo o que você jamais terá: uma família, uma esposa que me ama e um filho que em breve nascerá para herdar o império que meu pai e eu construímos com sangue. O que você tem? Nada. Nem dignidade te restou. Patrick, mesmo sofrendo, mantinha um olhar de ódio fixo em Matteo. Ele já havia sido torturado por dias, transformado no brinquedo dos guardas do Don, e aguardava, em silêncio, o momento em que um deles aceitasse o suborno para tirá-lo
No dia seguinte, Matteo dirigiu-se ao galpão, a determinação pulsando em cada passo, pronto para pôr fim à vida daqueles que ousaram tocar em sua família. O ambiente carregava um peso sombrio, um prenúncio do que estava por vir.Sua primeira “vítima” foi Nikolai, o homem que, mesmo sendo pai biológico de Aurora, havia causado tanto sofrimento a ela quanto a Lunna. Ao adentrar o local, Matteo encontrou Francesco, seu olhar refletindo uma mistura de ódio puro e desejo de vingança, como se cada centímetro de sua pele estivesse ardendo com a dor de sua filha.— O que faz aqui, papà? — Matteo perguntou, fixando seus olhos duros no homem à sua frente.— Vim fazer o que há muito tempo desejo. Que minha nora me perdoe, mas esse monstro não merece viver. — A voz de Francesco estava carregada de raiva e dor, a amargura pela angústia que sua filha sofreu nas mãos de Nikolai Petrov evidente em cada palavra.— Aurora não se importa com Nikolai, e muito menos com Carlo. Aquele desgraçado teve a aud
Assim que a noite cai, Lorenzo dirige-se à casa de sua irmã, acompanhado de sua esposa, Lunna. A tensão que o dominava era quase palpável, e a morena ao seu lado o observava com preocupação, enquanto ele mantinha os olhos fixos na estrada.— Se eu soubesse o que te aflige, talvez pudesse ajudar — ela murmura, suavemente, ao estender a mão até a nuca dele, iniciando um carinho que parecia acalmar seus pensamentos. Lorenzo soltou um suspiro profundo antes de responder, desviando o olhar para encontrar as íris verdes da esposa, que sempre pareciam entender o que se passava em seu coração.— Acho que não, mas, de qualquer forma, eu irei lhe contar... mas não agora — ele disse com suavidade.— Tudo bem, aguardarei o seu tempo, meu amor — Lunna respondeu, a voz doce como uma melodia reconfortante, ecoando no carro.Lorenzo não pôde deixar de admirar a beleza de Lunna, que vestia um elegante vestido azul bebê, abraçando as curvas acentuadas pela gravidez, especialmente a barriga de sete mes







