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last update Data de publicação: 2023-08-24 00:12:41

Milla 

Rio grande do Sul. Eu sempre sonhei em morar nesse lugar. Quando adolescente costumava ver suas belas imagens através da tela do meu celular e sonhava que um dia teria a minha chance, e ela finalmente ela chegou. Sorrio satisfeita, largando a mala vazia no compartimento do meu guarda-roupas e olho os móveis arrumados em seus devidos lugares.

— Até que enfim! — digo abrindo um sorriso de pura satisfação.

Quando a Fox Automotivos me ligou confirmando que a vaga seria minha não pensei duas vezes em arrumar as minhas malas e partir imediatamente. Mas eu não vim sozinha. Trouxe a Valentina Ferber, minha irmã caçula comigo porque quero lhe dar uma oportunidade também. É claro que eu não vim aqui apenas para trabalhar. Tem todo um planejamento e nele está incluso o meu curso de administração de empresas. Eu sou uma pessoa bem ambiciosa e sonhadora, e quero muito conquistar o meu espaço nesse mundo. Meu nome Ludmila Ferber – Mila para os amigos mais próximos e os parentes, claro. Eu tenho vinte e quatro anos e sou a filha mais velha da família Ferber. A Valentina e eu viemos do interior de São Paulo em busca de novas oportunidades e é exatamente por isso que estamos aqui. Com um suspiro animado saio do meu quarto, levando comigo uma bolsa de tamanho mediano que contém algumas coisas que vou precisar durante o meu dia de trabalho. Hoje é o meu quinto dia na empresa e a ansiedade ainda é a mesma do primeiro dia.

Devo admitir que o caminho para a Fox é realmente admirável e arrisco dizer encantador também. Isso aqui mais parece o paraíso das flores. É tão colorido e tão lindo! Essa é a vantagem de ir de ônibus para o trabalho e para a minha felicidade, não terei muita dificuldade já que a Fox fica bem no centro da cidade, e eu só preciso pegar um ônibus para chegar lá. Em pouco menos de vinte e três minutos, desço do ônibus e ponho o meu crachá no bolso do terninho azul, adentrando o luxuoso hall da empresa, e sigo com satisfação para um dos elevadores.

Isso aqui é o máximo! Penso casa vez mais animada e quando as portas largas se abrem, não consigo deixar de focar encantada com a decoração. Paredes beges, quadros enormes exibindo carros luxuosos, antigos e lustrosos. Um belo piso de mármore branco e tudo isso em um enorme corredor a minha frente. Respiro profundamente e sigo direto pelo corredor.

***

Alguns minutos...

Estou encarando a tela do computador já tem mais de dez minutos. Sério, o que tem de especial na genética da família Rios? Gente, vocês precisam ver o que eu estou vendo. Não posso me afogar sozinha nessas belezas afrodisíacas que são os homens dessa família. Ok, vocês não podem ver, mas eu posso descrever para cada um deles para vocês. Vamos lá. Matheus Rios, esse tem um corpo atlético e um olhar sério de um castanho escuro, que chega a brilhar em contraste com a luz do ambiente. O homem é uma fortaleza. É tão alto que mal consigo alcançar a sua altura. Os seus cabelos são negros e eles batem na altura da sua nuca. E aqueles cachos largos que emolduram o seu rosto quadrado, meu Deus! Aí vem o tal Lucian Rios. Esse é mais novo e tem a carinha de bebê, emoldurada por uma barba cerrada e bem desenhada, que faz um contraste rebelde com o cabelo cortado rente a nuca, e um topete estupidamente liso caindo na sua testa. Não posso deixar de mencionar o seu corpo atlético e a estatura demasiadamente alta, que parece ser a marca registrada dessa família.

Céus, e aquelas mãos?!

Mas é o tal Pedro Rios que é o feiticeiro. O homem é moreno e bem diferente dos seus irmãos que tem a pele um pouco clara. Ele não usa barba, o que deixa bem a vista a barroca sexy no meio do seu queixo. Desperto da minha pesquisa quando escuto alguns passos firmes vindo na direção da minha mesa e rapidamente fecho a tela do meu computador. E não deu outra. Bem na minha frente está nada mais e nada menos do que Pedro Rios, a tentação em pessoa. E sem me dar um centímetro da sua atenção ele segue direto para a porta da sala do Matheus – meu chefe e simplesmente me ignora sentada ali. Limpo a minha garganta e decido falar antes que ele chegue à porta.

— Bom dia senhor Rios, o Matheus não está. — Uso o meu mais novo tom profissional e logo tenho a sua atenção todinha para mim. E Deus do céu, no segundo seguinte homem parece um felino me rodeando e me olhando. Na verdade, ele está me devorando mesmo e agora o presidente da Fox é todo sorrisos, com sua voz sedutora a cada vez que me dirige a palavra. Reviro os olhos internamente. Não sou nenhuma boba. Ah, mas não sou mesmo! Estou trabalhando nas empresas Fox há uma semana e sempre que tenho um tempinho livre, estou navegando na internet. Não vou negar que muitas das vezes estou focada nos status dessa família e Pedro Fox Rios é simplesmente predador. Um caçador nato de lindas mulheres e eu garanto que não serei mais uma a deitar-se na sua cama. E não deixo essas palavras lacradas nos meus pensamentos. Acreditem, digo cada uma delas em voz alta. Após deixar isso bem claro para o presidente da empresa, o safado ainda teve a ousadia de inclinar-se sobre a minha mesa, deixando o seu rosto a centímetros do meu. Na hora eu só pensei, isso é de lascar a sanidade de qualquer mulher, mesmo uma mulher como eu.

— Avise para o seu chefe que preciso falar com ele assim que ele chegar. — Ele pede com sua imponente, exalando todo o seu poder e masculinidade. Ok, agora estou me abanando por dentro e me repreendo por sentir qualquer emoção sobre o seu ataque. Portanto, reprimo um gemido baixo e mantenho o meu olhar firme sobre o seu. No instante seguinte o observo erguer o seu corpo e ajeitar o seu terno, para sair como se fosse um pavão com toda a sua pompa e elegância, deixando para trás o seu perfume amadeirado. Engulo em seco e penso:  ainda bem que ele não é o meu chefe! Fecho os meus olhos e volto a respirar fundo, tentando manter o meu controle. Ok, era para eu relaxa com esse gesto, mas a droga do perfume do homem ainda está no ar e a minha mente rodopiou ligeiramente quando tentei me levantar.

— Era o Pedro? — Uma voz feminina pergunta com um pouco de animação. Portanto, abro os meus olhos e me ajeito em cima da minha cadeira, encarando Cecília Rios uma das irmãs dessa família. Limpo a minha garganta para não deixar transparecer o tanto aquele imbecil mexeu comigo e forço um sorriso amarelo para ela.

— Sim, era.

— Quando ele chegou de viagem? — Ela questiona olhando na direção que o homem seguiu. Dou de ombros.

— Eu não sei, Cecília. —Perceberam? Cecília, é assim que nos tratamos aqui. Cecília, Eloá, Lucian, Matheus e... Senhor Rios. Por que essa diferença? Então, eu quero manter esse caçador de mulheres bem longe de mim, então nosso contato não se resume a uma intimidade formal.

— O que ele queria?

— Falar com o Matheus.

— Ah, o Matheus está aí? — Ela aponta a porta.

— Não, ele ainda não voltou da reunião.

— Tudo bem, o Pedro pode resolver isso pra mim. Obrigada, Mila!

— Por nada! — Ela se afasta apressada com os seus saltos altíssimos ecoando pelo piso e some do corredor seguinte. Imediatamente volto para a tela do meu computador, mas dessa vez para voltar ao trabalho.

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Último capítulo

  • Coração Pervertido   Próximo lançamento aqui na plataforma.

    CAPÍTULO 1. Conhecendo o meu chefe. Janny — E não se esqueça, Jenny, você é uma garota linda, é muito gostosa e maravilhosa. Ah, e tem que arrumar um homem para você. O hospital Mont Sinai é o melhor lugar para fazer isso. — Amber resmunga um tanto animada enquanto arruma o laço da minha blusa cor de rosa. — Amber, pelo amor de Deus, é meu primeiro dia no hospital e eu estou atrasada! E você está me dando conselhos amorosos? Isso não cai bem! — rosno exasperada, mas ela acha graça. — Não se preocupe, vai dar tudo certo, amiga! — Ela fala tranquila, porém, suspiro e me viro para sair do quarto. Na sequência bato bruscamente na quina da minha cama. — Ai, droga! — rosno com um gemido dolorido. — Eu não tenho tanta certeza disso — retruco malcriada. — Foi por causa desse meu jeito atravessado que fui expulsa do projeto do outro hospital, se lembra? — reclamo alisando o local da pancada que deixou minha pele avermelhada e saio do quarto em seguida. — Bom, eu vou ficar bem aqui torcen

  • Coração Pervertido   Bônus II

    Valentina Um, dois, três... A marcha nupcial começa a tocar e nervosa, procuro abrir o meu melhor sorriso. Ponho o meu pé direito no primeiro degrau na entrada da catedral e quando alcanço o terceiro e último degrau, o vejo sorridente e me olhando com um deslumbramento que chega a fazer o meu coração palpitar mais forte. Quem imaginava isso? Valentina Ferber se casando com um garoto e constituindo família com ele? Eu não. Mas se querem saber de uma coisa, eu estou muito satisfeita com as armadilhas que o destino resolveu armar para mim. No fundo eu sou mesmo essa pirralha que ele insiste em me chamar e ele é o homem que eu nunca quis admitir que é. Sorrio amplamente quando chego no meio da nave da igreja, enfeitada com jasmins e laços de seda, além de alguns tules, dando um leve tom de suavidade ao tapete vermelho estendido pelo chão, trilhando o caminho que me levará direto para os seus braços para sempre. — Nervosa? — papai me desperta dos meus devaneios, obrigando-me a desvia

  • Coração Pervertido   Bônus

    ValentinaOs preparativos...— Como está a minha maquiagem? — pergunto dando leves toques com as pontas dos dedos no meu rosto.— Ela está perfeita, Valentina. — Eloá responde abrindo um sorriso. Respiro fundo e concordo com um aceno de cabeça, e no mesmo instante me ponho a andar dentro do enorme quarto de hóspedes da casa dos Rios.— Oh meu Deus, e a grinalda, ela não está torta? — questiono exasperada, dando alguns passos largos de volta para o espelho de corpo inteiro.— Não, querida, ela está perfeita e em seu devido lugar. — Cecília fala, provavelmente tentando de me acalmar.— Ok! — retruco e volto a andar dentro do quarto.— Valentina, você precisa parar! — Minha cunhada resmunga.— Eu não posso. Não consigo.— Desse jeito vai acabar passando mal.Ok, estou com os nervos à flor do pano. Tipo, matando cachorro a grito mesmo e não pensem que é por conta do meu casamento, ou pelo fato de ter que entrar em uma igreja tão grande que parece não ter fim, lotada de pessoas que estarão

  • Coração Pervertido   Epílogo

    Pedro Dezoito anos depois... — O que você quer de mim, Milla? — pergunto áspero, enquanto dois dedos meus brincam ávidos no seu clítoris. Ela j**a a cabeça para trás e mesmo amolecida pelo orgasmo de alguns segundos atrás, nego o seu alívio, e com a respiração pesada ela choraminga no meu ombro. — Me faça gozar, por favor! Isso! Era exatamente essa submissão que eu esperava e imediatamente a faço afastar-se do meu corpo, para fazê-la inclinar-se na beirada da cama. Milla se segura firme e eu seguro nos cabelos, fazendo-a virar o seu rosto para mim. — Abra os olhos, querida! — ordeno e ela faz mesmo com dificuldade. Seguro com certa firmeza no seu quadril e sobre o seu olhar cheio de luxúria a penetro lentamente, vendo suas pupilas dilatarem imediatamente. Começo a fazer alguns movimentos calmos, que pouco a pouco vão ganhando intensidade e ritmo, até arrancar o seu último suspiro, me derramando inteiro dentro dela. — Precisamos ir, amor — aviso depois de um longo tempo em silênc

  • Coração Pervertido   110

    Pedro— Não seja curioso, Dominador! — O seu humor me diz que estamos bem. Então o que é que ela está escondendo de mim?— É impossível, você está me mantando de curiosidade, minha esposa. — Um sorriso brota no seu rosto e esse é mais espalhafatoso.Isso é bom, não é?Enquanto Milla serve uma porção da lasanha que eu amo, trato de servir o vinho. Milla fala animada sobre a massa, o molho, o filé e até sobre a escolha do vinho, mas de alguma forma ela parece... nervosa. Não contesto e nada foi dito sobre esse momento também.— E o que tem naquela bandeja? — Aponto a única que ela não abriu e agora ela parece um tanto apreensiva. Seja lá o que tenha ali, é lá que está a minha resposta para tamanha mudança no seu comportamento.— É... uma surpresa. — Ela diz e eu aceno um sim.— E essa surpresa é para mim? — inquiro curioso, mas não seguro um sorriso.Ela puxa a respiração.— Sim, é pra você.— E, tem algum problema se eu quiser abrir agora? — Minha esposa engole em seco.Merda, o que te

  • Coração Pervertido   109

    Pedro— Acabamos? — Matheus pergunta ajeitando alguns papéis em cima da sua mesa.— Acho que sim. — Lucian responde fazendo o mesmo em uma pasta.— Ótimo! — falo me levantando da cadeira e vou até o bar de canto preparar uma pequena dose de uísque para mim. — Vocês aceitam? — indago erguendo o meu copo, mas eles meneiam a cabeça fazendo um não. — Que tal um almoço, só nós três? A Milla deve estar com a Valentina agora e eu não queria almoçar sozinho. — Meus irmãos dão de ombros.— Eu realmente não posso, Pedro. É aniversário da Angel e com certeza a minha mulher deve estar ficando maluca sem a minha presença lá. — Faço sinal de concordância e sorrio.— Estou louco para ver a minha garotinha. Ela está crescendo e logo não vai mais querer saber do tiozão aqui — resmungo. Matheus abre um sorriso orgulhoso de pai orgulhoso e se afasta da mesa.— Você é um exagerado, ela é só uma garotinha ainda. Vai demorar muito para esse dia chegar.— Você que pensa, o tempo voa mano — rebato.— Prepare

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