MasukO sol da manhã entrava pelas janelas amplas do quarto principal da mansão Voss, em um condomínio fechado nos arredores de São Paulo. Elena acordou devagar, sentindo o peso suave de um cobertor de cashmere sobre o corpo e o cheiro familiar de café fresco vindo da cozinha. Ao seu lado, a cama estava vazia, mas ainda quente – Alexander nunca saía sem deixar um rastro de sua presença. Ela sorriu ao ver o bilhete na mesinha de cabeceira, escrito na caligrafia firme dele: “Volto em dez minutos. Não saia da cama. Te amo. A.”Ela se espreguiçou, a mão instintivamente indo para a barriga arredondada. Oito meses de gestação. Oito meses desde que o teste de farmácia confirmou o que ela já suspeitava, e que Alexander recebeu com um silêncio atordoado seguido de um abraço tão apertado que a fez rir e chorar ao mesmo tempo. “Vamos ser pais”, ele sussurrou naquela noite, a voz rouca de emoção, os olhos cinzentos brilhando como nunca. Desde então, o badboy implacável que ela conhecera em uma cafeteri
A chuva havia diminuído para uma garoa fina quando Alexander e Elena finalmente se levantaram do chão molhado, os corpos ainda tremendo do clímax explosivo sob a tempestade. A água escorria pela pele deles, misturando-se ao suor e ao sêmen que vazava entre as coxas dela, um lembrete pegajoso do desejo selvagem que os unira novamente. Elena se apoiou no tronco da árvore, as pernas fracas, o vestido colado ao corpo como uma segunda pele, revelando as curvas que Alexander tanto adorava. Ele a puxou para si, envolvendo-a em um abraço protetor, os lábios roçando a testa úmida dela. "Vamos entrar, princesa. Você vai pegar um resfriado."Eles voltaram para a cabana de mãos dadas, o ar lá dentro contrastando com o frio exterior – quente, acolhedor, com o fogo crepitando na lareira que Elena havia acendido mais cedo. Alexander a ajudou a se despir, mãos gentis tirando o vestido encharcado, revelando a pele arrepiada e os mamilos endurecidos pelo frio. Ele a secou com uma toalha velha, toques s
Alexander Voss pisava no acelerador do carro alugado, as rodas derrapando na estrada de terra lamacenta que levava ao interior de Minas Gerais. A chuva torrencial batia no para-brisa como balas, borrando a visão da paisagem rural – fazendas isoladas, árvores curvadas pelo vento, o cheiro de terra molhada invadindo o veículo mesmo com as janelas fechadas. Ele não dormia há dois dias, desde que Elena fugira de Nova York após o confronto com Isabella. "Grávida? Mentira deslavada", rosnava para si mesmo, os punhos cerrados no volante. O teste de DNA que ele exigira provaria – Isabella era uma ex-amante vingativa, plantando sementes de dúvida para reconquistá-lo. Mas Elena não esperara explicações; ela sumira, bloqueando todos os números, deixando-o em um vazio que o consumia como fogo.Seus detetives a rastrearam até a casa dos pais, mas ela não estava lá. "Ela fugiu para uma cabana velha da família, no mato", informaram. Alexander dirigia agora para lá, o coração apertado de desespero. A
Nova York pulsava com energia elétrica, as luzes dos arranha-céus refletindo nos olhos de Elena enquanto ela e Alexander passeavam pela Times Square após uma reunião de negócios dele. O ar frio de outono mordiscava sua pele, mas o braço possessivo dele ao redor de sua cintura a mantinha aquecida – ou era o fogo residual do sexo no jato que ainda latejava em seu corpo? As amarras de seda nos pulsos, as lambidas prolongadas, as estocadas em posições variadas... tudo aquilo a deixava corada só de lembrar. "Você está quieta, princesa", murmurou Alexander no ouvido dela, os lábios roçando o lóbulo, enviando um arrepio familiar pelo corpo."É só... tudo isso é novo para mim", respondeu ela, inclinando a cabeça para encará-lo. Os olhos cinzentos dele brilhavam sob as luzes neon, cheios de uma obsessão que a atraía e aterrorizava ao mesmo tempo. Eles haviam chegado naquela manhã, e após o voo intenso, Alexander a levara para o hotel de luxo no topo de um prédio icônico, com vista para o Centr
Elena ainda sentia o corpo latejando das estocadas brutas no banheiro do campus, o espelho embaçado ecoando em sua memória como um lembrete de quão perigoso e irresistível Alexander podia ser. O ciúme explosivo dele a aterrorizava, mas também a excitava de uma forma que ela mal compreendia – uma submissão voluntária ao fogo que os consumia. Dias após o incidente, enquanto tentava se concentrar em uma aula de cirurgia, o telefone vibrou com uma mensagem dele: "Pack uma mala. Estamos indo para Nova York. Negócios meus, prazer nosso. Jato particular sai em duas horas."Ela piscou, o coração acelerando. "Nova York? Assim, do nada?" Mas a ideia de fugir da rotina, das dívidas familiares pendentes e dos olhares julgadores no campus, era tentadora. Alexander havia pago as dívidas dos pais, como prometido, mas com a condição implícita de que ela se rendesse mais a ele. "Tudo bem", respondeu ela, uma mistura de empolgação e apreensão. Duas horas depois, ela estava no aeroporto privado, o vento
Elena voltou para São Paulo com o coração dividido, o conflito familiar ecoando em sua mente como um eco persistente. A oferta de Alexander para pagar as dívidas dos pais havia sido um gesto generoso, mas carregado de condições que a faziam se sentir como uma peça em um jogo de poder. "Ele me ama? Ou só quer me possuir?", questionava-se enquanto caminhava pelos corredores da faculdade, tentando focar nas aulas. O corpo ainda carregava as marcas da viagem impulsiva – hematomas suaves nos quadris onde as mãos dele haviam guiado seus movimentos no carro, um latejar sutil entre as pernas que a lembrava do prazer avassalador. Mas o drama no campus não havia acabado; as fotos vazadas ainda circulavam em sussurros, embora os advogados de Alexander tivessem removido a maioria delas das redes.Naquela tarde, durante uma aula de bioquímica, Elena ficou depois da aula para tirar dúvidas com o professor Rafael, um homem na casa dos 30 anos, alto, com cabelos castanhos ondulados e um sorriso charm







