FAZER LOGINEu olhei pra todos os lados e não a encontrei, eu estava me sentindo cansada, e louca pra chegar em casa e me livrar dos saltos altos, eu não sabia como eu iria chegar em casa, já que o meu celular e o dinheiro estavam na bolsa dela.
Se os meus pais estivessem em casa, eles já estariam loucos atrás de mim, mas eles tinham ido viajar, e pra eles eu era a menina mais perfeita e responsável do mundo, incapaz de fazer algo que colocasse a minha vida em risco. Eu sentei em um banco, e olhei aquela gente drogada, aqueles caras vendendo drogas e bebidas e pensei que eu deveria estar em qualquer lugar, menos ali. Até que a Camile apareceu, com um trago de cigarro em uma mão, e um copo de bebida na outra. Eu me levantei e caminhei na direção dela. — Camile, onde você estava? Faz um tempão que eu estou te procurando. Camile: Não vem com essa não Jessy, eu vi muito bem você indo pro beco com o Pietro, então eu fui me divertir enquanto você não voltava. Tome, bebe um pouco e me conta o que aconteceu entre vocês dois. — Eu fui com ele porque você sumiu da minha vista. Eu não vou contar nada, eu quero ir embora. Camile: Eu não vou agora, Jessy, agora que está começando a ficar bom e eu preciso resolver algumas coisas por aqui. — Que tipo de coisa você tem que resolver em um lugar como esse Camile? Camile: Ah, deixa de ser curiosa Jessy. — Então me dá as minhas coisas porque eu já vou. Camile: Sozinha? — Sim! Pior do que isso aqui não deve ser. Ela revirou os olhos e me entregou o celular e o dinheiro, e eu voltei pelo mesmo caminho que chegamos. Rapidamente encontrei um táxi que me levou de volta pra casa. Eu poderia estar morta, pois eu corri muito perigo, e qualquer pessoa no meu lugar, nunca mais repetiria um absurdo daquele, qualquer pessoa, menos eu, que havia acabado de descobrir que eu tinha tesão naquilo que era proibido, perigoso e imoral. Assim que cheguei em casa, fui direto tomar banho, eu ainda estava sentindo a minha buceta arder, mas enquanto a água caía, eu levei os meus dedos até a minha buceta e meti dentro dela e comecei a tirá-los e bota-los, como se fosse o pau daquele traficante safado. Logo eu estava sentindo as paredes da minha buceta latejar em meus dedos. Durante a minha vida toda, eu nunca havia me tocado desse jeito, nem havia sentido tanto prazer em ser observada e comida como se eu fosse um pedaço de carne, mas tudo o que eu senti naquele galpão, com aqueles caras olhando pra minha buceta, me fez desejar repetir a dose por mais vezes. No dia seguinte, acordei com a minha mãe batendo na porta. Mãe: Jessy, chegamos agora de viagem e estamos esperando você pro café da manhã, trouxemos um hóspede, queremos que você o conheça, não demore. — Tá, eu vou só fazer a minha higiene pessoal. Eu não tinha bebido, mas eu estava morrendo de dor de cabeça, talvez pelo fato de ter dormido tarde demais. Entrei no banheiro, levei o rosto, escovei os dentes e coloquei um short jeans, um sutiã e uma blusa folgada. Quando cheguei na sala, meus pais estavam sentados no sofá, conversando com um cara, ele aparentava ter uns 30 anos e era muito lindo, e estranhamente a minha calcinha começou a ficar úmida, era como se eu não tivesse controle nenhum sobre os meus desejos.Eu fui embora, com o sentimento de alívio. Camile: Você viu como ele ficou? Eu nunca vi ele daquele jeito.— Ele vai ter tempo pra pensar Camile, eu tinha que fazer isso, eu precisava tentar.Eu poderia ir atrás da mãe deles, mas acho que esse é um papel dos filhos e não meu.Os dias passaram voando, o casamento seria no jardim da nossa casa que eu e o Pietro havíamos comprado juntos, meus pais, a Camile e a Lara me ajudaram na organização de tudo.Eu estava no quarto terminando de me arrumar quando os meus pais entraram. Pai: Como você está linda minha princesa.Ele falou emocionado.Eu o abracei tentando segurar as lágrimas, enquanto minha mãe já estava se derramando em lágrimas. — Vai borrar toda a maquiagem, mãe.Mãe: Você está realizando um sonho nosso meu amor, sempre tivemos o desejo de ver você se casando com um homem bom e digno do seu amor. Eu a abracei e foi impossível não chorar, era muita emoção. O Maquiador retocou a minha maquiagem, a minha mãe foi pro jardim e o m
Faltam cinco dias pro meu casamento com o Pietro, eu me recuso a aceitar que a família dele não esteja presente nesse momento. Eu nunca fui de pensar muito nas consequências dos meus atos e embora eu seja mais responsável agora, eu continuo arriscando certas coisas.Eu finalmente descobri a tristeza escondida por trás do olhar do Pietro, era a ausência da família dele.Camile: Você tem certeza que quer fazer isso Jessy? O Pietro pode não gostar, e você pode estar colocando o seu relacionamento em risco, você não pode se arriscar tanto, ainda mais agora.— Eu acho lindo a vontade que o Pietro tem de construir uma família comigo, que ele queira construir algo que ele perdeu quando escolheu entrar pro crime pra pagar aquela maldita dívida, mas nada substitui a presença de um pai ou uma mãe na vida de um filho Camile, o Pietro tem mãe, tem irmão, ele tem família. Falei a caminho do Bronx. Eu preferia ir sozinha, mas a Camile não deixou e foi logo se enfiando dentro do carro.Camile: Eu
O meu relacionamento com o Pietro daria um bom filme de comédia, durante esse tempo eu conheci um lado dele que eu jamais imaginei conhecer, ele era brincalhão, adorava sair pra se divertir, mas também adorava ficar em casa assistindo a um bom filme, ele gostava de correr, mas não tinha muito tempo pra fazer isso, e quando vinha passar os fins de semana comigo, me obrigava a ir com ele também. Apesar dele ter todas as qualidades que eu almejava em um homem, o sorriso dele escondia um vazio, as vezes eu o pegava pensativo e sempre tive medo de perguntar o que ele estava pensando, eu achava que ele ficava lembrando do nosso passado, das coisas que eu já fiz ele passar, então eu ficava calada na minha, esperando ele melhorar e voltar ao normal.Eu sabia que existiam coisas ainda a serem conversada entre eu e ele, eu precisava saber se ele já estava totalmente curado a respeito dessas coisas, e eu estava decidida a usar a nossa viagem pra aparar as arestas.Pegamos um vôo pra um lugar qu
(Um ano depois)Não dá pra acreditar que eu passei um ano sem sentir um orgasmo, um ano tomando remédios, um ano tendo beijos longos com o Pietro e ele jogando um balde de água fria em mim logo em seguida, um ano vendo ele ficar de pau duro e tendo que se esconder de mim pra eu não atacá-lo, foi um verdadeiro sofrimento, mais pra mim é claro, por quê pra ele não foi tão difícil assim, já que por várias vezes eu o peguei batendo punheta.Ele transferiu a clínica dele de Washington pra cá a pouco tempo, durante esse tempo todo, ficamos nos vendo apenas nos fins de semana, ele passava a semana trabalhando em Washington, o que me deixava insegura, já que a ex-namorada dele era de la, mas ele me garantiu que não tinha intenção nenhuma de me trair e que eu era a mulher da vida dele.Estávamos construindo uma relação de confiança, e ele tinha todos os motivos pra desconfiar de mim, e não fazia isso, então eu não me sentia no direito de desconfiar dele.O Zuca não quis mudar de vida, mas cons
(Um mês depois) Um mês havia se passado, e eu continuava firme e forte no meu tratamento, voltei pra terapia no dia seguinte que retornei de Washington, afinal eu estava com o meu psicológico tão abalado que fiquei com medo de não conseguir seguir com o meu propósito. A agência estava funcionando a 20 dias, e conseguimos dobrar as nossa cartelas de clientes, com isso tivemos que contratar novos funcionários. A Camile e a Lara eram o meu braço direito, e eu não tinha nem palavras pra agradecer pela honra de tê-las como minhas amigas. Trabalhávamos uma do lado da outra, atendendo ligações, marcando horários, falando com funcionários e etc... Tivemos que contratar duas pessoas, uma pra cuidar da mídia, outra pra cuidar dos pagamentos dos funcionários, é claro que eu fazia a liberação dos valores. O faturamento da empresa era enorme, e a maioria dos clientes eram de classe alta, e eles sempre pagavam muito bem pelo serviço, o que me possibilitou a pagar uma porcentagem maior p
Eu jantei e a comida quase que não entrava, eu não estava bem, e já havia feito vários exercícios pra manter a minha mente equilibrada, e não sair dando a buceta pra todo tipo de homem que eu encontrasse pela frente. Não existia motivo nenhum pra eu continuar em Washington, e eu estava decidida a voltar pra casa logo pela manhã. Eu passei a madrugada em claro, eu simplesmente não consegui dormir, e chorei muito até o dia amanhecer. Eu acabei percebendo que eu era mais forte do que eu pensava. Eu me obriguei a levantar da cama, tomei um banho, coloquei uma roupa e pedi o café da manhã no quarto antes de seguir o meu caminho. Enquanto eu me alimentava, eu tive uma ideia, o tipo de ideia que não existia questionamentos sobre ser certo ou errado. Eu não iria confrontar o Pietro, isso estava fora de cogitação, eu não tinha essa coragem de aparecer na frente dele e exigir uma satisfação como se ele me devesse algo pois ele não me devia nada, mas eu iria fazê-lo saber que eu es







