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Capítulo 36

Autor: Luana
last update Fecha de publicación: 2026-08-14 02:32:22

Passei a manhã inteira tentando não pensar no jantar.

Não funcionou.

Desde o momento em que acordei e li a mensagem de Carlos, aquela conversa parecia ocupar um espaço enorme dentro da minha cabeça.

Eu sabia que ele queria pedir desculpas.

Ele tinha deixado isso claro.

Mas havia uma pergunta que continuava me incomodando.

Por que ele tinha feito aquilo?

Eu precisava saber.

Talvez fosse melhor ouvir da boca dele que tudo não passava de uma reação àquela noite terrível.

Talvez fosse justamente is
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Último capítulo

  • Desejos e traição     Fim

    Seis meses haviam passado desde o dia em que a vida de Carlos e Priscila mudou para sempre.A barriga de Priscila já estava grande, e Carlos havia desenvolvido um hábito que fazia ela rir todos os dias: antes de dormir, colocava a mão sobre a barriga dela e conversava com o bebê como se os dois já fossem velhos amigos.— Você tá me ouvindo aí, moleque?Priscila, deitada ao lado dele, soltava uma risada.— Você ainda acha que é menino?— Tenho certeza.— E se for menina?Carlos pensava por alguns segundos.— Aí eu vou ter uma filha linda.— Então você não tem certeza de nada.— Tenho certeza de que vai ser lindo.Priscila sorria.Aquela era uma vida completamente diferente da que eles haviam imaginado meses antes.Não havia mais homens armados na porta.Não havia telefone tocando de madrugada com notícias de invasão.Não havia Carlos saindo de casa sem saber se voltaria.Ele ainda mantinha contato com Dante, mas agora as conversas eram diferentes.Dante cuidava do morro.Carlos cuidava

  • Desejos e traição     Capítulo 126

    A notícia ainda parecia grande demais para caber dentro daquele quarto.Priscila estava sentada na cama do hospital, uma das mãos sobre a barriga ainda sem nenhuma mudança visível. Carlos permanecia ao lado dela, olhando para aquele gesto simples como se estivesse diante da coisa mais importante que já tinha visto na vida.Um filho.O filho deles.Depois de tudo o que tinham enfrentado, depois do sequestro, dos tiros, de Caveiro, de Amanda e de todas as vezes em que Carlos teve medo de perder Priscila, descobrir que ela estava grávida parecia quase inacreditável.Ele segurou a mão dela.— Você tá bem?Priscila sorriu de leve.— Tô. Ainda tô tentando acreditar.Carlos respirou fundo.— Eu também.Ela olhou para ele.— Você ficou com medo?Carlos soltou uma risada baixa, sem humor.— Eu fiquei com medo de tanta coisa nessa vida que nem sei mais contar.Ele abaixou os olhos para a barriga dela.— Mas agora é diferente.— Diferente como?Carlos levantou o olhar.— Agora eu tenho alguém al

  • Desejos e traição     Capítulo 125

    Priscila ainda estava abraçada a Carlos quando a ambulância que levaria Amanda começou a se afastar.Ela continuava tremendo.Carlos percebeu.— Você está bem?Priscila assentiu, mas seus olhos ainda estavam assustados.— Estou... só quero ir embora daqui.Carlos passou o braço ao redor dela.— Vamos.Ele olhou para Dante.— Você fica para resolver tudo por aqui?Dante assentiu.— Fica tranquilo. Eu cuido disso.Carlos olhou mais uma vez para a estrada por onde a ambulância havia desaparecido.Amanda estava sendo levada para receber atendimento e depois responderia pelo que havia feito.Caveiro estava morto.Os homens dele haviam sido derrotados.Aquela parte da guerra tinha terminado.Agora só havia uma coisa que importava.Priscila.Carlos segurou a mão dela e a conduziu até o carro.Antes de entrar, parou.— Espera.Priscila olhou para ele.Carlos segurou seu rosto.— Você tem certeza que não está machucada?— Tenho.— Está sentindo dor?— Meu corpo está doendo um pouco. Acho que p

  • Desejos e traição     Capítulo 124

    Carlos e Dante entraram na construção atrás de Caveiro.O lugar estava escuro, cheio de portas e corredores estreitos.— Caveiro! — gritou Carlos. — Acabou!Nenhuma resposta.Dante olhou para os lados.— Ele está tentando fugir.Um barulho veio do fundo.Carlos apontou para o corredor.— Ali.Os dois avançaram.Do lado de fora, os homens de Carlos mantinham os outros criminosos sob controle. Alguns tinham fugido. Outros haviam largado as armas e se rendido.Priscila permanecia protegida atrás de um dos veículos.Amanda, porém, continuava ali.Ela olhava para Carlos desaparecer dentro da construção.Seu rosto estava tomado pela raiva.— Não pode acabar assim...Priscila ouviu.Virou-se para ela.— Amanda...Amanda olhou para Priscila.— Tudo isso aconteceu por sua causa.Priscila ficou assustada.— Não. Tudo isso aconteceu porque você escolheu ficar do lado de Caveiro.Amanda colocou a mão dentro da bolsa.Priscila arregalou os olhos quando percebeu o que ela estava fazendo.— Amanda,

  • Desejos e traição     Capítulo 123

    Carlos colocou o celular sobre a mesa.A mensagem para Caveiro já tinha sido enviada.“Eu aceito.”Dante ficou olhando para ele.— Você realmente vai entregar o morro?Carlos levantou os olhos.— Não.Dante soltou um pequeno sorriso.— Eu sabia.— Eu só preciso que Caveiro acredite que venceu.França entrou na sala.— E como vamos fazer isso?Carlos olhou para Dante.— Ele sabe.Dante cruzou os braços.— Primeiro precisamos fazer Caveiro acreditar que Carlos está desesperado demais para pensar.Carlos assentiu.— É exatamente isso.Dante pegou um papel e colocou sobre a mesa.— A gente deixa ele escolher o lugar da troca.— Certo.— Você vai sozinho, como ele pediu.Carlos imediatamente negou.— Nem pensar.— Não sozinho de verdade — explicou Dante. — Caveiro precisa acreditar que você está sozinho.Carlos entendeu.— E vocês ficam escondidos.— Exatamente.França perguntou:— E Priscila?Dante respondeu:— Primeiro precisamos confirmar que ela está viva e onde está. Depois fazemos a

  • Desejos e traição     Capítulo 122

    Carlos continuava observando o galpão de longe.O lugar estava quase completamente escuro.Apenas algumas luzes fracas escapavam pelas frestas das janelas.Dante permanecia ao lado dele, atento a cada movimento.França estava alguns metros atrás, acompanhando tudo.— Tem gente entrando e saindo — murmurou Dante.Carlos não tirava os olhos do galpão.— Priscila está lá.— Pode estar.— Eu sinto.Dante olhou para ele.Sabia que Carlos estava tentando controlar a própria ansiedade.Mas não era fácil.A mulher que ele amava estava presa naquele lugar.E cada segundo parecia uma eternidade.Um dos homens de Caveiro saiu do galpão e olhou ao redor.Carlos imediatamente se abaixou.— Espera.O homem entrou novamente.Alguns minutos passaram.Então o telefone de Carlos vibrou.Ele olhou para a tela.Número desconhecido.Seu coração acelerou.— É ele.Dante se aproximou.— Atende.Carlos apertou o botão.— Fala.Do outro lado, uma voz masculina respondeu.— Carlos.Ele reconheceu.Caveiro.Car

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