Home / Lobisomem / Destinada A Um Lobo / Capítulo Um — O primeiro Amor

Share

Capítulo Um — O primeiro Amor

Author: Pasbell
last update publish date: 2022-04-24 18:08:33

O dia mal começou e todos estavam a espera de Alana para provar o vestido de noiva. Faltavam apenas dois dias pro seu casamento e a cidade inteira comentava e se preocupavam em arranjar algo para oferecer a sua princesa, assim dizer.Como forma de agradecimento ao seu sacrifício pelo seu povo.

A única filha do Alfa Mendonça, o qual obrigou sua filha a se casar por causa da paz. 

Alana é jovem, atraente e linda para com os olhos de muitos. Aceitou casar com Ozil, filho do inimigo do seu pai, o qual causou a separação de clãs pelo poder e agora quer acabar com a guerra ameaçando seu ex amigo Mendonça a casar sua filha com seu filho.

"— Como se sente filha?"— Mendonça estava na porta, entreaberta, observando sua filha se olhando no espelho pensativa.

"Bem pai, eu só estou um pouco receosa, porque nem conheço ele."— Se virando para seu pai, abriu a porta para que ele entrasse e conversassem como sempre faziam.

"Filha, você não precisa se sacrificar por nós. Eu sempre sonhei em ver você feliz com o homem que você ama."— acariciou o rosto de sua filha e em seguida seu olhar foi até a escrivaninha que havia aí no quarto.

Ele levantou beijando no rosto de Alana e foi pegar o que ele prometeu para sua esposa antes de falecer. Com os passos fracos e lentos, chegou até a escrivaninha e pegou o que a muito tempo vinha passando por geração em geração da sua família, um colar. 

"Pega filha, isso agora te pertence."— disse entregando nas mãos de sua filha o colar.

"Mas você, você nunca quis que eu tocasse nele papai."— Admirava o colar enquanto falava para seu pai.

"Era da sua mãe. E hoje ele é seu. Nunca o tire depois do casamento."— Lacrimejou abraçando Alana.

"Eu prometo que nunca o tirarei papai. Eu te amo."— retribuiu o abraço.

"Eu não queria obrigar você a fazer isso antes, eu só estava desesperado vendo meu povo assim dessa forma. Muitas lobas estão grávidas e nenhum lobo arriscaria a vida de sua esposa e filho." — Tentou convencer sua filha da decisão passada.

"Não se preocupe pai. Eu sei como é ter que tomar decisões pelos outros."— sentou fitando o nada pela janela.

"O que quer dizer com isso filha?"— Perguntou seu pai confuso com o que ela acabara de dizer.

"Nada meu pai, eu só estou com sono e amanhã haverá muito para fazer."— Disse bocejando. "Vamos descansar?"— perguntou.

"Tudo bem querida."— Mendonça saiu deixando sua filha só no seu quarto.

Apesar do bom relacionamento com seu pai, Alana escondia algo que se seu pai soubesse, faria com que ela não se casasse com o filho do seu inimigo mortal desde a juventude.  

Alana se encontrava sozinha em seu quarto angustiada com o que estava por vir. Afinal ela tinha um namorado e ela assim como ele, se amavam desesperadamente. 

Deitada em sua cama pela última vez, sentiu seus olhos fecharem por alguns segundos enquanto sua mente e seu corpo inteiro sentiam o clarão para traz. Todos momentos bons e ruins para ela não passavam de um sonho bom e que agora viveria um pesadelo.

"—Estou aqui Matthew, vem me pegar meu amor.— corria pelo gramado brincando como se não houvesse o amanhã.

— Com certeza que te pego.— Matthew com calma, olhou para Alana que olhava para ele com ternura e com as mãos suando. Segurou nas mesmas, pôs seu rosto para mais próximo dela e segundos depois selou seus lábios com os dela.

Era a primeira vez que ela beijava alguém. Sentia suas pernas tremerem e um friozinho na barriga bom. 

Continue to read this book for free
Scan code to download App
Comments (2)
goodnovel comment avatar
Pasbell
Que bom. isso mostra que essa história está sendo interessante pra você. ...️
goodnovel comment avatar
Fátima Machava
Ansiosa para o próximo capítulo.
VIEW ALL COMMENTS

Latest chapter

  • Destinada A Um Lobo    Capítulo Vinte e Cinco — Fome de você

    (OZIL) Acordei com a melhor sensação que um lobo pode ter: minha fêmea em cima de mim, quente, molhada, faminta. O sol da manhã filtrava-se timidamente pelas frestas da cortina, mas o calor que me dominava vinha dela — de Alana — nua, montada sobre meu quadril, os olhos semicerrados, os lábios entreabertos, rebolando com precisão cruel sobre o meu pau duro. Não havia mais nenhuma barreira entre nós. Nada que nos separasse. E quando ela me olhou daquele jeito, com aquele brilho de posse e luxúria, entendi que a loba dentro dela havia despertado por completo. — Bom dia, meu Alfa — ela ronronou, arrastando os quadris, fazendo meu membro deslizar entre os lábios de sua boceta, ainda sem me engolir. Estava brincando comigo. Provocando. Testando meus limites. Fechei os olhos por um instante, gemendo baixo. — Você vai me matar desse jeito, Luna... Ela sorriu, um sorriso selvagem, e então, sem aviso, desceu. Meu pau foi engolido por inteiro num movimento só. O calor dela me prendeu, m

  • Destinada A Um Lobo    Capítulo Vinte e Quatro — Herdeiro

    (ALANA) Um mês Depois. Havia se passado um mês desde o julgamento de Matthew. O tempo parecia ter se estendido, como se cada dia fosse um fio puxado da alma, e eu sentia cada um deles. Eu e Ozil continuávamos firmes, mas o luto, a transformação e as descobertas nos obrigaram a amadurecer ainda mais como casal, como líderes, como lobos. O território estava silencioso naquela manhã. A névoa cobria as folhas dos pinheiros e envolvia a casa como um véu. Naquela manhã, acordei enjoada. Já vinha acontecendo há alguns dias, mas dessa vez, não era apenas enjoo, era um redemoinho que me jogou ao chão do banheiro. O gosto amargo na boca, o suor frio na testa... tudo me alertava para algo além da rotina.Peguei um teste de gravidez da gaveta. Ele estava ali há um tempo, mais por precaução. Sem pressa, fiz o teste e esperei. A cada segundo que esperei, o coração martelava no peito. O visor piscava, lento. Primeiro uma linha. Respi

  • Destinada A Um Lobo    Capítulo Vinte e Três — Despertar

    (MATTHEW)A floresta era fria à noite. Não a floresta da minha terra natal, mas a que havia além dos limites da alcatéia. Onde os exilados caminhavam com fome e lembranças.Fui deixado ali com nada além de uma muda de roupas e as marcas em brasa ainda queimando nas costas — o selo do banimento. Não havia despedidas. Nem mesmo um último olhar de Letícia. Só o som das botas dos guardas se afastando e o silêncio cortante de quem deixou tudo para trás.Por um tempo, caminhei sem rumo. Sobrevivi de água estagnada, de raízes, de raiva. Pensava em Alana todos os dias. Pensava no que poderia ter sido. No que planejei. No que perdi.Mas então... eles vieram.Sombras ao redor do fogo. Capuzes. Vozes baixas. Os mesmos que me haviam prometido poder antes de tudo começar. Eles voltaram, mas não como aliados. Dessa vez, queriam mais.— O sacrifício foi feito — disse um deles. — Agora, chegou a hora de colheita.— Eu perdi tudo — respo

  • Destinada A Um Lobo    Capítulo Vinte e Um — Julgamento

    (ALANA) Os primeiros raios de sol filtravam-se pelas cortinas, desenhando linhas douradas sobre os lençóis amassados. Ainda sentia o calor da noite anterior em cada parte do meu corpo. Estava deitada sobre o peito de Ozil, a respiração dele tranquila, os dedos entrelaçados aos meus. A marca em meu pescoço pulsava suavemente, quente, viva. Eu agora era dele. Por inteiro. Levantei o rosto e o observei por um instante. Forte. Calmo. Meu. Ele abriu os olhos devagar e sorriu. — Bom dia, minha Luna — murmurou, a voz rouca do sono. Sorri de volta, beijando seu peito. — Bom dia, meu Alfa. Nos vestimos sem pressa, trocando carícias e risadas baixas. O mundo parecia suspenso naquela manhã. Descemos juntos para a sala onde o café da manhã já estava servido. Constância foi a primeira a nos ver e abriu um sorriso largo. — Finalmente! — exclamou. — Estávamos todos esperando por isso. Vocês jun

  • Destinada A Um Lobo    Capítulo Vinte — Marcada pelo Lobo

    (ALANA) O silêncio do quarto era quente, envolvente, quase úmido. As velas que Ozil havia acendido espalhavam uma luz âmbar, lançando sombras dançantes nas paredes de pedra da antiga casa. A floresta lá fora sussurrava, mas ali dentro só existíamos nós dois. Meus pés descalços tocavam o tapete grosso e macio enquanto eu caminhava até ele. Ozil estava de pé diante da cama, com o olhar escuro cravado em mim, faminto, reverente. Tirou a camisa devagar, revelando o peito firme, a cicatriz no ombro, os músculos que eu tanto conhecia... mas agora desejava como se fosse a primeira vez. — Tem certeza? — ele perguntou, a voz rouca, com a respiração pesada. — Uma vez marcada, você será minha. Para além da carne... para além da morte. — É tudo o que eu quero — respondi, tirando minha blusa, deixando meus seios livres, arrepiados pelo ar e pelo desejo. Ozil avançou, suas mãos firmes segurando minha cintura. Seu beijo me

  • Destinada A Um Lobo    Capítulo Dezenove — Prazer

    Duas semanas Depois (ALANA) A floresta parecia respirar conosco. A trilha que levava de volta à casa de Ozil estava envolta em sombras suaves, o céu tingido por uma lua escura, quase carmesim. O silêncio entre nós já não era desconfortável — era tensão acumulada, quente, pulsante. Eu andava ao lado dele, o coração descompassado, e a lembrança da última noite invadia minha pele como faíscas que ardiam nos poros. Cada passo era como um convite. Um chamado silencioso que pairava entre os nossos corpos. Ozil parou de repente, segurando meu braço. — Está tudo bem? — perguntei, a voz baixa, mas embebida de desejo. Ele não respondeu. Apenas me puxou com firmeza pela cintura, encostando meu corpo ao dele. Nossos olhos se encontraram por um instante. Um segundo longo o bastante para incendiar qualquer hesitação. Então me beijou. Não foi um beijo gentil. Foi faminto, bruto, possessivo. Seus lábios devoravam os meus com uma urgência feroz. Sua língua invadiu minha boca com domínio

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status