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Capítulo 123

Autor: DhaSantana
last update Fecha de publicación: 2026-07-30 05:07:46

Arthur Strauss

— E ela morreu sozinha por dentro, exatamente como eu quase morri tentando corresponder às suas expectativas impossíveis! — retruquei, sentindo a voz falhar levemente de raiva antes de recuperar o tom implacável. — Eu sei que você nos amou, à sua maneira retorcida e narcisista. Mas a verdade é que você amava muito mais o poder e o dinheiro. Para você, o seu filho, a sua esposa, os seus amigos e os seus funcionários nunca passaram de peças de xadrez em um tabuleiro onde o único j
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  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 67

    Bia Lacerda Ouvir aquilo verbalizado por Maya — a mesma conclusão que, com certeza, Arthur e Gregório estavam debatendo agora mesmo na varanda — fez o meu estômago dar um nó doloroso.A ideia de que os meus próprios pais pudessem me enxergar apenas como uma ferramenta de extorsão ou um canal para chantagear Gregório me embrulhava o estômago de uma forma indescritível. Era uma violência silenciosa, a repetição de um ciclo de abuso emocional que durou a minha vida inteira. Quando eu era menor, eu era a moeda de troca social; agora, adulta e independente, eu era a apólice de seguro contra a ruína financeira deles.— E o pior de tudo... — sussurrei, sentindo a voz falhar perigosamente, enquanto olhava através do vidro da varanda para a silhueta de Gregório, que gesticulava de forma tensa enquanto conversava com Arthur. — É o Gregório. Ele não tem culpa das origens podres da minha família. Ele já está carregando uma carga emocional pesadíssima com os escombros da própria vida, tentando se

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 66

    Bia Lacerda O silêncio que se instalou na sala de estar após a saída dos rapazes para a varanda não era o tipo de calmaria confortável que costumava habitar os nossos encontros recentes. Era um silêncio denso, carregado de uma eletricidade estática, daquelas que antecedem tempestades devastadoras.Enquanto Gregório e Arthur fecharam a porta de correr de vidro e começaram a conversar com expressões visivelmente tensas do lado de fora, Maya virou para mim com os olhos faiscando de indignação pura, incapaz de conter por mais um segundo o veneno que corria solto em suas veias. Ela cruzou os braços com força, respirando fundo antes de soltar a frase que confirmava os meus piores temores.— Seus pais são umas cobras, Bia. Eles são pessoas horríveis. Que nunca foram pais, e agora querem te procurar como se você quem fosse a irracional. Acho que eles descobriram sobre a empresa... — Maya disparou, a voz trêmula de raiva, enquanto andava de um lado para o outro no tapete claro da sala.Aquela

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 65

    Gregório Bernoulli O barulho abafado da conversa que vinha da sala de estar parecia pertencer a outro mundo, a outra realidade bem distante dali. Na varanda da cobertura, com a cidade de São Paulo estendendo seu mar de luzes trêmulas sob os nossos pés, o silêncio que Arthur impôs entre nós tinha o peso de uma sentença de morte. Ele fechou a porta de correr de vidro até travar o trinco, garantindo que nem Bia, nem Maya, nem a Senhora Nogueira pudessem ouvir o que estava prestes a ser dito. O rosto de Arthur estava fechado, a mandíbula travada e os olhos escuros carregados de uma urgência sombria. Ele enfiou as mãos nos bolsos da calça, respirou fundo como quem tentou conter um soco e virou para mim.- Quero te avisar de algo, Gregório... - Eu suspirei porque Arthur sempre tentava levar tudo no deboche e na brincadeira.Entretanto, ele estava sério, e parecia arealmente querer me dizer algo que não estava preparado para ouvir. - Nossa, para você fale assim é porque a conversa é séri

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 64

    Bia Lacerda Arthur encarou ele por mais alguns segundos, medindo a sinceridade naquelas palavras, antes de desarmar a postura rígida e dar um tapinha forte no ombro de Gregório, aprovando o acordo de cavalheiros.— Bom saber — Arthur murmurou, balançando a cabeça com um sorriso de canto de boca. — Agora, pelo amor de Deus, vamos sair deste aeroporto, porque eu cruzei meio mundo com escala em três países diferentes e a única coisa que eu quero na vida é tomar um banho decente e comer qualquer coisa que não venha em uma caixinha plástica de avião.Maya riu, e eu também.- Mentiroso, você estava com saudades de casa, e está inventando histórias. - Arthur deu de ombros.O trajeto até o estacionamento foi pontuado por risadas, com Maya disparando perguntas em metralhadora sobre tudo o que havia acontecido em São Paulo durante as duas semanas em que eles estiveram fora. Ela queria saber dos detalhes da reforma da nova ala do hospital, de como a Senhora Nogueira estava se recuperando do tra

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 63

    Bia Lacerda O portão de desembarque internacional do aeroporto estava apinhado de pessoas, malas rolando, carrinhos metálicos raspando no piso encerado e o burburinho constante de conversas abafadas pelo anúncio automático dos voos. Eu estava encostada na barra de proteção de metal, segurando uma garrafa de água mineral na mão, enquanto Gregório, ao meu lado, mantinha as mãos enfiadas nos bolsos da jaqueta escura, com o olhar atento varrendo a multidão que começava a emergir da área de controle alfandegário.A viagem de Maya e Arthur havia durado pouco mais de duas semanas, mas, para nós, parecia que uma vida inteira havia se passado desde o dia em que eles embarcaram rumo à lua de mel. Muita coisa havia mudado. As feridas abertas na noite da tempestade tinham começado a cicatrizar, os fantasmas dos meus pais haviam sido sumariamente bloqueados e silenciados, e a rotina ao lado de Gregório, que antes parecia um terreno minado de increscências e desconfianças, agora adquiria o contor

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 62

    Bia Lacerda As palavras dele foram como um bálsamo derramado sobre uma ferida aberta. Senti o nó no meu peito afrouxar um pouco, cedendo espaço para a certeza reconfortante de que, desta vez, eu não estava desamparada na trincheira. Eu tinha um parceiro. Alguém que conhecia as minhas vulnerabilidades e que estava disposto a segurar a barra comigo, independentemente de quem estivesse do outro lado da linha.Levantei os braços, passei eles ao redor do pescoço de Gregório e enterrei o rosto na curva do seu ombro, me permitindo desabar por alguns segundos nos braços dele, absorvendo o calor da água do chuveiro e a solidez daquele abraço.Ficamos ali sob a água por longs minutos, apenas respirando juntos, deixando que o temporal do mundo exterior batesse inofensivamente contra as paredes do banheiro. Quando finalmente fechamos o registro do chuveiro e o silêncio relativo voltou a reinar, envoltos em toalhas brancas e fofas, a névoa começava a se dissipar.Secundariamente, a realidade bate

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