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Capítulo 7

Author: Cipreste Gema
O carro partiu rapidamente.

Ibsen e Inês também entraram no automóvel.

— Sr. Ibsen. — Valdir se aproximou apressado.

Ibsen pensou que ele vinha anunciar o interesse de alguma empresa em firmar parceria, e sorriu:

— Diga, Sr. Valdir.

Valdir parecia aborrecido:

— Desculpe, Sr. Ibsen. As empresas de Cidade do Mar não parecem estar satisfeitas com o Grupo Pinto.

Ibsen ficou surpreso:

— Em que não estão satisfeitos? Na Capital, o Grupo Pinto é o maior fornecedor de equipamentos médicos.

Se não fosse o fato de o Grupo Araújo ter monopolizado o mercado de exportação anos atrás, ele não teria receio algum do Grupo Araújo.

Valdir não conseguiu evitar um olhar para Inês, sentada dentro do carro.

Naquele momento, ele estava tomado pela frustração. Achava que, ao aproximar Ibsen de Cidade do Mar, também lucraria com isso.

Mas os representantes de lá nem sequer consideraram o Grupo Pinto, quanto mais as outras empresas!

Tudo estava arruinado!

Ao pensar nisso, o tom de Valdir ficou ainda mais desagradável:

— O Sr. Melo disse que o senhor trouxe outra mulher para um evento como esse e ainda afirmou que era sua esposa, o que coloca sua honestidade em dúvida. Além disso, a proximidade entre o senhor e essa senhora foi considerada inadequada. Negócios exigem confiança e integridade, e a integridade representa a empresa.

Comportamento inadequado e falta de postura podem prejudicar indiretamente a imagem da empresa!

Essas duas últimas frases foram acrescentadas por Valdir por conta própria.

Assim que terminou de falar, um traço de apreensão surgiu no olhar de Inês.

Por causa dela?

Valdir saiu furioso.

Dentro do carro, Ibsen exalava uma aura sombria.

Inês perguntou em voz baixa:

— Ibsen, será que fui eu... fui eu que lhe causei problemas? Faz tanto tempo que não participo de eventos assim, eu estava nervosa, apenas...

Ibsen não respondeu.

Nos últimos tempos, o que mais esperava era a chegada de empresas estrangeiras à Capital, para que pudesse agarrar a oportunidade.

Após um momento de silêncio, Ibsen disse:

— Não é culpa sua. Esse motivo provavelmente é só um pretexto.

Se as empresas iriam ou não fechar negócios, jamais seria por uma questão tão pequena como uma mulher. Certamente havia outros motivos para não escolherem o Grupo Pinto.

— Ibsen, pensei bem... Acho que já é hora de partir. Ao ver que as crianças estão bem, fico tranquila.

A voz de Inês transparecia toda a sua contenção, temendo causar-lhe mais transtornos.

Ela fez menção de sair do carro.

Ibsen a segurou:

— Tão tarde, para onde você iria?

O semblante de Inês era de tristeza e desespero, e sua voz saiu quase inaudível:

— O tempo passou... Agora você tem uma família, e eu deveria me afastar. Só lamento que, se soubesse que seria assim, mesmo doente eu não teria deixado você e as crianças. Quase morri de hemorragia no parto, ninguém mais do que eu desejou uma vida tranquila. Já fui infeliz o bastante, não quero que você acabe como eu. Você precisa ser muito, muito feliz.

Essas palavras tocaram Ibsen profundamente.

Inês contou que só soube do câncer de estômago após o parto, e, para não ser um fardo, decidiu partir.

Felizmente, a doença estava em estágio inicial e ela se curou. Agora não resistiu e veio ver as crianças.

Mas agora elas não a reconheciam, e ela estava completamente desamparada.

Além disso, ele acreditava que Inês o tinha deixado por alguém melhor, chegou até a odiá-la. Saber que ela partiu por doença, e que passou por tantas dificuldades, o fez sentir-se profundamente culpado.

Ele não só a havia julgado mal, como também foi o primeiro a trair a promessa deles, casando-se com outra.

Era sua falha.

Ibsen disse:

— Fique tranquila, farei com que as crianças a chamem de mãe.

Inês sorriu, mas as lágrimas continuavam presas em seus cílios. De repente, perguntou:

— Ibsen, você ainda me ama?

A pergunta ficou no ar, e a única resposta foi o clique do isqueiro.

O vidro do carro estava aberto uma fresta, Ibsen soltou uma baforada de fumaça, olhando as gotas de chuva que começavam a cair na noite, sem responder.

Inês abaixou a cabeça, apertando as mãos nervosamente.

-

Nove horas.

Dionísia comia um lanche noturno no restaurante, seu humor não estava bom desde o fim da tarde e mal havia comido.

Enquanto comia, eles voltaram.

— Senhor, chegou sua encomenda. — Fábio entregou a Ibsen o pacote internacional do dia.

Ibsen afrouxou a gravata, com expressão fria:

— É para a senhora.

Fábio se surpreendeu, e Inês também.

Ela conhecia Ibsen. Ele só dava presentes por dois motivos: se se importava com alguém, ou se queria se desculpar.

Inês mordeu o lábio, quase até ficar branco.

Fábio apressou-se a levar a grande caixa até o restaurante, entregando-a a Dionísia, que ainda comia:

— Senhora, é um presente do senhor para a senhora.

Dionísia não se mexeu, então Fábio abriu o envelope, revelando uma caixa de vestido.

Inês havia usado um vestido de Dionísia naquele dia, e ao sair, Ibsen já havia pedido ao secretário que encomendasse um novo.

Ao ver a caixa do vestido, Dionísia parou lentamente de comer.

Por um instante, lembrou-se do início com Ibsen, de como haviam passado por dificuldades.

Naquela época, a família Pinto estava falida e endividada, e Ibsen saía sozinho com alguns funcionários para buscar negócios.

No começo, mal ganhava dinheiro, mas todo mês só guardava o necessário para compromissos sociais, entregando todo o restante a ela.

O primeiro presente valioso que recebeu dele foi justamente um vestido feito sob medida por aquele designer.

Dionísia apertou os hashis.

Sentia-se triste e angustiada, suas lembranças a levaram de volta no tempo.

Ela e Ibsen não eram colegas de escola, apenas haviam sido representantes estaduais na Olimpíada Nacional de Matemática.

Quando chegou ao curso preparatório, a maioria dos alunos vinha de famílias abastadas, mas seu pai a ensinara a ser discreta, por isso, vestia-se com simplicidade, sem roupas de marca e sem mesada.

Por isso, foi vista pelos colegas como uma menina pobre, participando da competição apenas pelo prêmio em dinheiro, sendo desprezada e isolada, sem ninguém que quisesse fazer grupo com ela.

Com isso, seu desempenho caiu e quase foi substituída.

Foi então que Ibsen, por iniciativa própria, se ofereceu para ser seu parceiro, explicando pacientemente os problemas, ajudando-a a ajustar seu estado de espírito, até matando aula para distraí-la. Quando era excluída, era ele quem a defendia.

Foi ali que o sentimento nasceu.

Naquela época, Ibsen dizia:

— Não se deixe influenciar por eles. Quando ganhar o prêmio, não gaste com roupas de marca como eles, estude mais. O mais importante é mudar o destino.

Ele também pensava que ela era apenas de uma família comum.

Naqueles dias, Ibsen irradiava luz, parecia capaz de tudo.

Depois, venceram várias vezes, quase chegaram à competição internacional.

Mas ela ficou doente, e quando voltou ao curso, um mês depois, Ibsen já não estava lá.

Ela pediu a conhecidos para saber dele e descobriu que a família Pinto havia falido.

Naquele ano, tinham quinze anos, há treze anos.

Voltaram a se encontrar no hospital: Norah havia quebrado o osso e estava internada, ele cuidava de Carlos, completamente atrapalhado.

Ela também estava lá por ter fraturado o osso em um acidente de bicicleta, e acabaram no mesmo quarto.

Ele a reconheceu, e mesmo naquele momento tumultuado, ofereceu-se para cuidar dela.

A partir daí, passaram a se comunicar frequentemente até se apaixonarem e casarem.

Nunca se arrependeu, nem por ser madrasta, nem mesmo diante da oposição dos pais, que romperam relações.

Suportou tudo sozinha, nunca mencionou nada a Ibsen.

Pois não era apenas uma paixão juvenil, era também uma forma de se afirmar, de dar uma resposta a si mesma e aos pais.

Queria um dia poder mostrar a eles que sua escolha não fora errada.

Mas agora, já não tinha mais segurança.

No entanto, todos esses sacrifícios e resignação passaram despercebidos por Ibsen.

Saindo das lembranças, Ibsen estava ao seu lado:

— Ainda não foi dormir?

Dionísia não respondeu, apenas assentiu com a cabeça.

Quando a emoção chega ao limite, resta apenas o silêncio.

Inês se aproximou:

— Ibsen, você também não jantou, por que não come alguma coisa?

Ibsen olhou para Dionísia, que se levantava:

— Hum.

Enquanto comiam o lanche noturno, Inês não conseguia evitar de se mexer, endireitando as costas.

Ibsen percebeu:

— Está desconfortável?

— Não é nada, só uma sequela do parto e da cirurgia, por causa da anestesia. Se fico muito tempo em pé ou durmo numa cama muito macia, sinto dores nas costas. — Inês demonstrava cansaço. — Não se preocupe.

Ibsen franziu os lábios e ordenou a Fábio:

— Troque o colchão do quarto de hóspedes.

— Senhor, todos os colchões dos quartos de hóspedes são iguais.

— Não precisa, Ibsen. Eu mesma resolvo isso. Ontem, vi que o colchão da suíte era aquele modelo que gostávamos. Amanhã compro um igual.

Esse modelo era realmente o favorito de Inês.

Ibsen ficou em silêncio, depois disse a Fábio:

— Troque o colchão da suíte pelo do quarto de hóspedes.

Fábio hesitou.

— Ibsen, não precisa, vai incomodar Dionísia a essa hora.

Ibsen também não queria dar margens para Dionísia desconfiar, mas os problemas das costas de Inês eram consequências de algo que ele também era responsável.

Inês sugeriu:

— Podemos trocar de quarto? Assim não incomoda Dionísia. Amanhã, quando eu comprar um colchão novo, não será preciso trocar de volta.

Após dizer isso, suas mãos embaixo da mesa se fecharam com força.

O silêncio à mesa se prolongou.

Após um tempo, Ibsen respondeu:

— Não é apropriado.

Os cílios de Inês tremeram, o sorriso quase se desfez:

— É verdade, afinal, é a suíte de vocês.

Depois de uma pausa, ela disse:

— Faça como preferir.

Ibsen não respondeu mais.

Na suíte.

Dionísia achou que tinha ouvido errado:

— Trocar o colchão da suíte pelo do quarto de hóspedes?

Por quê?

Ibsen apareceu atrás de Fábio:

— Depois do parto, Inês ficou com dores nas costas. Colchão muito macio a incomoda. Trocamos e amanhã compramos outro.

Inês apareceu, apoiando-se nas costas:

— Ibsen, posso aguentar, não precisa incomodar vocês.

Dionísia estava de rosto sereno:

— Precisa de mais alguma coisa? Fale logo de uma vez.

Ibsen semicerrando os olhos:

— O que está querendo dizer?

Dionísia o encarou:

— Quero dizer que prefiro que não peçam nada emprestado aqui. Se tem dinheiro, compre. Se não tem, não durma. Mais alguma coisa?

O ar pareceu rarefeito.

Os dois se enfrentavam como em duelo.

Ibsen sempre fora impositivo.

Com olhar frio, riu baixo e ainda assim ordenou a Fábio:

— Leve.

Fábio não ousou desobedecer, afinal, Ibsen era o chefe.

Logo, o colchão foi retirado da suíte.

Ao passar, tocou de leve a testa de Dionísia, provocando uma leve coceira.

Mas por mais leve que fosse, era como se abrisse ainda mais a fenda em seu coração, cravando uma dor profunda.

Inês seguiu junto com os empregados levando o colchão para o quarto de hóspedes.

Na porta da suíte, restaram apenas Ibsen e Dionísia.

Ibsen falou com serenidade:

— Digo pela última vez: Inês é mãe das crianças, por justiça e por sentimento não posso deixá-la desamparada. Hoje estou de muito mau humor, não crie mais problemas.

Dionísia quase riu:

— Seu mau humor não é culpa minha. Vocês decidiram, sem me consultar, tirar o que é meu. Pensou em mim? Para agradá-la, tem que sacrificar a mim?

— Já disse, não é para agradá-la!

— Papai, mamãe... — Norah apareceu de repente.

Diante da filha, os dois instintivamente pararam a discussão.

Com os olhos vermelhos, Dionísia não disse mais nada, levando Norah ao quarto das crianças.

Norah já vinha ouvindo tudo do lado de fora e, quando entraram no quarto, disse:

— Mamãe, dorme comigo? Faz tanto tempo que não dormimos juntas.

Sabendo que a filha a consolava, Dionísia não aguentou e chorou.

— Não chora, mamãe! — Norah, atrapalhada, enxugou-lhe as lágrimas. — Se você chorar, fica feia.

Ela repetia as palavras que Dionísia usava para acalmá-la.

Dionísia, olhando a filha que criou com tanto amor, não conseguiu conter o choro.

Ela acreditava que, bastando amar Ibsen e cuidar dos filhos, teria a família mais feliz e completa.

Queria, um dia, levar Ibsen à Cidade do Mar e mostrar a todos que seu investimento nele não fora em vão.

Mas tudo isso era passado.

Um único dia de distância parecia atravessar mil montanhas.

Dionísia reprimiu as lágrimas, mordendo os dentes:

— Durma, mamãe está aqui.

Norah, preocupada, ainda murmurava meio sonolenta:

— Mamãe é a melhor, eu te amo...

Ao ouvir do filho "eu te amo", Dionísia não pôde mais suportar!

Apertou forte o ursinho preferido de Norah, tapando a boca, chorando em silêncio, os ombros sacudindo de dor.

Quando mais precisava de consolo, não tinha a quem recorrer.

Desde que se casara, Ibsen só perguntou uma vez sobre seus pais, antes do casamento, se eles viriam.

Na época, ela respondeu que moravam longe, não poderiam vir.

Ibsen, então, teve mais certeza de que Dionísia vinha do interior, de uma família distante da Capital. Vendo que ela não queria falar, nunca mais perguntou.

Naquele momento, Dionísia só queria a mãe...

-

No quarto de Carlos.

Ibsen entrou para ajeitar o cobertor do filho, sabia que Dionísia estava com Norah, então foi ver o menino.

Carlos, sem dormir profundamente, sentou-se de repente ao ver o pai:

— Papai, você ama a gente e a mamãe?

O homem ficou em silêncio por um instante, depois sorriu de leve:

— Amo, sim.

Mas a quem se referia esse amor, era impossível saber.

— Eu e a mana não gostamos daquela tia, ela faz a mamãe chorar. Papai, manda ela embora. — Disse com a sinceridade infantil.

Ibsen demonstrou um traço de impotência nos olhos:

— Mas Inês é a mãe biológica de vocês.

— Não importa. Eu e a mana só queremos a mamãe, só existe uma mamãe! — Carlos falou, magoado.

Ibsen sempre achou que mãe biológica era insubstituível, mas a reação dos filhos o contrariou.

Ajudou o filho a deitar novamente, dizendo em voz baixa:

— Durma.

— Papai, você não vai se separar da mamãe, vai? — Carlos perguntou, inseguro.

-

Madrugada.

Na família Melo, em Cidade do Mar.

Sra. Melo acordou assustada.

— O que houve? — Sr. Melo despertou com o movimento da esposa e acendeu o abajur.

Sra. Melo respirava fundo:

— Tive um sonho. Sonhei que Dionísia estava sendo maltratada e chorava sozinha.

O Sr. Melo ficou em silêncio.

Sra. Melo virou-se para ele:

— Por que fez questão de romper relações com ela? Mesmo se sofrer, não pode contar conosco.

Sr. Melo sentou-se:

— Aquele Ibsen, com dois filhos antes do casamento... Não tenho medo de falatório, mas Dionísia sempre foi um prodígio, brilhante, educada, uma verdadeira dama! Uma filha tão boa, virar madrasta? Eu não aceito!

— Você mesmo disse: madrasta. E sem apoio da família, como vai aguentar? Você sabe como o mundo dos negócios é cruel! E eu... — Sra. Melo levou a mão ao peito, chorando. — Ainda sonhei ela me chamando de mãe.

Sr. Melo, com dor nos olhos, resmungou:

— Foi escolha dela. Que arque com as consequências!

No dia seguinte.

Dionísia ainda dormia quando ouviu o choro das crianças.

Acordou assustada, Norah não estava ao seu lado, nem Carlos na cama pequena do lado de fora.

Seguiu o som do choro das crianças.

Na suíte.

Inês estava nos braços de Ibsen, Norah sentada no chão chorando alto, Carlos abraçava a irmã.

No chão, um robe feminino, justamente o que Inês pegara emprestado, estava rasgado.

Dionísia apressou-se:

— Norah?

— Mamãe! — Norah correu para Dionísia, como se fosse seu único porto seguro.

Ibsen estava furioso:

— Veja o que sua filha fez, rasgar as roupas da mãe! Que comportamento é esse?

Dionísia pegou Norah nos braços, perguntando palavra por palavra:

— Você empurrou ela?

Norah nunca fazia escândalo, se estava no chão chorando, era por algum motivo.

Ibsen respondeu:

— Ela não respeita nem a mãe, pegou uma tesoura, perigoso! Se apanhar, foi por culpa dela.

Dionísia encarou-o:

— Quem lhe deu o direito de bater?

Seu tom era tão frio e contido que assustava.

— Se querem demonstrar afeto, fiquem longe das crianças.

Ao ouvir isso, Ibsen sentiu-se desconcertado.

Repetiu:

— Você não viu que ela estava com uma tesoura?

— Era uma tesoura infantil! — Dionísia apontou para Inês. — O robe foi cortado ou rasgado? Claramente foi rasgado!

Ibsen parou, franzindo o cenho.

Inês, com expressão resignada:

— Ela tentou cortar, tive medo que se machucasse e tentei impedir.

Ibsen também viu Inês segurando Norah, com a menina de tesoura na mão, por isso se alarmou.

Carlos então exclamou:

— Mentira! Ela está mentindo! A mana nem encostou no robe, ela que arrancou e rasgou, não foi culpa da mana!

Um detalhe muda tudo.

Mas Ibsen não acreditou na versão do filho, repreendeu:

— Sua mãe mentiria para vocês? E como podem ser tão egoístas, incapazes de dividir um simples robe?

Norah, chorando, rebateu:

— Eu e Carlos só não queríamos que ela vestisse roupa da mamãe! Ela falou mal da mamãe, disse que mamãe é madrasta, igual à bruxa da Branca de Neve! Falou isso, por que pode vestir a roupa da mamãe?

O coração de Inês estremeceu, seu rosto ficou pálido.
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