Compartir

Capítulo 3

Autor: FannyMotta
last update Fecha de publicación: 2022-07-13 02:31:25

( Renata Pellegrini)

Quem diria, eu realmente estou pisando na sede da empresa Computing Diamond. Atualmente ocupando o quinto lugar no ranking das empresas mais lucrativas do mundo. E o seu dono, ocupando o primeiro lugar no ranking do homem mais rico do mundo, tendo uma fortuna com mais de US$359 bilhões.

Suspeito, como a empresa dele fica em quinto e ele em primeiro? Bem, ele deve ter investimentos em outros ramos além da própria empresa.

Isso não é da minha conta, já vi tantas propagandas dos computadores e seus sistemas operacionais criados aqui dentro, os celulares smartphones e as smart tv vendidas com os sistemas da Computing Diamond são umas das mais caras no mercado, meu sonho de consumo era ter um notebook da linha Diamond (tanto sua estrutura física, quanto todos os circuitos foram criados e produzidos nessa própria empresa). Quem sabe, como agora eu trabalho aqui, talvez eu tenha algum desconto na hora de comprar.

A minha profissão é analista de sistemas, estudei por longos quatros anos, mas não adiantou de nada, aqui estou eu, como uma faxineira. Ao menos estou trabalhando em uma das maiores empresas do mundo, o salário com certeza deve ser bom. No final do dia, vou procurar Verônica para acertar as pendências e assinatura da minha carteira de trabalho.

— Bom dia, poderia me dizer onde fica a sala do senhor Valentini? — pergunto a uma moça.

Ela está vestida com uma saia lápis, uma camisa social branca e o cabelo está preso em um coque alto. Muito bonita, diferente de Verônica, ela não me olha de cima.

— Bom dia, é nova aqui? — pergunta simpática, gostei dela.

— Sim, fui contratada faz alguns minutos.

— Entendo, me chamo Sophie, sou a assistente do senhor Lucas Parmanel, qual seu nome?

Lucas Parmanel, eu pesquisei sobre ele na internet, ele é o vice-presidente dessa empresa, nos sites de fofoca falam que ele é um mulherengo, mas mesmo sendo um galinha de primeira categoria, sua inteligência fica abaixo apenas do CEO ou seja. A ideia bruta dos notebook da linha Diamond foram pensadas por Lucas, Filippo as melhorou e as colocou em prática.

— Renata Pellegrini, muito prazer em conhecê-la — apertamos as mãos. Pelo menos uma pessoa nessa empresa é gentil.

— Bem vinda a família Diamond, aquela porta no fim do corredor é a do senhor Valentini, ali, a chave extra da porta está embaixo do tapetinho — ela me orienta e mentalmente eu agradeço a Deus por colocá-la em meu caminho.

— Muito obrigada — agradeço e caminho até a porta.

Que porta grande, vidro espelhado, tudo muito chique.

Que droga!

Eu não sou uma pessoa invejosa, mas eu queria estar vestida que nem aquela moça, eu estudei para ir trabalhar com aquele tipo de roupa, mas olha só como eu estou. Usando um uniforme de faxineira, limpando e espanando, estudei tanto… Deixei tudo para trás, será que no Brasil eu conseguiria um emprego melhor?

Entro na sala, ela cheira a dinheiro, as paredes de cor creme são bem iluminadas, em cima da mesa grande retangular estão vários papéis, um computador da linha Diamond SX, atrás da mesa uma cadeira grande toda acolchoada. Certeza que só essa sala vale mais que a minha vida. Observo a estante cheia de troféus e garrafas de whiskey de diversas tipos, também tem vários porta retratos com fotos enormes, pego um deles na mão e analiso atentamente o meu chefe, aqui ele está ainda mais bonito do que nas revistas e sites de fofoca, as sobrancelhas cheias e escuras franzidas davam a ele um ar de cara mau.

Coloco o porta retrato no lugar e começo logo o meu serviço, observo uma outra estante, nela tem vários tipos de armas, imagino que sejam de plástico, nunca vi esses modelos. Que tipo de chefe coleciona armas na empresa em que trabalha?

Pego o espanador e começo a retirar a poeira, tomo muito cuidado para não tirar nada do lugar. Depois organizo a mesa e cato as bolinhas de papel do chão. Resolvo abrir uma dessas bolinhas, isso é um projeto de arma? Desenhos minuciosos de cada parte, foi o senhor Valentini que desenhou?

“Que coisa feia, olhando as coisas do chefe, não foi isso que sua mãe te ensinou!” — minha consciência me repreende, amasso o papel novamente e jogo na sexta do lixo.

A sala não estava tão suja quanto eu pensava, usei o aspirador no sofá de dois lugares ao lado da porta e no chão, por fim só resta uma manchinha vermelha no topete. Pego o pano úmido e fico sobre os joelhos, começo a esfregar com força a mancha, mas ela é persistente demais. "Você não vai conseguir me ganhar, mancha idiota!" — falo em pensamentos, me curvo ainda mais e coloco ainda mais força na esfregação.

— Quem é você? — uma voz masculina extremamente grave fala atrás de mim.

Meu coração parece que vai sair por minha boca, que dia Senhor, que dia… Por que eu tenho que ser tão azarada?

Me viro, o senhor Filippo está me olhando com o cenho franzido, e assim como na foto, ele tem o ar de homem malvado, todos os meus alertas de perigo disparam dentro de minha cabeça, meu sangue gela, não consigo desviar meus olhos do olhar dele, profundo. Será que ele consegue ver a minha alma?

— Vai ficar ai no chão, ragazza?

— N-não senhor — me levanto e ajeito meu jaleco na tentativa de ficar o mais apresentável possível.

De repente essa sala parece ter ficado tão pequena.

— Quem te deu permissão de entrar na minha sala?

Por que eu me sinto tão intimidada? O que é isso que exala desse homem? Melhor, o que aconteceu com minha voz?

Sinto como se estivesse sendo pega fazendo coisa errada, e ele fosse me castigar. Meus dedos formigam.

— Senhor… Limpar… Mancha… Desculpa, eu… Arma — caramba, estou tão nervosa que minha voz sai tremula e minha frase sai toda desconexa.

— Seja clara, porra! Acha que tá falando com quem!? — grita e se aproxima de mim, dou passos para trás. Sinto que esse homem pode me matar!

Meu corpo todo treme, estou com medo, o dia de hoje deveria ser um dia de alegria, mas só está vindo provação atrás de provação. Quando isso vai acabar?

— Senhor Valentini… — Verônica entra na sala com um grande sorriso no rosto, tirando a atenção do Filippo de mim.

Ao me ver, seu sorriso morre e ela me dirige um olhar mortal, meu Deus, vou ser demitida… Minha carteira nem foi assinada… Só trabalhei por uns dez minutos e já pus tudo a perder...

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Ele é mesmo um Magnata?   Notas de agradecimento.

    Olá! Venho aqui agradecer a todos os leitores (as) que chegaram até o fim dessa história, principalmente as que vem me acompanhando desde o ano passado, que foi quando eu comecei a pública-la.@Paula; @Criatina Martins; @Grazy Soares; @Erika Santos A; @Kkgz; @Jane Aparecida Gomes Viegas Campos; ♥️🥰muito obrigada também a vocês meninas, que chegaram depois ( foi pela ordem que vi de comentários):@Socorro Miranda Cardoso; @Aline Marcelino;muito obrigada pelo incentivo durante os comentários e a interação com os personagens 😍🥰Eu não esqueci de vocês não, meninas, muito obrigada por cada comentário! @Beatriz Ramos; @Joanice Bianco Vitiello; @Paula Fernanda; @Maria da Graça Pinto; @Veronica Heerdt; @Denise de Souza; @Aline Vitor; @Valdiceia Jesus Rocha e @Simone Costa.muito obrigada a todas vocês! Amei ler cada comentário, me divertir muitos com as interações de vocês com os personagens rsrs espero que nenhuma tenha infartado ( eu li sim o comentário que dizia que ia acabar infarta

  • Ele é mesmo um Magnata?   Um tempo depois:

    >Três meses depois: (Renata Pellegrini) Com os cotovelos apoiados na sacada do meu quarto, observo o céu estrelado, a noite está linda e agradável, meus cabelos soltos balançam com o sibilar do vento fresco. O som do carro de Filippo chama minha atenção e eu o vejo entrar na garagem; estou casada com ele há três meses, Filippo tem sido o melhor marido do mundo, sempre atencioso e gentil comigo. Eu sorrio e saio da varanda, pego meu roupão e o visto por cima do suéter. Não consigo andar muito rápido, mas tento ir o mais rápido que posso, abro a porta do quarto e desço o corredor, mas antes de chegar às escadas, Filippo termina de subi-las. — Você pretendia descer as escadas correndo, ragaza? — Filippo me pergunta com os olhos estreitados, em sua voz há um leve tom de reprovação. — Claro que não, marito! —"Marido", falo sorrindo para ele, que estreita ainda mais os olhos para mim. — Só vim recebê-lo em seu quarto, Sr. Valentini, siga-me, por favor — digo, dou meia-volta e volto por

  • Ele é mesmo um Magnata?   Epílogo

    (Renata Pellegrine: Um mês depois:) Hoje é o dia do meu casamento, descobrir que todos, menos ele, sabiam que eu era de verdade. A mãe de Filippo recebeu-me muito bem, ela me explicou como funcionava a casa e a hierarquia das mulheres aqui dentro. Eu e Laís nos demos muito bem, ele é uma pessoa muito doce e gentil, sinto-me triste por ela não ter conseguido gerar os próprios filhos e quando Filippo me explicou o destino da bebezinha nos braços de Laís, senti-me ainda pior. Matteo permitiu que ela continuasse com a bebê, mas disse que jamais seria filha dele e que nunca teria o sobrenome Valentini. Isso foi duro, mas pelo menos ele não arrancou a criança dos braços dela e deu para algum subordinado criar. “Eu queria que estivesse aqui, mãe, queria que o papai pudesse levar-me até o altar.” — Penso enquanto me olho no espelho. Eu ainda não consegui perdoa Dominic, mesmo agora entendo melhor a razão das suas escolhas, ainda não consigo ficar perto dele. Demétrio e eu nos aproximamos m

  • Ele é mesmo um Magnata?   Capítulo 81

    (Renata Pelegrini)— Preciso tomar banho. — Falo afastando a minha cabeça do peito de Filippo. — Quer me fazer companhia? Filippo sorrir maliciosamente, e eu sorrio cúmplice, não consigo evitar, estou a dois meses sentindo a falta de Filippo, e está dentro de mim, está incluso no pacote de saudade.Subo para o meu quarto e vou direto para o banheiro, tiro as minhas roupas e entro no box, ligo o registo do chuveiro, o contato da água com o meu corpo faz que eu relaxe, mas quando vou antes que eu consiga virar-me, Filippo prensa-me na parede e o contado do azulejo frio com os meus seios e a barriga faz eu arrepiar por inteira. — Você não faz a menor ideia da falta que eu sentia de você, piccola! — Filippo sussurra no meu ouvido e começa a fazer uma trilha de beijos do meu ombro até o meu maxilar me causando leves sensações de choques por todo o meu corpo. — Agora eu vou mostrar-te indo fundo e forte dentro de você o tamanho da minha saudade. A minha intimidade lateja com o que Filipp

  • Ele é mesmo um Magnata?   Capítulo 80

    (Renata Pellegrini) Observo os fleches de luz pelo vidro fumê da janela, um silêncio expeço paira dentro do carro, a minha mente vaguei para a lembrança da primeira vez que estive dentro do mesmo veículo que Filippo, o carro não é o mesmo daquela vez, mas assim como o outro, este tem cheiro de novo. Engulo seco, lembro das borboletas na minha barriga e do nervosismo de estar tão próxima de um homem como ele. Mas agora, é como se fosse a primeira vez, e, eu estou me odiando por isso! Por três longos dias eu ignorei-o e fugi dele, não atendi as ligações e nem retornei as mensagens, até cheguei a bloqueá-lo, troquei as fechaduras do portão e da porta para que ele não pudesse mais entrar, e agora estou aqui, dentro do carro dele. Sinto o olhar dele em mim, várias vezes, mas não tenho coragem encará-lo de volta, tenho medo do que os meus olhos dirão a ele, tenho medo de ser traída e ele descobrir que ainda sinto saudade dele. Ao vê-lo abrir aquela porta e as lágrimas brilharem nos olho

  • Ele é mesmo um Magnata?   Capítulo 79

    (Filippo Valentini) Observo os móveis revirados, a minha coleção de armas espalhadas no chão, vidraças espatifadas. Mesmo tendo extravasado um pouco da raiva, ela ainda queima em mim. Encosto-me na parede e sento no chão. As imagens da dor nos olhos dela, enquanto me dizia o quanto eu não sabia de nada, das lágrimas que caiam dos seus olhos enquanto falava com a voz esganiçada, eu machuquei-a demais. Lembrar disso deixa o meu coração dolorido, estou com a respiração ofegante, sinto que estou perdendo as coisas mais importantes e me sinto impotente, isso está me deixando louco! Desde o início, eu sabia que iria machucá-la, mas eu não fazia ideia do quanto. Eu pisei no sonho dela de ser mãe, bem eu também queria que ela fosse a mãe dos meus filhos, mas não quis iludi-la, ao menos nisso, eu tentei ser transparente… mas… eu deveria ter ficado calado, arrependo-me tanto das coisas que disse a ela. Renata não merecia o que fiz. Não me seguro mais, deixo as lágrimas descerem. Nesse mome

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status