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last update Fecha de publicación: 2024-05-06 06:23:48

Tuca

Minutos depois, sinto a minha pele esquentar consideravelmente e resolvo passar um pouco de protetor solar. Portanto, sento-me em cima da toalha no exato momento que um rapaz traz uma bandeja com as nossas bebidas. Abro a minha bolsa e pego o creme para espalhar no meu corpo, erguendo os meus olhos para apreciar a vista. Foi quando o vi dá um salto na areia e bater com força na bola que atravessou a rede estendida na sua frente e bateu com violência no campo do adversário. De quem estou falando?  De um certo Ken moreno, o tal que fugiu do mundo dos brinquedos.

E que brinquedo, Deus do céu, a Barbie realmente sabe o que é viver.

Suspiro e seguro o meu copo de vodca com limão e gelo que estava do meu lado e bebo um gole considerável. Santo Deus, nunca façam a merda que acabei de fazer. A porra da vodca desceu queimando tudo dentro da minha garganta e automaticamente os meus olhos se encheram d`água e eu puxei a respiração, tentando sobreviver a esse quase afogamento alcoólico.

— Eita, está tudo bem por aí? — Val indaga, arregalando os olhos na minha direção. Forço um sorriso para a minha amiga e sem condições alguma de lhe responder faço um legal para ela com meu polegar.

Miga, vou te dizer uma coisa se você não quiser, eu quero! — Mirela resmunga, praticamente babando na cena a nossa frente.

Gustavo tirou os óculos, ergueu os braços para o alto para alongar as costas, que ressalta cada músculo do seu corpo e em seguida ele correu de encontro ao mar, que trazia algumas ondas altas para a margem. Ele se jogou ali, inclinando o seu corpo para frente e sumiu nas águas esverdeadas.

Esvaziei o meu copo diante daquela m*****a e deliciosa visão.

— Hum, pode ficar! — rebato com desdém e ela sorri, dando de ombros.

— Santo Deus, estou passando mal! — Val retruca, dando algumas pancadinhas com as pontas dos dedos no seu peito do lado do coração.

— Cacete, me segure senão eu vou atacá-lo! — Mirela sibila, segurando na minha mão para eu segurar no seu braço. Sem entender toda essa cena dramática, olhei na direção que elas estavam olhando de uma forma fixa e quase tive um infarto quando assisti Gustavo saindo da água. Na sequência ele sacode os cabelos encharcados e a água me fazia inveja escorrendo por todo aquele corpo bronzeado. Ele caminha pela areia, pega as suas coisas largadas no chão e vem na nossa direção, parando bem na minha frente.

Engulo em seco enquanto olho para esse monumento parado bem ali.

— Divirta-se, Fofinha para mim já deu! — Ele pisca um olho, põe os óculos de sol e eu juro que senti todas as minhas entranhas se esquentarem por dentro, e derreterem na mesma hora.

 Quê que isso, mulher de Deus, se recomponha! Repreendo-me imediatamente.

***

Melhores amigos, melhores eventos.

Eu não faço a menor ideia de como eles descobrem esses lugares, mas eles descobriram uma festa havaiana rolando na mansão de um ricaço qualquer e acreditem ou não, entramos de penetra. O lugar está simplesmente bombando e o tema da festa é piscina.

Ou seja, nada de roupas elegantes por aqui e nada de requinte também.

Os convidados são todos barulhentos e dentro da enorme piscina acontece de tudo, então nem em sonho vou entrar ali. O local está iluminado por um tipo de lanternas de papel, o que deixa o ambiente ainda mais agradável e o som alto, as luzes coloridas piscando e a variedade de bebidas é quem garante toda animação da galera.

Ah, e eu dou um doce se vocês adivinharem onde eu estou exatamente agora. Ganhou o meu docinho quem pensou em uma pista de dança lotada e acrescento um pouquinho de creme de leite por cima para quem imaginou que estou segurando um copo da minha bebida preferida.

Gente, os havaianos sabem se divertir. Isso aqui não é apenas um paraíso tropical, é O PARAÍSO em todos os sentidos de uma boa vida. Penso enquanto beberico um pouco da minha bebida e ergo os meus braços, fechando os meus olhos para me deixar levar pelo ritmo dançante. Meus amigos estão a minha volta se divertindo como nunca e pela primeira vez desde que chegamos aqui eles não estão caçando ninguém para levar para cama.

É só diversão mesmo.

— Quem quer mais bebida? — Javier perguntou quase aos berros por conta do som alto. Imediatamente esvazio o meu copo, abrindo um sorriso largo, sentindo a minha cabeça dá um leve giro.

— A minha acabou de acabar! — grito de volta, porém, perto do seu ouvido.

— Eu quero fazer xixi. — Val rosna em seguida.

— Eu vou com você! — Mirela se oferece. Contudo, ela me olha. — Você vem? — pergunta, mas sério, está tão gostoso ficar aqui que decido dizer um não com a cabeça. Eles se afastam e eu continuo com a minha dança.

Eu simplesmente adoro dançar e fiz muito isso com vocês sabem quem. O quê, decidi não falar mais no nome do dito cujo.

Eu sei que parece infantilidade, mas não é. É só uma maneira de o lançar no mar do esquecimento de vez por todas, embora como vocês acabaram de ver o infeliz vez ou outra me vem ao pensamento. Enfim, eu adoro dançar e trocar isso aqui pelo xixi da Val e da Mirela está fora de cogitação. O meu ritmo começa a esquentar quando sinto um par de mãos grandes e quentes envolverem a minha cintura, e seja lá quem estiver atrás de mim começou a roçar o seu corpo no meu seguindo o meu ritmo.

Gostei disso e me deixei levar.

Aos poucos os meus amigos foram voltando. O Javier me entregou mais uma bebida e logo me vi envolvida demais outra vez.

 ***

— Oh céus, alguém por favor desliga essa sirene! Hum, pelo amor de Deus! — resmungo, jogando o meu travesseiro na direção do som alto demais. A minha cabeça está pulsando de dor e a claridade que vem das janelas parecem que vai explodir os meus olhos. — Hum! — gemo outra vez, pegando outro travesseiro para pôr sobre a minha cabeça, a fim de abafar o som e me esconder da luz.

O silêncio retorna e sorrio aliviada, sentindo a sonolência me abraçar de novo.

— Mas que merda, alguém atende a droga desse telefone! — Mirela grita, jogando o seu travesseiro em mim. Portanto, ergo uma brecha do meu travesseiro, forçando-me a abrir os olhos e me dou conta de que o telefone que insiste em tocar era o meu.

— Foda, quem é o louco que está me ligando a essa hora da madruga? — retruco baixinho, me forçando a sair da cama e confisco o aparelho em cima do criado mudo, para atendê-lo sem olhar quem é o infeliz atrás da linha.

— Até que enfim, Tuca. Você precisa voltar.

— Ramon, o que houve?

Ramon Marrero é o delícia do meu chefe. O Homem é podre de rico apesar de ser tão jovem, lindo, sarado e... estupidamente apaixonado por sua linda esposa. Portanto, não é da minha ossada, mas é um cara quase legal. Quase porque já faz mais de três anos que trabalho para ele e espero ansiosa por uma boa promoção. Entretanto, o carinha não tem me dado a menor chance. O que é ridículo, porque eu sou muito boa no que faço.

Isso é o fator homem que está sempre em primeiro lugar, em qualquer parte do mercado de trabalho. Então a mulher aqui que lute para ganhar o seu lugar ao sol.

— Surgiu um cliente novo para você, uma conta que não podemos perder por nada desse mundo.

— Cliente novo, Ramon, eu estou de férias! — rebato consternada.

— Eu sei. Por mim deixaria você curtir essas ilhas e tudo mais por um mês inteiro.

— Mas?

— Peterson quer você administrando a propaganda dele.

— Peterson, quem porra é Peterson? — O homem bufa do outro lado da linha.

— Das indústrias de cosméticos Peterson.

Eu quase gritei um: Eita Porra! Quando ouvi de quem se tratava.

— Guido Peterson me quer? — Exaspero.

— Não, mas o filho dele, sim. Guido acabou de se aposentar e o seu único filho e herdeiro assumiu todas as empresas. E parece que não está muito satisfeito com o trabalho do Richard, ele quer você aqui e quer para ontem!

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Último capítulo

  • Ele é o Diabo   Épílogo

    TucaAlguns meses depois…A marcha nupcial anuncia a minha entrada triunfal na nave da igreja. Juro que dessa vez neguei-me a sonhar com esse momento. Sim, foi pura covardia e isso foge muito ao meu estilo, mas eu fugi de mim mesma e permiti que todos me ajudassem com seus palpites e emoções muito bem-vindos. Portanto, entrar em uma igreja tão grande e estupidamente lotada com sua ornamentação grandiosamente luxuosa me deixou extremamente satisfeita e caminhar pelo longo tapete vermelho me fez sentir plena.— Você está maravilhosa, Tuca! — Val sibila sem emitir som, me fazendo abrir um sorriso nervoso. Contudo, suspiro contida e olho para frente, para o altar o meu noivo me espera ansioso.Céus, ele está tão lindo!— Nervosa? — Papai pergunta do meu lado e me forço a ampliar o meu sorriso.— Nervosismo é o meu nome do meio agora.Ele sorri em resposta.— Imagino que sim. Sabe, eu… nunca te falei, mas você me dá orgulho

  • Ele é o Diabo   75

    Tuca— Ora vamos, Tuca se acalme, filha! — Mamãe pede quando percebe que eu não consigo ficar parada em um canto.— Não dá, mamãe, logo eles vão chegar! — sibilo em um misto de nervosa e ansiosa. Contudo, a campainha começa a tocar e o meu pobre coração dá um salto mortal dentro do meu peito. — Não! — rosno quando Karen dá alguns passos na direção da porta. — Não se atreva a abrir!— Mas…— Deixe que eu mesma faço.Respiro fundo e dou alguns passos na direção da entrada da casa. Entretanto, não abro a porta imediatamente, apenas solto algumas respirações altas para tentar não parecer tão agitada.E pensar que com o meu ex não foi assim. O Gustavo tem um Q que mexe comigo. Algo que me agita e que às vezes me faz sentir como uma garotinha inexperiente. Que coisa ridícula! A campainha me desperta e logo eu giro a maçaneta, porém, me sinto confusa e bem decepcionada também, quando encontro o traste do meu ex em pé na minha frente, olhando-me com

  • Ele é o Diabo   74

    GustavoNa noite do jantar na mansão Peterson...A mansão Peterson era o último lugar que eu queria estar agora. Olhar para a sua fachada através dos vidros transparentes do meu carro me traz lembranças dolorosas de uma vida fria e vazia, de descaso e abandono. Com certeza a única coisa que me fará sorrir nesse lugar serão os empregados que me trataram como se eu fosse um pedacinho de suas famílias.Respiro fundo quando o automóvel estaciona em frente as portas largas de madeiras bem alinhas e a Senhora Flora surge abrindo um sorriso trêmulo, provavelmente ela deve estar nervosa ou ansiosa com a minha chegada. Contudo, não tenho a menor vontade de sair do meu lugar. Entretanto, a mão morna de Vitória pausa sobre a minha e me disperso dos meus pensamentos doloridos, para fitar os seus olhos brilhantes e sorridentes.— Pronto? — Ela inquire docemente.Meneio a cabeça em resposta.— Não, mas não tenho como fugir disso, certo?—

  • Ele é o Diabo   73

    TucaDo lado de fora é possível sentir a batida da música alta que vem lá de dentro da Moom e aquela fila costumeira na calçada, especialmente hoje não está lá. Assim que sai do carro, Gustavo abre a porta para mim, cruzando os seus dedos nos meus para em seguida caminharmos para a entrada. Lembrar da última vez que estive nesse lugar me causa um certo frenesi, mas também me faz rir. Logo que ele abre as portas me dá passagem e na sequência somos cobertos pelas luzes coloridas que correm para todos os lados do grande salão. E mesmo sendo uma surpresa de aniversário, parece que toda a Seattle está aqui dentro.— Tuca? — Val me chama, acenando para mim do outro lado do salão e imediatamente puxo na sua direção. — Até que enfim você chegou! — A garota ralha um tanto animada, me abraçando no ato. — Oi, Gustavo! — Minha amiga cantarola, deixando um beijo comportado no seu rosto. Contudo, antes que ele consiga responder ao seu comentário, a voz Javier soa bem atrás

  • Ele é o Diabo   72

    TucaO pior já passou, não é? Penso enquanto aguado os homens retornarem da tal conversa.Em algum momento pego o celular para ligar para Val e saber como as coisas estão. Desde que Mirela decidiu acabar de vez com essa sua fixação declarada pelo seu ex, ela ficou um pouco para baixo. E como estava bem perto do seu aniversário, decidimos animá-la um pouco fazendo aquilo que ela mais gosta nesse mundo…Curtir.E foi aí que Gustavo entrou nessa brincadeira oferecendo-nos a sua boate para uma comemoração surpresa para ela. Eu só precisei unir o útil ao agradável. Ou seja, além de comemorar também o apresentarei como meu namorado para todos os meus amigos.Dá até um curto-circuito pensar nele assim.O problema é fazer a turma entender isso já que o Senhor Lúcifer partiu o meu cora&cced

  • Ele é o Diabo   71

    Tuca— O que aconteceu com a Fofinha? — questiono um tanto curiosa. Não que eu morra de amores pelo apelido, mas gostaria de saber o que mudou.Entretanto, Gustavo arqueia as sobrancelhas para a minha pergunta, ficando sério no mesmo instante.— Eu escolhi esse apelido porque sabia que te desagrava e sempre que entrávamos em uma conversa mais íntima o usava para me lembrar de que tudo não passava de um envolvimento casual. Era uma maneira de te afastar de mim, entende? Uma linha tênue que fiz questão de pôr nós dois.Faço um sim com a cabeça.— E por que, Vi? — Dessa vez ele sorrir e os seus olhos ganham um brilho lindo.— Por que, não gostou? — respondo-lhe, fazendo uma careta para ele.Seu sorriso se amplia, tornando-se brincalhão.— Sério? Eu achei fofo. — Gustavo d&aa

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