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last update Fecha de publicación: 2024-05-06 05:58:14

Tuca

Ser solteira não é algo tão difícil de se levar. É praticamente como andar de bicicleta, você nunca se esquece o gostinho da liberdade e para obter sucesso, e não ficar pelos cantos remoendo o passado de uma companhia que não te pertence mais, existem algumas regrinhas básicas que você precisa pôr em prática em sua nova vida de solteiro. E a principal delas, e que não devemos descartar de maneira alguma é voltar para sua badalada vida nas redes sociais, e resgatar aqueles contatinhos que ficaram esquecidos na sua agenda.

Olho para o espelho e mexo o meu corpo de uma forma graciosa, vestindo apenas um biquíni com um decote tipo cabresto e uma tanga com nós laterais. Solto os meus cabelos, ponho um elegante chapéu de abas largas na cabeça, um par de óculos escuros e enfim, aponto a câmera do celular para o alto onde a minha imagem surge exibindo a enorme porta dupla da majestosa varanda com a vista de uma bela praia exótica bem atrás de mim. Abro um sorriso extravagante e clico. Na sequência, jogo a imagem no I*******m com uma #solteira destacando na postagem. Não demorou muito para que os likes e comentários começarem a surgir.

Satisfeita, pego minha bolsa de praia estufada e vou à luta, se é que vocês me entendem.

— Jesus, que foi isso mulher?! — Mirela cantarola me olhando dos pés à cabeça, chamando a atenção de Javier e da Val que estão tomando café da manhã em pleno meio-dia. Contudo, sorrio me achando.

— A mulher resolveu mesmo sair do armário! — Javier comenta, fazendo graça e solta um assobio apreciativo.

— Eu pegava na maior! — Val declara e quando me aproximo os três vêm me dá aquele estimado abraço coletivo.

Amigos que elevam a sua autoestima é outro nível, não que eu precise disso, mas elogios nunca é demais, certo?

— Todos prontos para um dia de praia? — cantarolo festiva e eles se animam gritando um... só se for agora! E logo saímos do hotel.

Do lado de fora, o clima é quente e agradável ao mesmo tempo. Típico para pegar um bronze maravilhoso e ainda paquerar os surfistas que resolverem aparecer por aqui.

Portanto, me livro dos saltos Anabela e os seguro entre os meus dedos, enquanto sinto o calor da areia branca e solta debaixo dos meus pés, e caminhamos até encontrar um ponto estratégico para nos acomodar. Decidimos ficar em um local perto de alguns quiosques estilo havaianos para o fornecimento das nossas bebidas e bem próximo ao posto salva-vidas para limpar as nossas vistas.

Vocês entenderam, não é?

Abro a minha bolsa e tiro a minha toalha de dentro, e quando me preparo para estendê-la na areia sinto um forte impacto na minha bunda, e automaticamente sou jogada na areia. Rasgo um:

— FILHO DA PUTA! — E me levanto, limpando a areia do meu corpo para ver quem foi o idiota que acabou de estragar toda a minha performance. Entretanto, quando encaro os enormes pés descalços.

E que pés são esses?!

Depois deixo os meus olhos subirem pelas pernas peludas, estacionando na sunga que tem um volume protuberante bem em cima da estampa de um coqueiro. Juro que cheguei a salivar ao ver aquele pacote envolvido em uma malha azul-celeste, mas tudo caiu por terra quando ouvi a voz máscula falar de uma forma até educada.

— Desculpe, moça eu não a vi quando fui pegar a bola…

 O cara quase não concluiu a sua frase quando ergui os meus olhos e o encarei.

— Você de novo?! — indago irritada. Na verdade, eu estou possessa. E a coisa só piorou quando o infeliz sorriu para mim, erguendo as suas sobrancelhas de uma forma divertida.

 — Fofinha? — Ele disse e eu fechei as minhas mãos em punho.

— Fofinha é a puta da sua…

— Oh, oh, veja lá o que vai falar, hein?! — advertiu-me de modo debochado.

— Espera, vocês se conhecem? — Mirela questiona, achando graça da situação.

— Sim!       

— Não!

Respondemos ao mesmo tempo.

Entretanto, bato uma mão na outra para me livrar da areia colada na minha pele e o encaro com rispidez.

— Escuta aqui, oh metido a playboy, o fato de ter me oferecido uma bebida em um bar não faz de nós dois conhecidos, ok? — ralho possessa.

— Faz quando de alguma forma compartilhamos a mesma bebida — Ele rebate, fazendo graça e os meus amigos imediatamente olharam para mim.

— Só para entender, vocês dividiram o mesmo copo? — Javier questionou, me olhando com curiosidade.

— Quase isso.

— Mas é claro que não!

Respondemos em uníssono outra vez. Contudo, o encaro com fogo nos olhos.

— Você não está me seguindo, está? Porque se estiver saiba que isso é crime e eu posso processá-lo! — O acuso, mas o maldito volta a sorrir.

Filho da mãe, ele está se divertindo com essa situação ridícula!

— Não seja ridícula, Fofinha, eu estou curtindo as minhas poucas horas de férias aqui. E que eu saiba, eu cheguei aqui primeiro, então eu podia acusá-la de fazer o mesmo. — Rio do seu comentário absurdo, mas rio com vontade mesmo.

— Nem se me pagassem todo o dinheiro desse mundo eu viria atrás de você, resto de Don Juan. Agora vaza porque você está bloqueando o meu sol!

Ponho os meus óculos escuros, dou-lhe as costas e me concentro em abrir a minha toalha na areia, ouvindo um som baixo da sua m*****a voz.

— Que delícia!

Pensei em rebater tal audácia, mas resolvo fazer vista grossa e me deitar no pano macio, fechando os meus olhos para tentar relaxar e apreciar bem o calor do sol.

Ponho os meus óculos escuros, dou-lhe as costas e me concentro em abrir a minha toalha na areia, ouvindo um som baixo da sua m*****a voz.

— Que delícia! — Pensei em rebater tal audácia, mas resolvo fazer vista grossa e me deitar no pano macio, fechando os meus olhos para tentar relaxar e apreciar bem o calor do sol.

Então, sobre esse tipinho que vocês acabaram de ver nesse episódio, não se enganem não, é uma armadilha. Sabe o cara gostosinho, todo sexy, metido a engraçado e ao mesmo tempo educado, que surge do nada na sua frente, e tenta te envolver de alguma forma? Se afaste, é um conselho de amiga para aquelas que acabaram de sair de um relacionamento que era um sonho e que de alguma forma se tornou um pesadelo. Essa categoria de Ken que fugiu do mundo mágico da Barbie, simplesmente não existe mais. Então pelo amor de todos os santos que ajudam as solteiras desiludidas, não caiam nessa!

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  • Ele é o Diabo   Épílogo

    TucaAlguns meses depois…A marcha nupcial anuncia a minha entrada triunfal na nave da igreja. Juro que dessa vez neguei-me a sonhar com esse momento. Sim, foi pura covardia e isso foge muito ao meu estilo, mas eu fugi de mim mesma e permiti que todos me ajudassem com seus palpites e emoções muito bem-vindos. Portanto, entrar em uma igreja tão grande e estupidamente lotada com sua ornamentação grandiosamente luxuosa me deixou extremamente satisfeita e caminhar pelo longo tapete vermelho me fez sentir plena.— Você está maravilhosa, Tuca! — Val sibila sem emitir som, me fazendo abrir um sorriso nervoso. Contudo, suspiro contida e olho para frente, para o altar o meu noivo me espera ansioso.Céus, ele está tão lindo!— Nervosa? — Papai pergunta do meu lado e me forço a ampliar o meu sorriso.— Nervosismo é o meu nome do meio agora.Ele sorri em resposta.— Imagino que sim. Sabe, eu… nunca te falei, mas você me dá orgulho

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    Tuca— Ora vamos, Tuca se acalme, filha! — Mamãe pede quando percebe que eu não consigo ficar parada em um canto.— Não dá, mamãe, logo eles vão chegar! — sibilo em um misto de nervosa e ansiosa. Contudo, a campainha começa a tocar e o meu pobre coração dá um salto mortal dentro do meu peito. — Não! — rosno quando Karen dá alguns passos na direção da porta. — Não se atreva a abrir!— Mas…— Deixe que eu mesma faço.Respiro fundo e dou alguns passos na direção da entrada da casa. Entretanto, não abro a porta imediatamente, apenas solto algumas respirações altas para tentar não parecer tão agitada.E pensar que com o meu ex não foi assim. O Gustavo tem um Q que mexe comigo. Algo que me agita e que às vezes me faz sentir como uma garotinha inexperiente. Que coisa ridícula! A campainha me desperta e logo eu giro a maçaneta, porém, me sinto confusa e bem decepcionada também, quando encontro o traste do meu ex em pé na minha frente, olhando-me com

  • Ele é o Diabo   74

    GustavoNa noite do jantar na mansão Peterson...A mansão Peterson era o último lugar que eu queria estar agora. Olhar para a sua fachada através dos vidros transparentes do meu carro me traz lembranças dolorosas de uma vida fria e vazia, de descaso e abandono. Com certeza a única coisa que me fará sorrir nesse lugar serão os empregados que me trataram como se eu fosse um pedacinho de suas famílias.Respiro fundo quando o automóvel estaciona em frente as portas largas de madeiras bem alinhas e a Senhora Flora surge abrindo um sorriso trêmulo, provavelmente ela deve estar nervosa ou ansiosa com a minha chegada. Contudo, não tenho a menor vontade de sair do meu lugar. Entretanto, a mão morna de Vitória pausa sobre a minha e me disperso dos meus pensamentos doloridos, para fitar os seus olhos brilhantes e sorridentes.— Pronto? — Ela inquire docemente.Meneio a cabeça em resposta.— Não, mas não tenho como fugir disso, certo?—

  • Ele é o Diabo   73

    TucaDo lado de fora é possível sentir a batida da música alta que vem lá de dentro da Moom e aquela fila costumeira na calçada, especialmente hoje não está lá. Assim que sai do carro, Gustavo abre a porta para mim, cruzando os seus dedos nos meus para em seguida caminharmos para a entrada. Lembrar da última vez que estive nesse lugar me causa um certo frenesi, mas também me faz rir. Logo que ele abre as portas me dá passagem e na sequência somos cobertos pelas luzes coloridas que correm para todos os lados do grande salão. E mesmo sendo uma surpresa de aniversário, parece que toda a Seattle está aqui dentro.— Tuca? — Val me chama, acenando para mim do outro lado do salão e imediatamente puxo na sua direção. — Até que enfim você chegou! — A garota ralha um tanto animada, me abraçando no ato. — Oi, Gustavo! — Minha amiga cantarola, deixando um beijo comportado no seu rosto. Contudo, antes que ele consiga responder ao seu comentário, a voz Javier soa bem atrás

  • Ele é o Diabo   72

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  • Ele é o Diabo   71

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