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Além do Medo

Autor: Val Lima
last update Fecha de publicación: 2024-12-12 23:24:58

A noite estava silenciosa no hospital, quebrada apenas pelo som constante e ritmado dos monitores cardíacos ao lado de Mariana. As luzes suaves do teto lançavam um brilho pálido sobre seu rosto cansado e pálido. Ela estava imóvel, respirando com dificuldade, as mãos instintivamente protegendo seu abdômen arredondado. Cada dor persistente no ventre era um lembrete cruel da vulnerabilidade de sua situação.

Seus pensamentos se embaralhavam entre a preocupação com seu bebê e a incerteza sobre o est
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Comentarios (2)
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Neuza Maria
Não terá mais atualização?...🥹
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Mary Nogueira
Essa Gisele é uma bruxa, maldade pura .
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Último capítulo

  • Em Ritmo De Emergência: O Amor Em Jogo   EPÍLOGO — Dois anos depois

    A manhã entrou pela casa nova como um hóspede querido, com luz suave, cheiro de café fresco e o vento despertando o quintal. A jabuticabeira estava carregada outra vez, como sempre. Era quase um relógio natural daquela família: quando os galhos pendiam com frutos escuros e doces, significava que mais um ciclo havia se completado e que, apesar do que viveram, eles continuavam ali — juntos, fortes, vivos. Mariana estava na cozinha com os cabelos presos em um coque apressado, pijama confortável e um sorriso ainda meio sonolento enquanto mexia o café. Não era mais a mulher que fugia, nem a que tremia diante do próprio passado. Era outra. Inteira. Reconstruída. Livre. Do corredor, uma voz familiar cortou a manhã: — Mãããe! O meu lanche não cabe na lancheira! Guilherme — agora com quase sete anos — surgiu com a lancheira aberta, três brinquedos dentro e nenhum alimento. Mariana riu baixo. — Gui, a lancheira é pra comida, amor. — Mas o dinossauro fica com fome na escola! Ela ergu

  • Em Ritmo De Emergência: O Amor Em Jogo   A CASA, O QUINTAL E O ‘SIM’

    O quintal parecia suspenso no tempo. As luzinhas nos varais acenderam quando o sol se escondeu, transformando o jardim em um universo íntimo. As velas tremeluziam, o arco de flores brancas respirava com o vento, e a jabuticabeira balançava como quem dá sua bênção. Gabriel estava diante do arco, o coração acelerado de um jeito raro até para ele. Ao lado, Eduardo ajeitava o livro, orgulhoso. O juiz de paz não pôde ir, mas um colega simpático estava ali para oficializar. Matheus e Clara sentaram-se no primeiro banco. Guilherme corria segurando a caixinha das alianças como se carregasse um tesouro. Matheus e Clara ocupavam o primeiro banco, mãos entrelaçadas com calma. Guilherme corria ao redor deles segurando a caixinha das alianças como se levasse um tesouro, o passo leve e orgulhoso demais para a própria idade. — Campeão — Gabriel chamou, abaixando-se na altura do filho. — Lembra do combinado? Guilherme ergueu a caixinha no ar, cheio de importância. — Vou levar devagar, sem tropeçar

  • Em Ritmo De Emergência: O Amor Em Jogo   Onde a Vida Acontece

    O quintal tinha cheiro de jabuticaba madura, vento leve e luz dourada. Parecia que o fim de tarde havia sido desenhado sob medida para aquele dia. Gabriel passara a manhã pendurando luzinhas finas no varal que cruzava o jardim, pequenos pontos de luz que cintilavam como constelações domésticas. No centro, diante da jabuticabeira, uma mesa rústica e clara fora transformada em altar. Sobre ela se erguia um arco de flores brancas, com ramos de eucalipto fresco, rosinhas delicadas entrelaçadas ao jasmim miúdo, e galhos curvados que formavam uma moldura perfeita. As luzes refletiam nas pétalas, dando ao arco uma vida própria. Ali seria o coração da cerimônia. O lugar onde o “sim” encontraria destino. Potes de vidro com velas estavam espalhados pelo gramado, formando um corredor luminoso até o altar. Bancos de madeira cobertos por mantas claras aguardavam os poucos convidados que testemunhariam o recomeço daquela família. Era íntimo, simples e bonito de um jeito que não pedia ostentação, ap

  • Em Ritmo De Emergência: O Amor Em Jogo   UMA CASA PARA UM RECOMEÇO

    Uma semana havia passado desde o confronto com Gisele. Uma semana em que o mundo, enfim, parecia respirar do jeito certo. Mariana acordava com Gabriel ao lado; Guilherme corria pela casa com uma leveza nova, como se o peso que nunca deveria ter existido tivesse finalmente caído de seus ombros. E pela primeira vez desde o acidente, eles falavam do futuro sem medo — apenas com cuidado, amor e cautela verdadeira. Foi Gabriel quem sugeriu: — Vamos procurar uma casa. Uma que seja nossa… dos três. Mariana disse sim sem hesitar — talvez pela primeira vez em anos. Começaram as visitas no fim de semana. A primeira casa era moderna, envidraçada, tão perfeita que parecia cenário. Mas o jardim simétrico parecia pedir silêncio, não risadas. Guilherme tentou abraçar uma árvore fina que quase entortou. Mariana achou a cozinha impessoal. Gabriel resumiu: — Aqui não tem cheiro de casa. Eles foram embora. A segunda era charmosa, antiga, com janelas enormes e piso de madeira. Guilherme correu pelo

  • Em Ritmo De Emergência: O Amor Em Jogo   A Última Sombra

    O caminho para a casa dos pais de Gabriel foi rápida e silenciosa — não um silêncio desconfortável, mas o tipo de silêncio denso que antecede batalhas capazes de mudar destinos. Guilherme dormia no banco de trás, abraçado ao dinossauro verde, completamente alheio ao furacão que aguardava seus pais. Mariana mantinha as mãos entrelaçadas, tentando impedir que tremessem. Gabriel dirigia com o maxilar travado — postura de cirurgião prestes a abrir um peito em parada, sem espaço para hesitar. — Você ainda quer fazer isso? — Mariana perguntou, baixa. — Quero — ele respondeu, firme. — É a última sombra entre nós. Quando o carro parou diante da mansão, Mariana sentiu o coração acelerar… mas não recuou. Ela não era mais a garota que saiu dali chorando e sangrando. Hoje, voltava como mãe e como mulher escolhida. Gabriel tirou Guilherme do carro com cuidado, como se carregasse um segundo coração. Mariana ajeitou a bolsa no ombro. O portão reconheceu o código e abriu. Era quase simbóli

  • Em Ritmo De Emergência: O Amor Em Jogo   O SIM QUE FECHA FERIDAS

    A noite caiu devagar sobre a cidade. O apartamento estava silencioso, e Guilherme dormia espalhado no meio das almofadas do quarto novo, abraçado ao dinossauro gigante. Mariana apagou o abajur, ajeitou o cobertor e ficou alguns segundos observando o menino respirar. Ele era o mundo inteiro dela. Quando voltou para a sala, encontrou Gabriel na varanda, observando a cidade iluminada. Ele não percebeu sua aproximação. Havia algo tenso em seus ombros, algo que ela reconhecia. Gabriel raramente parecia nervoso. Mariana abriu o vidro devagar. — O que você está pensando? — perguntou, com suavidade. Gabriel virou apenas o suficiente para vê-la. Havia decisão no olhar dele, aquela coragem que só aparece quando a vida está prestes a mudar. Ele caminhou até ela e segurou seu rosto entre as mãos. — Desde que eu te vi naquele corredor… estou tentando encontrar um jeito de te pedir uma coisa — confessou. — Mas nada parece suficiente. O coração de Mariana acelerou. A respiração dele roçou sua bo

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