FAZER LOGIN— Şymal estuda aqui desde pequena. Ela tem 9 anos agora e eu também estudei nessa escola quando era criança. Aslı respondeu e quando Volkan foi responder, o celular da moça tocou.
—Um momento, deve ser meu irmão preocupado.
A jovem atendeu a ligação e explicou para Omer que Volkan deduziu ser o irmão dela, que o problema do pneu tinha sido resolvido e ela se atrasaria alguns minutos para o trabalho.
— Desculpa, mas se eu não respondesse, meu irmão ficaria preocupado.
Aslı pegou sua bolsa no carro e tirou de lá um cartão de visitas.
Entregou para Volkan que ficou surpreso com o gesto.
— Se o senhor gostar dos biscoitos e tiver um tempinho para tomar um café, eu trabalho nessa padaria e o café e biscoito será por minha conta.
— Agora eu preciso ir embora, minha cunhada está esperando pelas compras e vou ao supermercado ainda.
Volkan então estendeu a mão novamente, em despedida, guardou o cartão na sua carteira, e desejou um bom dia para Aslı. A jovem entrou no seu carro e seguiu para o supermercado.
Volkan ainda ficou parado, por alguns segundos, pensando no que tinha acontecido minutos atrás.
Ele não se interessava por nenhuma mulher e apesar de noivo, Cansu e ele nunca tiveram nenhuma intimidade antes. O advogado preferia casos de uma noite e nunca escondeu isso da noiva.
Mas agora, anos depois, uma jovem mulher mexeu com os sentimentos do homem.
Verificou a hora no relógio e viu que estava atrasado. Ele precisava estar no escritório às 8 e era quase 8:45 da manhã.
Só então lembrou que o celular ficou no carro e com certeza a secretária tinha ligado várias e várias vezes para ele.
Volkan foi para o carro e pegou o celular que estava no porta— treco e ligou para sua secretária.
— Meryem tive um imprevisto, mas já estou chegando no escritório. Demir e Cemil já chegaram?
A secretária então avisou que os dois sócios já estavam conduzindo a reunião e Volkan lembrou a moça de ligar para Zeynep lembrando sobre o horário que Yiğit sairia da escola.
Desligou e seguiu para o trabalho, com o pensamento em uma certa jovem de olhar cativante e cabelos cor de mel.
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Aslı, depois de uma hora de compras, enfim tinha tudo que a cunhada precisava no carrinho de compras. O irmão ligou várias vezes para saber se estava tudo certo com o carro e avisou a irmã que ela venderia aquele carro velho. Ele a ajudaria a comprar um novo, mesmo sendo usado, mas sem problemas mecânicos.
Enquanto Aslı guardava as compras no porta malas, lembrou do homem chamado Volkan que a ajudou a trocar o pneu.
— Ele era tão elegante e parecia ser rico. O que será que ele fazia naquela região que não era de gente rica? – Pensou.
A jovem se fechou para o amor depois da morte do marido.
Osman era 3 anos mais velho do que ela e, mesmo com o pai sendo contra o casamento por ela ser tão nova, o casal se amava. Viveram felizes até a morte do marido, anos atrás.
Osman era órfão e morava na mesma rua que a família de Aslı. Os dois cresceram juntos. O marido da jovem morava junto da sua tia, que depois da morte do sobrinho, voltou para sua cidade natal.
Após a morte de seu companheiro, a sua vida era dedicada a cuidar de Şymal.
Namoro ou um novo casamento, não estava em seus planos, e mesmo os encontros com Ali, amigo de Omer e também comissário, para Aslı não teve importância.
Nenhum homem mexeu com ela, até aquela manhã...
— Sua boba, o homem nem vai lembrar de você e muito menos ir na padaria lanchar como você está sonhando.
Aslı organizou tudo e seguiu para a padaria.
O fim da tarde tingia o céu de tons dourados quando Volkan estacionou o carro diante da pequena casa de campo que havia alugado para o fim de semana. Asli observou o lugar pela janela, emocionada com a tranquilidade que o cercava. Depois de tantos meses difíceis, finalmente pareciam respirar em paz.— Você está muito quieta — comentou Volkan, segurando a mão dela enquanto caminhavam pelo jardim.Asli sorriu de leve.— Só estou tentando acreditar que finalmente podemos pensar no futuro sem medo.Volkan parou diante dela e acariciou seu rosto.— Nosso futuro começou no dia em que você decidiu ficar ao meu lado.Ela sentiu os olhos marejarem. Durante muito tempo, acreditou que a felicidade sempre seria interrompida por dores, segredos e perdas. Mas ali, diante daquele homem, compreendia que amar também era permanecer.Os dois sentaram-se na varanda enquanto o vento fresco balançava as árvores ao redor.— Zeynep me ligou mais cedo — disse Asli, sorrindo. — Ela e Ali finalmente começaram os
Asli aguardava na sala a chegada do sogro. Symal e Ygit conversavam sentados no sofá alheios as mudanças que iriam acontecer naquela mansão a partir de hoje. Durante os dias em que o sogro esteve internado, a jovem decidiu ficar cuidando da casa da sogra, enquanto Hulya e Zeynep se revezavam para cuidar de Aslan.– Mamãe, o vozinho vai ficar bem — Symal disse ao se aproximar da mãe, que olhava pela porta de vidro o jardim lá fora.Asli forçou um sorriso ao sentir os braços pequenos envolverem sua cintura. Passou os dedos pelos cabelos da filha e respirou fundo antes de responder.— Vai, meu amor… o vovô é forte.Mas a própria voz saiu fraca, insegura.Do lado de fora, o céu começava a ganhar tons dourados do fim da tarde. O jardim da mansão parecia silencioso demais, como se até o vento esperasse alguma coisa. Asli ergueu os olhos quando ouviu o som distante de pneus sobre a brita da entrada.O carro havia chegado.Seu coração disparou.Ygit foi o primeiro a correr até a porta.— Eles
Zeynep observava o pai dormir com a respiração pesada e irregular, como se até mesmo descansar fosse uma batalha difícil demais para Aslan. A luz fria do hospital recortava o rosto marcado dele, destacando a barba por fazer. O homem que antes parecia grande o suficiente para esmagar o mundo inteiro agora permanecia imóvel naquela cama, ligado a fios e máquinas que apitavam baixo, lembrando o quanto a vida podia destruir alguém em silêncio.Ela segurava a mão dele com delicadeza, os dedos apertando os do pai como se tivesse medo de soltá-lo e perdê-lo outra vez.Ali havia voltado para a delegacia horas antes, mas deixara claro que qualquer mudança no estado de Aslan seria avisada imediatamente. Mesmo assim, Zeynep não arredou o pé dali. Não conseguia. Não depois de tudo.O que mais a atormentava não era apenas o ataque.Era Volkan.Era o motivo.Porque, pela primeira vez na vida, ela tinha visto medo nos olhos do irmão… e culpa nos olhos do pai.Aslan se moveu devagar na cama, soltando
Asli despertou num sobressalto, o peito subindo e descendo rápido demais enquanto os dedos procuravam o calor familiar ao seu lado da cama. Encontrou apenas lençóis frios.Por um instante, o silêncio da casa dos pais de Volkan pareceu sufocante.Ela se sentou devagar, tentando controlar a respiração. O quarto estava mergulhado na penumbra azulada da madrugada, e do corredor vinha apenas o distante tique-taque do relógio antigo da família.Aslan.O nome do sogro atravessou sua mente como uma lâmina. Mesmo com a notícia de que ele poderia receber alta em breve, o medo ainda morava dentro dela. Entranhado. Vivo.Asli passou a mão pelos cabelos e saiu da cama.A porta do escritório do pai de Volkan estava entreaberta. Uma luz fraca escapava pela fresta.Ela o encontrou ali.Volkan estava sentado na poltrona de couro escuro, os cotovelos apoiados nos joelhos, os dedos pressionando a testa como se tentasse impedir a própria mente de desmoronar. A camisa do pijama estava aberta no pescoço, a
O escritório de Aslan permanecia exatamente igual.Intocável.Como se ninguém tivesse coragem de mover um único objeto desde a discussão.A iluminação baixa deixava o ambiente ainda mais pesado naquela madrugada silenciosa. O cheiro amadeirado dos móveis antigos misturava-se ao leve aroma de uísque que ainda parecia impregnado nas paredes.Volkan entrou devagar.Fechou a porta atrás de si.E por alguns segundos apenas ficou parado.Observando.A poltrona de couro.Os livros perfeitamente alinhados.O relógio antigo sobre a estante.A mesa enorme onde o pai costumava comandar o mundo como se nada fosse impossível.Seu peito apertou.Porque, quando criança, aquele lugar parecia gigantesco.Quase sagrado.Volkan caminhou lentamente até a mesa.Os dedos deslizaram pela madeira escura.E então ele viu.A pequena marca perto da gaveta inferior.O risco torto.Seu risco.Um sorriso doloroso surgiu em seus lábios.Ele tinha sete anos quando entrou escondido naquele escritório pela primeira ve
A chuva escorria lentamente pelo vidro, desenhando caminhos tortos que desapareciam antes de alcançar a moldura da janela. O céu estava cinzento, pesado, como se carregasse o mesmo silêncio sufocante que dominava o quarto do hospital.Aslan permanecia imóvel na cama.Os dedos apertavam o braço da cama com força, enquanto os olhos continuavam presos na tempestade do lado de fora. Desde que acordara da cirurgia, ninguém havia tido coragem de dizer a verdade completa. Médicos entravam e saíam com frases cautelosas demais. Enfermeiros evitavam encará-lo por muito tempo. E Hulya… Hulya apenas segurava sua mão sempre que podia, como se tentasse impedir que ele desmoronasse.Mas ele já sentia.Sentia no vazio.Sentia na ausência.Sentia no desespero crescente de tentar mexer as pernas que simplesmente não respondia.Atrás dele, Hulya ajeitou a manta sobre a cama e respirou fundo antes de falar:— O médico disse que amanhã vai começar os exames de reabilitação…Aslan não respondeu imediatamen







