Compartilhar

Capítulo 4

Autor: Sah Quele
last update Data de publicação: 2026-02-25 20:07:59

Volkan estava perdido em pensamentos, enquanto Demir explicava os termos do contrato dos novos clientes. Na reunião daquela manhã, o advogado lembrou do convite que Aslı fez a ele.

Tirou a carteira do bolso do paletó e pegou o cartão de visitas que a moça lhe entregou.

Leu o endereço e viu que o lugar era próximo da escola que a filha da jovem estudava.

— Seria ela solteira? Casada? Existia alguém em sua vida? Volkan pensava em Aslı que não percebeu o primo falando com ele.

—Volkan se ganharmos essa causa, eu vou conseguir quitar meu apartamento. O valor é altíssimo.

Demir era primo e melhor amigo de Volkan. Dos 3 sócios, a porcentagem menor na sociedade era dele e por várias vezes o homem abriu mão dos honorários em algumas causas para que o primo pudesse ganhar um valor maior.

Claro que em todas às vezes o pai de Volkan reclamou porque para Aslan, o primo era apenas um caso de caridade, já que o irmão mais novo do homem, quando vivo, acabou acumulando dívidas de jogos e com agiotas.

—Irmão está tudo bem? Demir perguntou se tinha acontecido algo, já que na reunião mais cedo ele quase não falou.

—Tudo sim, eu estava apenas pensando em Yiğit. Até agora Zeyno não me ligou e conhecendo a minha irmã, me preocupo dela esquecer o menino no colégio. — Eu vou para o meu escritório, ligar para aquela mocinha e saber se Yiğit já está em casa.

— Saímos para o almoço daqui 20 minutos? Volkan perguntou ao primo.

Demir respondeu que sim e que Cemil não iria com os dois. Com o problema da cunhada, o homem decidiu tirar o restante do dia de folga e só foi para o escritório naquela manhã porque a presença dos três sócios era necessária.

—Volkan antes de você sair, gostaria de saber como Cansu está? Quer dizer, você chegou e não tocou no nome dela, Cemil me disse que ela teve que ficar em observação. Me desculpa se meter no seu noivado, mas se não existe amor porque não termina tudo de uma vez?

Volkan não queria falar da noiva, o encontro com Aslı o fez esquecer completamente dela, e só em imaginar que ao chegar na mansão o pai iria começar o sermão de sempre, ele queria sumir nem que fosse por um dia.

— Demir, eu não quero falar sobre isso agora, vou ligar para Zeyno e te espero para irmos almoçar.

Volkan saiu em direção ao seu escritório mais com o pensamento ainda em Aslı.

***************

—Mamãe, eu conheci um novo amiguinho na escola, e ele não tem mãe assim como eu não tenho pai.

Şymal e Aslı estavam em casa preparando o almoço, Elif ficou na padaria para terminar uma encomenda e Omer não almoçaria com elas.

—Como foi a apresentação e me conta sobre esse seu amigo?

Aslı e Şymal colocaram os pratos na mesa e a menina arrumou a jarra de suco. Aslı colocou a travessa com a massa, o prato favorito da sua menina.

—Foi tudo lindo e todos gostaram dos doces e do bolo que a tia fez. Os colegas de hoje eram engraçados e o meu coleguinha, é mais novo que eu. — Pena que não perguntei o nome dele, agora nunca mais vou encontrar ele de novo.

— Não fica assim filha, talvez um dia vocês dois possam se reencontrar e brincar novamente. Agora vem almoçar, que hoje à tarde sua tia vai entregar uma encomenda grande e eu vou ter que fechar a padaria.

— Vou te deixar no ballet e seu tio irá te buscar. Omer me avisou que não vai trabalhar hoje à noite.

—Tá bem mamãe, vou almoçar e depois trocar de roupa.

Volkan e Yiğit conversavam ao telefone. Os 20 minutos se tornaram quase 30 e o filho não parava de falar da amiguinha com jeito de anjo, que ela era engraçada e que assim como ele não tinha mãe, ela não tinha pai.

—Meu leão, agora o papai precisa mesmo desligar, estou atrasado para o almoço. Passa o telefone para sua tia.

—Tudo bem papai, mas promete que não vai chegar tarde? — Yiğit perguntou do pai.

—Não posso prometer, mas seu pai vai tentar, agora deixa eu falar com tia Zeyno.

O menino passou o celular para a irmã de Volkan e o advogado perguntou como tinha sido tudo e se o menino realmente havia se comportado bem.

—Irmão, se acalma que meu sobrinho está muito bem. Eu cheguei no horário marcado e me parabeniza que eu encontrei o lugar sozinha, claro que o GPS me salvou, mas foi tudo tranquilo.

Volkan riu da irmã ao falar que "ela encontrou uma escola sozinha", já que sua caçula era tratada como uma princesa pelo pai.

—Parabéns super tia, você vai ficar na mansão agora à tarde? Yiğit me disse pela manhã que vocês dois vão montar um novo quebra cabeça. Aconteceu algo para você estar em casa?

—Não aconteceu nada, só quero passar um tempo com meu sobrinho e está tudo tranquilo na loja hoje. Ah, quase esqueço de te avisar, Cansu me ligou, me contou o que aconteceu e me perguntou se você encontrou outra pessoa.

—Volkan, porque não acaba logo com esse compromisso? Você não a ama e sofre apenas para agradar nosso pai.

—Irmã... não quero falar sobre isso e agora vou desligar que Demir está me chamando.

Volkan desligou o telefone, pegou o seu paletó e vestiu, pegou o celular e a carteira e ao colocar no bolso, algo caiu e ele viu o que era.

—Se eu aparecer hoje no trabalho dela, será que ela vai gostar?

Volkan ficou pensativo por uns segundos, olhou para o pote de biscoitos, que ela entregou pra ele, e guardou o cartão novamente. Era melhor esquecer aquela jovem.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Encontro Inesperado Com Mãe Solteira   FINAL

    O fim da tarde tingia o céu de tons dourados quando Volkan estacionou o carro diante da pequena casa de campo que havia alugado para o fim de semana. Asli observou o lugar pela janela, emocionada com a tranquilidade que o cercava. Depois de tantos meses difíceis, finalmente pareciam respirar em paz.— Você está muito quieta — comentou Volkan, segurando a mão dela enquanto caminhavam pelo jardim.Asli sorriu de leve.— Só estou tentando acreditar que finalmente podemos pensar no futuro sem medo.Volkan parou diante dela e acariciou seu rosto.— Nosso futuro começou no dia em que você decidiu ficar ao meu lado.Ela sentiu os olhos marejarem. Durante muito tempo, acreditou que a felicidade sempre seria interrompida por dores, segredos e perdas. Mas ali, diante daquele homem, compreendia que amar também era permanecer.Os dois sentaram-se na varanda enquanto o vento fresco balançava as árvores ao redor.— Zeynep me ligou mais cedo — disse Asli, sorrindo. — Ela e Ali finalmente começaram os

  • Encontro Inesperado Com Mãe Solteira   Capítulo 158

    Asli aguardava na sala a chegada do sogro. Symal e Ygit conversavam sentados no sofá alheios as mudanças que iriam acontecer naquela mansão a partir de hoje. Durante os dias em que o sogro esteve internado, a jovem decidiu ficar cuidando da casa da sogra, enquanto Hulya e Zeynep se revezavam para cuidar de Aslan.– Mamãe, o vozinho vai ficar bem — Symal disse ao se aproximar da mãe, que olhava pela porta de vidro o jardim lá fora.Asli forçou um sorriso ao sentir os braços pequenos envolverem sua cintura. Passou os dedos pelos cabelos da filha e respirou fundo antes de responder.— Vai, meu amor… o vovô é forte.Mas a própria voz saiu fraca, insegura.Do lado de fora, o céu começava a ganhar tons dourados do fim da tarde. O jardim da mansão parecia silencioso demais, como se até o vento esperasse alguma coisa. Asli ergueu os olhos quando ouviu o som distante de pneus sobre a brita da entrada.O carro havia chegado.Seu coração disparou.Ygit foi o primeiro a correr até a porta.— Eles

  • Encontro Inesperado Com Mãe Solteira   Capítulo 157

    Zeynep observava o pai dormir com a respiração pesada e irregular, como se até mesmo descansar fosse uma batalha difícil demais para Aslan. A luz fria do hospital recortava o rosto marcado dele, destacando a barba por fazer. O homem que antes parecia grande o suficiente para esmagar o mundo inteiro agora permanecia imóvel naquela cama, ligado a fios e máquinas que apitavam baixo, lembrando o quanto a vida podia destruir alguém em silêncio.Ela segurava a mão dele com delicadeza, os dedos apertando os do pai como se tivesse medo de soltá-lo e perdê-lo outra vez.Ali havia voltado para a delegacia horas antes, mas deixara claro que qualquer mudança no estado de Aslan seria avisada imediatamente. Mesmo assim, Zeynep não arredou o pé dali. Não conseguia. Não depois de tudo.O que mais a atormentava não era apenas o ataque.Era Volkan.Era o motivo.Porque, pela primeira vez na vida, ela tinha visto medo nos olhos do irmão… e culpa nos olhos do pai.Aslan se moveu devagar na cama, soltando

  • Encontro Inesperado Com Mãe Solteira   Capítulo 156

    Asli despertou num sobressalto, o peito subindo e descendo rápido demais enquanto os dedos procuravam o calor familiar ao seu lado da cama. Encontrou apenas lençóis frios.Por um instante, o silêncio da casa dos pais de Volkan pareceu sufocante.Ela se sentou devagar, tentando controlar a respiração. O quarto estava mergulhado na penumbra azulada da madrugada, e do corredor vinha apenas o distante tique-taque do relógio antigo da família.Aslan.O nome do sogro atravessou sua mente como uma lâmina. Mesmo com a notícia de que ele poderia receber alta em breve, o medo ainda morava dentro dela. Entranhado. Vivo.Asli passou a mão pelos cabelos e saiu da cama.A porta do escritório do pai de Volkan estava entreaberta. Uma luz fraca escapava pela fresta.Ela o encontrou ali.Volkan estava sentado na poltrona de couro escuro, os cotovelos apoiados nos joelhos, os dedos pressionando a testa como se tentasse impedir a própria mente de desmoronar. A camisa do pijama estava aberta no pescoço, a

  • Encontro Inesperado Com Mãe Solteira   Capítulo 155

    O escritório de Aslan permanecia exatamente igual.Intocável.Como se ninguém tivesse coragem de mover um único objeto desde a discussão.A iluminação baixa deixava o ambiente ainda mais pesado naquela madrugada silenciosa. O cheiro amadeirado dos móveis antigos misturava-se ao leve aroma de uísque que ainda parecia impregnado nas paredes.Volkan entrou devagar.Fechou a porta atrás de si.E por alguns segundos apenas ficou parado.Observando.A poltrona de couro.Os livros perfeitamente alinhados.O relógio antigo sobre a estante.A mesa enorme onde o pai costumava comandar o mundo como se nada fosse impossível.Seu peito apertou.Porque, quando criança, aquele lugar parecia gigantesco.Quase sagrado.Volkan caminhou lentamente até a mesa.Os dedos deslizaram pela madeira escura.E então ele viu.A pequena marca perto da gaveta inferior.O risco torto.Seu risco.Um sorriso doloroso surgiu em seus lábios.Ele tinha sete anos quando entrou escondido naquele escritório pela primeira ve

  • Encontro Inesperado Com Mãe Solteira   Capítulo 154

    A chuva escorria lentamente pelo vidro, desenhando caminhos tortos que desapareciam antes de alcançar a moldura da janela. O céu estava cinzento, pesado, como se carregasse o mesmo silêncio sufocante que dominava o quarto do hospital.Aslan permanecia imóvel na cama.Os dedos apertavam o braço da cama com força, enquanto os olhos continuavam presos na tempestade do lado de fora. Desde que acordara da cirurgia, ninguém havia tido coragem de dizer a verdade completa. Médicos entravam e saíam com frases cautelosas demais. Enfermeiros evitavam encará-lo por muito tempo. E Hulya… Hulya apenas segurava sua mão sempre que podia, como se tentasse impedir que ele desmoronasse.Mas ele já sentia.Sentia no vazio.Sentia na ausência.Sentia no desespero crescente de tentar mexer as pernas que simplesmente não respondia.Atrás dele, Hulya ajeitou a manta sobre a cama e respirou fundo antes de falar:— O médico disse que amanhã vai começar os exames de reabilitação…Aslan não respondeu imediatamen

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status