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Capítulo 31 – Jogadas Sombrias

last update Data de publicação: 2026-08-20 02:47:37

Isabela

Dois dias.

Foram dois dias sem que Eduardo reaparecesse fisicamente — mas sua presença se infiltrava como veneno invisível.

Ele não precisava estar ali para ser sentido. Seu rastro era como um perfume enjoativo que insistia em permanecer no ar mesmo após a saída.

E quando a primeira bomba explodiu, Isabela soube que aquilo era apenas o começo.

Na manhã seguinte, enquanto tomava café na cobertura, recebeu uma ligação da colega de redação.

— Isa… você viu?

— Ver o quê?

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  • Entre Sombras e Promessas    Capítulo 50 – Epílogo: Promessas em Silêncio

    Dois anos depois O mar batia suave nas pedras, e o sol dourava a pele de Isabela enquanto ela caminhava descalça pela varanda da casa de pedra que agora chamava de lar. A brisa trazia o cheiro de sal e lavanda — e memórias que, embora cicatrizadas, ainda vibravam em sua pele de vez em quando. Ela usava um vestido leve, branco, quase transparente sob a luz do entardecer. Os cabelos soltos dançavam ao vento, e os olhos fixos no horizonte denunciavam que algo dentro dela ainda pulsava com uma intensidade silenciosa. Leonardo surgiu na porta, encostando no batente, observando-a. O tempo o fizera ainda mais bonito. As marcas da guerra haviam se transformado em traços de maturidade e força. Mas os olhos… aqueles olhos continuavam sendo lar. — Está pensando em fugir de novo, minha selvagem? — ele perguntou com um sorriso torto. Ela riu. — Nunca mais. Aqui é o lugar onde o mundo parou de me caçar. Ele caminhou até ela e passou os braços ao redor da sua cintura, colando seus corpos

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    Isabela O silêncio era estranho. Depois de tantos tiros, gritos e explosões, o som da brisa leve entrando pelas janelas do bunker parecia um sussurro irreal. Ela estava sentada no chão de concreto frio, as pernas ainda trêmulas. O sangue seco nos dedos era a lembrança de que havia sobrevivido. De novo. Mas agora… ela não sabia o que fazer com o silêncio. Leonardo surgiu do corredor, as roupas sujas, o olhar cansado — mas vivo. — O último carro bateu em retirada — ele disse, sentando-se ao lado dela. — Eles desistiram. — Tarde demais — ela respondeu, apoiando a cabeça no ombro dele. — Já não tinham nada para levar. Ele passou o braço ao redor dela, puxando-a para perto. — Nós ainda temos um ao outro. Ela fechou os olhos e respirou fundo. Era verdade. Depois de tudo, ainda estavam ali. Inteiros. Ou pelo menos… juntos. Leonardo Ele a olhava como se ela fosse o milagre que ele nunca ousou pedir. Depois de tudo que fizeram — que precisaram fazer — o fato de ela ainda estar

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    Isabela O som dos motores se aproximando era um aviso claro: o inferno estava à porta. Ela apertou o coldre na coxa, o metal frio da arma trazendo a sensação familiar de controle. — Eles estão vindo em três SUVs — Leonardo anunciou, os olhos no monitor de vigilância. — Eduardo veio com tudo — ela respondeu, sem vacilar. Mas havia algo em seu peito que queimava além do medo. Uma convicção inabalável: ninguém tomaria o que ela construiu. Nem ele. Nem ninguém. Leonardo Preparou as armadilhas. Posicionou os explosivos no perímetro externo. — Vamos fazer isso contar — murmurou. Caminhou até Isabela, que ajustava a mira de um rifle de longo alcance. Parou por um segundo só para observá-la. A força. A precisão. A mulher que ele nunca sonhou merecer… mas que agora lutava ao lado dele. — Eu amo você, Isabela. Não importa o que acontecer lá fora. Ela virou o rosto, o olhar firme, e respondeu: — Então lute como quem tem algo a perder. Eduardo Saltou do carro com elegância cruel

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    Isabela A estrada parecia infinita. A chuva batia no vidro com força, como se o céu também estivesse em guerra. Dentro do carro, o silêncio era denso. Não por falta de palavras — mas porque tudo que podiam dizer agora não mudaria o que estava prestes a acontecer. Valentina tinha se sacrificado por eles. E aquilo doía mais do que Isabela imaginava. Sentia o peso de cada escolha, cada mentira, cada corpo que deixou no caminho. — Estamos a quanto tempo do bunker? — perguntou, a voz rouca. — Quarenta minutos — Leonardo respondeu, os olhos fixos na estrada. — Se Eduardo não antecipar os passos, a gente chega antes. Mas Isabela sabia: Eduardo sempre estava um passo à frente. Leonardo Ele queria acreditar que ainda tinha controle. Que aquele plano, traçado com sangue e suor, ainda estava de pé. Mas algo dentro dele gritava que o fim estava mais próximo do que jamais esteve. — Quando chegarmos, temos que separar os arquivos. Criar cópias falsas. Se ele invadir, vai atrás disso —

  • Entre Sombras e Promessas    Capítulo 46 – A Traição Tem Nome

    Isabela Havia algo errado. Nos olhos de Valentina. No jeito como ela olhava cada canto da casa, como quem decora rotas de fuga. Como quem espera… o momento certo para agir. — Está com fome? — Isabela perguntou, fingindo leveza. — Aceito um café, se tiver — ela respondeu, sentando-se à mesa com um sorriso forçado demais. Isabela foi até a cozinha, mas não tirou os olhos dela. Colocou a água pra ferver, os movimentos lentos, controlados. Na mente, mil possibilidades. E apenas uma certeza: ela precisava confirmar a traição antes que fosse tarde. Leonardo Estava no quarto, reconfigurando o sinal do celular e escaneando ondas próximas. Quando viu o número piscando na tela, paralisou. Sinal externo ativo. Emissor a 3 metros. Arregalou os olhos. Foi até o canto da estante, onde Valentina havia deixado a mochila. Começou a vasculhar. E ali estava: um pequeno rastreador, acoplado dentro de uma carteira. — Filha da puta… — ele murmurou, sentindo o sangue ferver. Desceu as esc

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    Isabela O silêncio da casa era estranho demais. Depois da noite em que se entregaram ao desejo e aos planos, algo no ar havia mudado. Leonardo dormia profundamente, o peito subindo e descendo em um ritmo calmo. Mas Isabela não conseguia. Algo dentro dela alertava — um frio estranho na espinha, como se alguém a observasse. Ela se levantou em silêncio, vestiu uma camiseta larga e saiu do quarto, os pés descalços sobre o chão de madeira. Passou pela sala, pela cozinha, e parou diante da porta dos fundos, entreaberta. Um calafrio percorreu sua pele. Ela tinha certeza de que Leonardo a havia trancado na noite anterior. Seu coração disparou. Pegou uma faca da gaveta e se escondeu atrás da porta. Nada. Somente o barulho da floresta lá fora. Ela se virou para voltar ao quarto, mas foi interrompida por um ruído — algo leve, quase imperceptível — vindo do andar de cima. A casa deveria estar vazia. Leonardo O barulho de passos o despertou. Isabela não estava ao seu lado. Ele se

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