MasukPH
Sou o cara mais temido e odiado, nunca fui de pegar leve, eu mato mesmo, e se bobear eu ainda faço uma sopa com os resto. Quando eu fiz 18 anos, decidi que eu queria ser o dono do morro Senegal, eu queria acabar com a vida do maldito do Terror. Passei dias planejando invadir, e quando chegou o dia, eu fiz a porra bonita, e logo matei a mulher do Terror na frente dele, e logo depois o matei. Mas ainda tinha a herdeira do morro, Anyelle, eu tinha que dar um jeito nela também, eu não podia permitir que a garota no futuro tomasse o que agora é meu, óbvio que não iria matá-la, era só uma criança, no mínimo eu a mandaria pra longe, para ser cuidada por alguém de confiança, mas a porra saiu do controle, quando o sub conseguiu fugir e levar a menina, logo fui informado de que mataram ele, e a garota sumiu, procurei ela por dias e até meses, mas a garota parece que evaporou. Até que eu acabei deixando pra lá, uma garota não iria conseguir tomar meu morro, e se tentasse dessa vez eu não teria pena. Dez anos se passaram desde que virei dono do morro, me tornei ainda mais rico e poderoso, sou temido e respeitado pelos moradores, eu ajudo esse povo, mandei reformar escolas, creches, o postinho daqui estava precário, eu reformei e comprei medicamentos, novos equipamentos, eu posso ser um bandido frio e sem coração, mas eu quero meu morro em ordem. Tenho várias amantes, e não sou nem um pouco carinhoso, comigo é sexo forte e duro, quero que elas me dêem prazer, e não me importo se elas sentem prazer, só penso em mim e que se dane o resto. DG é meu sub dono, e braço direito, quando me ausento é ele que toma conta. João, Chris, Bob e Betão são meus vapores de confiança e grandes amigos. O Nico cuida das finanças, e do dinheiro que entra e sai, é outro cara que considero demais, eu sei que sempre posso contar com eles, viemos do interior, crescemos juntos, e estamos juntos até hoje. Cheguei na boca e encontro o DG. — Fala parceiro. — E ai meu brother. Fizemos toque e eu me sento na minha cadeira. — O que rolou quando saí, ouvi alguns vapores falarem de umas minas. — As novas moradoras, eu só vi a Any, que foi quem veio me pedir para alugar uma casa. A mina é gostosa. — Qual é, e tu viu a ficha das mina, ta ligado que não quero qualquer um no meu morro. — Ta limpo chefia, ela é firmeza, ta sozinha com a irmã ta ligado. — De boa, só quero ver se é gostosa mesmo, tô precisando de carne nova. — A mina é delícia, uma carinha de princesinha ta ligado. — Será que ela vai colar no baile hoje? — Sei lá mano. Fiquei batendo um papo com DG, e logo Nico entra, começamos a fazer as contas. Assim que mandei eles sairem, chamei uma de minhas putas, a Tati, ela é gostosa e sabe chupar legal. — Chamou meu gostoso? — Me chupa vadia. Ela veio toda sorridente e enfiou aquela boca gostosa e engoliu todo meu pau. Depois de comer a vadia, eu jogo pra ela 3 notas de 100 e mando vazar. Decido ir pra casa, hoje já deu e vou aproveitar pra descansar para a noite. Chego em casa e vejo a única mulher que amo na vida, minha pequena. — Oi maninho. — Fala princesa. — dou um beijo no topo de sua cabeça. — Como foi a faculdade? Eu pago uma das melhores faculdades da cidade, quero minha irmã longe dessa vida, quero que ela tenha o futuro que eu não tive. Minha irmã já sofreu demais, ela é tudo que eu tenho de mais precioso na vida. — Foi legal Minha irmã faz direito, é meu maior orgulho, quem sabe eu precise de uma advogada um dia. Se bem que esses vermes da policia nunca vão me pegar. — Hoje bati boca com a puta da Tati. — Eu já disse que não quero tu metida em briga pirralha, principalmente com putas. — Ela disse que era tua fiel. — Eu ainda raspo o cabelo dessa vadia. — Ela estava xingando a Any. — Quem é Any? — Minha mais nova amiga, ela é super legal, se mudou hoje com a irmã. — As novas moradoras, essas meninas estão faladas demais no morro. — Ela é tão linda, parece uma boneca. — Já quero conhecer. — Nem vem, tu só tem puta, e a Any não é puta. — Já ta toda cheia de intimidade. — Quando eu gosto, eu gosto. — Tô ligado, vou dormir um pouco antes do baile. — Vai lá dorminhoco. Cheguei no meu quarto, tomei um banho e cai na cama.Liz O sol banhou o Morro Senegal em um brilho dourado, mas aquele não era um dia comum. Era o dia do meu casamento com Brandon. E desta vez, não era apenas um pacto de amor e poder entre nós dois, era uma celebração que selava a nova era do morro sob os olhos de todos, incluindo minha família, que já haviam retornado das férias. A pequena igreja da comunidade, um refúgio de fé e tradição no coração do morro, estava abarrotada. Seus bancos de madeira simples mal comportavam a multidão que ansiava por testemunhar. O cheiro de flores frescas e incenso se misturava ao perfume familiar da pólvora e do suor que permeava cada viela. Era o nosso santuário, e ali, diante de Deus e dos nossos, iríamos nos unir. Eu caminhava pelo corredor, o vestido branco, era uma visão que parava o tempo. Longe de ser um traje de noiva tradicional e volumoso, ele era a personificação da minha força e elegância. Confeccionado em um crepe de seda pesada e fluida, com um brilho sutil que capturava a luz, ele
Liz Os dias que se seguiram transformaram o Morro Senegal num palco para a minha vontade. A cada nascer do sol, as punições impostas aos traidores se desenrolavm, cravando minha autoridade na mente e no corpo de cada morador. O Coveiro, sujo e exausto, era a prova viva de que a arrogância se pagava com a miséria. A Velha Coruja, com sua faixa, tornou-se a voz que proclamava minhas vitórias. E Beto Sem-Braço, com seu corpo moído pelo trabalho forçado, era um monumento a insubordinação. O Morro Senegal respirava um ar de respeito. Os boatos cessaram, os murmúrios se transformaram em ordens obedecidas. A paz, a minha paz, havia sido imposta. E com ela, a prosperidade começava a florescer sob o meu pulso firme. As "bocas" funcionavam sem problemas, o dinheiro fluía, e até as famílias mais afastadas sentiam a diferença de ter uma Patroa atenta. Uma noite, a brisa trazia o cheiro de maconha das bocas de fumo e o som abafado de um samba distante. Eu estava na varanda da minha casa, obser
LizO cheiro de suor e pólvora ainda estava impregnado nas minhas narinas quando estacionei a moto na boca do morro. A adrenalina da caçada a Marcus começava a se dissipar, dando lugar a uma satisfação fria. A lição havia sido dada, e o recado claro: o Morro Senegal tinha uma nova patroa, mesmo que temporária, e ela não tremia nas bases. Ph, meu pai, sabia que podia contar comigo para manter a ordem enquanto ele aproveitava suas merecidas férias.Brandon se aproximou, limpando o sangue seco de Marcus da sua mão com um lenço. Seus olhos encontraram os meus, e um aceno de cabeça mudo trocamos. Aquele era o nosso idioma, o entendimento sem palavras que só existia entre quem compartilhava o mesmo tipo de fardo.— O Chris tá lá dentro com uns vapores, patroa. Parece que tem uns recados chegando — ele disse, sua voz rouca, como sempre.Meus passos ecoaram no corredor estreito da boca. Lá dentro, a fumaça de cigarro e o cheiro doce de maconha disputavam espaço no ar abafado. Chris estava sen
Liz — Ele pagou? — Minha voz soou impaciente no celular. Já passava das quatro da tarde, e Marcus ainda não havia dado as caras. — Não, patroa, ele sumiu. O vapor que estava na cola dele disse que ele despistou. Um arrepio frio percorreu minha espinha, mas não de medo, e sim de uma raiva crescente. Sumiu? Comigo, ninguém sumia. — Ele não sabe com quem está mexendo. Reúna os vapores. Quero todos na boca em cinco minutos. — Sim, patroa. Olhei para Brandon, que estava ao meu lado, sua expressão séria refletindo a minha. — Ele vai se arrepender de ter nascido. — Sussurrei, mais para mim mesma do que para ele. Brandon apenas acenou, seus olhos fixos em mim, entendendo a fúria que eu sentia. Não era só sobre o dinheiro, era sobre autoridade. Era sobre mostrar quem mandava agora no Morro Senegal. Chegamos a boca e os vapores já estavam reunidos. A tensão era palpável no ar. Todos sabiam que Marcus havia cruzado uma linha. — Escutem bem. — Minha voz cortou o silêncio. — Marcus sumiu
Um Ano Depois Liz Um ano desde que a minha vida virou de cabeça para baixo e se reajustou em um novo eixo. Um ano desde que a verdade sobre minha origem veio a tona e eu abracei o que sempre esteve em meu sangue. Agora, aqui estamos, uma família unida e feliz. Meu sangue, meu povo. — Cadê os meninos? Vamos chegar atrasados. — A voz da minha mãe ecoou pela casa, carregada de uma urgência divertida. — Ryan está descendo com eles. — meu pai avisa, segurando as últimas malas para colocar no carro. Os gêmeos estavam descendo as escadas com a ajuda de Ryan, eles ainda estavam aprendendo a andar, e era a coisa mais fofa do mundo. Um calor reconfortante invadiu meu peito ao vê-los, uma sensação que só eles conseguiam provocar. — Não aguento essas fofuras, venham dar um beijo na melhor irmã do mundo. — Meus pequenos cambalearam em minha direção, com uma energia contagiante. Eu os peguei nos braços, dando beijos que os fizeram gargalhar até ficarem sem ar. Era o som mais doce do mundo.
PH Acordei em um quarto estranho, cercado por aparelhos apitando ritmicamente. As lembranças da noite anterior invadiram minha mente como uma avalanche, e uma onda de preocupação me atingiu. A última imagem nítida era Any, pálida, com sangue escorrendo. Virei a cabeça com dificuldade e vi Ryan dormindo pesadamente em uma cadeira ao lado da cama. — Ryan! — minha voz saiu rouca, um fio de som. Ele sobressaltou, os olhos arregalados antes de se suavizarem em um sorriso aliviado. — Pai! Que bom que acordou! — Como está a Any? Ela estava sangrando.— a urgência na minha voz era inegável. — Está tudo bem agora, pai. Os gêmeos nasceram e estão ótimos. — Nasceram? — a pergunta escapou, carregada de incredulidade. — Sim, e a mãe está revoltada. Nasceram mais dois filhos loiros de olhos azuis. — Ryan riu. Um sorriso fraco brotou em meus lábios. Any sempre ficava possessa com a genética teimosa que insistia em gerar filhos com minha aparência. Ryan, Liz, Isaac e agora os gêmeos. O cabe







