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66- Te encontrei Rafaela

Autor: Dreeh Lopes
last update Fecha de publicación: 2025-06-15 08:34:36

PH

Dentro de um carro, espio a vadia da Rafaela. Faz dois dias que estou na Espanha, vim atrás da vagabunda que acabou com minha vida, que deixou Any em depressão. Rafaela está com seus dias contados.

Ela está cercada por seguranças e planejando fugir, mas já é tarde, querida, eu te peguei. Estou com meus melhores homens aqui, e vim para fazer chacina. Porém, Any a quer viva, ela mesma quer acabar com a Rafaela, e eu faço tudo por minha mulher. Mesmo grávida, Any quer participar, e eu não nega
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Último capítulo

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    76- O final Feliz

    Liz O sol banhou o Morro Senegal em um brilho dourado, mas aquele não era um dia comum. Era o dia do meu casamento com Brandon. E desta vez, não era apenas um pacto de amor e poder entre nós dois, era uma celebração que selava a nova era do morro sob os olhos de todos, incluindo minha família, que já haviam retornado das férias. A pequena igreja da comunidade, um refúgio de fé e tradição no coração do morro, estava abarrotada. Seus bancos de madeira simples mal comportavam a multidão que ansiava por testemunhar. O cheiro de flores frescas e incenso se misturava ao perfume familiar da pólvora e do suor que permeava cada viela. Era o nosso santuário, e ali, diante de Deus e dos nossos, iríamos nos unir. Eu caminhava pelo corredor, o vestido branco, era uma visão que parava o tempo. Longe de ser um traje de noiva tradicional e volumoso, ele era a personificação da minha força e elegância. Confeccionado em um crepe de seda pesada e fluida, com um brilho sutil que capturava a luz, ele

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    75- A paz celada e pedido de casamento

    Liz Os dias que se seguiram transformaram o Morro Senegal num palco para a minha vontade. A cada nascer do sol, as punições impostas aos traidores se desenrolavm, cravando minha autoridade na mente e no corpo de cada morador. O Coveiro, sujo e exausto, era a prova viva de que a arrogância se pagava com a miséria. A Velha Coruja, com sua faixa, tornou-se a voz que proclamava minhas vitórias. E Beto Sem-Braço, com seu corpo moído pelo trabalho forçado, era um monumento a insubordinação. O Morro Senegal respirava um ar de respeito. Os boatos cessaram, os murmúrios se transformaram em ordens obedecidas. A paz, a minha paz, havia sido imposta. E com ela, a prosperidade começava a florescer sob o meu pulso firme. As "bocas" funcionavam sem problemas, o dinheiro fluía, e até as famílias mais afastadas sentiam a diferença de ter uma Patroa atenta. Uma noite, a brisa trazia o cheiro de maconha das bocas de fumo e o som abafado de um samba distante. Eu estava na varanda da minha casa, obser

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    74- A patroa não está para brincadeira

    LizO cheiro de suor e pólvora ainda estava impregnado nas minhas narinas quando estacionei a moto na boca do morro. A adrenalina da caçada a Marcus começava a se dissipar, dando lugar a uma satisfação fria. A lição havia sido dada, e o recado claro: o Morro Senegal tinha uma nova patroa, mesmo que temporária, e ela não tremia nas bases. Ph, meu pai, sabia que podia contar comigo para manter a ordem enquanto ele aproveitava suas merecidas férias.Brandon se aproximou, limpando o sangue seco de Marcus da sua mão com um lenço. Seus olhos encontraram os meus, e um aceno de cabeça mudo trocamos. Aquele era o nosso idioma, o entendimento sem palavras que só existia entre quem compartilhava o mesmo tipo de fardo.— O Chris tá lá dentro com uns vapores, patroa. Parece que tem uns recados chegando — ele disse, sua voz rouca, como sempre.Meus passos ecoaram no corredor estreito da boca. Lá dentro, a fumaça de cigarro e o cheiro doce de maconha disputavam espaço no ar abafado. Chris estava sen

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    73- Acerto de Contas

    Liz — Ele pagou? — Minha voz soou impaciente no celular. Já passava das quatro da tarde, e Marcus ainda não havia dado as caras. — Não, patroa, ele sumiu. O vapor que estava na cola dele disse que ele despistou. Um arrepio frio percorreu minha espinha, mas não de medo, e sim de uma raiva crescente. Sumiu? Comigo, ninguém sumia. — Ele não sabe com quem está mexendo. Reúna os vapores. Quero todos na boca em cinco minutos. — Sim, patroa. Olhei para Brandon, que estava ao meu lado, sua expressão séria refletindo a minha. — Ele vai se arrepender de ter nascido. — Sussurrei, mais para mim mesma do que para ele. Brandon apenas acenou, seus olhos fixos em mim, entendendo a fúria que eu sentia. Não era só sobre o dinheiro, era sobre autoridade. Era sobre mostrar quem mandava agora no Morro Senegal. Chegamos a boca e os vapores já estavam reunidos. A tensão era palpável no ar. Todos sabiam que Marcus havia cruzado uma linha. — Escutem bem. — Minha voz cortou o silêncio. — Marcus sumiu

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    72- A dona do morro

    Um Ano Depois Liz Um ano desde que a minha vida virou de cabeça para baixo e se reajustou em um novo eixo. Um ano desde que a verdade sobre minha origem veio a tona e eu abracei o que sempre esteve em meu sangue. Agora, aqui estamos, uma família unida e feliz. Meu sangue, meu povo. — Cadê os meninos? Vamos chegar atrasados. — A voz da minha mãe ecoou pela casa, carregada de uma urgência divertida. — Ryan está descendo com eles. — meu pai avisa, segurando as últimas malas para colocar no carro. Os gêmeos estavam descendo as escadas com a ajuda de Ryan, eles ainda estavam aprendendo a andar, e era a coisa mais fofa do mundo. Um calor reconfortante invadiu meu peito ao vê-los, uma sensação que só eles conseguiam provocar. — Não aguento essas fofuras, venham dar um beijo na melhor irmã do mundo. — Meus pequenos cambalearam em minha direção, com uma energia contagiante. Eu os peguei nos braços, dando beijos que os fizeram gargalhar até ficarem sem ar. Era o som mais doce do mundo.

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    71- Uma nova chance

    PH Acordei em um quarto estranho, cercado por aparelhos apitando ritmicamente. As lembranças da noite anterior invadiram minha mente como uma avalanche, e uma onda de preocupação me atingiu. A última imagem nítida era Any, pálida, com sangue escorrendo. Virei a cabeça com dificuldade e vi Ryan dormindo pesadamente em uma cadeira ao lado da cama. — Ryan! — minha voz saiu rouca, um fio de som. Ele sobressaltou, os olhos arregalados antes de se suavizarem em um sorriso aliviado. — Pai! Que bom que acordou! — Como está a Any? Ela estava sangrando.— a urgência na minha voz era inegável. — Está tudo bem agora, pai. Os gêmeos nasceram e estão ótimos. — Nasceram? — a pergunta escapou, carregada de incredulidade. — Sim, e a mãe está revoltada. Nasceram mais dois filhos loiros de olhos azuis. — Ryan riu. Um sorriso fraco brotou em meus lábios. Any sempre ficava possessa com a genética teimosa que insistia em gerar filhos com minha aparência. Ryan, Liz, Isaac e agora os gêmeos. O cabe

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