INICIAR SESIÓNQueridos leitores! Tem sido uma viagem incrível. Espero que se divirtam e comentem bastante. Quem sabe conseguem influenciar o destino das nossas protagonistas. Beijos da Lilly
O beijo terminou apenas quando o ar lhes faltou.Lucas manteve a testa encostada à de Luana, os olhos fechados, como se tivesse medo de afastar-se e descobrir que tudo aquilo não passara de mais um dos seus sonhos.Luana permaneceu entre os braços dele, agarrada ao tecido do seu casaco, enquanto as lágrimas continuavam a deslizar silenciosamente pelo rosto.Nenhum dos dois falou.Durante dois meses, haviam imaginado aquele momento de tantas formas diferentes. Nenhuma delas se aproximava da realidade.O elevador continuava a subir e a descer pelos andares do edifício, completamente indiferente ao reencontro de duas pessoas que tinham passado os últimos sessenta dias tentando convencer-se de que conseguiam viver uma sem a outra.Lucas abriu os olhos primeiro.Olhou para ela como se ainda precisasse certificar-se de que realmente estava ali.— Precisamos conversar.Lucas finalmente quebrou o silêncio.Luana soltou um longo suspiro, sentindo o peso das últimas semanas regressar ao seu cor
Após a visita inesperada de Jéssica, Luana era atormentada sem piedade por fantasmas do passado. Lucas, já um intruso constante em seus sonhos febris, agora invadia seus dias, assombrando cada pensamento. Assim, ela se via plantada diante do imponente edifício da empresa da família dele — escondida nas sombras como uma fugitiva, o coração acelerado, à espreita por um único vislumbre dele.Seus olhos não conseguiram crer no que viam quando , finalmente, uma figura familiar apareceu a entrada do edifício. O rosto sério, a postura rígida e as roupas formais de tons escuros o haviam transformado em uma pessoa completamente diferente da que ela conhecia. Num instante de fraqueza, ela esqueceu o disfarce e emergiu do esconderijo, atraída como uma mariposa pela luz, para vê-lo de perto. Paralisada, observou-o sair do carro executivo reluzente; uma mulher elegante recebeu a pasta de suas mãos. Ele ajustou o casaco com um gesto preciso antes de caminhar, e os olhos de Luana se arregalaram di
2 meses depois...Luana olhava, pela janela do seu quarto, a lua redonda e magnifica no céu. Era a segunda vez que ela assistia a esse maravilhoso espetáculo da natureza consumida pela saudade que sentia do homem que havia aquecido seu frio coração. Ela só compreendeu o quanto Lucas havia feito morada em seu coração depois que se afastou dele. Seu coração acelerava sempre que visse um homem com uma bata branca, ou se uma moto cruzasse seu caminho. Ela ansiava em vê-lo por acaso nas ruas da cidade, mas também respirava de alívio sempre que um dia terminasse sem o ter visto.E foi assim que ela viveu, por dois meses, com sentimentos contraditórios, esperança e mágoa coabitando dentro do seu coração. Já estava a horas na mesma posição e suas pernas se ressentiam do esforço , mas de que adianta deitar-se quando sabia que dificilmente adormeceria. Talvez se levasse seu corpo ao extremo do cansaço poderia simplesmente desabar na cama e apagar. E , quem sabe, dormiria por dias. Algo q
Em uma só noite a vida de Sheila havia dado uma volta de 360 graus. Luana , que era sempre tão centrada e equilibrada, irrompeu pela sua casa a meio da noite, completamente destroçada, e um pouco inebriada, claramente pelo álcool.Mas , foi enquanto Sheila a consolava , que uma verdade soluçada entre lágrimas tirou de Sheila um peso que há muito carregava.Ninguém a podia entender, nem Luana que a princípio estava do seu lado. Ninguém sabia de seus segredos mais obscuros, que a atormentavam todas noites quando seu corpo desejava repousar mas sua mente a torturava por horas a fio até cair exausta no sono.A verdade liberta, e foi assim que Sheila entendeu. E , sem pensar nas consequências ela decidiu agir, em nome da justiça e da verdade que a libertaria da culpa depois daquela noite em que André saiu de casa, alterado, possesso e nunca mais voltou.Ela havia , finalmente, encontrado alguém a quem transferir a culpa que por meses não a deixou em paz. Nem que, para isso , custasse a a
O abismo em que o coração de Lucas havia mergulhado era tão escuro e sombrio quanto a noite que espreitava pela janela. Nem a Lua se dignou a aparecer para trazer um pouco de luz, um sinal de mau presságio, pensava Lucas em silencio.As vozes ao seu redor se perdiam no fundo de seus pensamentos, não importavam mais. Ele estava disposto a aceitar o que o destino o reservava. O julgamento dos outros era uma brisa leve comparada a tempestade que ele viu nos olhos de Luana, o trovão que suas duras palavras soltaram, o tsunami de lágrimas que deslizavam sobre seu rosto. Um verdadeiro ciclone que o aniquilou sem dó nem piedade. - ...Infelizmente estamos de mãos e pés atados. É com muito pesar que teremos de dispensa-lo Doutor Lucas.Ele ouviu o fim do discurso e ficou apático. Como se aquele castigo não tivesse sido suficiente para o absolver dos pecados. -No entanto o hospital vai providenciar um advogado para o acompanhar durante o processo crime, se a situação chegar a tanto. Espera
Lucas hesitou por alguns segundos mas logo a seguiu. Depois que atravessou as portas de correr e se viu do lado de fora do edifício , Lucas pôde gritar , chamando por ela. Mas viu que ela não abrandava sua marcha e só foi possível alcança-la quando um carro quase a atropelou. Luana congelou no lugar, ao ouvir o som agudo dos pneus do carro ao travarem bruscamente. Seu rosto coberto de lágrimas e seu corpo trémulo denunciavam seu estado emocional desarmando totalmente o condutor do carro que preparava-se para soltar cobras e lagartos. - Peço imensas desculpas. - Lucas falou olhando para o homem e em seguida envolveu Luana em seus braços , afastando-a do caminho. O homem apenas acenou com a cabeça e seguiu seu caminho. Lucas conduziu Luana entre os carros até onde o carro dela estava estacionado. Tirou-lhe as chaves das mãos e destrancou as portas. Colocou-a sentada no lado do passageiro e deu a volta para sentar-se do outro lado. - Luana, o que se passa? Diz alguma coisa. - Lu







