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Capítulo 70

Penulis: Leticia lima
last update Tanggal publikasi: 2026-04-10 01:33:56

Diego Narrando.

O som do pagode já não tinha mais o mesmo ritmo no meu ouvido. Eu mantinha o sorriso de canto, o braço em volta da Thamires e o copo de uísque cheio, mas meus olhos eram radares. Eu sabia exatamente onde a Ive estava. Sentia o perfume dela cortando o cheiro de fumaça e churrasco, uma provocação silenciosa que me dava um nó no estômago.

Eu a ignorei. Fiz questão de não olhar, de rir mais alto das piadas do Barão, de dar atenção para a Thamires como se ela fosse a única mulher no
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  • Envolvida com o filho do Dono   Final

    Continuação.Douglas e Diego continuavam se encarando no meio do galpão destruído.Ninguém abaixava a arma.O silêncio era pior que os tiros.Eu conseguia ouvir minha própria respiração falhando enquanto Oto me mantinha atrás dele, pronto pra explodir qualquer um que se mexesse.Foi então que o homem que era irmão de Mateus começou a rir.Um riso fraco. Cheio de sangue.Mesmo caído no chão, ele ergueu o rosto devagar.— Olha isso… — cuspiu sangue de lado. — A guerra começou por sua causa outra vez.Douglas travou o maxilar.Os homens dos dois lados ficaram ainda mais tensos.Era só alguém puxar o gatilho.Só um.A mulher também riu, mesmo ferida.— Seu pai vai destruir metade da cidade por você… igual sempre faz.Meu coração apertou quando olhei pra Douglas.Mas dessa vez… ele não parecia com o homem que eu conhecia.Ele parecia cansado.Velho.Quebrado.Douglas abaixou a arma primeiro.O galpão inteiro ficou em silêncio.Até Diego olhou pra ele sem entender.Meu pai respirou fundo an

  • Envolvida com o filho do Dono   Capítulo 91

    Eu ainda tentava abrir a porta do carro, me debatendo como uma louca, gritando o nome de Diego, quando senti a mulher me puxar pelos cabelos.— Me solta! — gritei, tentando acertar qualquer parte dela.Eu não pensava. Só queria sair dali. Voltar. Ver se Diego tinha levantado. Se estava vivo. Se respirava.Mas ela perdeu a paciência.Vi o brilho metálico da arma quando ela tirou da cintura, e antes que eu pudesse reagir, ela segurou meu rosto com força.— Cala a boca, desgraçada.E então veio o golpe.A coronha da arma acertou minha cabeça com tanta força que senti uma dor absurda explodir atrás dos olhos. Um estalo seco ecoou dentro de mim, e tudo ficou embaralhado.Meu corpo amoleceu na mesma hora.Ainda tentei levantar a mão, segurar em alguma coisa, mas o sangue já escorria quente pela lateral do meu rosto. Minha visão ficou turva, as luzes da rua se misturando em manchas.A última coisa que consegui ver, antes de apagar, foi o reflexo do vidro traseiro mostrando as luzes vermelhas

  • Envolvida com o filho do Dono   Capítulo 90

    Continuação.Aquela desgraçada estava me encarando com um ódio tão nítido que chegava a arrepiar. Eu sempre fui muito observadora quando se tratava das pessoas, mas aquela mulher conseguiu me enganar direitinho. Fingiu bem demais.Eu precisava dar um jeito de avisar Diego ou Oto. Virei o rosto procurando Diego no meio do camarote, mas antes que eu pudesse me aproximar, ela entrou na minha frente, bloqueando minha passagem.— Vai pedir ajuda pro maridinho, é? — ela falou, ficando cara a cara comigo. — E quando você entrou com aquela outra desgraçada pra matar o meu, não era tão medrosa assim.Ergui o queixo, segurando a raiva.— O que tiver que resolver, eu resolvo sozinha. Tá me subestimando?Ela soltou uma risada seca, carregada de desprezo.— Subestimar você? Sendo filha de quem é, eu não duvido de nada. Agora quero que você desça do camarote comigo... ou a pessoa que está na porta da sua casa vai tocar no seu filho.Meu sangue gelou na mesma hora.— Se você tiver coragem de mexer n

  • Envolvida com o filho do Dono   Capítulo 89

    Voltei com aquele sorriso malicioso na cara e vi ele lá, sentado na parte mais escura do camarote. Então segui até ele e sentei no colo dele.— Eu tenho um presentinho pra você, amor! — digo baixando no ouvido dele.— O quê? — ele perguntou.Peguei a mão dele e coloquei entre os seios. Ele tirou a calcinha de lá, uma calcinha branca de renda. Ele a amassou na mão, levou até o nariz, cheirou e me deu uma olhada escura. Então peguei a mão dele e levei até minha intimidade, e ele passou o dedo de leve.— Gostou? — sussurrei.— Tá me provocando desse jeito!— Eu queria saber, Diego, como você vai me punir por sair de casa.— Quer saber?Ele apenas levantou, pegou na minha mão e abriu a porta que tinha ali no camarote, já que aquilo era a varanda de uma casa, e uma varanda bem grande. Ele fechou a porta e, antes que eu pudesse processar, me prensou contra a parede de costas, levantando meu vestido e dando um tapa bem forte na minha bunda. Senti ele abaixar a calça e, sem aviso algum, entro

  • Envolvida com o filho do Dono   Capítulo 88

    Nota da Autora: Olá, amores! Desculpem a falta de atualização por aqui, porém estou passando pelo processo de luto pelo meu pai e pelo meu sobrinho, então às vezes a criatividade fica lá embaixo. Mas vamos lá, pouco a pouco ele vai ser finalizado. ❤️Continuação:O baile estava a todo vapor, porque eu conseguia escutar daqui de casa. As meninas já estavam me esperando e, como eu não sou besta e sei que Diego colocou alguém pra me vigiar, coloquei uma lace loira. Hahaha.Dei um beijo no meu Dante, que já estava dormindo. A babá já tinha chegado, então saí descalça, na ponta do pé. Abri a porta com cuidado e vi dois vapores na frente da casa. Resolvi sair pelo corredor lateral, que dava pros fundos.Mas o que me surpreendeu foi um cachorro.Como tinha um cachorro ali?— Calma, cachorrinho! — falei morta de medo.Eu tenho pavor de cachorro. Sério, parecia que eu estava vendo o próprio diabo na minha frente. O cachorro latia tão alto que eu quase pulei o muro.Não deu outra: os vapores qu

  • Envolvida com o filho do Dono   Capítulo 87

    Eu já estava há alguns dias sem colocar os pés na rua, mas precisava levar meu filho para conhecer a avó. Levantei cedo, arrumei o pequeno e fui. A alegria da minha mãe era nítida; até o Loro se apegou ao Dante logo de cara.— Não sabia que tu tava aqui! — Oto disse, saindo do quarto. Fui logo dar um abraço nele.— Tu é grudenta pra caralho, hein?— Tava com saudade do meu maninho, ué!— Sei... agora o Diego te colocou o cabresto, né? — ele riu, me zoando.— Tá vendo, mãe? Ele tá me chamando de égua!— Eu não disse isso! — Oto se defendeu, rindo.— Tu vai ver só. Não vou mais te abraçar e nem venho mais aqui onde tu... — Cruzei os braços, mas parei de falar assim que vi as meninas passando pela janela. — Mãe! Cuida dele um pouquinho?— Claro, filha!Saí de casa sem nem dar moral para o que o Oto estava resmungando e chamei as meninas.— Onde vocês vão com essa pressa?— Tá tendo jogo na quadra, guria! — Verônica respondeu.— Sério? Nem sabia.— Meu irmão tá jogando também. — Julia me

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