INICIAR SESIÓNAmanda, ao ouvir aquilo, deixou a alegria transbordar ainda mais no olhar. Ela realmente não tinha imaginado que tudo fosse caminhar de forma tão fácil.Com a conversa chegando àquele ponto, Durval já não tinha mais muito o que discutir:— Sendo assim, amanhã…Ele ainda falava quando, do lado de fora, começou um burburinho. De longe, todos ouviram alguém mencionar a palavra “polícia”.Logo em seguida, uma batida apressada soou na porta.O coração de Amanda deu um salto estranho, subiu direto para a garganta. Ela, sem perceber, se aproximou mais de Durval.No instante seguinte, a porta do reservado foi empurrada. Quem entrou foi Cauã.Durval olhou na direção dele e, ao ver que ele mantinha aquele jeito displicente de sempre, franziu a testa com força:— Que jeito é esse de entrar? Você não tá vendo que tem convidado importante aqui?— Convidado importante de onde?Cauã, fazendo o papel até o fim, enfiou a cabeça para dentro, varreu o ambiente com os olhos e, quando reconheceu Joana, não
Cauã ficou com o rosto fechado:— A Nina ainda foi boazinha demais.Na cabeça de Cauã, aquele tal de Gustavo não estava à altura da irmã por nenhum ângulo que ele olhasse.Mas, se Luiza decidisse que não queria mais o Gustavo, aí era outra história. O que não dava era outra pessoa aparecer para tomar o lugar que, por direito, ainda era de Luiza.Edson balançou a cabeça, sem concordar totalmente:— Dessa vez… Eu não sei, não.Ele tinha a sensação de que, naquela noite, a calma de Nina não era normal; parecia a tranquilidade de quem já tinha tudo planejado há muito tempo.Nina percebeu muito bem o olhar dos dois irmãos, mas ela não devolveu nem um único gesto.Naquela noite, muitos convidados tinham vindo especialmente de Cidade B, incluindo várias famílias que eram aliadas antigas da família Frota.Como o Sr. Callum detestava esse tipo de evento, ele não tinha ido. Coube a Nina segurar o salão.Para ela, porém, aquele tipo de ambiente não significava desafio algum. Ela se movia entre as
Por isso, Leonardo não tinha respondido de cara à família Frota. Ele ainda achou melhor confirmar com Gustavo.Gustavo ficou em silêncio por alguns segundos e então respondeu:— Eu vou.Os inimigos de Luiza não eram muitos. Talvez, através da família Frota, ele ainda conseguisse alguma pista.Quando Ethan ouviu que ele ainda tinha cabeça para ir a um baile beneficente, ele franziu o cenho com força:— Você ainda desconfia da Amanda?Ele já tinha explicado a Gustavo que o antídoto tinha chegado às mãos dele por meio de Amanda.Pelo que Ethan conhecia da capacidade de Amanda, ela não deveria ter mais nenhuma carta escondida.— Você acha mesmo que tudo o que aconteceu hoje foi coisa que a Amanda teria inteligência pra planejar?Roubo de carro, sequestro, placa clonada, troca de veículo… Tudo tinha sido feito numa sequência perfeita.Gustavo pegou o paletó que estava pendurado nas costas da cadeira e saiu sem dizer mais nada.…Enquanto isso, do outro lado, quando Amanda soube que Gustavo
O motorista estava nervoso, mas ele ainda assim virou o volante com uma precisão impressionante.O policial que tinha começado a andar na direção deles foi chamado por um colega ao lado e acabou voltando.Ao ver isso, o desespero de Luiza quase a engoliu.Aquela provavelmente era a melhor chance que ela teria de escapar sem, ao mesmo tempo, arrastar Gustavo para o olho do furacão.Os vidros já tinham sido travados. Ela não tinha como abaixar a janela. Ela só conseguiu ignorar a dor no couro cabeludo, se jogar contra a porta e começar a esmurrar o vidro com força.Panc. Panc. Panc.Nem dois segundos depois, a mão que a segurava arrancou com violência, puxando-a de volta pelo alto da cabeça.Luiza perdeu o equilíbrio, o corpo foi arremessado contra o encosto do banco, e a dor foi tão aguda que as lágrimas quase saltaram dos olhos:— Vocês não vão conseguir sair de Cidade A. O Gustavo vai achar a gente mais cedo ou mais tarde! Quando ele chegar, vocês já vão estar mortos. É muito melhor m
O coração de Luiza despencou na mesma hora.Se aqueles homens tivessem sido enviados por Gabriela, talvez ela ainda tivesse alguma chance de sair inteira daquela situação.Mas eles tinham vindo por causa de Gustavo. E ela era justamente o ponto fraco que qualquer inimigo usaria para chegar até ele.E ela nem sequer sabia quem estava por trás de tudo.Enquanto eles ainda estavam dentro do território de Cidade A, bastaria ela conseguir falar com Gustavo que ele com certeza encontraria uma saída.Se eles saíssem de Cidade A, ela ficaria nas mãos da outra parte.Ela puxou o ar em silêncio e obrigou a si mesma a se acalmar:— Já que o alvo é ele, vocês precisam primeiro deixar eu falar com ele. Se vocês me soltarem, eu posso ajudar vocês a atrair o Gustavo.O homem de óculos ficou um segundo sem reação e, logo depois, riu com desdém:— Você quer mesmo ajudar a gente a enganar ele… Ou tá tentando é me enrolar?— Você e o Gustavo têm o quê? Uns dez, vinte anos de história juntos? — Ele lançou
Quando a conversa tinha chegado àquele ponto, Dona Paula já não se atrevia mais a barrar.Ela tinha percebido a urgência na voz de Gustavo. O simples fato de ele não ter ido direto até a capela à força já era, na prática, um favor a ela, em reconhecimento pela ajuda com o antídoto.Ela deu a ordem ao empregado:— Leva o Gustavo até a capela.Ao ouvir isso, um traço de surpresa passou pelos olhos de Gustavo.Capela de família não era lugar em que qualquer um entrava.Mas, diante da pressa, ele não perdeu tempo. Ele foi direto na direção da capela.Do lado de fora, Marcelo fazia guarda. Quando ele viu o jeito duro com que Gustavo se aproximava, ele levou um baque. Assim que ouviu a explicação do empregado, ele se apressou:— Eu vou chamar o Sr. Ethan…— Não precisa.Assim que terminou a frase, Gustavo empurrou a porta e entrou na capela.Quando Marcelo pensou em segurar, já era tarde. O empregado ainda explicou, rápido:— Foi Dona Paula que mandou o Gustavo vir.Os passos de Marcelo para







