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SAYURI - MORRO PROIBIDO

Autor: Crisfer
last update Data de publicação: 2026-06-28 05:44:01

O carro sobe o morro devagar, pneus rangendo no asfalto irregular, motor forçando nas curvas apertadas. Eu tô no banco de trás, mãos apertando a barra do vestido vermelho curto que mal cobre as coxas, salto alto machucando os pés. Minha mãe tá na frente, conversando baixo com o motorista — um cara de terno preto que olha pra mim pelo retrovisor. O ar condicionado gelado bate na minha pele arrepiada, mas eu sinto frio por dentro.

Eu reconheço o caminho antes mesmo de ver as placas. O coração dis
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Último capítulo

  • FASCINADA PELO MEU PADRASTO    SAYURI - FASCINADA

    O sol entra pelas frestas da janela, desenhando listras douradas no chão do quarto. Acordo com o calor do corpo do Ariel ao meu lado e o cheiro gostoso de bebê que já tomou conta da casa toda. Ayumi dorme no berço portátil ao lado da cama. Colocamos ela aqui desde que voltamos do hospital, porque nenhum de nós dois aguentava ficar longe e ela tá aqui desde então. Eu viro de lado, apoio a cabeça na mão, e fico olhando. Ela é tão pequena. Tão perfeita. Os olhinhos puxados, igual os meus. A pele morena, que puxou ele. O cabelo preto e liso, uma mistura dos dois. Ela dorme de boca aberta, os bracinhos pra cima, feito um passarinho. — Tá olhando ela de novo? — a voz rouca do Ariel vem de trás, cheia de sono. — Sempre. Ele se aproxima, cola o corpo no meu, o braço envolvendo minha cintura. Beija meu ombro. — Eu também. Toda hora. Ficamos ali, os três, na paz da manhã. Até a Ayumi acordar, com aquele chorinho manso de quem tá com fome. — Vou pegar — ele diz, já levantando. — Deixa q

  • FASCINADA PELO MEU PADRASTO    JOGADOR - DUAS PRINCESAS

    A tarde tava mansa. Daquelas que o morro parece até sossegado, o sol batendo fraco, a brisa entrando pela janela. Eu tava no sofá da sala, a televisão ligada num programa qualquer, mas minha atenção tava toda na Sayuri. Ela tava inquieta. Levantou, foi pro banheiro. Voltou depois de uns minutos, sentou do meu lado. Mal encostou no sofá, levantou de novo. — Tá bem, Sasa? — perguntei, acompanhando ela com o olhar. — Dor de barriga — ela respondeu, a mão na barriga enorme. — Mas não fiz nada. — Senta aqui. Puxei ela pro meu lado no sofá. Coloquei a mão na barriga, sentindo os chutes da Ayumi. Fortes, como sempre. — Ela tá mexendo muito — comentei. — Tá. Parece que quer sair. — Ainda falta um mês, princesa. Calma. Ela tentou sorrir, mas a careta de dor voltou. A campainha tocou. — Deve ser o Alan — falei, levantando pra abrir. Era ele. E com ele, a Bárbara. A enfermeira da clínica onde a Sayuri faz o pré-natal. A mina que, pelo jeito, virou namorada do meu irmão, pois vivem

  • FASCINADA PELO MEU PADRASTO    EDY - FUGA

    O dia começou comum. Sol quente, morro fervendo, a rotina de sempre. O Jogador me chamou cedo, mandou eu resolver umas paradas no morro do Ben. Negócio de rota, de fornecedor, de alinhamento entre as áreas. Coisa chata, mas necessária. O Ben é parceiro, mas parceiro exige atenção. Peguei o carro, desci o morro, subi o outro. A paisagem mudava, mas a essência era a mesma: viela, barraco, olhar desconfiado de quem não te conhece. Cheguei no QG do Ben. O cara me recebeu na porta, aperto de mão firme, olho no olho. — Edy, tranquilo? — ele perguntou. — Tranquilo, Ben. O Jogador mandou lembrança. — Manda um abraço pro chefe. Vamo resolver esses assuntos logo. Entramos. A sala era parecida com a nossa: mesa grande, cadeiras, mapa do morro na parede, radinho chiando. Sentei, abri a pasta, comecei a explicar as propostas do Jogador. O Ben ouvia, acenando, fazendo suas contrapropostas. Tava tudo indo bem. Até a porta abrir com violência. Maya. Ela entrou aos prantos. O cabelo preto b

  • FASCINADA PELO MEU PADRASTO    SAYURI - MEDO

    A madrugada era silenciosa. O tipo de silêncio que pesa, que aperta, que faz a gente ouvir o próprio coração batendo. Eu tava deitada na cama, o Jogador dormindo ao lado, a mão dele pousada na minha barriga como fazia toda noite. Protegendo. Cuidando. Mas eu não conseguia dormir. A gravidez tava avançando. Cinco meses já. A barriga crescia, os chutes da Ayumi ficavam cada dia mais fortes, mais frequentes. Tudo parecia bem. Exames normais, médica satisfeita, o Jogador babando demais. Mas dentro de mim, um medo crescia. Medo de perder. Medo de não ser boa o suficiente. Medo de acabar sendo uma péssima mãe. Medo de que tudo aquilo fosse bom demais pra ser verdade. Fechei os olhos. Tentei respirar fundo. O sono veio devagar. --- Eu tava no hospital. Não sei como cheguei ali, mas tava. Corredor branco, luz forte, cheiro de álcool e medicamento. Gente passando, macas, vozes abafadas. — Sayuri? Uma enfermeira me chamou. Rosto sério, olhos tristes. — Acompanha a gente. Segui

  • FASCINADA PELO MEU PADRASTO    VASSOURA - TREINANDO

    Mano, eu tava há dias pensando nisso. Ver o Jogador e a Sayuri naquela vibe de futuro papai e mamãe mexe com a gente. Não tem como. O cara que eu conheci endurecido pelo morro, que evitava compromisso, agora tava todo bobo escolhendo nome de filha, montando quarto rosa, sonhando com o futuro. E eu ali, vendo aquilo, pensando: porra, e eu? A Daiane. Minha pretinha. Minha gata. A mulher que me fez querer ser mais do que só mais um vapo no morro. Eu queria isso também. Queria um filho. Queria construir uma família. Mas sabia que não podia chegar assim, do nada, jogando a ideia. Tinha que ser especial. Tinha que ser num lugar que significasse algo pra nós. O motel. Aquele onde a gente transou pela primeira vez. Liguei, reservei o mesmo quarto. Mandei flores, deixei tudo preparado. Quando fui buscar ela em casa, ela já tava linda — um vestidinho vermelho curto, cabelo solto, maquiagem leve. Meu coração até pulou. A pretinha é um arraso. — Onde a gente vai? — ela perguntou, entran

  • FASCINADA PELO MEU PADRASTO    DAIANE - PRIMEIRAS COISINHAS

    Acordei cedo pra caralho. Sete da manhã, um horário que Deus não inventou pra mim. Mas hoje era especial. Hoje eu ia com a Sayuri comprar as primeiras roupinhas da Ayumi. Ela tava me esperando na porta da casa dela, ansiosa igual criança véspera de Natal. O vestido soltinho, a barriga ainda pequena mas já aparecendo, o cabelo colorido preso num coque fofo. Tava linda. — Daiane! — ela gritou quando me viu descer do carro do Vassoura. — Finalmente! — Finalmente o quê, mulher? — ri, chegando perto. — Oito da manhã! Até parece que o bebê vai nascer amanhã. — Quero comprar tudo hoje — ela disse, me puxando pra dentro de casa. — O Jogador liberou, mas não pode demorar. Disse que até meio-dia tenho que tá de volta. — Meio-dia? — olhei pro céu. — Tá de sacanagem? Vai dar tempo de comprar o quê? Duas fraldas? — É o que tem pra hoje. — Ela deu de ombros, mas o sorriso não sumia. — Vamo nessa. Antes de sair, o Jogador apareceu na porta. O homem tava com cara de poucos amigos, braço cruzad

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