FAZER LOGIN- Ó Duque, ele solícito sua presença e não se importa se esta enferma ou não. - Abaixou a cabeça logo depois de cuspir as palavras. -E ele quer agora. - Completou com a voz compartilhada.
- Tudo bem - Tentei parecer seguro, mas duvido ter escondido que estava apavorada. - Vamos então - Segurou minha mão me levando para fora do aposento, a medida que chegava minhas pernas pareciam que eu estava dissolvendo, o medo faz isso com as pessoas. Estava parada em frente a uma grande porta, quando Naná mandou os guardas abrirem e se distanciarem, agora eu estava sozinha, com medo. Tentando parecer forte e não com uma garota abestalhada que ele julgaria imatura demais por confiar nas pessoas. Seus olhos se colocaram em mim e o sorriso amedrontador brotou em seus lábios, ele fez um sinal para que eu me aproximasse, se sentou diante de uma curta mesa que tinha seu jantar. Eu não disse nada, mas senti seus olhos queimados em mim, por alguns minutos o silêncio se instalou naquele lugar, mas fora quebrado quando ele mandou que fechassem as portas. -Sente-se. - o Duque falou, quando eu me sentava no assento que nos deixava frente a frente ele me parou. - Aqui. -Sua voz saiu grave e mas bizarra que antes, olhoi para o lugar que ele mandava e a repulsa me tomou, sentiu a bile na garganta e não conseguiu me mover. - AGORA . - Gritou Fechei as mãos em punho e caminhei até onde estava, senti em seu colo apertando fortemente minhas unhas contra a mão, se ele olhasse em meus olhos agora veria as lágrimas toma-los enquanto eu lutava para não derramar, perfurando minhas unhas ferir minha carne. - Pegue as uvas e coloque na minha boca. - Eu quase não consegui fazer aquilo e enquanto ele se satisfizesse eu feria ainda mais minhas mãos com as unhas, poderia sentir um pouco do sangue começar a sair dali. Me asssustei ainda mais quando as portas se abriram em um rompante, me levantei e como um bombeiros, corri dali ouvindo que ele chamasse meu nome, quanto mais corri as lágrimas saiam de meus olhos enquanto escutava passos pesados. Entrei no quarto que dormia e ainda escutava os passos pesados , e em minha cabeça eles tava perto demais , fui até a sala de banho e lá escorei a mão tentando regular a respiração, porem minha mão quase passou direito quando o tijolo se afundo abrindo aquela parede . Escutei abrirem a porta do quarto e não pensei duas vezes antes de entrar e dar um jeito de fechar aquela parede novamente. Me sentei no chão controlando a respiração enquanto aos poucas lágrimas paravam de transbordar . Me levantei devagar, me dando conta que estava em um quarto enorme, andei mais um pouco pelo lugar com pouca iluminação. Acabei tropeçando e caindo em algo macio, abri os olhos devagar e Tapei a boca rapidamente quando percebi aquele homem deitado naquela cama, parecendo estar dormindo. Tentei levantar devagar , mas minha mão ainda com sangue esbarrou no rosto dele "Um rosto frio, frio demais para alguém que parecia dormir" Ao levantar acabei chutando algo, fazendo um barulho enorme, Pensei que o homem fosse acordar, mas ele ao menos se mexeu, aquilo mexeu com minha curiosidade e por mais que lutasse contra, minha mão pousou sob sua testa sentindo o quanto ele estava gelado. Aquilo não era normal, nem um pouco normal. Ousei por a mão em seu pulso e não senti nada, nem uma curta pulsação, meu corpo se retraiu ao perceber o que aquilo fez, ele estava morto. Eu estava ao lado de um cadáverO ULTIMO SACRIFICIO— ADALIA!A mão puxou com força.Adalia caiu.Kally se jogou sobre ela e segurou seus braços.— Não solte!— Eu estou tentando!A mão negra apertava o tornozelo dela.Adalia sentiu o frio subir pela perna.— Kally!Haj correu até os dois.— Segure firme!Amenael e Mesael também chegaram.Dabilla apareceu logo depois.— O que fazemos?O guardião olhou para a rachadura.Seu rosto mudou.— Não é Azrael.Todos ficaram em silêncio.Kally o encarou.— Então quem é?O velho respondeu:— Aquilo que existia antes dele.A rachadura aumentou.Uma voz profunda ecoou pelo salão.— Finalmente...Adalia estremeceu.— O que é isso?O guardião respondeu:— O poder que Azrael tentou controlar.Kally puxou Adalia com mais força.— Então destrua!— Não pode ser destruído.— Então como vamos pará-lo?O guardião olhou para Adalia.— Não vamos.Adalia arregalou os olhos.— O quê?— Vamos fazer com que ele escolha.A mão negra começou a subir.Adalia sentiu uma força tentando entrar em se
Capítulo — A Escolha Final— ADALIA!Kally avançou.A mão que segurava o tornozelo dela era fria como gelo.Adalia tentou se soltar.— Kally!Ele segurou os braços dela.— Não solte minha mão!— Eu não vou!A mão puxou Adalia para baixo.Kally segurou com toda a força.Haj correu até eles.— Segurem ela!Amenael apareceu logo depois.— O que está acontecendo?— O selo! — gritou o guardião. — Azrael deixou uma parte de si aqui!Dabilla chegou correndo.— Então ele ainda está vivo?O guardião respondeu:— Não como antes.Amenael olhou para a rachadura.— Então o que está puxando Adalia?— O último fragmento dele.Kally apertou a mão de Adalia.— Então eu vou arrancá-lo dela.O guardião balançou a cabeça.— Se fizer isso à força, pode destruir a ligação entre ela e o próprio poder.Kally ficou imóvel.— E o que eu faço?O velho olhou para Adalia.— Ela precisa escolher.Adalia sentiu a mão apertar seu tornozelo.A voz de Azrael surgiu dentro de sua cabeça.“Você não pode salvar todos.”E
Capítulo — O Último CercoO caminho de volta para Nera parecia não ter fim.Kally cavalgava na frente.Adalia estava ao seu lado.Haj, Amenael, Mesael e Dabilla vinham logo atrás.Ninguém falava.Todos sabiam que o tempo estava acabando.Então, no alto de uma colina, Kally puxou as rédeas.— Parem.Todos pararam.Adalia olhou para frente.Ao longe, uma coluna de fumaça negra subia até o céu.Nera estava cercada.Haj ficou pálido.— Não...Amenael apertou a espada.— Quantas criaturas?Kally observou o horizonte.— Muitas demais.Dabilla perguntou:— E os soldados?Mesael respondeu:— Sozinhos, não conseguirão segurar.Adalia fechou os olhos.Sentiu o poder de Azrael.Mas dessa vez havia outra presença.Mais profunda.Mais antiga.Ela abriu os olhos.— Ele abriu alguma coisa sob o castelo.Kally olhou para ela.— O quê?— Eu não sei.Ela levou a mão ao peito.— Mas está acordando.Dentro de Nera, os sinos tocavam sem parar.Soldados corriam pelas muralhas.Moradores tentavam se esconde
Capítulo — A Caminho do NorteO amanhecer chegou antes que Adalia estivesse pronta.Ela passou a noite quase sem dormir.Sempre que fechava os olhos, sentia aquela presença.Azrael.Dentro dela.Esperando.Quando o primeiro raio de sol entrou pela janela, Kally já estava vestido.A espada estava presa à cintura.— Você não dormiu — ele disse.Adalia balançou a cabeça.— Toda vez que eu fechava os olhos, sentia ele.Kally se aproximou.— Então não precisa enfrentar isso sozinha.Ela olhou para ele.— Você realmente vai comigo?Kally sorriu.— Eu disse que iria.— E se for uma armadilha?— Provavelmente é.Adalia ficou séria.— Isso não deveria me tranquilizar.Kally riu.— Não era para tranquilizar.Ele segurou a mão dela.— Era para lembrar que, seja qual for a armadilha, nós vamos sair dela juntos.No pátio do castelo, Haj esperava.O braço ainda estava enfaixado.Nana estava ao lado dele.— Você não vai — Kally disse.Haj levantou uma sobrancelha.— Vai tentar me impedir?— Você aca
Capítulo — A Sombra Que RetornouA noite havia caído sobre Nera.Mas não era uma noite comum.As luzes da cidade continuavam se apagando.Uma.Depois outra.E outra.Até que apenas algumas tochas permaneciam acesas nas ruas.O povo olhava para o céu.Ninguém entendia o que estava acontecendo.Kally permanecia na varanda do castelo.Adalia segurava sua mão.— Azrael está vivo — ela sussurrou.Kally apertou os dedos dela.— Eu sei.— Eu senti.Kally olhou para ela.— Onde?Adalia fechou os olhos.Por um instante, tudo ao redor desapareceu.Ela viu uma floresta.Escura.Fria.E, no meio dela, uma mulher caminhando sozinha.A mulher parou.Seus olhos ficaram completamente negros.Então sorriu.Adalia abriu os olhos assustada.— Norte.Kally franziu a testa.— O quê?— Ele está no norte.Amenael se aproximou.— Tem certeza?Adalia assentiu.— Azrael encontrou um corpo.Mesael ficou sério.— Então foi assim que ele sobreviveu.Kally olhou para o horizonte.— Ele não estava tentando vencer n
Capítulo — Aquele Que Não Pode MorrerAs luzes de Nera continuavam se apagando.Uma por uma.Adalia permanecia na varanda ao lado de Kally.O pedaço de tecido negro ainda estava nas mãos dela.“AZRAEL NÃO FOI DESTRUÍDO.”Haj se aproximou.— Isso é impossível.Amenael olhou para o céu.— Nós vimos o selo se fechar.Mesael concordou.— Eu também vi.Dabilla segurou seu braço.— Então como ele sobreviveu?Ninguém respondeu.Kally olhou para Adalia.— Você sentiu alguma coisa quando o selo se fechou?Ela ficou em silêncio.Depois fechou os olhos.Por alguns segundos, não sentiu nada.Então...Uma dor atravessou seu peito.Adalia levou a mão ao coração.— Ele está aqui.Kally ficou sério.— Dentro do castelo?— Não.Ela abriu os olhos.— Dentro de mim.Todos ficaram imóveis.Adalia fechou os olhos novamente.E voltou àquele instante.O templo.Azrael de joelhos.A energia envolvendo seu corpo.O selo se fechando.Mas havia algo que ela não tinha percebido.Uma sombra.Uma pequena parte de







