INICIAR SESIÓNJOSÉ RICARDO
Bem?
Ela está pálida, trêmula e ainda diz que vai ficar bem?
Eu sequer tenho tempo de tentar descobrir o que aconteceu e ela desmaia.
— Senhorita? Senhorita?
Consigo a segurar.
O que aconteceu contigo?
Graças a Deus eu estava por perto e a amparei no exato momento prevenindo que algo pior aconteça. Ela poderia bater a cabeça e ter um traumatismo.
— Acorde, senhorita.
Tento mais uma vez a reanimar, mas é em vão.
Depois de alguns segundos agonizantes, o elevador vai direto para a o subsolo sem parar em nenhum andar.
Assim que o elevador chega na garagem, avisto meu motorista Francisco. Peço para ele me ajudar a levar a jovem até meu carro, pois precisamos levá-la ao um hospital.
A cada quarteirão fico mais aflito, pois há alguns meses uma cena parecida com essa se passou em minha vida, quando a minha filha teve uma parada cardíaca e eu tentei a socorrer, mas foi tarde demais.
Desde então sou um milionário, sozinho no mundo e por obra do destino, revivendo os meus maiores medos.
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Chegando no hospital, Francisco a carrega até a recepção onde um enfermeiro a pega, sem nem ao menos perguntar se ela tem um plano de saúde, e a leva para o atendimento.
— O senhor precisa preencher os dados da moça, para abrirmos o seu prontuário.
Eu sequer sei o seu nome.
— Tudo bem. Só um momento.
Lembro-me de que ela estava segurando uma bolsa, então volto para o carro, a encontro e quando abro, consigo os seus documentos.
Logo vejo o seu nome completo, idade e naturalidade.
Maria Fernanda Rodriguez, vinte anos. Natural da Cidade do México.
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— Conseguiu, senhor?
Assinto e a recepcionista me entrega a papelada. Preencho e logo depois sento-me na recepção.
Alguns minutos se passam e continuo sem nenhuma notícia da Srta. Maria Fernanda.
— Com licença enfermeira, estou aqui há um tempo e ninguém vem da notícia da Srta. Rodriguez.
— Oh, me desculpe, senhor.
Ela vem em minha direção.
— Não tem importância, eu só quero notícias.
— Venha comigo, ela já está no quarto.
Caminhamos por um longo corredor e na porta de número cento e oito, encontramos o médico já saindo.
— Doutor, esse é o acompanhante da Srta. Rodriguez.
Me observa por milésimos de segundos.
— O senhor é parente da Maria Fernanda Rodriguez?
Penso por algum momento e decido afirmar.
— O pai.
O médico parece ficar feliz com o que ouve.
— Sou o Dr. Gonzalez. A Srta. Maria Fernanda chegou com a pressão muito alta, é o que ocasionou o desmaio, e no caso dela esse diagnóstico não faz bem.
Para ninguém com certeza.
— Mas, o diagnóstico, doutor?
Me preparo para ouvir o pior.
— Sua filha está grávida, e ela precisa de muito repouso, pois com essa pressão alta pode correr o risco de perder o bebê.
Meu Deus uma jovem tão bonita, que tanto lembra a minha filha, já passando por isso.
— Obrigado Dr. Gonzalez, eu vou cuidar dela.
— Fico feliz em ouvir isso. Fique à vontade. A noite eu voltarei para dar alta. Preciso ter certeza de que ficará tudo bem.
Ele se vai, quando chego no ambiente vejo Maria Fernanda olhando através da janela para fora do quarto. O seu olhar está bem longe e triste.
— Maria Fernanda.
Ela se assusta, mas logo me reconhece.
— O senhor que estava no elevador e me socorreu, obrigada.
Os olhos ficam cheios de lágrimas.
— Meu nome é José Ricardo. Afirmei ser o seu pai, para estar aqui contigo, espero que não se importe. Eu fiquei preocupado.
— Prazer José Ricardo, e mais uma vez, muito obrigada por me ajudar. Eu não me importo e na verdade é bom ter alguém neste momento.
— O médico me contou sobre a gravidez. Precisa que eu ligue para o pai da Criança?
MARIA FERNANDA VELAZFicamos deitados ali na cama por mais alguns minutos em total chamego, apenas curtindo o pós-prazer, até que os sons característicos de passos e risadas infantis vindos do hall de entrada indicam que os nossos filhos finalmente retornaram do passeio com a babá.Num salto coordenado, entramos no banheiro e tomamos um banho rápido juntos para limpar os vestígios da nossa luxúria. Enquanto o Cadu caminha de volta para o closet para se vestir com uma bermuda e uma camisa leve, pego o meu celular em cima do criado-mudo e envio uma mensagem de texto rápida para a Laura, pedindo para que ela execute o plano exatamente como havíamos combinado na semana passada, de forma discreta.Antes mesmo de eu terminar de abotoar o meu vestido leve de praia, ouvimos batidas rápidas, ansiosas e insistentes na madeira da porta do quarto.— Mamãe!... Papai!... Nós já voltamos da praia, podemos entrar de uma vez? — as vozinhas da Duda e do Rick ecoam juntas, cheias de curiosidade.— Só um
MARIA FERNANDA VELAZAssim que adentramos os limites do quarto e ele chuta a porta de madeira, trancando-nos no isolamento, o desespero do desejo assume o controle total. Mal temos tempo hábil para retirarmos as nossas roupas; as peças são arrancadas e jogadas pelo tapete de forma caótica. Num movimento ágil, empurro o corpo do Cadu de costas contra o colchão da cama e assumo a posição de controle, montando em cima do seu quadril nu.Ele estende as mãos e agarra os meus seios com vontade. Devido às alterações hormonais recentes que só eu sabia, os meus mamilos estão extremamente sensíveis e fartos, e eu solto um arquejo alto quando ele abocanha um deles, sugando a pele com força e despertando uma onda de prazer violenta nas minhas entranhas. Elevo um pouco o meu quadril no ar, direcionando a cabeça do seu pau gigante e viril direto contra a entrada da minha vulva, e deslizo o corpo para baixo de uma só vez, engolindo toda a sua espessura em uma única estocada profunda. Sinto um choque
MARIA FERNANDA VELAZ— Nanda...Levo um susto gostoso e desperto dos meus devaneios quando sinto o peso do corpo do Cadu se acomodar bem na minha frente, na borda da rede.— Meu Deus, amor... eu nem vi quando você se aproximou de mansinho por aqui — murmuro, o coração acelerando com a presença dele.Ele estende os braços fortes, segura a minha mão direita com delicadeza e deposita um beijo demorado e quente na minha pele.— Eu percebi de longe que os seus pensamentos estavam voando a quilômetros de distância daqui, Vida — ele diz, e como sempre acontece, consigo notar o brilho de pura curiosidade e magnetismo no seu olhar castanho.Ajeito o corpo na rede, abrindo o sorriso.— Você não vai acreditar... mas eu estava aqui, olhando o mar, e me peguei recordando minuciosamente cada detalhe do dia do nosso casamento.Cadu sorri de canto, os olhos fixos nos meus, transbordando aquela devoção que me desarma.— Eu também me pego lembrando daquele nosso dia especial a cada segundo, Nanda... —
MARIA FERNANDA VELAZ— Fiz diletinho, papai? — Rick perguntou em um sussurro alto assim que alcançou as nossas pernas, os olhinhos castanhos brilhando de orgulho.— Fez sim, meu campeão... Você foi perfeito — Cadu respondeu com um sorriso largo, abaixando-se para pegar as alianças.— E eu, papai? Eu fui diletinho também? — Duda questionou logo em seguida, ansiosa e dengosa, buscando a aprovação imediata do pai, o que me fez soltar uma risada contida no altar.— Você foi uma verdadeira princesa, minha vida. A mais linda de todas — ele se rendeu, de olhos brilhando.Um sorriso bobo e apaixonado se forma nos meus lábios agora, na rede, ao recordar cada detalhe. Foi, sem dúvida, a memória mais perfeita da minha história. Lembro-me da voz grave do Cadu ecoando pelo microfone da igreja na hora dos votos, deixando de lado qualquer papel escrito:— Nanda... eu passei os últimos dias pensando muito no que escrever para este momento sagrado, contudo, eu percebi que não seria capaz de colocar em
MARIA FERNANDA VELAZNão existe absolutamente nada mais gostoso, pacífico e curativo neste mundo do que caminhar lentamente pela beira da praia, sentindo os grãos de areia molhada fazerem cócegas suaves na sola dos meus pés. O som rítmico do oceano funciona como um bálsamo para a minha alma. Depois de passar um longo tempo isolada, apenas apreciando a imensidão daquele visual paradisíaco, decido fazer o caminho de volta para a residência de veraneio. Esta é a propriedade espetacular com a qual o Cadu me presenteou no nosso primeiríssimo aniversário de casamento; uma fortaleza de amor erguida exatamente na mesma praia deserta em que, anos atrás, nós fizemos amor pela primeira vez na vida.Ao cruzar o portal de madeira, caminho até a varanda gourmet e deito-me confortavelmente em uma das redes de descanso para contemplar o espetáculo do pôr do sol, que tinge o céu de tons de rosa e dourado. Neste momento de calmaria, embalada pelo balanço suave da rede, aproveito a solidão para fazer um
MARIA FERNANDAAo final da tarde, com o início da noite caindo sobre o condomínio, o salão começa a esvaziar e Cadu e eu nos jogamos nas poltronas, completamente exaustos pelo rojão do evento. Porém, o cansaço físico não é absolutamente nada comparado com a satisfação genuína e o alívio de ver os nossos dois filhos tão radiantes, correndo e explodindo de felicidade com os amigos.O saldo do dia foi maravilhoso. Tive o imenso prazer de conviver mais de perto com o tio do Cadu, o senhor Leonardo, que veio direto do México e simplesmente não queria sair de perto dos berços e dos brinquedos dos gêmeos por um único segundo, exercendo o papel de avô babão com um orgulho lindo de ver.Quem também marcou presença e fez questão de prestigiar os pequenos foi o Adolfo, o melhor amigo do meu noivo. Ao longo de toda a tarde, percebi que ele fez um esforço hercúleo e tentou de verdade se animar e participar das brincadeiras; entretanto, olhando para o brilho opaco nos olhos dele, sei que o peso do







