INICIAR SESIÓNMARIA FERNANDA
— Está certo, vou aceitar a sua proposta de ir para a sua casa, porém, não será por muito tempo, só até eu conseguir um trabalho e poder alugar um lugarzinho para meu bebê e eu morarmos longe daqui. Eu tenho medo de permanecer aqui nesta cidade. Daqui a pouco minha barriga vai começar a crescer, e alguém poderá me reconhecer.
Ele analisa cada palavra dita.
— Podemos fazer o seguinte, você fica em casa, até se recuperar, até porque é inviável você sair da cidade nesse estado, uma longa viagem poderá ser perigosa.
O que ele acaba de me dizer é verdade. Com essas tonturas e a oscilação da pressão, não posso me arriscar.
— Você está certo, em primeiro lugar a minha recuperação em prol do meu bebê. Depois vejo o que posso fazer. Estou tão agradecida pelo senhor ter me ajudado, mais cedo e agora.
Durante os próximos segundos acaricio a minha barriga e começo a acreditar que anjos existem.
— Você não precisa me agradecer, eu só quero te ver bem. E no mais, ao meu lado, você decidirá tudo. Já fico feliz com sua decisão de me acompanhar nesse momento. Não iria conseguir ficar tranquilo sabendo que tem uma jovem por aí sem ter ao menos aonde dormir, e grávida. Isso agravaria um pouco mais minha preocupação.
Fico feliz em ouvir as suas palavras.
— Agora, deite-se e descanse. O médico ainda vai querer te observar.
—Tudo bem.
Caminho até a cama e me acomodo. Com um pouco mais de tempo entre uma conversa e outra meus olhos ficam pesados e eu adormeço.
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— Senhorita, estou aqui para te examinar e assinar sua alta.
Só então vejo que já anoiteceu.
— E também lhe passar o encaminhamento para você começar o seu pré-natal. Aqui na cidade temos vários hospitais com ótimos obstetras. Escrevi no verso algumas indicações.
Curiosa, passo rapidamente o olhar por suas sugestões. Oh céus!
— Obrigada, doutor!
Eu o agradeço, mas na verdade não sei nem como vou pagar a consulta de hoje, imagina fazer meu pré-natal inteiro em um dos hospitais mais caros do estado. Ele só indicou os melhores.
Bem, seja lá para aonde for, buscarei uma opção mais em conta.
— Vou providenciar para que a minha filha tenha o melhor acompanhamento durante a gestação, Dr.Gonzalez.
Enquanto fico boquiaberta com o cuidado do Sr. José que já está cumprindo com as suas promessas, o médico se vai.
— Sr. José, não sei como vou pagar essa consulta. Será que ficou muito caro?
Ele sorri, provavelmente achando graça da minha pergunta. É óbvio que ele já providenciou tudo.
— Não se preocupe com as despesas, já cuidei de tudo.
Olha para o horizonte através da janela.
— Eu tenho mais dinheiro do que eu seria capaz de gastar. É muito bom direcionar alguma verba para fazer o bem.
Olho para meu mais novo protetor e tenho vontade de o abraçar, mas ainda estou muito tímida.
— Ouviu o médico mocinha?
Acho tão lindo como um desconhecido consegue se importar comigo. Enquanto o homem que me entreguei por completo e jurou me amar, me ignora.
— Sim senhor.
Ele vem para o meu lado.
— Nada de fazer esforços, você precisa se cuidar para meu netinho nascer saudável e lindo, igual a mãe.
Meus olhos se enchem de lágrimas. Faz tanto tempo que não sinto esse tipo de carinho.
Meus pais me fazem tanta falta e neste momento, tudo fica ainda mais evidente. Como eu queria os ter por perto.
Obrigada minha Virgenzinha de Guadalupe, por colocar o Sr. José Ricardo no exato momento em que precisei de apoio.
MARIA FERNANDA VELAZFicamos deitados ali na cama por mais alguns minutos em total chamego, apenas curtindo o pós-prazer, até que os sons característicos de passos e risadas infantis vindos do hall de entrada indicam que os nossos filhos finalmente retornaram do passeio com a babá.Num salto coordenado, entramos no banheiro e tomamos um banho rápido juntos para limpar os vestígios da nossa luxúria. Enquanto o Cadu caminha de volta para o closet para se vestir com uma bermuda e uma camisa leve, pego o meu celular em cima do criado-mudo e envio uma mensagem de texto rápida para a Laura, pedindo para que ela execute o plano exatamente como havíamos combinado na semana passada, de forma discreta.Antes mesmo de eu terminar de abotoar o meu vestido leve de praia, ouvimos batidas rápidas, ansiosas e insistentes na madeira da porta do quarto.— Mamãe!... Papai!... Nós já voltamos da praia, podemos entrar de uma vez? — as vozinhas da Duda e do Rick ecoam juntas, cheias de curiosidade.— Só um
MARIA FERNANDA VELAZAssim que adentramos os limites do quarto e ele chuta a porta de madeira, trancando-nos no isolamento, o desespero do desejo assume o controle total. Mal temos tempo hábil para retirarmos as nossas roupas; as peças são arrancadas e jogadas pelo tapete de forma caótica. Num movimento ágil, empurro o corpo do Cadu de costas contra o colchão da cama e assumo a posição de controle, montando em cima do seu quadril nu.Ele estende as mãos e agarra os meus seios com vontade. Devido às alterações hormonais recentes que só eu sabia, os meus mamilos estão extremamente sensíveis e fartos, e eu solto um arquejo alto quando ele abocanha um deles, sugando a pele com força e despertando uma onda de prazer violenta nas minhas entranhas. Elevo um pouco o meu quadril no ar, direcionando a cabeça do seu pau gigante e viril direto contra a entrada da minha vulva, e deslizo o corpo para baixo de uma só vez, engolindo toda a sua espessura em uma única estocada profunda. Sinto um choque
MARIA FERNANDA VELAZ— Nanda...Levo um susto gostoso e desperto dos meus devaneios quando sinto o peso do corpo do Cadu se acomodar bem na minha frente, na borda da rede.— Meu Deus, amor... eu nem vi quando você se aproximou de mansinho por aqui — murmuro, o coração acelerando com a presença dele.Ele estende os braços fortes, segura a minha mão direita com delicadeza e deposita um beijo demorado e quente na minha pele.— Eu percebi de longe que os seus pensamentos estavam voando a quilômetros de distância daqui, Vida — ele diz, e como sempre acontece, consigo notar o brilho de pura curiosidade e magnetismo no seu olhar castanho.Ajeito o corpo na rede, abrindo o sorriso.— Você não vai acreditar... mas eu estava aqui, olhando o mar, e me peguei recordando minuciosamente cada detalhe do dia do nosso casamento.Cadu sorri de canto, os olhos fixos nos meus, transbordando aquela devoção que me desarma.— Eu também me pego lembrando daquele nosso dia especial a cada segundo, Nanda... —
MARIA FERNANDA VELAZ— Fiz diletinho, papai? — Rick perguntou em um sussurro alto assim que alcançou as nossas pernas, os olhinhos castanhos brilhando de orgulho.— Fez sim, meu campeão... Você foi perfeito — Cadu respondeu com um sorriso largo, abaixando-se para pegar as alianças.— E eu, papai? Eu fui diletinho também? — Duda questionou logo em seguida, ansiosa e dengosa, buscando a aprovação imediata do pai, o que me fez soltar uma risada contida no altar.— Você foi uma verdadeira princesa, minha vida. A mais linda de todas — ele se rendeu, de olhos brilhando.Um sorriso bobo e apaixonado se forma nos meus lábios agora, na rede, ao recordar cada detalhe. Foi, sem dúvida, a memória mais perfeita da minha história. Lembro-me da voz grave do Cadu ecoando pelo microfone da igreja na hora dos votos, deixando de lado qualquer papel escrito:— Nanda... eu passei os últimos dias pensando muito no que escrever para este momento sagrado, contudo, eu percebi que não seria capaz de colocar em
MARIA FERNANDA VELAZNão existe absolutamente nada mais gostoso, pacífico e curativo neste mundo do que caminhar lentamente pela beira da praia, sentindo os grãos de areia molhada fazerem cócegas suaves na sola dos meus pés. O som rítmico do oceano funciona como um bálsamo para a minha alma. Depois de passar um longo tempo isolada, apenas apreciando a imensidão daquele visual paradisíaco, decido fazer o caminho de volta para a residência de veraneio. Esta é a propriedade espetacular com a qual o Cadu me presenteou no nosso primeiríssimo aniversário de casamento; uma fortaleza de amor erguida exatamente na mesma praia deserta em que, anos atrás, nós fizemos amor pela primeira vez na vida.Ao cruzar o portal de madeira, caminho até a varanda gourmet e deito-me confortavelmente em uma das redes de descanso para contemplar o espetáculo do pôr do sol, que tinge o céu de tons de rosa e dourado. Neste momento de calmaria, embalada pelo balanço suave da rede, aproveito a solidão para fazer um
MARIA FERNANDAAo final da tarde, com o início da noite caindo sobre o condomínio, o salão começa a esvaziar e Cadu e eu nos jogamos nas poltronas, completamente exaustos pelo rojão do evento. Porém, o cansaço físico não é absolutamente nada comparado com a satisfação genuína e o alívio de ver os nossos dois filhos tão radiantes, correndo e explodindo de felicidade com os amigos.O saldo do dia foi maravilhoso. Tive o imenso prazer de conviver mais de perto com o tio do Cadu, o senhor Leonardo, que veio direto do México e simplesmente não queria sair de perto dos berços e dos brinquedos dos gêmeos por um único segundo, exercendo o papel de avô babão com um orgulho lindo de ver.Quem também marcou presença e fez questão de prestigiar os pequenos foi o Adolfo, o melhor amigo do meu noivo. Ao longo de toda a tarde, percebi que ele fez um esforço hercúleo e tentou de verdade se animar e participar das brincadeiras; entretanto, olhando para o brilho opaco nos olhos dele, sei que o peso do







