INICIAR SESIÓNMARIA FERNANDA
Saio do hospital de braços dados com o meu pai de mentirinha, e vamos em direção ao seu carro.
O motorista quando nota a nossa presença, abre a porta para eu poder entrar e em seguida o Sr. José Ricardo faz o mesmo.
Ficamos em um silêncio confortável, então apoio a minha cabeça na janela do carro e penso em como minha vida mudou do dia para a noite.
Agora eu preciso ser forte, não só por mim, mas pelo ser que eu carrego em meu ventre, ele precisa sentir o quanto é amado.
A cada quarteirão que avançamos, fico perdida em pensamento ao mesmo tempo observo a escuridão da noite.
— Chegamos, Maria Fernanda.
O toque no meu braço me faz perceber que o carro parou. Em seguida, o motorista abre a porta para mim, e quando saio vejo uma casa perfeita.
— Uau, que casa linda.
Ele tem um olhar nostálgico principalmente quando foca a atenção nas flores do jardim.
— Aqui eu vivi os melhores momentos da minha vida. Naquela porta da entrada, carreguei a minha esposa pela primeira vez quando nos casamos para cumprir com a tradição de levar a noiva nos braços até o quarto, a minha amada adorava cuidar da casa, especialmente deste jardim. Aqui também vi os primeiros passos da minha filha. Esta casa foi palco dos seus aniversários, testemunhou o seu crescimento. Aqui é um lugar especial.
— A sua casa é maravilhosa. Ela transborda amor e muita saudade. Agora eu consigo entender o que em poucas horas eu passei a significar para o senhor. Mas, o senhor acha realmente certo ter a minha presença aqui?
Eu não quero parecer uma aproveitadora.
— Com certeza, Maria Fernanda. De que adianta ter uma casa tão grande se não tenho companhia?
Ele aponta para a porta, me pedindo em silêncio para entrar.
— Muito obrigada.
— Você está fazendo muito mais por mim do que ao contrário. Agora vamos entrar? Você precisa descansar.
Abro bem os olhos pois lembro-me de um detalhe superimportante. Que cabeça a minha, eu não tenho nenhuma roupa reserva.
— Como vou ficar aqui sem ter nada para usar?
Ele dá risada.
— Isso não é problema, os meus empregados de confiança, vão resolver essa questão bem rápido. Não precisa se preocupar. Sofia, a minha governanta e amiga, poderá arrumar umas peças para você se trocar, e amanhã, vamos providenciar suas roupas.
Minha Nossa Senhora de Guadalupe.
— Eu tenho roupas em casa, não precisa se preocupar. Na verdade, elas já estão guardadas em uma mala como já te disse. Enfim, em um par de horas, posso ir buscar.
Ele acena negativamente.
— De forma alguma. Aquele desgraçado pode estar te esperando pronto para te dizer poucas e boas, não vamos arriscar este encontro que pode prejudicar o seu bebê.
Fico emocionada por tanto cuidado.
— Não tenho palavras para agradecer a sua bondade perante uma mulher que acabou de conhecer. Porém eu era funcionária do Cadu. Preciso acertar meu tempo, receber o meu dinheiro e buscar a minha carteira de trabalho.
Ele me interrompe com gestos.
— Você não precisa de mais nada, Maria Fernanda.
Então me encaminha até as escadas e se eu fiquei sem palavras com a casa do lado de fora, por dentro parece que estou em um sonho, pois ela é ainda mais bonita.
Entretanto, não tenho tempo para apreciar nada, logo vamos para o andar dos quartos, um corredor cheio de portas.
— Esse será o seu quarto no tempo que ficar aqui, a decoração é neutra, pois ele é destinado para hóspedes, mas você fique à vontade em mudar a decoração.
Se ele soubesse como a minha antiga moradia é simples, entenderia que estar me dando o mundo.
— Já estou recebendo demais, daqui a pouco vou ficar mal-acostumada.
— Essa agora será a sua casa. Pode fazer o que desejar, terá toda a liberdade do mundo.
Eu o abraço.
— Mais uma vez muito obrigada por todo o carinho.
O pego de surpresa, até que ele me abraça de volta.
— Vamos entre no seu quarto. Logo a Sofia vem te ver.
Assim como pedido eu vou conhecer o cômodo e a cada detalhe que vejo, fico mais encantada.
Ele é enorme, contém uma cama no centro, sofá como se fosse uma sala particular e uma TV.
Logo ao lado um closet e uma suíte com banheira. Porém, o que mais me encanta é a paisagem. A janela do quarto dá direto para um jardim bastante iluminado.
— A vista é linda.
— Fico feliz que gostou, agora vou te deixar descansar.
Dizendo isso ele sai e fecha a porta.
MARIA FERNANDA VELAZFicamos deitados ali na cama por mais alguns minutos em total chamego, apenas curtindo o pós-prazer, até que os sons característicos de passos e risadas infantis vindos do hall de entrada indicam que os nossos filhos finalmente retornaram do passeio com a babá.Num salto coordenado, entramos no banheiro e tomamos um banho rápido juntos para limpar os vestígios da nossa luxúria. Enquanto o Cadu caminha de volta para o closet para se vestir com uma bermuda e uma camisa leve, pego o meu celular em cima do criado-mudo e envio uma mensagem de texto rápida para a Laura, pedindo para que ela execute o plano exatamente como havíamos combinado na semana passada, de forma discreta.Antes mesmo de eu terminar de abotoar o meu vestido leve de praia, ouvimos batidas rápidas, ansiosas e insistentes na madeira da porta do quarto.— Mamãe!... Papai!... Nós já voltamos da praia, podemos entrar de uma vez? — as vozinhas da Duda e do Rick ecoam juntas, cheias de curiosidade.— Só um
MARIA FERNANDA VELAZAssim que adentramos os limites do quarto e ele chuta a porta de madeira, trancando-nos no isolamento, o desespero do desejo assume o controle total. Mal temos tempo hábil para retirarmos as nossas roupas; as peças são arrancadas e jogadas pelo tapete de forma caótica. Num movimento ágil, empurro o corpo do Cadu de costas contra o colchão da cama e assumo a posição de controle, montando em cima do seu quadril nu.Ele estende as mãos e agarra os meus seios com vontade. Devido às alterações hormonais recentes que só eu sabia, os meus mamilos estão extremamente sensíveis e fartos, e eu solto um arquejo alto quando ele abocanha um deles, sugando a pele com força e despertando uma onda de prazer violenta nas minhas entranhas. Elevo um pouco o meu quadril no ar, direcionando a cabeça do seu pau gigante e viril direto contra a entrada da minha vulva, e deslizo o corpo para baixo de uma só vez, engolindo toda a sua espessura em uma única estocada profunda. Sinto um choque
MARIA FERNANDA VELAZ— Nanda...Levo um susto gostoso e desperto dos meus devaneios quando sinto o peso do corpo do Cadu se acomodar bem na minha frente, na borda da rede.— Meu Deus, amor... eu nem vi quando você se aproximou de mansinho por aqui — murmuro, o coração acelerando com a presença dele.Ele estende os braços fortes, segura a minha mão direita com delicadeza e deposita um beijo demorado e quente na minha pele.— Eu percebi de longe que os seus pensamentos estavam voando a quilômetros de distância daqui, Vida — ele diz, e como sempre acontece, consigo notar o brilho de pura curiosidade e magnetismo no seu olhar castanho.Ajeito o corpo na rede, abrindo o sorriso.— Você não vai acreditar... mas eu estava aqui, olhando o mar, e me peguei recordando minuciosamente cada detalhe do dia do nosso casamento.Cadu sorri de canto, os olhos fixos nos meus, transbordando aquela devoção que me desarma.— Eu também me pego lembrando daquele nosso dia especial a cada segundo, Nanda... —
MARIA FERNANDA VELAZ— Fiz diletinho, papai? — Rick perguntou em um sussurro alto assim que alcançou as nossas pernas, os olhinhos castanhos brilhando de orgulho.— Fez sim, meu campeão... Você foi perfeito — Cadu respondeu com um sorriso largo, abaixando-se para pegar as alianças.— E eu, papai? Eu fui diletinho também? — Duda questionou logo em seguida, ansiosa e dengosa, buscando a aprovação imediata do pai, o que me fez soltar uma risada contida no altar.— Você foi uma verdadeira princesa, minha vida. A mais linda de todas — ele se rendeu, de olhos brilhando.Um sorriso bobo e apaixonado se forma nos meus lábios agora, na rede, ao recordar cada detalhe. Foi, sem dúvida, a memória mais perfeita da minha história. Lembro-me da voz grave do Cadu ecoando pelo microfone da igreja na hora dos votos, deixando de lado qualquer papel escrito:— Nanda... eu passei os últimos dias pensando muito no que escrever para este momento sagrado, contudo, eu percebi que não seria capaz de colocar em
MARIA FERNANDA VELAZNão existe absolutamente nada mais gostoso, pacífico e curativo neste mundo do que caminhar lentamente pela beira da praia, sentindo os grãos de areia molhada fazerem cócegas suaves na sola dos meus pés. O som rítmico do oceano funciona como um bálsamo para a minha alma. Depois de passar um longo tempo isolada, apenas apreciando a imensidão daquele visual paradisíaco, decido fazer o caminho de volta para a residência de veraneio. Esta é a propriedade espetacular com a qual o Cadu me presenteou no nosso primeiríssimo aniversário de casamento; uma fortaleza de amor erguida exatamente na mesma praia deserta em que, anos atrás, nós fizemos amor pela primeira vez na vida.Ao cruzar o portal de madeira, caminho até a varanda gourmet e deito-me confortavelmente em uma das redes de descanso para contemplar o espetáculo do pôr do sol, que tinge o céu de tons de rosa e dourado. Neste momento de calmaria, embalada pelo balanço suave da rede, aproveito a solidão para fazer um
MARIA FERNANDAAo final da tarde, com o início da noite caindo sobre o condomínio, o salão começa a esvaziar e Cadu e eu nos jogamos nas poltronas, completamente exaustos pelo rojão do evento. Porém, o cansaço físico não é absolutamente nada comparado com a satisfação genuína e o alívio de ver os nossos dois filhos tão radiantes, correndo e explodindo de felicidade com os amigos.O saldo do dia foi maravilhoso. Tive o imenso prazer de conviver mais de perto com o tio do Cadu, o senhor Leonardo, que veio direto do México e simplesmente não queria sair de perto dos berços e dos brinquedos dos gêmeos por um único segundo, exercendo o papel de avô babão com um orgulho lindo de ver.Quem também marcou presença e fez questão de prestigiar os pequenos foi o Adolfo, o melhor amigo do meu noivo. Ao longo de toda a tarde, percebi que ele fez um esforço hercúleo e tentou de verdade se animar e participar das brincadeiras; entretanto, olhando para o brilho opaco nos olhos dele, sei que o peso do







