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Capítulo 8

last update publish date: 2021-03-10 20:10:12

Otávio Ferrara

Que beijo nos afastamos e fiquei olhando para os seus olhos, não falamos nada, mas logo o nosso silêncio foi interrompido por outra pessoa.

- Boa noite - quando nós viramos tinham dois policiais.

- Nós estamos procurando por Jack da Silva, por espionagem industrial e pirataria - eles faram e não sei quem tem a maior cara de surpresa se sou eu ou a Maria.

- Como você pôde? - a Maria perguntou

- Eu não tenho nada a ver com isso Maria, quem fez está denunciar, oficial - perguntei.

- Está informações não lhe posso dar - o policial falou e olhou para Maria. - Você é Jack da Silva?

- Sim sou eu, e não sou nenhum pirata e espiã - ela falou e pegou o papel - A delegacia, deixa eu ver se entendi vocês estão me perdendo por fazer um vestido para minha irmã, vocês não podem me levar presa - a Maria falava alterada, e o policial tenta colocar as algemas.

- Não

me toquem - a Maria falou

- Se você.

- Deixa eu ver isso Maria, eu sou advogado - ela me entregou a intimação.

- Se você resistir a detenção também é um delito...

- Mas aqui está pedindo para ela se apresentar a delegacia e não que vocês têm que a levar presa - falei ficando na frente dela.

- Estou fazendo o meu trabalho que é levar a acusada

- Eu vou levá-la porque se vocês tocarem um dedo nela eu quem vou processar vocês, Maria vamos você tem que ir comigo- falei e saímos ela no meu carro e os policiais no carro atrás, a Maria não falou comigo o caminho todo

Assim que entramos na delegacia os policiais queriam levá-la para cela, mas não permite foram tirar o seu depoimento e fui retirar a queixa eu mato a Sabrina por isso.

- Como você quer tirar a queixa, que os Ferrara fizeram, quem você pensa que é? - o mesmo polícia o falou.

- Eu sou Otávio Muller Ferrara, executivo e advogado do império Ferrara, quem prestou está queixa foi a minha ex namorada para se vingar, então todos os documentos estão aqui eu quero retirar a queixa.

eles foram resolver a papelada, e um senhor vem até mim, noto a preocupação e a raiva.

- Onde está a minha neta? - o senhor falou

- Calma, compadre, oi eu sou à vera uma amiga da família e a Maria? - ela perguntou gentil, mas angustiada

- Ela já vai ser solta a queixa foi retirada e eu sou Otávio Ferrara - falei e a cara de surpresa do avô dela ao ouvir meu sobrenome

Esperamos ainda uns 20 minutos até ela sair, quando ela saiu fui até ela precisava saber se ela estava bem

- Maria como está? - perguntei preocupado e ela me deu um tapa na cara, todos na delegacia ficaram de boca aberta, ela foi até o avô e o abraçou e depois fez isso com a dona Vera

- Maria por que você fez isso? este cavalheiro que resolveu tudo- a dona Vera falou e tentei me aproximar

- Não se aproxime - ela falou grossa

- Você continua acreditando que eu tenho alguma coisa a ver com isso? - perguntei

- Não sei, e não me interessa averiguar, o que eu sei e que a minha vida era, muito mais tranquila sem você, e que eu nunca havia pisado em uma delegacia antes- ela falou com uma mão na cintura

- Eu entendo que você esteja chateada Maria, mas...

- Mas nada Otávio, teve um momento da minha vida que achei que você era a melhor coisa que tinha me acontecido, eu digo isso com o meu avô e a dona Vera de testemunha, mas agora para mim está bem claro que você é só um cataclismo que a Vera previu - ela falou com uma tristeza no olhar

- Cataclismo? - perguntei confuso

- Cataclismo filho são eventos de sorte que mudam radicalmente a vida de determinadas pessoas essa sorte pode ser boa sorte ou má sorte - à vera me explicou mesma a Maria a puxando para saírem eu tentei ir atrás, mas ela voltou

- Me escute bem Otávio, eu não quero mais ver, nem você nem a sua família- ela falou e saiu eu não conseguir volta para casa, se eu visse a Sabrina eu poderia a matá-la fui para um hotel precisava de um tempo sozinho.

As palavras da Maria, ficavam na minha cabeça, várias e várias vezes, mas eu entendo, ela estava com raiva, eu também estaria, mas não posso sumir da vida dela o que eu sinto por ela eu nunca senti por ninguém, e tenho certeza que nunca vou sentir isso na vida.

Na manhã segunda fui olhar uns apartamentos, e parece loucura, mas tudo que eu queria era um apartamento mais família e este era perfeito, os donos estavam viajando então só pode alugar, mas mandei uma proposta para o casal.

Quando sair fui direto para o trabalho mal entrei e minha avó me chamou para a sala dela.

- Por que não dormiu em casa? - minha avó perguntou assim que entrei não deixando eu nem sentar

- Porque não queria ver a cara da Sabrina, nos terminamos ontem e ela mandou prenderem a Maria - falei e minha avó ficou me analisando

- Você continua pensando nessa garota? - minha avó perguntou.

- Sim - responde sorrindo lembrando da Maria

- Não te vejo assim a muito tempo, a última vez você tinha 9 anos e se apaixonou por uma menina qual é o nome dela?

- Alicia - falei e ela sorriu

- Mas me conta, mas sobre esta garota a tal Maria? - ela fala e meu sorriso aumenta

- Olga a Maria é maravilhosa...

- Onde ela mora, o que ela faz, quem é sua família? - minha avó perguntou me sentei

- Primeiro deixa eu te falar de como ela é, ela é uma garota maravilhosa, tem uns olhos divinos tão penetrante desde da primeira vez que o vi eu não consegui mais sair, e tem um sorriso, e ela é uma garota doce, e tem caráter, é destas pessoas que fala a verdade de frente- minha avó pegou na minha mão.

- Está bom, senão eu vou ficar com diabetes de tanta fofura- minha avó falou voltando a sentar. - Mas me conta onde ela mora? - ela perguntou com um sorriso

- Próximo

à Vila Lenne, jardim alguma coisa esqueci - falei e minha avó franze-o o ceno.

- E eles trabalham no que? - ela perguntou com um certo medo

- São padeiros - falei e ela se levantou

- Eles são padeiros donos de uma grande rede de padarias, destas bem rica - ela falou andando pela sala

- Não Olga, ela é padeira dona de uma padaria, na verdade a padaria é do avô dela, mas ela trabalha lá

- Não, Otávio, uma padeira não? - ela falou surtando

- Porque não, ela é padeira é uma profissão digna e ela é uma mulher maravilhosa

- Ela é pobre Octávio...

- Ela fez aquele sapato que você amou, ela estudou em Paris em uma das maiores universidade de moda, infelizmente ela ainda não terminou, mas você sabe o talento que ela tem.

- Sim ela é talentosa, mas não deixa de ser pobre e você é o ajuizado da família

- Olga eu tenho certeza que quando você a conhecer, vai ama-la - falei e foi aí que vê um sapato igual ao da Maria

Só que estava assinado Ferrara

- Não me olhe com está cara Otávio, eu fiz o mesmo que ela - ela falou se sentando na cadeira.

- Não você, não fez o mesmo que ela, ela fez um vestido para a irmã usar em uma festa, uma única vez, ja você fez milhares de cópias do sapato dela, firmou como se fosse seu - falei irritado

-Milhares não, foram feitos apenas 15 pares é uma edição limitada, estas flores são feitas a mão e é preciso de muito cuidado para ficar perfeito

- Isso é muito pior...

- Não ela roubou um desenho meu eu roubei um desenho dela, e a lei da vida - ela falou debochada eu ia fala, mas o telefone tocou e a cara da minha avó era de espanto

- Assaltaram uma das boutiques - ela falou desligando o telefone e se levantando. 

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