登入Julia sempre soube que seu destino estava selado desde antes de seu nascimento. Nascida em uma família marcada pelo poder e influência da máfia italiana, ela foi prometida a Mateus, o filho do temido capo Francisco. Forçada a se casar com um homem que nunca conhecera e contra sua própria vontade, Julia se vê presa em um mundo de luxos e perigos. O casamento é consumado na noite de núpcias, e Mateus, mesmo sendo um homem duro e cruel, promete tratar Julia com respeito, jurando não tomar nada que ela não lhe permitisse. No entanto, Mateus não é o único com segredos. Julia, em sua solidão e desespero, descobre que ficou grávida na mesma noite de sua união. Ela tenta esconder sua condição dos olhos curiosos de sua nova família e de seu marido, que está constantemente ocupado com os assuntos da máfia. A gravidez é um fardo que Julia carrega sozinha, aumentando sua angústia e seu desejo de fugir. Enquanto Mateus mergulha cada vez mais fundo nos negócios sujos da máfia, realizando assassinatos e mantendo a ordem sob o comando de seu pai, Julia se vê cada vez mais isolada. Sua única fuga é o seu segurança pessoal, herança do seu falecido pai. No entanto desenvolve uma relação de proximidade e paixão platônica, embora saiba que qualquer aproximação possa ser fatal. A vida de Julia se torna um jogo perigoso entre a necessidade de manter seu segredo e a iminente ameaça de seu marido e da máfia. Ela precisa decidir se aproveitará a chance para escapar ou se lutará para salvar o homem que nunca desejou e seu futuro incerto.
查看更多Aleksei Vasiliev
Eu já vivi séculos, mas em certas noites parece que todos eles repousam sobre os meus ombros como correntes invisíveis. A eternidade não é feita de luxo, poder ou prazer. É feita de ausências. De silêncios tão profundos que ecoam mais alto do que mil vozes. Nasci sob o teto dourado da Rússia imperial, quando ainda havia neve limpa cobrindo São Petersburgo e carruagens cruzavam avenidas largas. Eu era filho de uma família nobre, herdeiro de terras e títulos que não significavam nada para mim. Tinha o coração rebelde demais para aceitar tradições e a ambição juvenil de querer o mundo. Foi nesse tempo que a vi. Uma jovem de beleza rara, com cabelos escuros e olhos que pareciam carregar a própria alvorada. Elena. Ela não pertencia ao meu círculo. Não tinha jóias caras, nem vestidos bordados em Paris. Mas tinha algo que nenhuma das mulheres do meu mundo possuía: verdade. — Vai me olhar assim por quanto tempo? — ela perguntou uma vez, com um sorriso tímido, quando nos cruzamos na praça. — Até que se canse de ser contemplada. — respondi, e ela riu, balançando a cabeça como quem não acreditava na ousadia. Eu a amei como se cada respiração dependesse dela. E talvez dependesse. Porque até então eu nunca havia sentido algo tão avassalador. Mas o destino não costuma ser generoso. Naquela mesma juventude, fui caçado por algo que não compreendia. Um vampiro antigo, faminto, me escolheu como presa. Eu lutei, ou pensei que lutei. — Corra! — gritei para Elena, antes que ele me alcançasse. — Não vou deixar você sozinho! — ela respondeu, mas eu já sentia as garras dele me prendendo. Quando seus dentes perfuraram minha pele, não houve escuridão, mas sim um clarão. O êxtase do sangue roubado e a dor de morrer se misturaram. E então veio a fome. A maldição. A eternidade. Transformado, eu caminhei pelos anos como um exilado. A sede era minha senhora, a noite minha prisão. Até que, uma década depois, voltei a encontrá-la. Aurora, ainda linda jovem, ainda viva. O mesmo rosto, o mesmo sorriso que me atormentava em sonhos. Eu deveria tê-la deixado viver sua vida. Mas o medo de perdê-la me corroeu. Eu a transformei. — O que você fez comigo? — ela gritou na primeira noite, quando percebeu o que havia se tornado. — Salvei você. — menti para me enganar. — Você me condenou, Aleksei! — seus olhos brilhavam de amor e ódio ao mesmo tempo. Ela me odiou por isso, ainda que também me amasse. Nossa vida juntos foi um incêndio, apaixonada, perigosa, insaciável. Ela me chamava de maldição e de salvação na mesma frase. E eu aceitava, porque não havia outro destino para mim além dela. Até o dia em que ela morreu em meus braços. Não pela fome, não pela eternidade, mas por acidente humano, uma cruzada de caçadores que a confundiram comigo. O corpo dela tremia quando sussurrou: — Eu não entendo você… mas eu amo você. E então o silêncio. Não importa quantas mortes já presenciei, aquela foi a única que me matou. A partir dali, a eternidade se tornou apenas deserto. Nenhum sangue, nenhum corpo submisso, nenhuma entrega preenchia o espaço que ela deixou. Eu vaguei. Séculos de vazio. Hoje começo duzentos e sessenta anos sinto o vazio obscuro da minha existência. Há noites em que até um vampiro se cansa de existir. Eu era novo quando fui transmutando, não tinha chegado aos trinta, congelei nessa imagem que muitas mulheres desejam… mas eu só desejo uma. Ela me espera na outra vida e eu vou encontrar com ela. E naquela noite chuvosa, eu decidi que não queria mais resistir. Três homens me encontraram em um beco, não por acaso. Eu os deixei me acertar. Socos, chutes, facas curtas. A dor não era nada diante da eternidade que eu carregava. Meu corpo poderia suportar. O que não suportava mais era o vazio. Eu queria a morte, se é que ela existe para alguém como eu. Quando o sangue escorreu pelo canto da boca, não lutei. Apenas fechei os olhos e deixei que viesse o fim. Mas o som de pneus freando cortou a noite. Um carro invadiu o beco, faróis intensos. Os homens recuaram, assustados, como ratos diante da chama. A porta se abriu, e a voz que eu conhecia melhor do que qualquer outra soou: — A polícia já está a caminho! Seus desgraçados, covardes. Eles fugiram em segundos. Eu, porém, fiquei imóvel, sentindo o coração, que é lento, quase parando, acelerar pela primeira vez em pouco de dois séculos. Ela caminhou até mim, saltos firmes contra o asfalto molhado. A chuva deslizava por seus cabelos escuros, grudando no rosto de pele clara. Nos olhos dela havia fúria, coragem, desprezo pelos agressores. E eu, que já não esperava nada, a vi outra vez. Não a mesma, mas tão idêntica que minha alma quase se partiu. Ela não me reconheceu, é claro. Como poderia? Sua alma havia renascido, mas sua memória não. Ainda assim… era ela. Os mesmos olhos, a mesma centelha, a mesma força que sempre me destruiu e me salvou. Os mesmos olhos, a mesma essência. A minha Elena. — Você está bem? — perguntou, agachando-se ao meu lado. O cabelo dela caiu para frente, e por um instante meu mundo se resumiu ao perfume da chuva misturado ao dela — Eu vou te levar para o hospital. Aguenta firme aí. Minha voz saiu rouca, quase um sussurro: — Hospital, seria uma péssima ideia. Ela franziu o cenho, irritada com o que considerou teimosia. — Está sangrando. Precisa de ajuda. Eu a encarei. Mesmo sem lembranças de mim, mesmo sem saber quem eu era, ela ainda vinha até mim. Ainda me salvou. E foi naquele instante que entendi, o destino não tinha acabado comigo. Não ainda. — Eu te encontrei… Elena. — deixei escapar o nome que pertenceu a ela na outra vida, mesmo sabendo que ela não entenderia. A chuva lavava meu sangue e minhas dores, mas não conseguia apagar a certeza… Elena estava ali, viva, tocando meu braço. Séculos de vazio se romperam como vidro. Eu não estava mais sozinho. E quando nossos olhos se encontraram, eu ensanguentado e ajoelhado no asfalto, soube que a eternidade acabou de me devolver aquilo que julgava perdido para sempre.Capítulo 102: Dois casamentos Duas medidasThomazEu estava na festa, cercado pelas luzes e sorrisos falsos, mas não conseguia deixar de sentir que algo estava errado. Catarine, minha irmã, não estava por perto há um bom tempo, e aquilo me incomodava. Sempre tivemos uma relação complicada, mas eu me preocupava com ela. Algo dentro de mim gritava que havia algo mais acontecendo, e eu não podia ignorar.A princípio, tentei afastar o pensamento, mas a ausência dela tornou-se evidente. Andei pelo salão, procurei nos lugares onde geralmente ficava, mas nada. Fui até nossos pais, Mateus e Júlia, e puxei minha mãe para o lado.— Mãe, você viu a Catarine? Ela sumiu há algum tempo, e isso não me parece certo.Ela franziu o cenho, claramente também incomodada. Mateus, ao nosso lado, ouviu a conversa e logo seus olhos endureceram. Ele era um homem severo, e sua preocupação muitas vezes se manifesta de maneiras intensas. Quando a ausência de Catarine ficou clara para ambos, decidimos procurá-la j
Capítulo 101: Armadilhas do destinoJúliaA festa estava em pleno andamento, a música envolvente preenchia o ar e as risadas ecoavam pelo salão. No entanto, meu olhar estava fixo em Anna. Desde que ela chegara, algo me intrigava. Havia uma aura de mistério ao seu redor, algo que me deixava alerta.Mateus estava ao meu lado, observando a cena com um semblante sereno, mas eu sabia que ele também notara a presença dela. Decidi me aproximar, não apenas por curiosidade, mas porque sentia que precisava entender quem era essa mulher que estava prestes a se tornar parte da nossa família.— Olá, Anna! — cumprimentei, tentando manter um tom amigável. — Queria conhecer a minha futura cunhada. Como você está se adaptando?Ela virou-se para mim, um sorriso educado nos lábios, mas havia uma barreira que parecia invisível. — Estou bem, obrigada, Júlia. A festa está realmente maravilhosa.— Fico feliz que esteja gostando. E como está sua família? Você mencionou que tinha irmãos? — perguntei, tentando
Capítulo 100: Um brinde a escolhidaMarcoA festa estava a pleno vapor, com risos e conversas altas ecoando pelas paredes da mansão. Eu havia dançado com várias mulheres, todas pertencentes às patentes mais altas do nosso mundo. No entanto, meu olhar estava fixo em uma mulher que não deveria estar ali. Ela não era o tipo que eu esperava encontrar em uma festa da máfia. Mas havia algo nela que me atraía, algo que me lembrava da minha ex esposa, Laura.Cabelos escuros e ondulados, pele clara e um sorriso que poderia iluminar qualquer sala. Eu precisava conhecê-la. Enquanto dançava, procurei por ela entre os convidados. Finalmente a encontrei, sozinha em um canto, observando a festa com um olhar curioso. Um impulso inexplicável me guiou até ela.— Oi, posso me juntar a você? — perguntei, oferecendo um sorriso genuíno.Ela assentiu, um pouco surpresa, mas seus olhos brilharam com interesse. Começamos a conversar, e quanto mais eu a conhecia, mais percebia a conexão que tínhamos. Ela falava
Capítulo 99: O que o futuro nos aguardaMateusA festa estava em pleno vapor, e o salão do castelo estava deslumbrante, iluminado por lustres que refletiam uma luz suave sobre os rostos sorridentes dos convidados. Eu olhava tudo com um orgulho que mal conseguia conter. As moças dançavam em seus vestidos elegantes, cada uma mais bela que a outra, todas com um único objetivo: conquistar Marco. Meu braço direito, meu irmão por escolha, merecia uma esposa que o completasse.Júlia estava deslumbrante em seu traje de gala, a barriga de três meses evidenciada com graciosidade. Havia algo de mágico na forma como ela se movia, sua presença iluminando o ambiente. Ela sempre foi uma força da natureza, mas agora, com a gravidez, havia uma nova dimensão de beleza e força que transparecia em seu olhar.Enquanto observava os convidados, pensei sobre o quanto a vida havia mudado. As crianças, Ruan e Carlito, estavam em seus quartos, mergulhados em sonhos, vigiados pelas babás que sempre se certificava


















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