FAZER LOGINDominic
— Então me mostre o quanto esperou por mim — sussurrou ela, a voz baixa, tão preparada quanto eu para aquele momento. Foi tudo o que precisei. Passei um braço pela sua cintura, puxando-a para perto, enquanto o outro afagava seus cabelos. A brisa gelada vinha do ar condicionado, mas a temperatura parecia ter subido alguns graus. Ela era minha companheira e eu faria questão de mostrar a ela o que isso significava. Beijei-a com ternura e voracidade, sentindo a pulsação do meu próprio desejo incendiar cada célula do meu corpo. Minhas mãos firmes deslizaram pelas suas costas até alcançarem sua cintura, puxando-a para mais perto de mim. Não haveria mais noites de angústia, espera ou receio de outra mulher ocupar o lugar que era dela por direito. A chama do tesão estava incontrolável, e ela era a minha maldita ruina, não havia por que adiar nenhum segundo a mais. Minha boca desejava explorar cada pedacinho da sua pele, haveria tempo para tudo isso assim que nos tornassemos marido e mulher. Agora, entretanto, tudo que importava era saciar esse desejo acumulado. E eu mal conseguia conter a impaciência que me percorria. Segurei-a pela nuca e, com um movimento brusco, coloquei lá no centro da cama. A respiração dela estava tão ofegante quanto a minha, e nossos olhares tentavam se encontrar em meio a escuridão. Comecei a me despir, peça por peça, sentindo a ansiedade dela acompanhar a movimentação das minhas mãos. O peito subindo e descendo em um ritmo frenético. Quando fiquei completamente nu, avancei sobre ela, colando nossos corpos novamente, e deslizei meus dedos pelos seus ombros, afastando delicadamente as finas alças da camisola. O tecido, suave, escorregou por seu tronco e o retirei por completo, revelando que ela não usava nada além da camisola e o que parecia ser uma minúscula calcinha de renda. Mas que… caralho… — murmurei, surpreso e dominado pela excitação. Seus seios, já enrijecidos, praticamente imploravam pela minha boca. Inclinei a cabeça, abocanhando-os com uma sede insaciável. A cada lambida e sucção, ela gemia de prazer, e os sons que ela emitia incentivavam meu pau a inchar ainda mais. Ela estava com uma calcinha mínima que mal escondia o quão molhada já se encontrava. Eu quero tudo dela, cada parte, cada suspiro e cada gemido. — Alfa… ahh… — ela arfava, arranhando de leve minha nuca. Sem me afastar muito, movi a mão para dentro da calcinha, pressionando meu dedo contra a carne deliciosa da sua intimidade. Soltei um rosnado rouco ao sentir o quanto ela estava quente e úmida, enquanto seu clitóris latejava sob o meu toque. Tomado por uma vontade incontrolável de possuí-la, abri suas pernas e inspirei, sem pudores, sua boceta arrepiada e convidativa. Aquilo era simplesmente uma delícia para os meus instintos sedentos. — Vamos ao que interessa — falei, puxando-a pelas coxas para a beirada da cama, me colocando em pé, ansioso pelo que viria a seguir. Percebi um leve hesitar na postura dela, uma pontinha de insegurança que me deixou ainda mais atento aos sinais do seu corpo. Toquei-a com carinho, roçando a ponta do meu pau pulsava de excitação, na sua entrada úmida. — Vai doer um pouquinho — avisei, sem deixar de tentar encará-la nesse maldito escuro. — Tudo bem — ela respondeu, com a voz carregada de nervosismo, mas decidida a não recuar. A imagem dela deitada, as pernas abertas, o rosto angelical contrastando com a luxúria presente em cada pedaço de pele, era a visão mais erótica que eu conseguiria projetar em minha mente. Quase me perdi naquela cena, mas respirei fundo, segurando as rédeas do meu próprio prazer para prolongar cada segundo. Então, decidi brincar um pouco, torturando a mim mesmo ao acariciar a entrada quente e úmida com a cabeça do meu pau, sentindo ela se contorcer entre expectativa e desejo. Quando comecei a entrar, ela gemia baixinho, os seios balançando de leve a cada movimento. Sua expressão alternava entre prazer e um toque de dor, mas a forma como ela me tocava, completamente entregue, me deixava em chamas. Saber que eu era o seu primeiro tornava tudo ainda mais intenso. Com essa certeza, soquei forte, afundando em sua boceta, ouvindo-a soltar um grito sufocado que me fez quase perder o controle. — Dominic — ela gemeu, num tom que misturava surpresa, desejo e até um quê de desespero. — Ohh… eu… — Gostosa… Tão apertada... — rosnei, continuando a estocar sem parar. — Porra, você é tudo que eu sempre quis. — Ohh, isso, Alfa… — ela me tocava enquanto passava as mãos pelos próprios seios, os mamilos ainda molhados da minha boca, num ato que me deixou extasiado pela ousadia. Decidido a ter cada porção do corpo dela, avancei pela cama, inclinando meu tronco sobre o dela, para que pudéssemos nos beijar e eu pudesse roubar o fôlego que ela tentava recuperar. Metia sem dó, mas atento a cada suspiro e gemido. Quando seus lábios se uniram aos meus, tudo se tornou ainda mais delicioso, um emaranhado de respirações pesadas, saliva, suor e fogo. — Você é uma delícia… — gemi, entre um beijo e outro, descendo minha boca pelo seu pescoço. O prazer me invadia a ponto de quase me cegar, mu lobo rosnava para reivindicar sua companheira e marca-la como nossa agora mesmo. Lutei contra o desejo sabendo que parte da tradição era marcar minha companheira perante a alcateia No entanto, eu queria prolongar aquela sensação. Beijei cada pedacinho da sua pele, do pescoço aos ombros, sentindo o gosto suave do seu suor, que me deixava ainda mais faminto. Ela se arqueava sob mim, buscando mais contato, mais atrito, mais tudo. Eu sentia o momento se aproximando, a tensão sexual em nossos corpos indicando que logo iríamos gozar. Com cada gemido, cada arquejo, cada “ohh” sussurrado, eu me perdia mais na grandiosidade do seu desejo. Segurei-lhe o rosto entre as mãos para e a beijei sentindo cada traço de prazer que a dominava. Laura parecia ter sido feita para isso, para ser possuída por mim sem pudor algum, dei mais estocada estremecendo enquanto sentia Laura gozae de forma incontrolável. — Goza no meu pau, meu amor — eu grunhi, sentindo o êxtase subir pela coluna. — Ohh… — ela arfava, ainda em meio aos tremores do orgasmo. Agarrei sua cintura com firmeza e com um último mergulho profundo, deixei que meu prazer explodisse, enchendo-a com minha semente que parecia acumular sete vidas inteiras. Mesmo enquanto jorrava dentro dela, eu continuei me movendo, prolongando cada gota do nosso prazer. O calor da sua boceta acolheu o meu orgasmo, fazendo-me soltar um gemido forte que ecoou pelo quarto.MayaA calma que se instalava na ala hospitalar não se refletia nas paredes de pedra do grande salão do conselho.O poder é um vácuo perigoso; basta o líder estar acamado por um instante para que as hienas tentem testar a resistência dos limites.Acompanhada por Damon Torricelli e por dois guardas de elite do Norte, adentrei a câmara do conselho ao meio-dia. Os dez anciãos do Sul já estavam acomodados ao redor da grande mesa de carvalho. No centro, sobre a mesa, repousava o documento que eu enviara mais cedo: o decreto de confisco absoluto dos bens da família Davenport e a reorganização das patrulhas de fronteira sob a supervisão das forças compostas.Assim que me aproximei da cabeceira da mesa, o Ancião Marcos estava sentado ao centro, com seu semblante altivo, ele era um dos mais antigos aliados da nobreza tradicional de Valência, colocou-se de pé. Ele não esperou que eu me sentasse. Bateu a mão espalmada sobre o pergaminho, o rosto avermelhado de indignação.— Isso é um absurdo, L
O som do telefone sendo recolocado no gancho ressoou como um tiro na minha mesa. A frase de Henrique continuava reverberando na minha mente, paralisando meus dedos sobre o teclado: a Laura estava no prédio. O ar no setor de compliance pareceu congelar, e o bipe característico das portas do elevador se abrindo no andar da diretoria fez meu peito dar um salto doloroso. Laura não foi em direção ao gabinete da presidência. Passos rápidos e pesados cruzaram o piso atapetado. Quando ergui os olhos, ela já estava parada no início da ilha de mesas. O rosto jovem continuava pálido, com marcas profundas do choro da madrugada, mas a postura vinha carregada por uma fúria cega e incontrolável. — Laura... — murmurei em um fio de voz, tentando me levantar. — Não fala o meu nome, sua vadia! — o grito de Laura rasgou o silêncio do escritório como uma bomba. Ao redor, o barulho de teclados cessou instantaneamente. Analistas, secretárias e diretores pararam o que estavam fazendo, virando as cabeças
Maya Os corredores que levavam à ala hospitalar da mansão pareciam mais longos e frios do que o habitual.A cada passo, o som das botas pesadas da guarda de elite do Norte ecoava como um lembrete constante da nova ordem instalada em Valência. Acompanhada por meu avô e Damon, atravessei os portões duplos de madeira nobre, deparando-me com uma cena de puro caos contido. Médicos e enfermeiras corriam de um lado para o outro carregando frascos de antisséptico, panos limpos e bacias de água morna. A Matriarca Eleonora permanecia de pé ao lado da porta de vidro fosco da sala de cirurgia, com as mãos postas em oração e os olhos vermelhos de tanto chorar. Ao notar a minha aproximação, ela interrompeu o transe e caminhou na minha direção, o semblante abatido pela angústia. — Maya... — murmurei a Matriarca, olhando para a minha túnica manchada de vermelho. — Você devia estar repousando. O estresse de tudo o que aconteceu... o bebê... — O bebê está bem, Matriarca — respondi num tom suave, po
Maya O som do alvoroço no grande salão parecia abafado, como se eu estivesse submersa em água profunda. O cheiro ferroso e denso do sangue de Dominic preenchia o ar, misturando-se ao meu próprio perfume e provocando uma agitação dolorosa no meu lobo interior. As minhas mãos, antes tão firmes e calculistas, tremiam incontrolavelmente enquanto cobriam a ferida aberta no ombro dele. O tecido nobre de sua túnica cerimonial estava encharcado de um vermelho vivo e quente. — Abram caminho! Tragam a maca agora! — a voz da Matriarca Eleonora ressoou em desespero enquanto ela se ajoelhava ao meu lado, as lágrimas cortando a sua face nobre. Os médicos da corte e os guardas de Valência cercaram-nos rapidamente. Dois socorristas posicionaram a maca de madeira e couro ao lado do Alfa Supremo. Dominic arfava pesadamente, os dentes cravados no labial inferior para conter os gemidos de dor enquanto a sua regeneração lupina lutava contra o chumbo quente alojado sob a clavícula. Mesmo com a visão tu
Dominic O tempo pareceu parar. Cada batida do meu coração ressoava nos meus ouvidos como um tambor de guerra. Ver o cano da arma apontado para a cabeça de Maya, com o guarda traidor imobilizando os seus braços por trás, fez a minha fera interna urrar em puro desespero. Se aquela bala disparasse, nada mais no mundo faria sentido. — Afastem-se! Todos vocês, deem dois passos para trás ou eu estouro a cabeça dessa vadia agora mesmo! — urrou Laura, descontrolada, a voz esganiçada e trêmula rasgando o silêncio do salão. Maximos Ravenwood e Damon Torricelli travaram no lugar. Os rostos dos dois guerreiros do Norte recobertos de puro ódio e pavor contido. Lentamente, mantendo as espadas empunhadas, eles deram passos curtos para trás, abrindo espaço para não provocar o disparo. — Laura, olhe para mim — pedi, num tom baixo, pausado e incrivelmente calmo, tentando conter o tremor do meu próprio corpo. Puxei a arma de fogo do meu coldre devagar, sob o olhar atento e histérico dela. Sem
Maya O sol do fim de tarde dourava as janelas altas do grande salão do conselho, mas a luz que invadia o ambiente não trazia qualquer calor. O ar estava pesado, saturado de tensão. As forças do Norte e do Sul, dispostas em lados opostos da sala, mantinham as mãos próximas aos cabos das suas espadas. No centro da sala, sobre o pedestal de pedra, repousavam as insígnias de Valência e os selos de Ravenwood. Sentada ao lado do meu avô Maximos na mesa de honra, eu vestia uma túnica preta de veludo com detalhes em prata — as cores do Norte. À minha direita, o Alfa Damon Torricelli vigiava o recinto como uma pantera prestes a saltar. Do outro lado da sala, Dominic permanecia de pé, com a túnica de Alfa Supremo e o rosto rígido como mármore, mas os seus olhos dourados constantemente buscavam os meus, implorando por uma réstia de calor que eu não estava disposta a entregar. As grandes portas de ferro do salão rangeram ao se abrir. Dois guardas da elite conduziriam Laura Davenport para o







